FARAÓS DO EGITO



Os Faraós eram os reis que governavam o Antigo Egito. Embora o termo não fosse tão utilizado na época, hoje se trata todos os monarcas do Império Egípcio como faraós, mas é preciso lembrar que todos esses governantes tinham suas características próprias apresentando uma diversidade muito grande de intenções enquanto ocupavam o trono.




A palavra faraó tem sua origem no hebraico e significa “casa elevada”, inicialmente o termo servia para representar o palácio real e só depois que foi apropriado pela figura do monarca. A palavra ficou muito conhecida através do livro do Êxodo na bíblia, que popularizou a denominação do monarca do Egito. A imagem de tal rei mais comum que se tem é decorrente daquela que é transmitida pelos filmes de Hollywood, com o faraó cercado de escravos e de mordomias, mas na prática era bem diferente, o líder do Egito tinha que desenvolver várias funções e governava com o auxílio de uma equipe.
Os faraós eram os administradores máximos do Egito, cabiam a eles os cargos de chefe do exército, primeiro magistrado e sacerdote supremo. Para completar a máquina administrativa do Império, os faraós eram auxiliados por escribas, que eram responsáveis pela burocracia; generais e oficiais do exército, encarregados das guerras; uma espécie de primeiro-ministro, chamado de Tjati, e os sacerdotes, encarregados das práticas e crenças religiosas.
Segundo a mitologia egípcia, o deus Hórus havia governado o Egito por muito tempo, só depois que se estabeleceu o primeiro governo humano, no qual o monarca era um descendente direto de Hórus. A suposta linhagem divina tornava o faraó um ser sagrado no Egito, acreditava-se que seu sangue era composto pelos traços divinos do deus Hórus. A tradição aponta Menes como o primeiro faraó do Egito Antigo, o qual teria sido responsável por unificar o reino dividido, o que teria acontecido por volta de 3.100 a.C., embora haja suspeita entre os historiadores da existência de uma linhagem anterior.
Houve no Antigo Egito algo em torno de trinta dinastias, dentre as quais algumas tiveram trocas constantes de monarca, devido às crises políticas ou mesmo invasões de povos estrangeiros. Entre tantos faraós na história do Egito, alguns se tornaram especialmente reconhecidos no mundo todo e alguns exerceram governos extremamente marcantes e importantes. Assim, alguns merecem citações.
Tutmés I foi o primeiro faraó a ser enterrado no Vale dos Reis. Tutmés III realizou 17 bem sucedidas campanhas militares e conseguiu afirmar a hegemonia do Egito no Oriente Médio, conquistando a Núbia, grande fornecedora de ouro, e tributando os povos dominados. Amenófis III teve um reinado de paz e prosperidade e foi responsável por grandes trabalhos arquitetônicos. Amenófis IV mudou seu nome para Akhenaton e implementou no Egito a crença em uma religião criada por ele que era monoteísta, era casado com Nefertiti. Tutankhamon tornou-se faraó com 9 anos de idade e faleceu com apenas 18 anos, restaurou o culto aos antigos deuses. É muito famoso porque sua tumba foi encontrada intacta. Queóps foi o responsável pela construção de uma das pirâmides de Gizé, enquanto Quéfren foi por outra.
Também houve reinados de mulheres no Antigo Egito, embora as mulheres fossem submissas na sociedade os egípcios preferiam ser governados por elas, supostamente possuidoras de sangue divino, do que por homens que não o possuíssem. Entretanto a representação das rainhas muitas vezes era acompanhada por barbas longas, como símbolo de sabedoria. Em outros casos, como aconteceu com Hatshepsut, o reinado feminino era apagado da história do Egito por causa da insatisfação dos egípcios de serem governados por mulheres.
Em geral os reinados não duravam muito por causa das muitas guerras ou das crises políticas. Quando um faraó completava 30 anos no trono realizava-se uma festa para mostrar que o mesmo ainda tinha forças para continuar liderando o Império.
Se o primeiro faraó no Egito envolve ainda desconfianças, o último é consenso. Ptolomeu XV era filho de César e Cleópatra VII e pertencente à dinastia Lágida, identificado como o último faraó. O Egito foi invadido por vários povos e também dominado por Roma, não mais conseguiram se tornar um império independente.

