OS NOVE TIPOS DE PERSONALIDADE - ENEAGRAMA,UMA BÚSSULA COMPLEXA


UMA BÚSSOLA COMPLEXA
O Eneagrama como Modelo de Investigação


TIPOLOGIA  E TRADIÇÃO
Foi com a Protoanálise de Oscar Ichazo [1] que surgiu o ‘Eneagrama da Personalidade’, isto é, uma classificação sistemática de nove tipos humanos baseada na lógica de traços e características cognitivas popularizada por Gurdjieff. Para ele, a personalidade é máscara da verdadeira essência do ser humano.
Em algum ponto de nosso desenvolvimento, nos fixamos em um dos nove pontos da circunferência e, a partir deste ponto, construímos nossa personalidade. Cada ‘ponto de fixação’ corresponderia a uma ‘paixão’ dominante e a um tipo de personalidade eneagramática.

 
Tipo Eneagramático
Ponto de Fixação ou recorrência cognitiva
Paixão ou motivação de deficiência
UM
Perfeccionista
A ordem
Raiva
DOIS
Prestativo
O outro
Orgulho
TRÊS
Bem-sucedido
A imagem
Vaidade
QUATRO
Individualista
As formas
Inveja
CINCO
Observador
O saber
Avareza
SEIS
Questionador
O medo
Timidez
SETE
Sonhador
A palavra
Gula
OITO
Confrontador
A justiça
Luxuria
NOVE
Pacifista
O corpo
Preguiça

Assim, para Idazo, a cada ponto de fixação (ou recorrência cognitiva), há uma paixão (ou motivação de deficiência) correspondente. Paixão e fixação se retroalimentam, então, formando uma personalidade/tipo do Eneagrama e nos afastando de nossa essência, de nosso verdadeiro Ser (ou nos mantendo ‘dormindo’ como dizia Gurdjieff).
Nessa lógica, durante o desenvolvimento humano haveria, em algum momento traumático, uma perda, uma limitação, um fracasso no crescimento do potencial pleno, uma fixação do ego em relação à circulação de energia psíquica. A personalidade funciona como uma forma para perpetuar a inconsciência a partir de ‘um ponto cego’, em que a canalização energia se daria de forma desequilibrada, em que “a percepção está cega da própria cegueira”. Assim, personalidade e inconsciência também formam em um círculo vicioso: a personalidade condicionada conduz à uma interferência específica no organismo biológico (reforçando o ponto de fixação); essa interferência no organismo causa uma perda da experiência (da totalidade) do Ser; e, finalmente, a perda da experiência de Ser alimenta à paixão dominante e à perpetuação da personalidade condicionada.

Veja aqui um resumo das fixações e paixões de acordo com cada tipo:







 

