APÓS UMA SEMANA EM SITE,PRIMEIRO PRETENDENTE VIRA NAMORADO

Thais Barreto e o namorado americano em viagem que eles fizeram ao Brasil em maio (Foto: Arquivo pessoal)
Thais e o namorado americano em viagem que eles fizeram ao Brasil em maio (Foto: Arquivo pessoal)

Thais Barreto, de 28 anos, comemora o Dia dos Namorados com um romance que começou em apenas um clique. Após uma semana inscrita em um site de relacionamentos, ela trocou e-mail com um único homem, que se tornou seu atual namorado. Já Carina Monte, de 31 anos, marcou 100 encontros via internet até conhecer seu par ideal. Confira histórias e dicas de pessoas que buscaram a cara metade na rede.

Natural de Campinas (SP), Thais mora na Califórnia desde 2003. Em setembro de 2011, ela decidiu tentar a sorte na internet pois já estava cansada de achar os homens em bares desinteressantes. “Eu estava solteira, mas querendo estar num relacionamento. Não tinha interesse pelas pessoas que eu conhecia”, conta.

Depois de ler e descartar diversos “currículos” em um site de relacionamentos dos EUA, Thais encontrou o perfil “perfeito”. “O cara gostava de tudo o que eu gostava e era muito engraçado. Ele foi bem genuíno no que escreveu, diferente de outros que pareciam estar tentando se ‘vender’. Adicionei ele como o meu favorito, e ele me mandou um e-mail em seguida. Foi o único com quem troquei mensagem”, conta.

100 encontros
Porém, Thais acredita que teve sorte. “Eu estava inscrita no site há apenas uma semana. Tenho amigas que foram a mais de 50 encontros até achar o cara ideal”, opina. É o caso de Carina Monte, de 31 anos. Paulistana e também moradora da Califórnia desde 2003, Carina conta que chegou a ter 100 encontros com homens conhecidos nesses serviços. Ela se cadastrou pela primeira vez em 2004, removeu seu perfil por um tempo e voltou aos sites em 2009.
Carina e o namorado, também americano, com que está junto há seis meses (Foto: Arquivo pessoal)Carina e o namorado americano, com quem está
há seis meses (Foto: Arquivo pessoal)
“Houve semanas em que me encontrei com três caras. Cheguei a sair com um à tarde e outro à noite em um dia. Mas não considero ‘galinhagem’ porque nunca fico com ninguém no primeiro encontro. Minha intenção era achar um namorado”, conta Carina, que encontrou sua “cara metade” há seis meses em um desses serviços.

Ela experimentou quatro sites dos EUA porque tinha dificuldade em conhecer possíveis namorados devido à diferença cultural. “Quando saímos no Brasil, temos a noite inteira para conhecer pessoas. Aqui, a festa acaba cedo”, conta. Com os anos de experiência, Carina “acumulou” várias dicas sobre os cuidados que se deve ter em sites de relacionamentos.

“Tem muita gente mal intencionada. A melhor maneira de se proteger é conhecer a pessoa antes de se envolver. Quando você não ‘clica’ com um cara, tem uma frustração. Mas o encontro pode ser legal, mesmo que não tenha interesse. Já cheguei a sair com pervertido, mas não culpo o site. Não importa como a pessoa certa vai entrar na nossa vida. Os sites de relacionamento são apenas uma opção para conhecer pessoas”, opina.

Preconceito
Os namorados de Thais e Carina são americanos e também estavam em busca de uma parceira. Elas acreditam que a visão do brasileiro sobre os sites de relacionamentos é diferente das pessoas nos EUA. "Aqui, isso é mais normal do que eu pensava. Todo mundo conhece alguém que namora ou é casado com uma pessoa que encontrou em um site. Já minhas amigas no Brasil acham engraçado eu ter conhecido meu namorado on-line”, conta Thais.