Fontes:
Antonio Gasparetto Junior-http://www.infoescola.com/civilizacao-egipcia/faraos/
http://pt.wikipedia.org/wiki/Faraóhttp://www.historiadomundo.com.br/egipcia/faraos-do-egito.htm


Faraós Negros do Egito




Na região sul do Rio Nilo, onde hoje é o atual Sudão, um antigo império se formou e se consolidou enquanto o Egito estava passando por uma de suas crises da sua historia. Esse império era dos povos Nubios.
Assim que consolidado, começaram sua expansão até que o Egito começou a olhar para esse império, que estava em completa ascensão, como um grande rival que poderia ameaçar seu território.
Dessa maneira o Egito começou uma política de invasão e dominação do Núbios. Conseguiram a dominação, porém não adotaram uma política muito opressiva.
Posteriormente, o império Egípcio estava sob o domínio dos líbios e completamente divido, até que o rei da Nubia, Piye, lançou uma política de investida militar que seria responsável pela tentativa de reunificação política do egito. Depois de vencer várias batalhas o Rei Piye vai se sagrar o primeiro faraó negro do Egito marcando o início da 25ª dinastia de faraós egipcios, e de uma série de Faraós Negros que tinham como origem a Núbia.
Piye foi conhecido pelo seu arrojo militar, e pricipalmente pelo amor que sentia pela sua terra natal, a Núbia, ficando conhecido como o “Senhor das Duas Terras”, pois logo após a tomada de poder, conduziu seu exército pelo Nilo e retornou para a Nubia sem nunca mais voltar ao Egito. Morreu aos 35 anos de idade, por volta de 715 a .C.
Com sua morte quem subiu ao poder foi seu irmão Shabaka, que protagonizou uma série de obras públicas, além de – ao contrário de seu irmão-, ter governado o império no território Egípcio, mais precisamente na cidade de Menfis.
Logo após a administração de Shabaka, quem chega ao poder é Taharqa, filho do ex-faraó Piye. Seu governo foi marcado por uma grande estabilidade, pelo menos até a civilização Assíria oferecer perigo para a dinastia Núbia. Dessa maneira, Taharqa enviou tropas para aniquilar o exército assirio que oferecia perigo ao governo, porém ofereceram uma grande resistência ganhando as batalhas e invadindo o Egito por volta de 674 a .C, decretando assim o fim do reinado de Taharqa e o fim também da dinastia dos faraós negros.
É importante analisar a questão “cor da pele” em meio a todos esses fatos. Na antiguidade, a cor não era fruto de preconceito. Os faraós negros tinham peles escuras e isso não era um fator relevante.
Automaticamente, quando pensamos em negros em períodos remotos na história, pensamos em escravidão. Mas na civilização Egípcia, a escravidão não era imposta pela cor e sim por dois motivos, ou eram prisioneiros de guerra, ou se tornava escravos por dívidas.
Dessa maneira a cor da pele não interferia em nada em relação a dominador ou dominado, rico ou pobre.

Fontes:
Pedro Augusto Rezende Rodrigues-http://www.infoescola.com/historia/faraos-negros-do-egito/http://viajeaqui.abril.com.br/materias/faraos-negros
http://www.passeiweb.com/saiba_mais/voce_sabia/faraos_negros
http://www.historiadomundo.com.br/egipcia/faraos-negros.htm


História dos Faraós do Egito

Tutmés I, faraó do Egito (1524-1518 a.C.) da XVIII dinastia, sucessor do seu cunhado Amenófis I (que reinou em 1551-1524 a.C.). Destacado militar, foi o primeiro faraó a ser enterrado no Vale dos Reis.

Tutmés II, faraó do Egito (1518-1504 a.C.), filho de Tutmés I e meio-irmão e marido da rainha Hatshepsut. Enviou uma expedição contra as tribos núbias rebeladas contra sua soberania e contra os beduínos, povo nômade dos desertos da Arábia e do Sinai.

