CARAVAGGIO - ARTE BARROCA , FASCÍNIO E IRREVERÊNCIA


Cabeça de medusa

  A conversão de São Paulo

   A incredulidade de Tomé

   Nossa Senhora dos Peregrinos

   Narciso
 
 

Michelangelo Merisi da Caravaggio (Milão, 29 de Setembro de 1571Porto Ercole, comuna de Monte Argentario, 18 de Julho de 1610) foi um pintor Italiano atuante em Roma, Nápoles, Malta e Sicília, entre 1593 e 1610. É normalmente identificado como um artista Barroco, estilo do qual ele é o primeiro grande representante. Caravaggio era o nome da aldeia natal de sua família, que ele adotou como nome artístico.
 Aos 12 anos, seu pai, mestre de obras, o inscreveu no ateliê de Simone Peterzano, um modesto pintor que se intitulava "discípulo de Ticiano".

Por volta dos 15 anos, Caravaggio foge para Roma, onde passa de um ateliê a outro e troca inúmeras vezes de protetor. Suas primeiras obras conhecidas mostram independência em relação à representação católica tradicional e causaram escândalo, gerando conflito com os cânones artísticos da época e dividindo o público entre admiradores e inimigos.

Considerado tanto fascinante quanto turbulento, o artista estava sempre envolvido em duelos e discussões. "Não sou um pintor valentão, como me chamam, mas sim um pintor valente, isto é, que sabe pintar bem e imitar bem as coisas naturais", disse Caravaggio perante o tribunal que julgava sua primeira acusação de perturbar a ordem pública.

Após um período inicial de miséria, quando chegou a vender pinturas nas ruas, ele passa a trabalhar para o cardeal Del Monte, patrono da escola de pintores de Roma, a "Academia de São Lucas". Com um aposento no "palazzo" do cardeal e uma pensão regular, Caravaggio realiza uma série de importantes quadros de temática religiosa.

Uma das características mais importantes de suas pinturas é retratar o aspecto mundano dos eventos bíblicos usando o povo comum das ruas de Roma: vendedores, músicos ambulantes, ciganos, prostitutas. Outra característica marcante são os efeitos de iluminação criados pelo jogo de luzes e sombras, que causam um impacto realista em seus quadros.

Ele geralmente usava um fundo escuro e agrupava a cena em primeiro plano com focos de luz sobre os detalhes, ressaltando principalmente os rostos. Estes efeitos receberam o nome de tenebrismo.

Caravaggio freqüentou tanto ambientes cultos e refinados como as tavernas romanas. Usava roupas extravagantes e chapéus de feltro com abas largas. Exibia uma espada na cintura e carregava um cachorro no colo.

Com a vida boêmia e afundado em dívidas, começa a decadência. Recusa a oferta do príncipe Doria Pamphili para decorar uma parte de seu palácio (hoje sede da embaixada brasileira na Itália) e insiste em pintar "quadros verdadeiros", certo de encontrar compradores.

Sua situação piora em 1606, quando ele mata o nobre Tommasoni, durante um jogo de pallacorda, antepassado do tênis. Ferido, foge para Nápoles e enquanto seu perdão era pleiteado em Roma, se dirige à ilha de Malta, onde recebe a Cruz de Malta.

Pouco depois tem problemas com um nobre maltês e é preso. Ajudado por amigos, foge para a Sicília. Muda de cidade seguidamente: de Siracusa a Messina, daí a Palermo, depois retorna a Nápoles, no outono de 1609.

Os sicários do cavaleiro maltês ultrajado descobrem, porém, seu esconderijo e, perto de uma taverna, ferem-no a espada. Recolhido e medicado, convalescia quando a notícia de que o papa estava prestes a conceder-lhe perdão e permitir-lhe o regresso a Roma animou-o a deixar Nápoles por via marítima.

