O QUE É O TAI CHI CHUAN ?

Tai chi chuan (em chinês: 太極拳 pinyin: Tàijí quán) é uma arte marcial interna chinesa, categoria nomeada em chinês de neijia (內家).
Este estilo de arte marcial é reconhecido também como uma forma de meditação em movimento.

Os princípios filosóficos do tai chi chuan remetem ao taoísmo e à alquimia chinesa.
A relação de yin e yang, os cinco elementos, o ba gua (Oito Trigramas), o Livro das Mutações (I Ching) e o Tao Te Ching de Lao Zi são algumas das principais referências para a compreensão de seus fundamentos.
Os textos clássicos do Tai Chi Chuan escritos pelos mestres orientam a:
·         Vencer o movimento através da quietude (Yi Jing Zhi Dong) 以靜制動
·         Vencer a dureza através da suavidade (Yi Rou Ke Gang) 以柔克剛
·         Vencer o rápido através do lento (Yi Man Sheng Kuai) 以慢勝快
O tai chi chuan tem suas raízes na China, sendo atualmente uma arte praticada no mundo todo. É apreciado no ocidente especialmente por sua relação com a meditação (tao yin) e com a promoção da saúde, oferecendo aos que vivem no ritmo veloz das grandes cidades uma referência de tranquilidade e equilíbrio.
Yang Chengfu na postura do tai chi conhecida como chicote (tan pien), c. 1918.
Os criadores do tai chi chuan basearam sua arte na observação da natureza - não apenas na observação dos animais, mas no estudo dos princípios da interação entre os diversos elementos naturais.
Como somos parte desta natureza, o conhecimento destes princípios e de como atuam dentro de nós, estudados pela medicina tradicional chinesa, revelam o tai chi como uma fonte efetiva de energia que encontra-se em nosso interior, situada na região do corpo nomeada pelos chineses de dantian médio.
Etimologia
Os ideogramas que compõe a palavra tai chi chuan significam:
  • , Tai significa "o maior", "o mais alto", "supremo", "absoluto".
  • (ou , em chinês simplificado), Chi (ou Ji) significa, original e literalmente, a parte mais alta do telhado - "cumeeira".
  • , Chuan (ou Quan) significa Punho, aqui simbolizando "soco", "luta à mãos livres" (desarmadas), "boxe"


Diagrama do Tai Chi.

Portanto, algumas das possíveis traduções literais de tai chi chuan são: "Punho da suprema cumeeira", "punho do limite supremo" ou simplesmente "punho do tai chi".
Como cada ideograma pode ter mais de um sentido, há outras formas de traduzir o termo além destas.
No taoísmo, onde o tai chi chuan teve sua origem, a "suprema cumeeira", ou "limite absoluto" tem a conotação filosófica de "elevação", "sublimação", "purificação", resultante, entre outras, do desenvolvimento de um mecanismo de defesa emocional pelo qual tendências ou sentimentos inferiores se transformam em outros que não o sejam.
O tai chi também simboliza o "Cosmo" e a interação, dos princípios energéticos yin e yang, em constante mutação, sendo conhecida a sua representação pelo tai chi tu (diagrama do tai chi), mais conhecido no Ocidente como o "símbolo do yin-yang".
Origem


