JAMES TAYLOR E CAROLE KING - NO TEMPO DA MÚSICA DOCE E DA POESIA, EMBALANDO NOSSOS SONHOS, POR UM MUNDO DE AMOR





James Vernon Taylor (Boston, 12 de março de 1948) é um músico norte-americano, compositor e intérprete da fusão do "country-gospel-rock"
Filho de um médico, Isaac Taylor (1921-1996) e de Gertrude Woodard, professora de música e cantora lírica. É o segundo de cinco irmãos. Em 1951, quando James tinha 3 anos, o pai, o Dr. Taylor foi eleito professor assistente da Universidade da Carolina do Norte em Chapel Hill, e a família mudou se de Boston para o Sul. Todos três irmãos, Alex (1947-1993), Livingston, e Hugh, e sua irmã, Kate, se tornaram músicos e gravam álbuns independentemente.
James estudou violoncelo na infância, mas começou a aprender violão em 1960. Em 1963, James entrou na Milton Academy, uma escola preparatória em Massachusetts. No primeiro verão ele conheceu Kootch Kortchmar, enquanto morava em Martha's Vineyard; e os dois formaram uma dupla country. James abandonou a escola com 16 anos e, junto a seu irmão , Alex, formou um conjunto. James sofreu de depressão ainda jovem e teve que se internar no McLean Psychiatric Hospital em Massachusetts. Após dar alta,foi para Nova Iorque e em 1966 formou seu novo conjunto, The Flying Machine, junto a Kortchmar e Joel O'Brien. Eles tocaram em Greenwich Village e conseguiram um contrato com uma pequena gravadora inexperiente (Rainy Days Records). O nome surgiu da própria música de Taylor, Rainy Day Man. Eles conseguiram lançar um compacto simples com Brighten Your Night with My Day e do lado B, Night Owl. O disco não teve bons resultados e o conjunto se dissolveu no ano seguinte, 1967, embora essas mesmas músicas vão re-aparecer no futuro, em grande estilo e com maior sucesso, em discos de ouro e platina que James não imaginava ainda.
James Taylor cresceu em Carolina do Norte, EUA, e passava o tempo ouvindo música Country e música Gospel do programa semanal Grand Ole Opry e ouvia também os músicos do estilo soul nos locais que eles tocavam, como James Brown, Joe Tex e Don Covey.
James começou tocando enquanto ainda moço, em um conjunto da sua escola secundária e profissionalmente, no final dos
anos 1960, ligado a country-gospel da época. Em 1968, Taylor se mudou para Londres. Ele foi contratado pela Apple Records após ter dado um demo a Peter Asher (do conjunto Peter & Gordon) que trabalhava, então, para os Beatles, e por sua vez, tinha mostrado a fita a Paul McCartney que gostou da música, e o primeiro álbum de James foi lançado: James Taylor. O álbum fora produzido por Paul McCartney. Mas, justamente em 1969, a Apple entrou num período de dissolução entre os Beatles. Peter Asher se mudou para a California e James seguiu seus passos para gravar seus próximos dois projetos. James nunca chegou a morar na California, mas a maioria dos músicos com quem ele trabalhou e seu empresário musical, Peter Asher, estavam, agora, na Califórnia, portanto ele passou muito tempo lá.[1]
Obviamente com as gravações que realizou no período 68/69, em Londres, James já conseguia chamar a atenção da indústria
Norte-americana com, pelo menos, três canções: Carolina in my Mind (com a colaboração de Paul McCartney, nos vocais e baixo e George Harrison), Something in the Way She Moves e The Blues is Just a Bad Dream. Agora, com o seu empresário e contatos na Califórnia, sua recente bagagem musical, e com seu carisma ao seu lado, James assinou um novo contrato com a Warner WEA.
Todos os seus álbuns, com exceção de um, alcançaram vendas recordes que o renderam certificados de
ouro ou platina, enquanto o álbum Greatest Hits, de 1976 o rendeu certificado de diamante por mais de dez milhões de cópias vendidas.