Todavia, não totalmente recuperado, vertendo sangue e minado pela malária, Caravaggio morre numa praia deserta próxima de Roma, aos 39 anos.
Fonte : UOL Educação
Durante sua vida, Caravaggio era considerado enigmático, fascinante e perigoso. Nascido no Ducado de Milão, onde seu pai, Fermo Merisi, era administrador e arquiteto-decorador do marquês de Caravaggio, Michelangelo Merisi surgiu na cena artística romana em 1600 e, desde então, nunca lhe faltaram comissões ou patronos.
Porém ele lidou com seu sucesso de maneira atroz. Uma nota precocemente publicada sobre ele, em 1604, descrevia seu estilo de vida três anos antes: "após uma quinzena de trabalho, ele irá vagar por um mês ou dois com uma espada a seu lado e um servo o seguindo, de um salão de baile para outro, sempre pronto para se envolver em alguma luta ou discussão, de tal maneira que é bastante torpe acompanhá-lo." (Floris Claes van Dijk; Roma, 1601)
Considerado um farrista inconseqüente, ele vivia com problemas com a polícia, sem dinheiro e buscava brigas nos pulgueiros da cidade. Em 1606, matou um jovem durante uma briga e foge de Roma, com a cabeça a prêmio. Passou por Nápoles, depois por Malta e pela Sicília, onde pintou telas de lirismo transfigurado, como: A ressurreição de Lázaro (Messina), na qual, sob o pavor de um imenso espaço vazio, um raio de luz rasante parece imobilizar o drama sagrado.
Em Malta (1608) envolveu-se em outra briga, e mais outra em Nápoles (1609), possivelmente um atentado premeditado contra a sua vida devido suas ações, por inimigos nunca identificados. No ano seguinte, após uma carreira de pouco mais do que uma década, Caravaggio estava morto, aos 38 anos.
Características
Caravaggio tomava emprestada a imagem de pessoas comuns das ruas de Roma para retratar Maria e os apóstolos. Sua inspiração era entre comerciantes, prostitutas, marinheiros, todo o tipo de pessoas que não eram de nobre estirpe e que tivessem grande expressão, como suas obras retratam. Talvez tenha sido um dos primeiros artistas a saber conciliar a arte com o mitológico "ministério de Jesus", que, segundo a lenda, aconteceu exatamente entre pescadores, lavradores e prostitutas.
A conversão de São Paulo, a caminho de Damasco, (1600-1601), Santa Maria del Popolo, Roma
O artista levou este princípio estético às últimas consequências, a ponto de ter sido acusado de usar o corpo de uma prostituta fisgada morta do rio Tibre para pintar A Morte da Virgem. Esta foi uma das duas mais importantes características das suas pinturas: retratar o aspecto mundano dos eventos bíblicos, usando o povo comum das ruas de Roma.
A outra característica marcante foi a dimensão e impacto realista que ele deu aos seus quadros, ao usar um fundo sempre raso, obscuro, muitas vezes totalmente negro, e agrupar a cena em primeiro plano com focos intenso de luz sobre os detalhes, geralmente os rostos. Este uso de sombra e luz é marcante em seus quadros e atrai o observador para dentro da cena - como fica bem demonstrado em A Ceia em casa de Emmaus. Os efeitos de iluminação que Caravaggio criou receberam um nome específico: tenebrismo.
Caravaggio reagiu às convenções do maneirismo e opôs a elas uma pintura natural, direta, e até mesmo brutal, que por sua franqueza renovou a natureza morta (Cesta de frutas - 1596), e as cenas profanas (Baco, 1593-1594), bem como os temas religiosos (Descanso durante fuga para o Egito, 1594-1596). Os contrastes de forma e luz sublinham formas maciças que, na maior parte de suas obras, emergem vigorosamente de um fundo negro.
No fim do Renascimento, os grandes mestres caminhavam para uma visão mais obscura e realista das escrituras sagradas, como se vê principalmente em A Conversão de São Paulo e no Martírio de São Pedro - afrescos de Michelangelo Buonarroti, realizados na Cappella Paolina, no Palácio Vaticano. Caravaggio pintou versões próprias desses temas - A conversão de São Paulo, a caminho de Damasco e Crucificação de São Pedro - que ilustram bem como foi capaz de igualar, senão de superar seus mestres.
Obras
  • A Galleria Nazionale d'Arte Antica, no Palazzo Barberini, conserva, além do Narciso e de Judite e Holoferne, de Caravaggio, setenta pinturas caravaggescas, que permitem acompanhar a parábola da pintura naturalística desde o seu início, nos primórdios do século XVII, com O amor sacro e o amor profano de Baglioni (1602), até seu declínio, nos anos 1630.
·         Em 10 de Novembro de 2006, um quadro do pintor, integrante da coleção da Rainha Elizabeth II de Inglaterra foi autenticado depois de seis anos de análise tecnica. Até então, fora considerado uma cópia.
·         Em 16 de junho de 2010, uma equipe de cientistas e universitários italianos do "Comitê Caravaggio" anunciou a identificação dos restos mortais do pintor, graças a análises de DNA e de carbono-14.