Zhang Sanfeng
A história do tai chi chuan é considerada sempre sob dois aspectos: o lendário e o historicamente comprovado. Esses dois aspectos não se excluem necessariamente para a maioria dos professores propagadores dessa arte.
O aspecto lendário é, geralmente, encarado como uma metáfora para indicar o desenvolvimento dos princípios do tai chi chuan através da figura do taoista imortal Chang San Feng.
Historicamente comprovado, o criador do tai chi chuan foi Chen Wangting.
Existem indicações de que, durante a Dinastia Tang (618-906 d.C.), um eremita chamado Xu Xuan Ping desenvolveu uma arte chamada "os trinta e sete estilos do tai chi", também chamada de chang chuan (punho longo) ou chang kiang (rio longo).
Por volta da mesma época, um monge taoista chamado Li Dao Zi praticava uma arte denominada "punho longo primordial", semelhante aos trinta e sete estilos do tai chi.
Muitas das posturas dessas duas artes têm nomes semelhantes aos das atuais posturas do tai chi chuan.
O texto Guan Jing Wu Hui Fa (Método para se Alcançar o Esclarecimento Através da Observação da Escritura), escrito por Cheng Ling Xi na época da Dinastia Liang (907-923 d.C.), no período das cinco dinastias e dos dez reinos, é o documento mais antigo já encontrado a usar o termo tai chi chuan. Cheng Ling Xi foi discípulo de Han Gong Yue, que lhe ensinou sua arte, chamada "Os catorze estilos do treinamento do tai chi".
Chang San Feng (1247-?), que então vivia num templo taoista do monte Wudang, já teria desenvolvido uma arte conhecida como "Os trinta e dois estilos do punho longo de Wudang" e, posteriormente, criou "As treze posturas do tai chi", após observar uma luta entre um pássaro (grou) e uma cobra, quando constatou que a flexibilidade se sobrepunha à rigidez, compreendendo a prática da alternância entre o yin e o yang e outras concepções da natureza, que se constituem na base do que depois passou a ser chamado de tai chi chuan.
O sucessor de Chang Sangfeng foi o também monge taoista Taiyi Zhenren que, no final da dinastia Ming, difundiu a arte entre os discípulos do monte Wudang. Entre esses discípulos, encontrava-se outro monge de nome Ma Yun Cheng.
Ma Yun Cheng transmitiu a arte para vários discípulos célebres, entre eles Mi Deng Xia e Guo Ji Yuan, popularmente conhecidos como "os dois santos" e Wang Zhong Yue, que denominou essa arte de Wudang tai chi chuan e escreveu o Tratado de Tai Chi Chuan, um dos Clássicos do Tai Chi Chuan.
Wang Zhong Yue transmitiu o tai chi chuan ao famoso mestre Zhang Song Xi, que depois o ensinou a Dan Si Nan, que veio a ter como discípulo Wang Zheng Nan, que se referia à arte de Wudang como uma arte interior, distinta das artes de Shaolin, que ele chamava de arte exterior.
Segundo os historiadores Tang Hao e Gui Liuxin, seguindo a origem a partir do fato histórico de que Yang Luchan aprendeu com Chen Changxing (1771-1853) do vilarejo de Chenjiagou, o tai chi chuan foi criado por Chen Wangting (1600-1680) na passagem da dinastia Ming para a dinastia Qing. Esta é a versão considerada oficial pelo governo chinês .
Ji e qui
É preciso atenção na sutileza da interpretação chinesa, pois no taiji (também transliterado como taichi), esse "ji" ou "qui" não é o mesmo "qi" (energia, ar), que o kung fu (arte marcial chinesa) bem explora como chi kung (ou qikong). O ideograma para esse "qi" ( ) não é o mesmo do "ji" ( ).
O pano de fundo de ambos os termos pode ser afim, apontando para um sentido praticamente comum, mas o ji tem direção mais filosófica, quase que taoísta, com sentido de supremacia. Assim, o taiji teria um significado como sendo um conhecimento de primeira grandeza, dando idéia de grande e supremo (mais ao pé da letra).
Já o qi do chi kung, é uma técnica de fortalecimento interno nas artes marciais chinesas, específico para o fortalecimento interno do praticante.
