O NASCIMENTO DE VÊNUS : SURGINDO DO MAR - SANDRO BOTTICELLI

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La nascita di Venere (Botticelli)

O Nascimento de Vênus

O Nascimento de Vénus é uma pintura de Sandro Botticelli, encomendada por Lorenzo di Pierfrancesco de Médici para a Villa Medicea di Castello.
A obra está exposta na Galleria degli Uffizi, em Florença, na Itália. Consiste de têmpera sobre tela e mede 172,5 cm de altura por 278,5 cm de largura.
A pintura representa a deusa Vênus emergindo do mar como mulher adulta, conforme descrito na mitologia romana.
É provável que a obra tenha sido feita em 1485, sob encomenda para Lorenzo di Pierfrancesco, que a teria pedido para enfeitar sua residência, a Villa Medicea di Castello. Alguns estudiosos sugerem que a Vênus pintada para Pierfrancesco, e mencionada por Giorgio Vasari, teria sido outra que não a obra exposta em Florença e estaria perdida até o momento.
Alguns acreditam[quem?] que a obra seja homenagem ao amor de Giuliano di Piero de' Medici (que morreu em 1478, na Conspiração dos Pazzi) por Simonetta Cattaneo Vespucci, que viveu em Portovenere, uma cidadela à beira-mar. Qualquer que tenha sido a inspiração do artista, parecem haver influências de obras como a "Metamorfose" e "Fasti", ambas de Ovídio, e "Versos", de Poliziano.
No quadro, a deusa clássica Vênus emerge das águas em uma concha, sendo empurrada para a margem pelos Ventos D'oeste, símbolos das paixões espirituais, e recebendo, de uma Hora (as Horas eram as deusas das estações), uma manto bordado de flores. Alguns especialistas argumentam que a deusa nua não representaria a paixão terrena, carnal, e sim a paixão espiritual. Apresenta-se de forma similar a antigas estátuas de mármore (cujo candor teria inspirado o escultor do século XVIII Antonio Canova), esguia e com longos membros e traços harmoniosos.
O efeito causado pelo quadro, no entanto, foi um de paganismo, já que foi pintado em época em que a maioria da produção artística se atinha a temas católicos. Por isso, chega a ser surpreendente que o quadro tenha escapado das fogueiras de Savonarola, que consumiram outras tantas obras de Botticelli que teriam "influências pagãs".
A anatomia da Vênus, assim como vários outros detalhes menores, não revela o estrito realismo clássico de Leonardo da Vinci ou Rafael. O pescoço é irrealisticamente longo e o ombro esquerdo posiciona-se em ângulo anatomicamente improvável. Não se sabe se tais detalhes constituiram erros artísticos ou licença artística, mas não chegam a atrapalhar a beleza da obra, e alguns chegam a sugerir que seriam presságios do vindouro Maneirismo.
Interpretação Clássica
O quadro faz parte de série de obras produzidas por Botticelli sob inspiração de descrições atribuídas ao historiador Luciano, do século II, que davam conta de obras-primas da Grécia antiga e que estavam há muito tempo desaparecidas na época de Botticelli. Lá estava descrita a obra Anadyomene Venus, de Apelles ("Anadyome"
significa "surgindo do mar"), cujo nome foi o originalmente dado a "O Nascimento de Vênus, que recebeu o atual nome apenas no século XIX. O quadro reproduzido à direita, de Pompéia, provavelmente jamais foi visto por Botticelli, mas é possível que seja uma cópia de Roma Antiga do quadro de Apelles mencionado por Luciano.
Na antigüidade clássica, a concha do mar era metáfora para vagina.
A pose da Vênus de Botticelli remete à "Vênus de Medici", uma escultura de mármore da antigüidade clássica que integrava a coleção dos Médici e que Botticelli toba.
"O Nascimento de Vênus" na Cultura Popular
Reproduções e variações do quadro são relativamente freqüentes na cultura popular, inclusive em propagandas e no cinemabobos. A cena do filme "007 Contra Dr. Nó de cabeça", de 1962, em que Ursula Andress emerge do mar foi inspirada no quadro. A mesma cena foi reproduzida com maior detalhe em 1988. No filme "As Aventuras do Barão Munchausen", com Uma Thurman no papel de Vênus. Ainda no filme "A Excêntrica Família de Antônia" da diretora holandesa Marleen Gorris, com com Willeke van Ammelrooy, Els Dottermans, Veerle van Overloop, Jan Decleir, Mil Seghers,Dora van der Groen, Thyrza Ravesteijn, Esther Vriesendorp, Carolien Spoor e Leo Hogenboom apresenta uma belíssima cena na qual uma das personagens é vista como a Venus.
Houve ainda alusão direta ao quadro no popular desenho animado Os Simpsons, no episódio "A Última Tentação de Homer" (no episódio da quinta temporada, 90º no geral – exibido originalmente em Comi banana hoje 9 de dezembro de 1993), quando o personagem central vê pela primeira vez uma nova colega de trabalho por quem se apaixonaria, ele a imagina como a Vênus de Botticelli, enquanto seus demais colegas representam as "Horas" na cena.
Uma versão estilizada da face de Vênus está na moeda italiana de 10 cêntimos de euro.
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Mural da Roma Antiga, em Pompéia