Fonte : Wikipédia



A  ceia em Emaús (Segunda versão)

A  ceia em Emaús (Segunda versão)

A Captura de Cristo

   São João Batista





Descanso na fuga para o Egito
Michelangelo Caravaggio 025.jpg





Ficheiro:Caravaggio - The Annunciation.JPG

Ficheiro:Caravaggio - La Flagellazione di Cristo.jpg


 A deposição no túmulo

 

SOBRE CARAVAGGIO ANÁLISE E DETALHES DA OBRA


 

As figuras mais revolucionárias da História da Arte talvez também sejam as mais misteriosas. Se quiser acrescentar “polêmicas” a essa lista de atributos, terá sido escolhido mais um adequado adjetivo. Michelangelo Merisi, conhecido como Caravaggio; nome de sua aldeia natal, próxima à Bérgamo, na Itália; é uma dessas figuras que consegue agrupar todos esses adjetivos citados e muitos outros. A começar pela insistência constante, em sua carreira, de ser um opositor nato ao que via no cenário artístico de sua época. Queria uma nova linguagem, mais ousada, que fosse ao mesmo tempo realista e teatral, cujo drama de suas composições nos deixasse em contato direto com a natureza e a verdade dos personagens que representava. Pela insistência dessas suas propostas, abriu caminho para o que veio a ser chamado de Arte Barroca, um afrontamento declarado ao “Maneirismo”, que nada mais era que uma “maneira” de pintar dos artistas mais velhos, e que para o próprio Caravaggio, eram limitados, acadêmicos demais e afetados por dogmas que diminuíam o vigor de suas obras.

CARAVAGGIO - O tocador de Lira
Óleo sobre tela - 100 x 126,5
Museu Metropolitano de de Arte, Nova Iorque

CARAVAGGIO - Rapaz levando um cesto de frutas
Óleo sobre tela - 70 x 67
Galeria Borghese, Roma

CARAVAGGIO - O pequeno Baco doente
Óleo sobre tela - 67 x 53
Galleria Borghese, Roma

Só por essa breve introdução já é possível fazer um apanhado do que talvez seja a trajetória de um dos artistas mais polêmicos da História da pintura. Competente em sua proposta artística, não aliviou na intensidade de sua trajetória de vida, condenado e encarcerado por crimes diversos, desde homicídio até ao que hoje é denominado pedofilia, andou de prisão em prisão, libertado delas por seus protetores poderosos ligados à Igreja e ao governo.

CARAVAGGIO - O amor triunfante
Óleo sobre tela - 156 x 113
Gemäldegalerie, Berlim

CARAVAGGIO - Cabeça de medusa
Óleo sobre tela colada sobre um disco de madeira de choupo - 60 x 55
Galleria Degli Uffizi, Florença

O menino Caravaggio nasceu a 29 de setembro de 1571. A primeira infância passou em Milão, mas a peste que fez estragos por muitos anos em toda Europa, obriga a família a retornar à cidade de Caravaggio, onde fica órfão de pai e a mãe passa por graves problemas de dinheiro.

CARAVAGGIO - Grande Baco
Óleo sobre tela - 95 x 85
Galeria Degli Uffizi - Florença

Simone Peterzano foi o artista que primeiro o acolheu em sua oficina, quando Caravaggio ainda contava com 13 anos de idade. Peterzano era pintor de fama, que havia sido instruído por Ticiano e tinha o aval de príncipes e autoridades de sua região. Foi ele próprio que abriu caminhos, na Lombardia, para o surgimento de um novo estilo de pinturas, mais naturalista e que confrontava com o “Maneirismo” reinante naquela época. É também nesse período, o final da grande época do Renascimento. Portanto, não é de se admirar onde tenha se formado e encorajado, em Caravaggio, a excelência de sua técnica e o desejo constante de confrontar, de chocar com seus temas e não poupar polêmicas. Todos os seus primeiros trabalhos são altamente profanos, com figuras de rapazes andrógenos em poses e situações nada convencionais para sua época. Trabalhos como “Rapaz mordido por um lagarto” e “Concerto dos Jovens (Os músicos)”, são dessa época.

CARAVAGGIO - Os músicos
Óleo sobre tela - 92 x 118,5
Museu Metropolitano de Arte, Nova Iorque

                            

Após um período de grave doença, sobrevive quase que por milagre. Mesmo ainda não estando totalmente recuperado, pinta “Baco doente”, um dos muitos prováveis autorretratos que faria em sua carreira. É também desse período a célebre obra “Cesto de frutos”, executada em Milão.

