CARLOS CASTAÑEDA - O FILÓSOFO XAMANISTA


O misticismo Xamanista Tolteca do antropólogo e escritor Carlos Castañeda (1935-1998), influenciou muito o pensamento filosófico ocidental entre as décadas de 60 e 80. Sem querer muito entrar nos detalhes de sua vida, que por muitas vezes se fundia com a ficção através de seus personagens místicos, quero apresentar suas principais obras e alguns pensamentos:

OBRAS PUBLICADAS:

A Arte do Sonhar - Último livro sobre os ensinamentos de Dom Juan, esta obra mostra a eliminação dos limites humanos através de uma viagem ao mundo real através do sonho. A exemplo do que fez com o “intento”, em “O Poder do Silêncio”, Castañeda reaparece com uma obra extremamente complexa, dedicada a análise de um dos intrigantes ensinamentos de Dom Juan: o sonhar. Do lançamento de seu último livro até a publicação deste foram mais de seis anos em completo isolamento da mídia, tempo que Castañeda passou justamente praticando essa arte aqui descrita, pela qual os feiticeiros adquirem mais coragem do que o normal e viajam a lugares aos quais nunca alcançariam ou voltariam com vida.

A Erva do Diabo - História de Carlos Castañeda, antropólogo americano, interessado no estudo de plantas alucinógenas que encontra um índio do Novo México. Esse índio o leva a experiências acima de sua compreensão, que acabarão mudando-o para sempre.

A Roda do Tempo - A Roda do Tempo é uma coletânea de citações extraídas dos oito primeiros livros do antropólogo Carlos Castañeda, que dedicou trinta anos ao estudo do mundo dos xamãs que viveram no México antigo. Para acompanhar as citações, Carlos Castañeda escreveu comentários pessoais sobre cada livro. A ordem dos textos mostra uma linha de continuidade que cria um contraponto de idéias de grande interesse para os leitores.

O Fogo Interior - Nesta obra, Castañeda descreve com detalhes surpreendentes os ensinamentos de Don Juan, mostrando um "outro ponto de vista" sobre seus encontros com o índio yaqui.

O Poder do Silêncio - Novos ensinamentos de Don Juan.

O Presente da Águia - Nessa sexta obra do autor, Dom Juan volta a aparecer, dessa vez em forma de memórias de Castañeda dos tempos em que ele visitava o velho índio. Os capítulos não são todos relacionados entre si e muitas vezes os acontecimentos narrados são separados por grandes intervalos de tempo. Essa técnica narrativa, também utilizada em “Viagem a Ixtlan”, e empregada aqui como forma de iluminar assuntos obscuros relativos aos seus aprendizados e as historias de feitiçaria. Nesse volume é explicado o que de fato aconteceu com Dom Juan e seu grupo quando eles saltaram do abismo juntamente com Castañeda e Pablito em “Porta para o Infinito”. Também é apresentada a noção de vida de Dom Juan. O presente de uma águia infinita a qual o guerreiro deve desafiar se quiser ganhar a liberdade total.

O Segundo Círculo do Poder - Castañeda, agora sem seu mestre, o índio Dom Juan, volta ao deserto de Sonora em busca de Pablito, mas encontra um grupo feiticeiras que desafiam seu conhecimento.

Passes Mágicos - Carlos Castañeda oferece neste livro a chave para o condicionamento energético. Ensina uma série de posições corporais e movimentos físicos que possibilitaram a vários xamãs e seus aprendizes a navegação em suas próprias jornadas iniciáticas. Partilhando este conhecimento que data de centenas de anos e vem de uma tradição que se estende para mais de vinte e sete gerações, Castañeda torna possível aos leitores a viagem a alguns desses reinos. Castañeda oferece uma história filosófica dos passes mágicos mostrada em 450 ilustrações produzidas por computador.

Porta para o Infinito - Castañeda, agora um homem misterioso e inacessível, relata as últimas lições aprendidas com o índio Dom Juan.

Relatos de Poder (Tales of Power)

Conversas com Don Juan

Uma estranha realidade - Castañeda, após três anos sem ver o índio Dom Juan, volta ao Novo México para reiniciar seu aprendizado como feiticeiro.