DICAS PARA EVITAR PROBLEMAS
EM SITES DE NAMORO
1 – Publicar fotos recentes e ser sincero e autêntico na descrição, para não passar uma impressão errada.
2 – Eliminar pessoas que tenham valores muito diferentes.
3 – Segurar a empolgação. É bom ter cuidado para não pintar o pretende de ‘ouro’.
4 – Conversar bastante pela internet ou pelo telefone antes de se encontrar pessoalmente.
5 – Não trocar informações muito pessoais no início, como o endereço.
6 – Marcar o primeiro encontro em locais públicos e evitar que a pessoa a busque em casa.
7 – Avisar os amigos sobre o primeiro encontro, caso dê errado ou seja um golpe.
8 – Não ficar frustrado na primeira 'investida' que não der certo. Busque novas oportunidades.
“Não conheço ninguém no Brasil que tenha perfil em um site de relacionamentos. Quando digo para alguma amiga brasileira que estava inscrita em um, a primeira reação é tirar sarro ou fazer uma crítica”, conta Carina. Para Thais, a segurança nos EUA pode ser um dos fatores que leva as pessoas a recorrerem mais ao recurso. “De repente, as pessoas no Brasil têm medo de sair com um estranho. Aqui, isso não é uma preocupação”.
O preconceito está no fato de as pessoas desconhecerem os serviços, segundo Alexandre Daloia, de 42 anos. Morador de São Paulo, Daloia deu uma segunda chance aos sites de namoro no Brasil há seis meses. “Usei um desses serviços durante quase um ano. Acabei arrumando uma namorada fora do site e voltei quando terminei meu relacionamento. Agora, estou saindo com uma menina que conheci on-line. Por isso, decidimos deixar o serviço novamente, pois pode virar namoro”, conta.

Primeiros contatos
Segundo Daloia, esses serviços reúnem todos os tipos de pessoas, desde aquelas que são muito parecidas com você, até outras completamente diferentes e com outras propostas. “Não é como sair à noite. Dependendo do lugar que você for, há uma tendência de encontrar pessoas do mesmo estilo. No site, você fica mais no ‘escuro’”, opina.

Daloia conta que normalmente é a menina quem define como será o primeiro contato, que na maioria das vezes é feito pelos serviços de mensagens instantâneas, como o MSN. Depois de um tempo conversando pela internet, o bate-papo vai para o telefone. “Teve uma menina que logo me passou o telefone pelo MSN. Conversamos um tempinho e saímos no mesmo dia. Ela tinha o mesmo propósito de namorar, mas com uma maior flexibilidade, como ficar com a pessoa de primeira”, opina Daloia, que diz nunca ter tido um encontro desagradável.

Ele saiu com dez mulheres na sua segunda tentativa em sites de namoro. Agora, Daloia está fixo com a mesma garota há um mês. Antes do primeiro encontro, eles conversaram pelo MSN e ela passou seu telefone. “Conversamos bastante por vários dias. Depois de oito ligações e duas semanas de telefonemas, combinamos de sair”, conta o músico, que a pegou em casa para jantar. Na volta, eles deram o primeiro beijo.

Quem apresentou os serviços a ele foi uma amiga que hoje está casada com um homem que conheceu na internet. “Uma dica que ela sempre dá é encontrar o pretendente em um café. Se ao chegar lá, ela via que a pessoa não era como dizia ser, saía correndo”, conta Daloia. “Tem mulheres bonitas nesses sites, mas acredito que são em torno de 30%”.
Mentiras
O nível de exigência das pessoas aumenta conforme a idade. Para Cristina Celentano, de 55 anos, os mais jovens têm um espírito mais livre dentro desses serviços. A experiência em quatro sites de namoro rendeu um livro à socióloga de São Paulo, divorciada e mãe de três filhos.

“Eu não acredito que uma menina de 22 anos está procurando um homem para casar em um site de namoro”, opina. “Tenho amigas mais velhas que não têm mais paciência para sair com vários homens. Elas querem alguém que responda a verdade naquilo que elas colocaram no site para não perder tempo”.
Cristina decidiu se aventurar na internet após terminar um namoro de cinco anos. “Eu estava desiludida com os homens. Depois de dois anos sozinha, entrei nesses serviços e encontrei mais 30 pilantras”, brinca. Após dois anos e R$ 500 gastos nesses serviços, Cristina não encontrou seu par ideal. Ela saiu com 30 homens, que classificou no livro “Namoro na Rede – Será que dá Certo?” como mentirosos, casados, “em cima do muro”, estelionatários e impotentes.

“Todos os homens com quem eu saí mentiram. Alguns mentiam a idade, outros a altura, uns diziam que eram solteiros. Mas a maior mentira era em relação à condição social. São pequenas mentiras nas quais mulheres muito ingênuas ou carentes acabam acreditando. Quando elas descobrem a verdade, já estão envolvidas”. Cristina diz que leva de três a quatro encontros para se descobrir quando a pessoa não está falando a verdade.

“Mas eu acredito que a intenção desses serviços, de aproximar pessoas solitárias, é muito boa. Eu diria que, no Brasil, para encontrar alguém bacana, a melhor maneira é entrar em fóruns ou sites de assuntos específicos”, diz. Foi o que aconteceu com o seu filho mais velho, que mora com uma mulher que conheceu pela internet há nove anos. Ele se inscreveu em um site de relacionamento para quem gostava de ópera. “Mas eu sempre digo: 50% é ‘feeling’ e 50% é sorte”, brinca Cristina.


Fonte:http://g1.globo.com/dia-dos-namorados/

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