PLANTAS TÊM MEMÓRIA E RECONHECEM RIVAIS



Investigadores descobriram que as plantas são capazes de “lembrar” e “reagir” à informação contida na luz.
Elas transmitem informações sobre a intensidade e qualidade da luz de folha em folha de uma forma muito semelhante ao nosso sistema nervoso. Estes “sinais eletro-químicos” são conduzidos por células que atuam como “nervos” nas plantas.
Os pesquisadores usaram imagens de fluorescência para ver como as plantas respondiam. A luz que brilhou sobre uma folha causou que a planta inteira respondesse. E a resposta, que assumiu a forma de reações químicas induzidas pela luz nas folhas, continuou no escuro – ou seja, a planta se “lembrou” da informação codificada na luz.
O que foi ainda mais peculiar é que a reação das plantas mudou conforme a cor da luz que as atingiu. Os pesquisadores suspeitam que as plantas possam usar a informação codificada em função de estimular reações químicas de proteção, já que o efeito de diferentes cores de luz afetou a imunidade das plantas a doenças.
Quando se brilhava uma luz na planta por uma hora e as infectava com um vírus ou bactérias 24 horas depois, a planta resistia à infecção. Mas quando a planta era infectada antes de brilhar a luz, ela não conseguia construir a resistência.
Ou seja, os cientistas afirmam que a planta tem uma memória específica para a luz que constrói a sua imunidade contra patogenias, e ela pode adaptar essa memória a diferentes condições de luz, afinal cada dia ou semana de uma temporada tem uma “qualidade de luz” característica.
Os pesquisadores dizem que isso pode ser considerado uma forma de
inteligência. [
BBC]


Fonte:http://hypescience.com/plantas-tem-memoria/

Plantas possuem memória e raciocínio

Experiência mostra que as folhas são capazes de se lembrar de eventos passados, aprender e trocar informações entre si.

Quem tem plantas em casa costuma tratá-las com carinho - existe até quem converse com as suas. Não é para tanto. Mas uma experiência feita pela Universidade de Varsóvia constatou que as plantas são mais sofisticadas do que parecem - elas têm formas primitivas de memória, raciocínio e aprendizado. Ou seja, inteligência. Os cientistas poloneses colocaram uma planta da espécie Arabidopsis thaliana (parente da mostarda) num ambiente escuro. Em seguida, um feixe de luz foi projetado sobre uma folha. Os cientistas descobriram que essa folha era capaz de enviar instruções para as demais - que, apesar de não estarem recebendo nenhuma luz, imediatamente começaram a se preparar para isso. As plantas também são capazes de se lembrar, por até 4 dias, quando foi que receberam luz pela última vez - e até a tonalidade exata dessa luz. Os cientistas supõem que as plantas usem essa informação para saber em qual época do ano estão. "Isso poderia ajudá-las a se preparar contra doenças típicas de cada estação", dizem os autores do estudo. A memória e a comunicação das folhas usam um sistema de enzimas, que são armazenadas e transportadas pela planta. É o mesmo princípio que permite que as plantas "conversem". Em 2007, cientistas holandeses descobriram que os indivíduos de uma espécie de trevo, o Trifolium repens, estão interconectados e alertam uns aos outros da presença de lagartas parasitas - ameaça à qual as plantas reagem deixando suas folhas mais duras e menos apetitosas.

Fonte:http://super.abril.com.br/ciencia/plantas-possuem-memoria-raciocinio-598627.shtml