Com vocais serenos, naturais, introduziu o que foi chamado nos anos 1970 de Sweet beat folk, um estilo original, uma sonoridade acústica, com pitadas de country e blues-gospel, que fez muito sucesso. James é um fingerpicker natural no seu estilo (i.e. ele dedilha o violão---com seus dedos e não com uso de palhetas---como na técnica erudita), mas com um violão de cordas de aço, em vez de nylon; e isto faz o seu som, com técnica clássica, de natureza popular, na forma e gênero de música que ele escreve. Seu vocal suave e doce levou a sua produção a chamar seu disco de "doce bebê James" (em português), o que o caracterizou no seu estilo original. James utilizou novas músicas para seu primeiro álbum norte-americano e de enorme sucesso, "Sweet Baby James", lançado em fevereiro de 1970, nos EUA. O álbum incluía grandes sucessos como:
  • Sweet Baby James,
  • Fire and Rain,
  • Oh, Susanna e
  • Country Road
As duas primeiras músicas alcançaram enormes resultados nas paradas de sucesso, ambas chegando ao Top 5. Estas são músicas que marcaram com grande relevância a carreira e personalidade de James Taylor. O seu carácter de pessoa sincera, gentil e carinhoso, surgiu justamente da interpretação destas duas canções. Principalmente porque em Sweet Baby James ele canta uma canção para fazê-lo ninar. Numa narrativa introspectiva, James se compara a um cowboy solitário no rancho, somente com seus animais para lhe fazer companhia enquanto ele espera o tempo passar , como se alguém fosse ouvir o seu distante lamentar. Mas, na verdade, ele sabe que não passa de um bebê indefeso e se consola, cantando a sua canção de ninar para continuar a sonhar. A música se torna uma alusão à vida solitária dele pós separação da sua primeira banda (1967, Flying Machine), quando experimentava drogas, mas buscava algo mais de sua vida, ainda que um tanto sem direção. E, em Fire and Rain, James canta, com doçura e compaixão, sobre o suicídio de sua amiga, Susan, que o deixou inesperadamente, e como isto lhe pegou de surpresa levando seus planos por água abaixo. Ele, que pensava que já havia visto de tudo, acreditava que ainda a veria novamente. Ele, então, na segunda estrofe, passa a falar da vida dele, agora mais sollitário ainda, sem uma amiga para lhe dar o suporte que precisava, com seus problemas da droga e depressão junto a experiência da vida e da instituição mental pela qual ele passou. Ele resoluto pede ajuda a Jesus na canção. Novamente, James canta dos sonhos e dos pedaços quebrados no chão. A audiência, de alguma forma, conectou-se com o autor de uma forma delicada, simples e direta que toca nos problemas mais profundos do indivíduo. Com o sucesso deste primeiro disco Norte-americano, os dois primeiros projetos (o da Apple, gravado em Londres, e o inacabado Flying Machine) são re-ativados e voltam a vender, ambos entrando nas paradas de sucesso também. O disco se transforma em ouro.
Com este jeito calmo e introspectivo, o artista se torna um ícone nos anos 1970 e conquista fãs em várias gerações. Seu ícone se torna capa da revista Time como líder da nova geração americana de poetas e compositores.
Sua interpretação mais conhecida é a canção de Carole King, You’ve got a Friend, junto a Joni Mitchell nos vocais, gravada no seu segundo álbum completo (lançado nos EUA), Mud Slide Slim and The Blue Horizon, (abril de 1971), e que foi responsável pelo GRAMMY de Melhor Cantor Pop que conquistou (O mesmo feito foi realizado mais tarde, em 1978, com "Handy Man", do álbum "JT"). Carole, que compôs You've Got a Friend, participa do projeto de James, e da mesma maneira, James participa das gravações do disco de Carole King, que também gravou sua versão da composição, mas com o piano à frente, acompanhando a música, ao invés do violão, em primeiro plano, de James que o acompanha em sua versão gravada. Outra música bem sucedida deste álbum e de autoria de James que chegou ao Top 40 nas paradas de sucesso foi Long Ago and far Away com Joni Mitchell no vocais de fundo. O disco vendeu mais do que dois milhões de cópias.