CARAVAGGIO - Cesto de frutos
Óleo sobre tela - 31 x 47
Pinacoteca Ambrosiana, Milão

Não só nessa fase, como em quase toda a sua curta trajetória de vida, viveu num instante histórico tumultuado, com o Concílio de Trento elaborando a Contra-reforma. Opondo drasticamente a Lutero e Calvino, que haviam banido o uso das imagens dos templos, os papas e jesuítas decidem exatamente confrontar: abundância de imagens, ornamentos, contrastes, coloridos e todo tipo de exageros. Decidiram assumidamente conquistar os fiéis pelo deslumbramento e provar com isso a superioridade de Roma. O Barroco parecia a linguagem ideal para tal intenção. Monteverdi acabara de inventar a ópera, e uma série de fatos e acontecimentos ferviam na cabeça de todos os artistas daquela época. Essa efervescência parece ter sido ampliada na cabeça de Caravaggio, por isso, cada obra sua era aguardada como mais um escândalo anunciado. Pouco depois de sua morte, Poussin viu algumas de suas obras em Roma e afirmou: “Ele veio para destruir a arte”.

CARAVAGGIO - A ceia em Emaús (Primeira versão)
Óleo sobre tela - 141 x 175
Pinacoteca Brera, Milão

CARAVAGGIO - A  ceia em Emaús (Segunda versão)
Óleo sobre tela - 141 x 196,2
The National Gallery, Londres

À partir de 1600, começam as encomendas que viriam a ser o ponto alto de sua carreira: “A vocação e o martírio de São Mateus”, “A crucificação de São Pedro” e “A conversão de São Paulo”. Não dá descanso e volta a escandalizar novamente. Desta vez em “A morte da virgem,” onde pinta Maria com ares de uma cortesã de época. Há quem afirme que a modelo utilizada, foi o corpo de uma prostituta afogada, retirada do Rio Tibre. Uma das marcas de Caravaggio é exatamente essa, trazer para o interior de sua obra, as pessoas simples que encontra pelas ruas e tabernas. Seus santos e santas são vestidos de humanidade, busca nos modelos camponeses mais rudes, inspiração para seus apóstolos e figuras sacras, e isso choca o meio em que vivia. Conseqüência disso, teve vários trabalhos encomendados recusados, como uma “Nossa Senhora”, pintada para a Basílica de São Pedro, mas que não foi permitida a instalação.


CARAVAGGIO - Davi com a cabeça de Golias
Óleo sobre tela - 125 x 101
Galeria Borghese, Roma
A cabeça de Golias talvez seja mais um dos muitos
autorretratos produzidos pelo artista. A imagem sofrida
aqui representada é o retrato da melancolia que o
acompanhou pelos últimos anos de vida.


Já nessa fase, possuía, apesar de ainda jovem, um domínio extraordinário no uso do espaço e no arranjo de suas composições. Caravaggio fez com que o mundo das artes imergisse em uma espécie de escuridão. Seus personagens saltavam de penumbras densas, com uma luz que delineava e realçava pontos especiais da tela. Eram as sombras que ditavam o caminho da composição de seus trabalhos, valorizando ainda mais a forte luz incidental que se tornou a característica maior de suas obras. Ainda que muitos críticos contrários a ele, alegassem que a escuridão demasiada de suas obras fosse um falta de habilidade para lidar com o detalhamento em planos diferentes, essa marca se tornou uma técnica, e o claro-escuro viria a habitar muitos trabalhos de artistas sucessores dele. La Tour, Rembrandt e Vermeer são alguns dos exemplos mais célebres desses seus seguidores.

CARAVAGGIO - O martírio de São Mateus
Óleo sobre tela - 323 x 343
Capela Contarelli da Igreja S. Luigi dei Francesi, Roma

CARAVAGGIO - A crucificação de São Pedro
Óleo sobre tela - Óleo sobre tela - 230 x 175
Capela Cerasi da Igreja Santa Maria del Popolo, Roma

Uma série de ocorrências policiais, deixa ainda mais tumultuados os seus dias. Fere um notável por causa de uma prostituta, provoca uma rebelião em um albergue e é acusado pela morte de um sargento de polícia. Assim como na vida pessoal, a recusa por uma idealização também continua na arte, opondo na temática e na maneira como conduz suas composições.

