ENSINEMOS AFETIVIDADE A NOSSOS FILHOS




Eu e Eduardo estamos sentados aqui em minha cama. Uma cena comum de nossas noites, quando ele relaxa um pouquinho em frente à televisão, vendo desenho, antes de ir dormir. Nossos momentos tão caros, tão recheados de carinho, de cumplicidade mútua.
Ele ali e eu aqui. Ele com a TV. Eu com o computador. Estarmos um ao lado do outro, neste momento, nos basta. Não é necessário nem uma palavra, nem uma brincadeira, nem uma interação mais forte. Basta que estejamos perto. Isso, para nós, já é o suficiente para que estejamos juntos.
De repente, do nada, Dudu vira, me olha profundamente, quase com aqueles olhos de ressaca de Capitu, e me dá um beijo. De meu sorriso bobo, ele me tasca mais um beijo. Assim, grátis, sem pedir. Espontaneidade deliciosamente pura. De dois beijinhos na bochecha, ele pede um no nariz. E dá. “Agora na orelha, mamãe”. O pé. O outro. E lá se vão as mãos, a sobrancelha, o joelho.
Estalinhos com carinho vindos de uma criança de apenas três anos. Isso porque a afetividade nos é corriqueira, faz parte de nosso dia-a-dia. A gentileza, o afago, o abraço, o carinho. Esses substantivos são muito comuns aqui em nossa família. Não, mais que comum, a afetividade é ensinada e praticada entre nós.
Acredito que o afeto e as demonstrações de amor também são tão importantes quanto as boas maneiras, a educação e a obediência. Essas coisas todas que temos que ensinar a nossos filhos. Aqui, não temos vergonha de dar beijinho, de pedir abraço, de insistir em um “bom dia”. Aqui em casa, que há três homens e apenas eu de mulher, a afetividade e a cordialidade estão sempre presentes por todos os cantos da casa.
É claro que uns têm esse lado mais aflorado, outros menos. E isso é possível de se notar, inclusive, nas crianças. Há aqueles que são abertos aos afagos, que são mais emotivos, carinhosos. E também conheço crianças mais retraídas, tímidas, mais contidas. Sei que cada natureza é uma, revelando mesmo os traços da personalidade e individualidade de cada pessoa.
Mas, tanto eu quanto o meu Presente, acreditamos – e praticamos! – os chamegos por essas bandas. Luca e Eduardo estão crescendo levando ataques de beijocas, recebendo golpes de abraço de urso e sendo “obrigados” a dar bom dia quando acordam. E que sempre possamos ter o cuidado de sempre ensinar às nossas crianças. Afinal, o mundo precisa justamente disso: gestos de afeto e amor.

Fonte:http://www.coisademae.com/