A semelhança dos sons aos ouvidos ocidentais, é verdade, colabora para a mistura dos termos. Mas no pensamento tradicional chinês, são termos distantes com relação à pratica marcial e, principalmente, quanto ao conteúdo doutrinário.
Estilos
São cinco os estilos de tai chi chuan reconhecidos como tradicionais pela comunidade internacional, cada um deles recebeu o nome da família chinesa que o criou, desenvolveu e transmitiu. Todos tem a mesma essência e seguem os mesmos princípios básicos, diferindo na forma.
Por ordem cronológica:
·         Tai chi chuan estilo Chen (陳氏)
·         Tai chi chuan estilo Thssen (陳氏)
·         Tai chi chuan estilo Yang (楊氏)
·         Tai chi chuan estilo Wu/Hao (武氏)
·         Tai chi chuan estilo Wu (吳氏)
·         Tai chi chuan estilo Sun (孫氏)
Ordenados por sua popularidade, considerando o número de praticantes, teríamos: Yang, Wu, Chen, Sun e Wu/Hao.
Atualmente encontramos referências a diversos outros estilos. Alguns deles são estilos hibridos ou derivados destes cinco estilos tradicionais.
Outros alegam ter sido praticados em segredo dentro de outras famílias ou em monastérios a partir das referências milenares taoístas que deram origem a esta prática, tornando-se de conhecimento aberto ao público há menos tempo.
Entre estes exemplos se inclui o estilo Wudang, referência ampla à prática de tai chi chuan realizada ainda hoje nos templos da montanha de Wudang (não confundir com o estilo contemporâneo que tomou para si o nome de Tai chi chuan de Wudang).
Há também o que poderíamos chamar de Tai chi chuan estilo de Pequim, composto por formas (tao lu) padronizadas pelo Governo Chinês, através do Comitê Nacional de Esportes da China, desenvolvidas exclusivamente para fins terapêuticos e esportivos. Hoje em dia muito popular não apenas na China mas em todo o mundo.
As treze posturas fundamentais
Enquanto arte marcial, o tai chi chuan se baseia em treze conceitos fundamentais (shi san shi 十三). Estas posturas/movimentos podem ser reconhecidos nas diversas formas praticadas pelos diferentes estilos. Cada escola interpreta estes conceitos com pequenas variações.
São conhecidas como as oito portas e os cinco passos (八門 ), em chinês são denominadas: Peng, Lu, Ji, An, Cai, Lie, Zhou, Cao, Jin, Tui, Gu, Pan e Ding.
As oito portas (bā mén) se associam às oito direções representadas pelos oito trigramas do pa kua (py bā guà 八卦), elementos básicos na constituição do I Ching (py Yijing ).
·         Os quatro lados (si zheng 四正)
Péng (aparar)
(desviar)
(pressionar)
Àn (empurrar)
·         Os quatro cantos (si yu 四隅)
Cǎi (colher e puxar)
Liè (colher e quebrar)
Zhǒu (golpe de cotovelo)
Kào (golpe de ombro)
Os cinco passos (Wǔ bù) podem ser relacionados aos Cinco Elementos cósmicos (五行 py wǔ xíng) que fundamentam a medicina tradicional chinesa: madeira, fogo, terra, metal e água (, , , , ).
Jìn bù (avançar)
Tùi bù 退 (recuar)
Zǔo gù 左顧 (olhar à esquerda)
Yòu pàn 右盼 (olhar à direita)
Zhōng dìng 中定 (equilíbrio central)
Os dez princípios essenciais
Conforme Yang Chengfu:
1. Suspender a cabeça pelo topo com leveza e sensibilidade (xu ling ding jin)
2. Esvaziar o peito (han xiong) e alongar as costas (ba bei)
3. Relaxar a cintura (song yao)
4. Distinguir entre o cheio e o vazio (fen xu shi)
5. Relaxar os ombros [Chen Jian] e soltar os cotovelos (zhui zhou)
6. Usar a mente e não a força muscular (yong yi bu yong li)
7. Interligar os movimentos da parte superior e inferior do corpo (shang xia xiang sui)
8. Unir o interior e o exterior (nei wai xiang he)
9. Mover-se com continuidade, sem rupturas (xiang lian bu duan)
10.                 Buscar a quietude dentro do movimento (dong zhong qiu jing)
Arte marcial, esporte ou prática para a saúde?