CARAVAGGIO - A conversão de São Paulo (Obra recusada)
Óleo sobre painel de cipreste - 237 x 198
Coleção do Príncipe Guido Odescalchi, Roma

CARAVAGGIO - A conversão de São Paulo (Obra aceita)
Óleo sobre tela - 230 x 175
Capela Cerasi da Igreja Santa Maria del Popolo, Roma

O temperamento impulsivo e inconseqüente de Caravaggio lhe custou um alto preço. Em 1606, mata um homem chamado Tommasoni, por causa de uma simples discussão em um jogo. Por isso, foge de Roma sob disfarces, tendo sua cabeça a prêmio, por qualquer oficial que o encontre. Mais uma vez, seus protetores o escondem, agora o Príncipe de Colonna. Indo para Nápoles, em finais de 1606, produz novamente diversas obras: “Ressurreição”, uma “Flagelação de Cristo”, “Cristo na coluna”, “Sete obras de Misericórdia” e “Virgem do Rosário”, tendo essa última provocado desavenças entre ele e os Domenicanos que a encomendaram. Vai para Malta e realiza grandes obras para a catedral de São João e dois retratos do Grão-mestre da Ordem.

CARAVAGGIO - A deposição no túmulo
Óleo sobre tela - 300 x 203
Pinacoteca Vaticana, Roma

CARAVAGGIO - As sete obras da misericórdia
Óleo sobre tela - 390 x 260
Igreja de Pio Monte della Misericordia, Nápoles

Mais uma nova prisão lhe põe em conflito com a polícia. Já não mais gozando de boa saúde, realiza alguns trabalhos já sem muita expressão. Volta a Nápoles em 1609 e continua a produção de obras desconcertantes. É vítima de um atentado e a notícia de sua morte chega até Roma, mas era falsa. Ferido, ele deixa Nápoles em uma pequena embarcação rumo ao norte. Não se sabe exatamente o motivo, mas é dado como morto em uma praia em Ercole, próxima à Roma, apesar de seu corpo nunca ter sido encontrado. Não tinha ainda quarenta anos de idade.

CARAVAGGIO - A incredulidade de Tomé
Óleo sobre tela - 107 x 146

CARAVAGGIO - Nossa Senhora dos Peregrinos
Óleo sobre tela - 260 x 150
Igreja Santo Agostinho, Roma

CARAVAGGIO - Narciso
Óleo sobre tela - 122 x 92
Galleria Nazionale d'Arte Antica, Roma

Toda essa tribulação em vida comprometeu seriamente a reputação de suas obras. A beleza e a força de sua obra não resistiram e o artista foi esquecido. Passaram-se mais de três séculos para que a justiça fosse feita. Somente à partir de 1920, com os trabalhos do crítico Roberto Longhi, que o público descobriu sua obra e toda sua grandiosidade. Segundo outro crítico; o americano Bernard Berenson; depois de Michelangelo nenhum artista italiano foi tão influente quanto Caravaggio. Influenciou nomes de peso que atravessaram vários séculos depois do seu, e é bem provável que os artistas citados a seguir não teriam alcançado a intensidade de seus rabalhos se não tivessem conhecido os trabalhos de Caravaggio: Ribera, Vermeer, La Tour, Rembrandt, Delacroix, Géricault, Courbet e Manet. Uma frase de André Berne-Joffroy resume bem a importância de sua obra: “No dia seguinte da Renascença, o que começa com Caravaggio, é simplesmente a pintura moderna”.

CARAVAGGIO - O repouso durante a fuga para o Egito
Óleo sobre tela - 135,5 x 136,5
Galleria Doria Pamphili, Roma

CARAVAGGIO - O sacrifício de Isaac
Óleo sobre tela - 104 x 135
Galleria Degli Uffizi, Florença

CARAVAGGIO - São Jerônimo escritor
Óleo sobre tela - 112 x 157
Galleria Borghese, Roma

Não foi fácil ressuscitar toda sua obra, uma vez que deixou um grande número delas produzidas, mas apenas uma delas assinada. Mas o sucesso chegou, ainda que tardiamente, na metade do século XX. O mestre das trevas, assim conhecido pelo uso marcante do claro-escuro, estará para sempre como um dos capítulos mais importantes da História da Arte.

Retrato de Caravaggio, por OTTAVIO LEONI
Giz branco e vermelho sobre papel azul - 23,4 x 16,3
Biblioteca Marucelliana, Florença
 
Fonte:http:
//joserosarioart.blogspot.com.br/2011/09/caravaggio.html

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