  • O Perfeccionista (tipo 1): tipo com preferência pelo centro motor (introvertido) que negligencia o centro mental. 
Fixação: É extremamente organizado e trabalhadora, com padrões de exigências muito altos - nas áreas de seu interesse. Sério e sincero, procura ser independente dos outros e evita que os outros dependa dele. Estabelece fronteiras claras em relação aos territórios físicos e mentais, acreditando que é possível controlar todas situações através da organização. Paixão: valoriza a "moral e bons costumes", julga tudo e todos, muitas as vezes com críticas destrutivas. Quando as coisas não saem segundo seus planos ou ordens, explode em raiva irracional, por isso a 'Ira' foi o pecado capital escolhido para sua caracterização.  
  • O Prestativo (tipo 2): tipo com preferência pelo centro emocional (extrovertido) que negligencia o centro mental. 
Fixação: Identifica-se facilmente com os problemas e com desejos alheios,  tendo dificuldade de dizer 'não' quando se trata de ajudar alguém. Paixão: porém essa empatia afetiva nunca é verdadeiramente desinteressada, ao contrário faz parte de uma estratégia de manipulação que tenta fazer com os outros dependam de si. O 'número dois' dá, dá, dá ... para ser aceito. Em compensação, cuidam tanto dos outros que se esquecem de si e não se atem as suas próprias necessidades, desejos e anseios. Eles não precisam disso. E por isso o 'Orgulho' é sua  característica principal. 
  • O Bem Sucedido (tipo 3): tipo com preferência pelo centro emocional (ambivalente) que negligencia o próprio centro emocional. 
Fixação: Assim tem facilidade em disfarçar seus sentimentos verdadeiros (raiva, medo, ansiedade, etc.), usando várias máscaras (uma para cada ocasião). Por isso, também é chamado de 'Camaleão'. Quer ser admirada a qualquer custo e vê tudo em função dessa disputa neurótica pela admiração e pelo reconhecimento. Geralmente são pessoas exigentes, preocupadas em alcançar suas metas/objetivos. Paixão: a 'Vaidade' ou capacidade emocional de falsificar a verdade a partir de realidades relativas e subjetivas, principalmente transferindo a responsabilidade de seus erros para os outros. 
  • O Individualista (tipo 4): tipo com preferência pelo centro emocional (introvertido) que negligencia o centro motor. 
Fixação: Geralmente são pessoas muito sensíveis e com pouco contato com o mundo exterior, identificando e explicando melhor as coisas através de símbolos. Gosta de ser especial, única e singular, cultivando gostos diferentes e estranhos. Prezam o status social e tem carência de atenção; porém, ao mesmo tempo, que sentem superior aos outros, sofrem devido ao isolamento. Paixão Muito têm uma tendência à depressão e à melancolia. Para eles, desejar é mais importante que possuir, pois tão logo conseguem o objeto de seus desejos, normalmente sentem-se frustrados). Por isso, a 'Inveja' é seu pecado capital. 
  • O Observador (tipo 5): tipo com preferência pelo centro mental (introvertido) que negligencia o centro motor. 
Fixação: São pessoas extremamente objetivas e racionais, mas que têm certa dificuldade em relacionar-se com os outros. Pode ignorar facilmente as pessoas ao seu redor, incomodando-as. Gostam de se isolar para solver o conhecimento aprendido e detestam quando usurpam-lhes o tempo ou a liberdade com detalhes ou tarefas pequenas. Paixão: a Avareza. Porém, não se trata simplesmente de dinheiro, mas sobretudo de tempo e de  conhecimento. O ego do número cinco se recusa a dividir sua experiência de mundo, que acredita ser mais racionalizada do que a da maioria. 
  • O Questionador (tipo 6): tipo com preferência pelo centro mental (ambivalente) que negligencia o próprio centro mental. 
Fixação: são pessoas que procuram ficar mentalmente ocupadas para não pensar. Daí serem tanto muito questionadoras (os 'advogados do Diabo') como também intuitivas. Paixão: O medo. Os ' número seis' são pessoas dependentes e inseguras, que precisam sempre de um referencial ( um chefe, uma instituição) como sustentação. Entre os mentais, são mais leais e confiáveis em relação aos preceitos de seu grupo do que aos amigos individualmente. Dividem-se em fóbicos (ou covardes assumidos) e contrafóbicos (aparentemente destemidos), que podem chegar a extremos.
  • O Sonhador (tipo 7): tipo com preferência pelo centro mental (extrovertido) que negligencia o centro emocional. 
Fixação: São pessoas sempre entusiasmadas e alegres, mas que alimentam muitas ilusões e fantasias. Na verdade, com essa 'inocência' o tipo número 7 evita entrar em contato com qualquer eventual dor ou sofrimento, só observando o lado bom dos acontecimentos e da vida. São, geralmente, oradores muito loquazes e manipuladores.  Paixão: A gula, não apenas de alimentos, mas de pessoas, informações e aventuras. Os 'número 7' têm gula de qualquer coisa que lhe dê prazer. Fala demais, assim como tende a fazer tudo demais. 
  • O Confrontador (tipo 8): tipo com preferência pelo centro motor (extrovertido) que negligencia o centro emocional.
Fixação: Pessoas que vêm o mundo em relação à justiça e poder, e se consideram capazes de dirimir e vingar suas injustiças. E muitas vezes cometem absurdos em nome dos desprotegidos que pretendem defender. Paixão: Buscam o confronto como forma de impor sua supremacia, muitas vezes por simples prazer. Gostam de conquistar mais e mais territórios e de serem vistos como pessoas fortes, capazes de proteger aqueles que os ajudarem. Nunca pedem perdão. A princípio, são sempre contrários a qualquer novidade.
  • O Pacifista (tipo 9): tipo com preferência pelo centro motor (ambivalente) que negligencia o próprio centro motor. 
Fixação: Este tipo se caracteriza por evitar os conflitos a todo custo. Ao contrário dos outros tipos motores (1 e 8) tem uma relação democrática em relação aos territórios físicos e mentais, tanto invadindo como deixando invadir seus domínios. São pessoas que não estabelecem fronteiras nem limites do espaço/tempo. Paixão: A Preguiça.  Mas não a simples preguiça do ócio em relação ao trabalho. Trata-se aqui de uma indolência mental, de uma 'preguiça de ser', muitas vezes oculta sobre a capa de muitas atividades não essenciais. O pecado do pacifista é postergar coisas importantes.