O tai chi chuan é praticado atualmente em escala mundial.
O tai chi chuan já foi concebido e se desenvolveu na antiguidade como uma forma avançada e eficaz de combate: a função de guarda costas foi exercida por diversos praticantes da família Chen; instrutores da família Yang deram aulas para a guarda imperial e posteriormente para o exército republicano chinês.
Sua aplicação como arte marcial acontece através do uso de movimentos circulares e contínuos que acompanham e complementam os movimentos do adversário de um modo similar ao ilustrado pelo símbolo do tai chi.
Ao definir o wushu (o termo chinês para arte marcial), Jet Li, famoso artista marcial e ator, comenta que: "Com o advento da tecnologia você tem armas, canhões, bombas nucleares e outras armas avançadas. Aprender wushu não serve mais ao objetivo de lutar corpo a corpo contra tigres, invasores etc.. Hoje, se você mata ou aleija alguém com um movimento impressionante de wushu aprendido com dez anos de um programa intensivo de treinamento, isso não vai te ajudar a sobreviver. A polícia vai te prender por assassinato, a sociedade vai te rejeitar, e a coisa toda teria sido feita muito mais rapidamente puxando o gatilho de uma pistola com um silenciador. Agora, a sociedade valoriza a prática e exibição do wushu de formas diferentes". Ele conclui dizendo que, na sua opinião, a melhor razão de todas para realizar estas práticas: "é que ele permite que a pessoa exercite o seu corpo e melhore a sua saúde".
(nota: a origem destas citações é o Artigo DEFINIÇÃO DE WUSHU por Jet Li (disponível em inglês em www.jetli.com), conforme a tradução disponível no Portal do Kung Fu - link abaixo, entre as páginas externas)
O próprio símbolo do yin-yang, conhecido também como diagrama do tai chi, é a melhor metáfora para refletir sobre quaisquer posturas que se apresentem como polos opostos em uma discussão.
Este símbolo mostra a interação dos opostos e como um interage, define e amplia o significado do outro. A prática do tai chi chuan focada na questão marcial e a prática focada na questão da saúde podem ser vistas como estes polos extremos, para que o treinamento seja efetivo é necessária a presença destes dois aspectos.
A adequação da proporção entre estes dois aspectos dentro do trabalho realizado por um instrutor com um grupo específico depende da formação do instrutor segundo uma escola que enfatize mais um ou outro aspecto, da visão pessoal do instrutor sobre a prática e das necessidades específicas do grupo de alunos com que trabalha (um grupo de adolescentes e um grupo de terceira idade naturalmente necessitam de propostas distintas).
Sabendo isto, é importante que o interessado em praticar tai chi chuan converse com os responsáveis pela orientação de seu grupo para descobrir como são abordados os diferentes aspectos pertinentes a esta prática, como: a auto defesa; o treinamento para a saúde; o equilíbrio dos aspectos fisícos, emocionais, mentais e espirituais verificando se estas posturas correspondem às suas expectativas em relação à prática.