Viagem à Ixtlan - Com esta obra, Castañeda se consagra como escritor e dá ao leitor as chaves para o mundo do índio Dom Juan, com uma clareza jamais presente em seus livros anteriores.

Lado Ativo do Infinito - Durante trinta anos o antropólogo Carlos Castañeda estudou a cultura e os diferentes sistemas de cognição dos xamãs do México antigo. Sua obra percorreu as impressões dos antigos pajés acerca do universo, o poder da espiritualidade indígena e a expansão da consciência e dos sentidos. O lado ativo do infinito, último livro do autor, que faleceu em 1998, se detém especialmente no simbolismo em torno da morte. Castañeda remonta encontros, personagens, conflitos e reflexões que marcaram seu caminho e que, certamente, levarão os leitores a repensar questões que permeiam suas próprias vidas.


PENSAMENTOS:

O comportamento: um homem deve ir em busca da sabedoria, da mesma maneira que um soldado vai para a guerra: com medo, com respeito, e com total segurança. Deve agir como se soubesse onde está indo, embora na realidade não tenha a menor idéia do que irá encontrar; o que importa é que ele está percorrendo o caminho que escolheu.
Nada a perder: um guerreiro considera-se já morto. Como não tem nada a perder, ele segue adiante com alma e com calma. O medo já não consegue tirar sua energia, e ele consegue aplicá-la para viver cada momento com toda a intensidade possível. Um guerreiro tem certeza que todas as ferramentas para enfrentar as futuras dificuldades estão em suas mãos, e é o uso dessas ferramentas, também chamada de experiência, que o permitirá superar os obstáculos.

Agindo e conhecendo: um guerreiro sempre é um caçador. Ele calcula tudo e age, depois de refletir bem o que deve fazer. Ninguém consegue obrigá-lo a fazer coisas que não deseja. Ele vive porque age, e não porque pensa que age. Como sabe que está neste mundo apenas por um breve período de tempo, ele procura conhecer todas as maravilhas possíveis. Fala pouco, jamais se preocupa com o medo, e assume a responsabilidades de seus atos.

A morte como companheira: um guerreiro-caçador sabe que cada decisão pode ser sua última. A morte é sua companheira, sempre sentada do seu lado esquerdo, à distância de menos de um metro. Por isso, vai ao campo de batalha totalmente concentrado em sua vida, sabendo que a maior parte das pessoas está passando de uma ação para a outra sem pensar muito.
Os caminhos são iguais: todos os caminhos são iguais, e levam a lugar nenhum. Portanto, o guerreiro escolhe um caminho que tenha vida própria, e a partir do momento em que começa a percorrê-lo, ele se alegra e se transforma no próprio caminho; sua decisão de continuar nele apenas depende da alegria, e não da sua ambição ou do seu medo. Portanto, sempre antes de agir, ele pergunta a si mesmo: Este caminho tem um coração?.

A opinião dos outros: um guerreiro nunca gasta seu precioso tempo pensando na opinião dos outros. Conhece pessoas que acham que são importantes, e por causa disso também são gordas, arrogantes e sem flexibilidade. Para um guerreiro, a arte do combate deve ser combinada com leveza, ausência de tensão e de ambição. Um guerreiro é gentil com os outros porque, sobretudo, é gentil consigo mesmo.

A intenção: a intenção de um homem não é um pensamento, um objeto, ou um desejo, mas aquilo que o faz seguir adiante, mesmo quando todo mundo diz que será derrotado, ou o que escolheu não fará o menor sentido. Portanto, ter uma intenção clara ajuda um guerreiro a ser invulnerável, a agir como um feiticeiro, que é capaz de atravessar paredes, e atingir o infinito.

A escolha do seu caminho: nada neste mundo é dado de presente; as lições mais importantes são sempre aprendidas com muito esforço e dificuldade. Tendo isto em conta, o guerreiro-caçador jamais se desespera, se desgasta, ou perde seu tempo culpando os outros, porque sabe que em cada gesto seu está a responsabilidade de suas escolhas. Um guerreiro não pode reclamar ou arrepender-se: sua vida é uma luta constante, e os desafios não são bons ou ruins, são apenas desafios.


Kadu Santoro
http://jornaldespertar.blogspot.com/

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