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Entre Mounjaro,
Lucy e até formato do bumbum: 20 descobertas científicas que mexeram com 2025
Em um ano de estudos surpreendentes,
pesquisas sobre saúde, meio ambiente e evolução humana ajudaram a redesenhar o
que sabemos sobre o mundo e sobre nós mesmos
Por
Anna
Júlia Steckelberg
— São Paulo
28/12/2025 00h00 Atualizado há 4 dias
e 2025 fosse uma temporada de série, até “The Big Bang Theory” teria garantido mais um o roteiro: teve pé fossilizado que ameaçou tirar Lucy do papel de “mãe da humanidade”, tubarão alaranjado surgido do nada nas águas da Costa Rica, revisões históricas que reposicionaram Cabral no mapa e até um alerta de que o formato do bumbum pode dar pistas sobre a saúde metabólica. No meio disso, pesquisadores mostraram que correr na rua poluída pode anular parte do esforço e que artistas famosos vivem menos — quem diria que o preço do bis poderia ser tão alto?
Entre descobertas curiosas, avanços biomédicos e reviravoltas climáticas, o ano também trouxe estudos que afetaram diretamente a vida do brasileiro. Da queda nas taxas de pobreza às novas evidências sobre o impacto da elevação do nível do mar em Copacabana, passando pela constatação de que 62% dos alimentos lançados no país são ultraprocessados, o planeta virou laboratório — e o Brasil, objeto e autor de algumas das pesquisas mais relevantes.
A seguir, listamos algumas das 20 descobertas científicas, arqueológicas e históricas que marcaram 2025 e ajudaram a decifrar mais um pedaço do mundo em que vivemos:
1. Parcela de brasileiros na pobreza cai para 25%
O estudo do economista Marcelo Neri mostra que a queda acumulada desde 2022 chega a 21% e, em 2024, foi impulsionada principalmente pela melhora do mercado de trabalho.
2. 1 em cada 23 adolescentes se torna mãe por ano no Brasil
Entre 2020 e 2022, o país registrou mais de 1 milhão de nascimentos de mães entre 15 e 19 anos e mais de 49 mil gestações de meninas entre 10 e 14 anos.
3. Copacabana já perdeu 10% da faixa de areia
A análise avaliou o impacto da elevação do nível do mar desde o Porto do Rio até o Leblon e aponta redução acelerada da faixa de areia e risco de desaparecimento de manguezais em Guapimirim.
4. Tubarão alaranjado é registrado pela primeira vez
O tubarão-lixa de olhos brancos e pele alaranjada, registrado na Costa Rica, apresentou combinação inédita de xantismo e albinismo. O estudo teve participação de pesquisadores da FURG e instituições da Venezuela e Costa Rica.
5. Nanoplásticos chegam a partes comestíveis dos vegetais
A equipe demonstrou que nanoplásticos conseguem entrar nas raízes e se acumular nas partes comestíveis. O grupo já havia usado métodos semelhantes para detectar partículas em moluscos e peixes.
6. Ilhas brasileiras têm o maior endemismo marinho do planeta
A pesquisa analisou mais de 7 mil espécies em 87 ilhas e revelou a relevância de Noronha, São Pedro e São Paulo e Trindade para o endemismo marinho, destacando espécies exclusivas dessas regiões.
7. Novas simulações indicam que Cabral chegou ao RN, não à Bahia
O trabalho sugere que o primeiro desembarque ocorreu no litoral do Rio Grande do Norte, entre Rio do Fogo e São Miguel do Gostoso, com base em simulações e dados da carta de Caminha.
8. Pessoas mais velhas lideram consumo de remédios psiquiátricos
O levantamento indica que esse grupo concentra 30,6% do consumo e apresenta maior adesão ao tratamento, com quase 10 meses de continuidade — bem acima da média de 6 meses dos demais grupos.
9. Alergias a amendoim caíram drasticamente em crianças
A análise mostra queda de 36% nas alergias alimentares entre 2017 e 2020, após diretrizes de introdução precoce de amendoim para bebês. As alergias a amendoim caíram 43% no período.
10. Brasil desperdiça água suficiente para 3 bilhões de piscinas olímpicas
O estudo “Demanda Futura por Água em 2050” indica perdas de 40,3% na distribuição em 2023, totalizando 7,257 bilhões de m³ desperdiçados — volume que supriria toda a demanda adicional projetada para as próximas décadas.
11. 62% dos novos alimentos lançados no Brasil são ultraprocessados
O relatório acompanha composição e rotulagem de 39 mil produtos lançados no período e monitora também gorduras trans.
12. Paracetamol na gestação não causa autismo
A “revisão guarda-chuva” analisou os principais trabalhos sobre o tema e concluiu que não há evidência suficiente para estabelecer relação causal entre o uso de paracetamol na gravidez e o desenvolvimento de TEA nas crianças.
13. Fóssil de pé pode reescrever a história de Lucy
O recém-analisado pé fossilizado encontrado em 2009 em Burtele não pertence à espécie de Lucy e sugere a presença do Australopithecus deyiremeda, que pode ter convivido com o Australopithecus afarensis há mais de três milhões de anos.
14. Leite de foca é um dos mais complexos do mundo
Pesquisadores identificaram mais de 300 açúcares no leite de focas-cinzentas da Escócia, superando a complexidade do leite humano. O trabalho exigiu coleta cuidadosa de amostras e desafia antigas ideias sobre composição do leite entre mamíferos.
15. Forma do bumbum pode indicar risco de diabetes
A pesquisa analisou dados de mais de 1,5 milhão de adultos acompanhados por mais de uma década no Reino Unido, Taiwan, China, Dinamarca e EUA. O estudo revela que a exposição prolongada à poluição reduz — mas não elimina — o efeito protetor do exercício contra mortalidade geral, câncer e doenças cardíacas.
17. Cientistas brasileiros desenvolvem molécula promissora contra Alzheimer
O composto teve resultados promissores em testes pré-clínicos e agora depende de parceria com a indústria para avançar a estudos em humanos.
18. Estudo britânico aponta 32 anos como fim da adolescência
Pesquisadores de Cambridge analisaram ressonâncias de 3.802 pessoas entre 0 e 90 anos e identificaram cinco eras de reorganização cerebral ao longo da vida. O estudo redefine a adolescência e mostra que essa fase se estende até aproximadamente 32 anos, quando ocorre o último grande ponto de virada das conexões neurais.
19. Artistas famosos vivem, em média, quatro anos a menos
A análise comparou 648 músicos entre 1950 e 1990 e mostrou que artistas mundialmente famosos morrem quatro anos antes de colegas menos conhecidos, com impacto na saúde comparável ao tabagismo.
20. Estudo revela baixa continuidade da perda de peso sem Mounjaro
O estudo mostra que os benefícios da tirzepatida desaparecem após a suspensão do tratamento. Pessoas com obesidade que perderam peso com o uso do medicamento recuperaram pelo menos 25% da perda em até um ano após parar de tomar o remédio, além de perderem avanços em circunferência da cintura, pressão arterial, lipídios e glicemia.
Fonte:https://oglobo.globo.com/mundo/epoca/noticia/2025/12/28/entre-mounjaro-lucy-e-ate-formato-do-bumbum-20-descobertas-cientificas-que-mexeram-com-2025.ghtml
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