Plantas reconhecem rivais e lutam



As plantas não podem ver ou ouvir, mas podem reconhecer seus irmãos. Segundo uma pesquisa recente, elas usam sinais químicos secretados de suas raízes.
Em 2007, investigadores canadenses descobriram que uma planta litorânea, chamada eruca-marítima, pode reconhecer seus irmãos – plantas que nasceram das sementes da mesma planta, ou mãe. Eles observaram que quando as sementes crescem ao lado das “irmãs” no solo, elas não competem desenvolvendo muitas raízes.
Caso uma das plantas seja enviada para um espaço desconhecido, ela começa a competir com as outras, deixando crescer mais raízes para pegar os nutrientes da água e o mineral do solo.
Os investigadores da Universidade de Delaware quiseram descobrir como as plantas podiam identificar seus parentes.
“As plantas não têm nenhum marcador sensorial visível e não funcionam longe de onde são plantadas”, afirma Harsh Bais, professor-assistente de Ciências da Planta e do Solo na Universidade de Delaware. “Isto se transforma então em uma busca para testar padrões mais complexos de reconhecimento.”
Bais e a doutoranda Meredith Biedrzycki começaram a realizar um estudo com populações selvagens de Arabidopsis thaliana, uma espécie de pequeno florescimento, usada frequentemente como modelo em pesquisas de plantas.
Eles resolveram utilizar populações selvagens ao invés das produzidas em laboratório porque esta última “tem sempre primos flutuando ao redor do laboratório”, disse Bais.
Em uma série de experiências, as sementes germinadas foram expostas ao líquido com secreções da raiz dos irmãos, dos desconhecidos (não-irmãos) ou somente de seus próprios líquidos.
O comprimento da raiz lateral mais longa e do hipocótilo – primeira parte que dá forma a planta –, foram medidos. Uma raiz lateral é a que se estende horizontalmente para fora da raiz preliminar, que cresce para baixo.
As plantas expostas aos desconhecidos tiveram uma formação lateral da raiz maior do que as que foram expostas aos irmãos. Com estes últimos, as folhas das plantas se tocarão frequentemente para se entrelaçar, quando plantas estranhas começarem a crescer, afirmam os estudos.
Bais agora pretende examinar o motivo das plantas crescidas com seus irmãos em grandes monoculturas, como o milho, serem afetadas, e se elas são mais suscetíveis aos micróbios patogênicos. Ele também busca responder como elas sobrevivem sem competir.
“Possivelmente, quando as famílias crescem juntas, a recepção de nutrientes pode ficar afetada e eles podem ser menos ávidos”, especula Bais. [MSNBC]

Plantas podem se reconhecer entre si, exibem nepotismo



Experimentos mostram que a sálvia pode reconhecer uma planta geneticamente idêntica a ela brotando por perto. Além disso, os dois clones se comunicam e cooperam um mutuamente, para evitar serem comidos por herbívoros.
As descobertas aumenta a possibilidade de que as plantas, assim como os animais, muitas vezes preferem ajudar os seus parentes do que outros indivíduos. A habilidade para distinguir os semelhantes é vital na natureza. Permite que muitos animais mostrem favoritismo àqueles semelhantes geneticamente.
Alguns experimentos mostrara que se uma planta cresce perto de outras que não são da mesma família, as duas vão competir por nutrientes e água. Mas se crescer perto de outra da mesma família, as duas não vão tentar competir. Entretanto, nesses experimentos, quando dois brotos da mesma planta são cultivados juntos, suas raízes ainda competem pelos recursos. Isso implica que duas plantas separadas não podem reconhecer a família genética. Agora a pesquisa feita por Richard Karban da Universidade da California em Davis, EUA, e Kaori Shiojiri da Universidade de Kyoto em Otsu, Japão, revelou que algumas plantas são capazes de fazer isso.
Eles pegaram brotos da Artemisia tridentata, uma espécia de planta que não se reproduz normalmente por clonagem. Eles colocaram cada broto perto de seu parente genético, essencialmente seu clone, ou perto de uma sálvia que não fosse da mesma família, e deixaram as plantas crescerem na selva da Reserva Natural de Sagehen Creek da Universidade da California, nos EUA. Os pesquisadores cortaram cada clone que plantaram, conciliando os danos que podem ser causados por herbívoros naturais, como grilos.
Depois de um ano eles descobriram que as plantas crescendo juntas de seus clones lesados sofreram 42% menos danos de herbívoros do que aqueles crescendo junto de plantas lesadas que não são da mesma família. Karban suspeita que as plantas se comunicam usando componentes químicos voláteis. Quando uma planta é cortada, ou sofre ataque de herbívoros, ela emite esses ingredimentes químicos no ar, avisando aqueles ao redor para se defenderem, seja enchendo suas folhas com químicos nocivos ou movendo fisicamente seus troncos ou folhas de um modo menos atraente aos predadores.
“isto implica que as plantas são capazes de um comportamento mais sofisticado do que imaginamos”, afirmou Richard. [BBC]

Fonte:http://hypescience.com/