Porém foi o pesquisador Cláudio Naranjo [2] que fundamentou cientificamente a idéia do Eneagrama como um modelo descritivo da Psicologia da Personalidade contemporânea, enriquecendo a tipologia de Idazo com observações detalhadas sobre diferentes mecanismos recorrentes de defesa seletiva de outras classificações tipológicas.
Podemos destacar três grandes contribuições de Naranjo ao sistema:
1) A abordagem terapêutica e o papel de não-interferência do ministrante. Enquanto Gurdjieff (certamente um número oito) interagia instintivamente com seus discípulos através da confrontação, apresentando provas e exercícios segundo suas fixações; Oscar Idazo se utilizava da técnica de diagnóstico autorizado, indicando o tipo de cada um dos seus alunos e clientes. Naranjo, por sua vez, defende o autodiagnóstico, ou seja, cada um deve descobrir seu próprio tipo dentro do sistema de classificação supervisionado por simples coordenador. O papel de ministrante do Eneagrama evoluiu do guru espiritual para o psicólogo e deste para o facilitador terapêutico.
2) Uma teoria da neurose meta-instintiva, baseada em estratégias gerais de adaptação. Estabelecendo analogias entre a Protoanálise de Oscar Idazo e outras tipologias psicológicas em uma única taxonomia científica, Naranjo construiu uma engenhosa ‘teoria da neurose e da degradação da consciência’. Freud construiu sua teoria da neurose a partir da idéia de repressão da vida instintiva, principalmente da sexualidade: a neurose era uma forma de sublimação patológica de nossos desejos. Para Naranjo, a neurose (ou a fixação em um ponto de recorrência) também se origina em uma experiência traumática a partir da qual se fixa uma reação obsoleta (um mecanismo de defesa recorrente) aliada à perda da capacidade de agir criativamente.
Mas, ao invés limitar a experiência traumática à sexualidade, Naranjo pensa em uma estratégia geral de adaptação do ego ao meio ambiente, de uma auto-regulação dos fatores comportamentais, emocionais e cognitivos. Assim, a vida instintiva representa apenas um terço da experiência humana, que inclui ainda o sentimentos e a mente.
3) Os Subtipos Instintivos – Naranjo, no entanto, reconhece a importância da vida instintiva sobre a formação das personalidades neuróticas e adiciona ao sistema do Eneagrama a idéia de que, independentemente do eneatipo, somos marcados por uma das três formas específicas de restrições instintivas que sofremos: a sexual (Freud), a relacional (Lacan) e a sobrevivência (Marx). Instintos desenvolvidos em relação ao Outro (e à natureza), aos outros (aos grupos) e ao próprio a si mesmo como indivíduo diante da sociedade.
Assim, para Naranjo, o centro instintivo é subdividido e constituído de três instintos básicos, que se constituem sucessivamente na vida individual, demarcando fases diferentes de desenvolvimento do corpo: o instinto de preservação, dos zero até os sete anos; o instinto social, dos sete aos quatorze; e o instinto sexual, dos quatorze aos vinte e um [3]. E o terceiro passo neste método de auto-conhecimento do Eneagrama, após perceber o centro preferido e o negligenciado, consiste em descobrir qual dos instintos básicos é predominante no centro motor de seu eneatipo, descobrindo assim qual dos 27 subtipos forma sua personalidade.
OUTROS FATORES
Os tipos eneagramáticos são modelos ideais, generalizações abstratas de pessoas concretas e singulares, de uma gama gigantesca de fatores e traços culturais de várias épocas e locais. Mesmo com a subdivisão do centro instintivo e a constituição de 27 subtipos, para dar conta da enorme diversidade  dos temperamentos em um único sistema, foi necessário complexificá-lo com mais fatores caracteriológicos. Podemos apontar pelo menos dois:
a) Os pontos de integração e estresse. Cada eneatipo apresenta uma relação interna com outros dois segundo o movimento interno do eneagrama no sentido horário (positivo) ou anti-horário (negativo).
b) As Asas, ou a fixação do ego em pontos entre dois tipos vizinhos. Enquanto a idéia dos pontos de integração e estresse já existiam no trabalho de Oscar Idazo; alguns psicólogos da personalidade contemporâneos  que trabalham com o Sistema do Eneagrama a partir das idéias de Naranjo também acrescentaram/relativizaram  a idéia de eneatipos absolutos, adicionando ou mesmo multiplicando ainda mais fatores caracteriológicos. Para os responsáveis pela associação francesas de estudos sobre o Eneagrama [4], por exemplo, “enquanto o tipo geralmente se consolida na infância seguindo um modelo familiar, na adolescência, o ego tenta se rebelar contra esse padrão, tentando se identificar com um dos dois tipos vizinhos. Então, os traços e características de uma das asas se somam aos do tipo básico, mas continua secundárias em relação a ele.” Ou seja: quando o tipo básico evolui para seus aspectos positivos, a asa segue o movimento; quando o tipo se estressa, a asa também.
E mais: “em todo adulto, a personalidade fica mais rica com a presença de uma asa, e, por vezes, de até duas a partir dos 40 anos de idade“ (nas pessoas que desenvolvem algum trabalho sobre Si). No entanto, não se deve confundir essa complexificação da personalidade com o desenvolvimento de cada um dos centros cognitivos. Os dois fatores (o nível de desenvolvimento cognitivo dos centros e a complexificação da personalidades em tipos, asas e subtipos) se condicionam mutuamente mas também guardam uma certa liberdade. O desenvolvimento dos centros sem a complexificação da personalidade é comparável à inteligência sem sabedoria; a complexificação sem o desenvolvimento cognitivo, à compreensão sem conhecimento.
Haveriam, portanto, 27 subtipos com 54 possibilidades de combinação com os tipos vizinhos e 108 possíveis posições psicodinâmicas.  Uma verdadeira babel de traços e características tipológicas.
Além disso, a tipologia eneagramática pressupõe a inconsciência e o mecanicismo involuntário do ego. Quando a pessoa começa o trabalho sobre Si vai se singularizando pouco a pouco, tornando-se cada vez mais único e inclassificável. O Tipo, o subtipo, as variáveis de estresse/integração, as asas seriam apenas pontos de partida comuns; o ponto de chegada de cada um de nós é diferente e desconhecido. A tipologia seria assim algo bastante relativo. Mas há também uma outra objeção à tanta classificação ...
O ENEAGRAMA SUFI
Mas o benefício de estudar o eneagrama vem não de saber mais e mais sobre como estamos fixados psicologicamente, mas de sermos capazes de seguir o chamado em direção à realidade de quem somos verdadeiramente. Tanto Gurdjieff como Naranjo, pagando o preço pela ocidentalização do símbolo, enfatizaram demasiadamente o aspecto compulsivo do ego nos pontos de fixação em detrimento de suas qualidades arquetípicas.
O Eneagrama na tradição Sufi começa com as nove Idéias Sagradas, descrevendo as diferentes qualidades divinas em nós – e não apenas as neuroses individuais e pessoais do ego. Em cada alma encarnada existe inicialmente uma sensibilidade particular a uma dessas Idéias Sagradas: Perfeição, Vontade, Harmonia, Origem, Onisciência, Força, Sabedoria, Verdade e Amor.