Tutmés III, faraó do Egipto (1504-1450 a.C.). Era filho de Tutmés II e genro de Hatshepsut. Durante seu reinado, Tutmés III realizou 17 campanhas militares bem sucedidas, conquistando a Núbia e o Ludão. Conseguiu que os mais importantes estados lhe rendessem
tributo: Creta, Chipre, Mitani, Hatti (o reino dos hititas), Assíria e Babilônia. Tutmés III afirmou a hegemonia egípcia em todo o Oriente Médio.

Tutmés IV, faraó do Egito (1419-1386 a.C.) da XVIII dinastia, filho de Amenófis II e neto de Tutmés III. Comandou expedições militares contra a Núbia e a Síria, e negociou alianças com a Babilônia e o Mitanni.

Amenófis III, faraó do Egito (1386-1349 a.C.), da XVIII Dinastia,
responsável por grandes trabalhos arquitetônicos, entre os quais parte do templo de Luxor e o colosso de Mêmnón. Seu reinado foi de paz e prosperidade.

Akhenaton ou Amenófis IV, faraó egípcio (1350?-1334 a.C.), também chamado Neferkheperure, Aknaton ou Amenhotep IV. Akhenaton era filho de Amenófis III e da imperatriz Tiy e marido de Nefertiti, cuja beleza é conhecida através de esculturas da época. Akhenaton foi o último soberano da XVIII dinastia do Império Novo e se destacou por identificar-se com Aton, ou Aten, deus solar, aceitando-o como único criador do universo. Alguns eruditos consideram-no o primeiro monoteísta. Depois de instituir a nova religião, mudou seu nome de Amenófis IV para Akhenaton, que significa "Aton está satisfeito". Mudou a capital de Tebas para Akhenaton, na atual localização de Tell al-Amama, dedicando-a a Aton, e ordenou a destruição de todos os resquícios da religião politeísta de seus ancestrais. Essa revolução religiosa determinou transformações no trabalho dos artistas egípcios e, também, no desenvolvimento de uma nova literatura religiosa. Entretanto, essas mudanças não continuaram após a morte de Akhenaton. Seu genro, Tutankhamen, restaurou a antiga religião politeísta e a arte egípcia uma vez mais foi sacralizada.

Tutankhamen ( 1352-1325 a.C.), faraó egípcio (reinou 1334-1325 a.C.) da XVIII Dinastia, genro de Akhenaton, a quem sucedeu. Tornou-se faraó com nove anos. Durante seu reinado,
restaurou o culto a Amon, o que contribuiu para a paz no Egito.

Quéops, faraó egípcio (2638-2613 a.C.), o segundo rei da IV dinastia. A realização mais importante de seu reinado foi a construção da Grande Pirâmide de Gizé, perto do Cairo.


Ramsés II (reinou em 1301-1235 a.C.), faraó egípcio, terceiro governante da XIX Dinastia, filho de Seti I.
Seus principais inimigos foram os hititas; com eles assinou um tratado, segundo o qual as terras em litígio se dividiam. Durante seu reinado construiu-se o templo de Abu Simbel e concluiu-se o grande vestíbulo hipostilo do templo de Amón, de Karnak.

Ramsés III (reinou de 1198 a 1176 a.C.), faraó egípcio da XX dinastia, grande líder militar que salvou o país de várias invasões. As vitórias de Ramsés III estão representadas nas paredes de seu templo mortuário em Madinat Habu, próximo à cidade de Luxor. O final de seu reinado foi marcado por revoltas e intrigas palacianas.

Quéfren, quarto faraó (2603-2578 a.C.) da IV Dinastia do Egito. Construiu uma das pirâmides de Gizé. Durante muito tempo, pensou-se que a Grande Esfinge próxima a ela era uma representação do rei. Quéfren foi sucedido por seu filho Miquerinos.

Seti I (reinou de 1312 a 1298 a.C.), faraó egípcio, segundo governante da XIX dinastia, filho e sucessor do faraó Ramsés I. Nos últimos anos de seu reinado, conquistou a Palestina, combateu os líbios na fronteira ocidental e lutou contra os hititas.


Fonte:
http://www.historiadomundo.com.br/egipcia/faraos-do-egito.htm

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