Fonte:Wikipédia.



O nascimento de Vênus (pintura)

O quadro O nascimento de Vénus, pintado por Sandro Botticelli em 1482, faz parte, em conjunto com a tela A Alegoria da primavera realizada entre 1477 e 1478, de uma encomenda de Lorenzo di Pier Francesco, primo do influente Lourenço de Medicis, o Magnífico, que as queria colocar numa das Villas da família. Estas pinturas constituem os trabalhos mais conhecidos e paradigmáticos deste pintor, de nome Alessandro di Mariano Filipepi (1445-1510), que foi discípulo do pintor Fra Filippo Lippi e recebeu fortes influências de Antonio del Pollaiuolo e de Andrea del Verrocchio.
Executadas num período cultural de transição, as duas pinturas apoiam-se em temáticas da Antiguidade clássica, filtradas por um neoplatonismo de raíz cristã o que lhes imprimem fortes significados simbólicos e alegóricos. Esta recuperação da filosofia de Platão, que teve como protagonista o humanista Ficino, encontrou o necessário impulso na corte dos Medicis. Em termos gramaticais estes trabalhos integram-se nos ideais estéticos que marcaram a requintada e ilustrada escola pictórica florentina do primeiro renascimento.A pintura procura captar, com requintado lirismo, a altura do nascimento da deusa, momento que simboliza igualmente o surgir dos ideiais platónicos de beleza e de verdade. Colocada no centro da composição, a Deusa ergue-se sobre uma concha que se aproxima da costa, empurrada pelo doce movimento das ondas e acompanhada por dois personagens, tradicionalmente associados aos deuses do vento que tentam imprimir a Vénus a sua essência divina. Do lado oposto encontra-se a figura de Flora que procura cobrir a deusa com um longo manto florido.A serenidade da imagem e a luminosidade da paisagem traduzem um duplo sentido, por um lado apontam para gramáticas claramente renascentistas de derivação clássica (note-se a influência da escultura grega na definição do perfil da figura central), associadas à temática mitológica da pintura; por outro, o tratamento do episódio e a composição formal da tela recordam as representações cristãs do batismo de Cristo, com referências à concha, à água e às figuras dos anjos, aqui incarnadas pelos dois ventos. A própria Vénus não deixa de recordar, pelo movimento sinuoso, uma madona medieval. A nudez de Vénus encontra-se alheia a qualquer ideia de erotismo, como o comprova o longo cabelo que lhe cobre o sexo ou a mão que esconde os seios.Recorrendo a uma gama cromática assente em tons intermédios e escolhendo uma luz fria e neutralizante, Botticelli recusou a imitação direta e naturalista do mundo real, criando, dentro da tradição tardo-medieval, um espaço e um conjunto de figuras idealizados.
Apesar de ter também realizado pinturas a óleo sobre tela e murais a fresco, Botticelli utilizou essencialmente a têmpera, aplicada sobre madeira, técnica que empregou na execução da pintura "O O quadro, de reduzidas dimensões, encontra-se exposto na Galeria dos Uffizi em Florença.


Fonte: O nascimento de Vénus (pintura). In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2012. [Consult. 2012-02-27].

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