TIPO
IDÉIA SAGRADA
COMPULSÃO NEURÓTICA
1
PERFEIÇÃO
SUPERORGANIZAÇÃO/RAIVA
2
VONTADE
ORGULHO
3
HARMONIA
VAIDADE
4
ORIGEM
INVEJA
5
ONISCIÊNCIA
ISOLAMENTO
6
FORÇA
MEDO
7
SABEDORIA
GULA
8
VERDADE
LUXÚRIA/INJUSTIÇA
9
AMOR
PREGUIÇA
Esta recolocação do Eneagrama em sua tradição de origem teria assim dois desdobramentos em relação aos autores anteriores que estudaram o símbolo.
a) A cultura ocidental costuma transformar sempre os aspectos arquetípicos das tradições iniciáticas em tipologias psicológicas. Podemos dizer que os orixás do candomblé, os diversos sistemas de animais totêmicos e até mesmo os deuses grego-romanos (no caso da astrologia) não se constituíam originariamente como tipologias de classificação das personalidades. Ao contrário: a iniciação era vista como a morte do ego e a identificação com um aspecto da divindade. Arquétipo, na tradição, é a superação do ego e não sua perpetuação compulsiva e neurótica.  
b) Uma relativização dos pontos de fixação do ego. Assim, não haveria um único tipo a partir do ego, mas vários eu’s segundo diferentes situações e contextos (familiar, escolar, profissional) – aliás, como queria Gurdjieff. Dessa forma, o ego pode vestir diferentes máscaras ou papéis. Por exemplo: uma pessoa pode ser número sete no trabalho, número um em casa e número três com os amigos, e seu “presente de nascimento”, sua qualidade essencial, ser referente a outro ponto. Os sufis alertam ainda para o fato de, além dessa variação das personas eneagramáticas segundo os papéis que se desempenha em diferentes espaços, também existir uma variação inerente ao próprio desenvolvimento. Há pessoas que passaram anos um tipo e depois trocarem. O auto-conhecimento a longo prazo através das personas eneagramáticas se assemelha à metáfora do descascar das várias camadas de um cebola, em que o ego estabelece diferentes fixações mas caminha em direção à essência, o vazio.
O objetivo, dessa forma, não é descobrir o próprio tipo, identificar a neurose principal, mas vivenciar o melhor de cada forma de ser, buscando desfixar o ego através dos arquétipos. Essas objeções críticas, no entanto, não desmerecem completamente o Eneagrama da Personalidade. Os sufis reconhecem o valor e a importância tanto das teorias esotéricas de Gurdjieff como da tipologia psicológica de Naranjo, inclusive com a base que possibilita sua proposta de reconstrução do Eneagrama dentro de seu contexto tradicional. O problema não está na tipologia em si como método de auto-conhecimento, mas em sua utilização mecânica e padronizada como um bem de consumo. “A mesma chave que serve para libertar, serve para aprisionar; basta girá-la no sentido contrário ...”