Mais do que quatro anos se passaram, e foi no final do ano de 1985 que James Taylor resurgiu. Seu novo projeto apareceu revigorado, com vários novos sucessos. Incluía 12 novas canções e fechava o álbum com o reprise da canção que abriu o mesmo e esta era a canção título do projeto, That's Why I'm Here ("É por isto que estou aqui" (em português)). O álbum também lançou, como fazia de costume, outro single cover, desta vez de Buddy Holly, Everyday, mas não subiu muito nas paradas. No entanto, nesta altura da carreira de James, ele já tinha um repertório grande suficiente e já havia se apresentado em muitos concertos para ter conquistado um mercado garantido de audiência e o álbum chegou a receber outro certificado de platina. Outro grande sucesso no álbum foi Only a Dream in Rio. A própria letra da música demonstra que James está otimista:
Mais do que uma terra distante
Sobre um mar brilhante
Mais do que o verde condensante
Mais do que os olhos brilhantes
Bem, eles me dizem que não passa de um sonho no Rio
Nada poderia ser tão doce como parece
Neste primeiro dia aqui
Eles me lembraram: "filho, voce já se esqueceu
Geralmente está apodrecido por dentro
E a máscara brevemente cai"
Estranho sabor da fruta tropical
A romântica língua do português
Melodia numa flauta de madeira
Samba flutuando na brisa de verão
Está tudo bem, voce pode adormecer
Voce pode fechar seus olhos
Voce pode confiar no povo do paraíso
Para chamar o seu guardião
E acareciar suas despedidas
Oh, mas que noite maravilhosa, uma em um milhão
Estrelas brasileiras de fogo congelado
Oh, Santo Cruzeiro do Sul
Mais tarde me leve ao centro da cidade numa latinha
Não possso descer do palco
Eu nunca fico tão sem palavras quando eles dizem:
Quando a nossa mãe acordar
Andaremos ao sol
Quando a nossa mãe acordar
Cantará pelo sertão
Quando a nossa mãe acordar
Todos os filhos a verão
Todos os filhos saberão
E regozijarão
(Tradução literária, parcial, da letra original em Inglês---não é a versão adaptada em Português de Milton Nascimento com James Taylor.) James diz, durante um concerto, que ele escreveu a música durante sua visita ao Brasil em 1985. Ele emprestou o violão de um bom músico, Gilberto Gil, e a música aconteceu. No dia 14 de dezembro de 1985, James Taylor se casa novamente. A noiva é a Kathryn Walker. Um mes depois do casamento, James parte para a Austrália para uma nova turnê.
Rock in Rio
O trabalho lançado após sua participação no Rock in Rio 1, James Taylor protagonizou um dos momentos mais emocionantes do festival brasileiro. Numa época em que ele retomava sua carreira pós o divórcio com Carly Simon, embora comovido com a inesperada recepção do público brasileiro (cerca de 250 mil pessoas). Em homenagem ao ocorrido, Taylor até compôs a balada "Only a Dream in Rio" (Apenas um sonho no Rio), que integrou "That's Why I'm Here", na qual declama versos em agradecimento como "I was there that very day and my heart came back alive" ("Eu estava lá naquele dia e meu coração voltou à vida"). Anos mais tarde, ao ser convidado para participar da terceira edição do evento, em 2001, Taylor declarou que para ele "era questão de honra" participar da festa.


Carole King

Carole King, pseudônimo de Carole Klein (9 de Fevereiro de 1942, Brooklyn, Nova Iorque) é uma cantora e compositora dos Estados Unidos da América. Seu disco, Tapestry, de 1971, ficou por quinze semanas no 1º lugar da parada dos EUA. Ganhou quatro prêmios Grammy, sendo eles: Álbum do Ano; Melhor Performance Vocal Pop; Gravação do Ano (It's Too Late); e, Canção do Ano (You've Got a Friend).