No Brasil

No Brasil a divulgação da prática do tai chi chuan teve seu início na década de 1960 em São Paulo e no Rio de Janeiro, capitais que contam com a presença de um grande número de chineses. Atualmente, a entidade que mais promove e divulga a prática do tai-chi-chuan no país é a Confederação Brasileira de Kung-fu Shaolin (www.cbkfs.com.br) através de competições, publicações, cursos e várias outras atividades, coordenadas pelo presidente Paulo Sergio de Carvalho Barbosa, que também é o responsável nacional do estilo Thssen de Tai-chi-chuan.
Estes mestres chineses pioneiros e seus discípulos introduziram e propagaram no país as diversas linhagens tradicional desta arte. Em São Paulo: Wang Te Cheng, Wong Seung Kueng, Liu Pai Lin, Chan Kowk Wai, Chen Guo Suo, Lo Siu Chung, Li Wing Kay , Lope Chiu Ping Lok, Liu Zhong Ping, Leonardo Liu [1]. No Rio de Janeiro: Hu Hsin Shan, Wu Chao Hsiang, Wu Jyh Cherng e a partir dos anos 1990 Chen Xiao Wang, Shen Hai Min, Chen Yin Jun, Yang Zhenduo e Yang Jun.
Diversos professores brasileiros, alunos desses e de outros mestres, têm se destacado no ensino dessa arte, sendo responsáveis pela publicação de diversos livros, vídeos, revistas e artigos científicos.
Entre outros podem ser citados: Angela Soci, Begoña Javares, Bruno Davanzo, Chang Whan, Cleber F. L. de Souza, Eduardo Brandão, Eduardo Molon, Estevam Ribeiro, Elizabeth Saldanha, Jayme Chang, Jorge Corral, Levis Litz, Marcio Lacerda, Marco Natali, Marcos Vinicios Almeida, Marcus Maia, Maria Lúcia Lee, Mestre Bene, Nilson Carvalho, Shizue Naka, Alice Ushida, Roque Henrique Severino, Rubens Pinheiro [2]], Eduardo Viana, Salomón Bernardo Vinitsky (Mestre Lalo), Sergio Villasboas, Silvio Kato, Venceslau Cardoso de Oliveira (Mestre Lau), Antônio José Ferreira, Walter Rodrigues e Alexandre Vitoriano Mário Rodrigues junior.
Literatura
  • Chen, Mark, Old Frame Chen Family Taijiquan, Berkeley, CA, North Atlantic Books 2004, ISBN 1-55643-488-X
  • Chen, Xiao Wang, Chen Family Taijiquan China, ISBN 978-7-5009-3413-4
  • Dufresne,T. e Nguyen,J., Taijiquan Art Marcial Ancien de la Famille Chen, editions budostore, ISBN 2-908580-56-X
  • Gaffney, David e Sim, Davidine Siawvoon , Chen Style Taijiquan - The source of taiji boxing, North Atlantic Books, ISBN 1-55643-377-8
Bibliografia
  • CARVALHO, Nilson; Exercícios de Saúde Física, Mental e Técnica Marcial; São Paulo: Ed.Escala, 2003.
  • CHENG, Wu-jyh; Tai Chi Chuan: A Alquimia do Movimento; Rio de Janeiro (Brasil); Editora Objetivo; 1989.
  • DESPEUX, Catherine; [Taiji Quan: Art martial - Technique de longue vie] Tai Chi Chuan: Arte marcial - Técnica de longa vida; São Paulo (Brasil); Editora Pensamento; [1981] 1987.
  • HUANG, Al Chung-liang; [Embrace Tiger, Return to Mountain - The Essence of T'ai Chi] Expansão e Recolhimento - A Essência do Tai Chi; São Paulo (Brasil): Summus Editoral; [1981] 1987.
  • LAZZARI, Fernando de; Tai Chi Chuan: saúde e equilíbrio; 2.ed. Ribeirão Preto: [s.n.], 2009.
  • LIAO, Way Sun Clássicos do T'ai Chi; Tradução e comentários; São Paulo (Brasil): Ed. Pensamento, 1990.
  • LIU, Da. Tai Chi Chuan e I Ching. 10.ed. São Paulo: Pensamento, 1997.
  • LIU, Da. Tai Chi Chuan e meditação. 10.ed. São Paulo: Pensamento, 1995.
  • NATALI, Marcos. Técnicas básicas do Tai Chi Chuan. Rio de Janeiro: Tecnoprint, 1988.
  • KIT, Wong K. O livro completo do Tai Chi Chuan. 9. ed. São Paulo: Pensamento, 1996.
  • LEE, Maria Lucia; Tai Chi Chuan: Movimento, Saúde, Longevidade; São Paulo (Brasil): Tapiri Vídeo; 1989. (Vídeo)
  • SASSO, Walter; "Tsuru Li" Tai Chi Chuan; São Paulo (Brasil); Ìcone Editora; 2010.

Video Aula -Tai Chi Chuan para iniciantes