[1] ICHAZO, 1982.
[2] NARANJO, 1991. 
[3] CHABRENIL, 1999.  Pág. 32 “Quando um dos três instintos é ferido, sua utilização se torna, então, problemática, seja sob a forma de uma preocupação desmedida, seja, ao contrário, sob a forma de uma negligência excessiva. Prudente ou imprudente; sociável ou insociável; devasso ou celibatário. Segundo o sistema do Eneagrama, todas as pessoas têm um desses instintos afetado. Além disso, a instalação correta de um dos instintos constitui a base para a sadia implantação do instinto seguinte. Por isso, se um dos instintos não pôde desenvolver-se convenientemente, é possível que ocorra o mesmo com os seguintes por uma espécie de efeito dominó. (...) Assim sendo, três casos são possíveis. Quando o instinto de preservação foi perturbado, a pessoa manifesta as preocupações decorrentes desse fato e pode também apresentar características ligadas ao instinto social e sexual. Quando o instinto de preservação se instalou convenientemente, enquanto o instinto social não conseguiu fazer isso, a pessoa vive as preocupações do instinto social e a ele acrescenta eventualmente as do instinto sexual. Se tudo ocorreu bem até a implantação incorreta do instinto sexual, a pessoa mostra os traços ligados apenas a esse último instinto.”
[4] Institut Français de l'Ennéagramme Citação: Idem, 1999.  Pág.s 78 e 79.

Fonte:http://coroa.tripod.com/eneagrama/novetipos.htm




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