A Carole King deve-se, em parte, a instituição e a criação de raízes no estilo hoje definido como singer/songwriter, então baseado em escolhas de melodias simples e levemente adornadas de pop/rock.
Nascida a 9 de Fevereiro de 1942 com o nome de Carole Klein, Carole King iniciou a sua aprendizagem na música ainda criança. Apenas com quatro anos já aprendia piano, e, alguns anos mais tarde, já adolescente, formou o seu primeiro grupo. Contudo, foi já na faculdade que Carole conheceu alguns dos nomes que mais influenciaram a sua música, como Paul Simon, Neil Sedaka ou Gerry Goffin, com quem acabou por casar. A parceria com Goffin foi, contudo, bem mais além do matrimónio, já que a dupla começou a escrever em conjunto uma série de canções que acabaram por conquistar lugares de destaque nos tops. Entre estas, destacam-se "Will You Love Me Tomorrow" cantada pelas The Shirelles, ou "The Locomotion", levada a palco por Little Eva[1]. É dessa época a composição, também em parceria com o marido, Chains. Esta é famosa também por ter sido das poucas composições de outros autores gravadas pelos Beatles. Isso aconteceu no primeiro álbum inglês da banda, Please Please Me.
Ainda assim, e apesar dos êxitos como compositora, a carreira de King a solo teimava em não singrar. No meio dos anos 60 decidiu fundar a Tomorrow Records, uma vez mais ao lado do marido e do crítico Al Aronowitz. O casamento com Goffin terminou pouco depois, antes de um novo matrimónio, então com Charles Larkey, baixista dos Myddle Class, que integravam o catálogo da Tomorrow.
Em 1968, juntamente com Danny Kortchmar, funda os The City, que lançaram um único álbum, "Now That's Everything Been Said", mas que acabou por ser um verdadeiro fracasso de vendas dada a recusa de King em actuar ao vivo, por ter medo de entrar em palco. Contudo, e a partir desse ano, King investiu definitivamente na sustentação e lançamento da sua carreira a solo, e lança "Writer" em 1970. Apesar dos resultados não terem sido os esperados, o ímpeto ficou para a edição de um novo conjunto de originais. "Tapestry", editado em 1971, mostrou-se como o grande triunfo de Carole King. O disco acabou por ficar nos tops durante mais de seis anos e conseguiu bater sucessivos recordes de vendas. Ainda em 71, King lança "Music", um digno sucessor do disco vencedor, e que trouxe consigo um novo single número 1 - "Sweet Seasons". Os êxitos prolongaram-se depois em álbuns como "Rhymes and Reasons" de 1972 e "Wrap Around Joy" de 1974.
Um ano mais tarde, e ao lado de James Taylor, David Crosby e Graham Nash, a dupla King/Goffin voltou a entrar em acção para a elaboração do álbum "Thoroughbred". Mais tarde, o lançamento de "Simple Things" proporcionou a partida para a primeira digressão em pleno, ao lado dos Navarro. Ainda nesse mesmo ano, King casou-se novamente, então com Rick Evers, que acabou por falecer um ano mais tarde devido a uma overdose de heroína.
O início da década de 80 ficou marcado pelo abandono de King de grande parte da sua actividade no mundo do espectáculo, preferindo desde então viver numa pequena localidade no estado do Idaho, onde iniciou uma colaboração frutuosa com movimentos ambientalistas. "Speeding Time" de 1983 marcou o início do hiato de mais de seis anos, até à edição de "City Streets" de 1989, álbum que contou com a participação de Eric Clapton.
"Colour Of Your Dreams" de 1993 incluiu até a participação de Slash dos Guns n' Roses, antes de em 1994 Carole King aparecer pela primeira vez no musical "Bloodbrothers" da Broadway. Em 1996 foi a vez de lançar o álbum "Time Gone By", antes de "Goin' Back" de 1997 e "Breaking Up Is Hard To" e "Love Makes the World", igualmente em 2001.




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