O SOM MÁGICO DO SUPERTRAMP


Patrocinado pelo milionário holandês Stanley August Miesegaes, o vocalista, pianista e ex-baterista Rick Davies pôs um anúncio no jornal Melody Maker em busca de integrantes para a formação do grupo, em agosto de 1969. Rick Davies então juntou-se aos músicos Roger Hodgson (vocal, guitarra e teclados), Richard Palmer (guitarra, balalaika e vocais) e Robert Millar (percussão e harmônica). A banda inicialmente chamava-se Daddy, tendo o nome posteriormente alterado para Supertramp, que ao pé da letra quer dizer "super andarilho", inspirado num livro de W.H. Davies, “The Autobiography of a Super-Tramp”.
O recém-batizado Supertramp foi um dos primeiros grupos de rock a assinar com A&M Records inglesa, e o primeiro álbum foi lançado em julho de 1970. Apesar das boas críticas, foi um fracasso comercial – tanto que só saiu oficialmente nos Estados Unidos em 1977. Richard Palmer, desgostoso, resolveu sair seis meses depois do lançamento do primeiro LP, e Robert Millar teve uma crise nervosa logo em seguida. Foram substituídos por Frank Farrell (baixo), Kevin Currie (bateria) e Dave Winthrop (flauta e saxofone).
O álbum com esta formação, Indelibly Stamped, enfim trazia as marcas registradas da banda: as harmonias vocais entre Davies e Hodgson, e solos de saxofone. Mas também foi um fracasso de vendas, o que fez com que Miesegaes retirasse o patrocínio. Novamente o grupo debandou, restando apenas Hodgson e Davies.
No final de 1972, convocaram o baixista Dougie Thomson, o baterista Bob Siebenberg (que era um americano vivendo ilegalmente na Inglaterra, daí seu pseudônimo “Bob C. Benberg”) e o homem que deu o toque final ao som do grupo, John Helliwell (saxofone e sopros em geral, vocais).
Essa formação lançou Crime of The Century em 1974 e finalmente fez sucesso com “Dreamer”, “School”, “Bloody Well Right”, entre outros hits. O disco seguinte, Crisis? What Crisis?, de 1975, não foi tão bem nas vendas, mas Even in the Quietest Moments, de 1977, recolocou o Supertramp no topo das paradas musicais com “Give a Little Bit” e “Fool's Overture”. Breakfast in America, de 1979, trouxe mais sucessos ("The Logical Song", "Take the Long Way Home", "Goodbye Stranger", "Breakfast in America") e vendeu 18 milhões de cópias.
O ano de 1982 não foi bom para o grupo. Após tantos anos de sucesso, Roger Hodgson resolveu abandonar a banda após a turnê de …Famous Last Words…. Existem várias especulações sobre sua saída, e nenhuma delas convenceu na época. Alguns diziam que Hodgson se sentia musicalmente limitado (o que não se sustenta, já que seus discos solo são bem parecidos com o material habitual do Supertramp); até que, em uma entrevista, Hodgson revelou que deixou a banda porque sua esposa na época não se dava bem com a esposa de Rick Davies.
Davies resolveu manter o Supertramp na ativa com o álbum Brother Where You Bound, iniciado pelo single "Cannonball". A faixa título do álbum, de 16 minutos de duração, conta com a participação especial de David Gilmour, do Pink Floyd.
Em 1996, Davies reformou o Supertramp com Helliwell, Siebenberg e Hart, mais alguns músicos de estúdio. Essa formação gravou o album de estudio Slow Motion em 2002, quando o grupo entra em hiato novamente, a despeito de uma nova e igualmente fracassada tentativa de voltar à ativa com Hodgson em 2005.
Em 2010 o Supertramp,reformado mais uma vez,entra em turnê para comemorar o 40 º aniversário do primeiro lançamento do grupo. Roger Hodgson, que não está incluído nesta turnê.
Formação atual
  • Rick Davies – vocais, teclado, gaita, composição, melodia (1969–1988, 1996–2002, desde 2010,)
  • John Helliwell – vocais, instrumentos de sopro, teclado, sintetizadores (1973–1988, 1996–2002, desde 2010)
  • Bob Siebenberg – bateria, percussão (1973–1988, 1996–2002, desde 2010)
Ex-Integrantes
  • Roger Hodgson – vocais, violão, teclado, baixo, violoncelo, flauta, composição (1969–1983)
  • Dougie Thomson – baixo, backing vocals (1972–1988)
  • Mark Hart – vocais, teclado, violão (1985–1988, 1996–2002)
  • Tom Walsh – percussão (1996–1997)
  • Kevin Currie – percussão (1971–1973)
  • Richard Palmer-James – vocais, guitarra, violão, balalaika (1969–1971)
  • Bob Millar – percussão, gaita (1969–1971)
  • Keith Baker – bateria (1969)
  • Dave Winthrop – flauta , saxofone, vocais (1970–1973)
  • Frank Farrell – baixo, teclado, backing vocals (1971–1972)

Discografia


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 Compilações

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