CONHEÇA OS DIVERSOS TIPOS DE YOGA E VEJA O QUE MAIS COMBINA COM VOCÊ

Conheça os diversos tipos de yoga e veja o que mais combina com você
Experiência do praticante é o que vai determinar a seleção

Conhecimento milenar, o yoga não perde sua atualidade
Thays Garcia Freire, 27 anos, tem amigos que praticam yoga há algum tempo, mas ela achava os nomes das posturas esquisitos e preferia não avançar no tema. Isso até a manhã da última segunda-feira, quando, pela primeira vez, juntou-se a um grupo aberto de prática na Redenção, em Porto Alegre (a iniciativa faz parte do Coletivo Namaskar, que leva yoga a parques da cidade). De volta de um retiro de quatro dias em que experimentou práticas regulares, Thays está disposta a integrar o exercício a sua vida.
- Senti muita diferença nos dias em que pratiquei: mais clareza mental, paz de espírito e amor por mim mesma - diz a pedagoga.
Thays fez exatamente o que professores e instrutores recomendam: se você está curioso, experimente.
- Como explicar algo que se precisa sentir? - questiona a professora Dani Giffoni. - Yoga é para ser vivenciado na pele, nos poros, nos músculos, nos ossos, na alma, no coração. Por onde entrar primeiro, depende de cada um.
Conhecimento milenar, o yoga não perde sua atualidade, lembra a professora Vera Lúcia Dias:
- Tem quem busque nas práticas uma melhor compreensão dos processos da vida, autoconhecimento, equilíbrio mental e emocional.
As opções de aulas são tão variadas quanto as motivações de cada um. Recomendações médicas por problemas de coluna, insônia ou depressão, busca por sossego em meio à correria do cotidiano, e até algo meio sem nome, cutucando internamente, como uma espécie de chamado, são algumas das razões de quem chega a um estúdio.
- Sempre que eu passava na frente, dizia para mim mesmo: na próxima vez vou entrar e me informar. Levei 10 anos para me decidir. O que foi definitivo foi a consciência do elevado nível de estresse, gripes e gastrite. O yoga, de certa forma, salvou minha vida - revela Luiz Stern, 64 anos, praticante há 14.
As posturas praticadas, os asanas, e as técnicas de respiração (pranayamas) e relaxamento têm efeitos psicofísicos.
- Embora possam parecer só movimentos físicos, com o tempo sentimos sua presença nas ações do dia a dia e passamos a prestar mais atenção em nós mesmos - afirma Maria de Lourdes Bellinaso, praticante há cinco anos.
Professor de yoga e antropólogo com mestrado no tema, Tales Nunes conclui:
- As pessoas descobrem no yoga muito mais do que buscavam.
Yoga ou Ioga?
Ioga é uma tentativa de aportuguesar a palavra de origem sânscrita e é assim que aparece nos dicionários brasileiros. Mas é yoga, com y e som de o fechado, a transliteração universalmente aceita e adotada por praticantes, professores e estudiosos do mundo inteiro.
Fonte: Pedro Kupfer, em www.yoga.pro.br
Do seu jeitoO que levar em conta na escolha:
1 Sua condição de saúdeSe há alguma restrição, comunique imediatamente o professor para saber se a prática é adequada.
2 Clareza dos motivosA primeira pergunta é: o que você quer? Do que acha que precisa? Essa motivação pode mudar ao longo do tempo, claro, mas é importante ter isso em mente para saber como buscar a prática mais adequada.
3 Os diferentes estilosDe modo geral, pode-se pensar assim: perfis predominantemente agitados talvez se beneficiem mais de uma prática lenta, focada em quietude. Pessoas mais letárgicas, por sua vez, caminharão na direção do equilíbrio com práticas mais vigorosas ou fluidas. Eventualmente, também é possível combinar esses dois opostos.
4 A práticaFaça aulas experimentais. Algumas pessoas precisam de práticas mais restaurativas, outras mais desafiadoras. Investigue como você se sente durante e depois. A sensação tem de ser boa - mesmo que, no início, no caso de pessoas muito sedentárias, não seja confortável sentar no chão ou até mesmo respirar profundamente. Faz parte, às vezes o corpo reclama.
5 O professor/instrutorConversar com o professor é fundamental para reconhecer seu grau de abertura e ver se há identificação e confiança. Buscar referências com alguém que já praticou, saber da sua formação e por quais escolas ou estúdios ele passou também ajudam. No caso do estilo Iyengar, o site da Associação Brasileira (www.iyengar.com.br) tem uma lista de professores certificados no país.
6 O lugarVocê deve se sentir bem no local das práticas. Informe-se sobre a filosofia da escola e observe se está em sintonia com o que você está buscando. O ideal é algum lugar próximo de sua casa ou de seu trabalho.
7 Os efeitosYoga é prática. Bem-estar físico, mais foco e vitalidade, melhor qualidade do sono e da respiração, além de insights sobre si mesmo, são indicativos de que você fez a escolha certa.
Professores e instrutores consultados: Alessandra Machemer (aerial yoga), Dani Giffoni (restaurativa) Eloisa Vargas (power yoga), Jamile Ansolin (ashtanga), Juliana Vaz (kundalini), Karla Vasconcellos (iyengar), Vera Lúcia Dias (hatha sistema Satyananda), Tandava Chaitanya (bhakti) e Tales Nunes (professor e antropólogo com mestrado no tema).

Modalidades: qual é a tua?
Praticantes debruçados sobre cadeiras ou de cabeça para baixo, pendurados em um tecido desde o teto. Movimentos dinâmicos ou práticas com longa permanência em cada postura. Práticas suaves ou mais intensas, com ou sem mantras, e até sob um calor de 40°C. São diferentes as propostas de aulas ligadas ao yoga - que, em si, é um conhecimento muito mais abrangente do que pode sugerir o que se vê fazer em cima de um tapetinho.
Para o professor Tales Nunes, as promessas desmedidas e imediatistas de benefícios físicos, como queima de calorias, colaboram com a confusão entre os estilos de aulas.
- É responsabilidade nossa (dos professores) não desvincular a prática de yoga de sua riqueza filosófica, que pode ajudar qualquer pessoa a perceber a vida com mais profundidade. E isso pode ser feito sem dogmatismos, com leveza e naturalidade.
Alguns tipos que você vai encontrar por aí:
Aerial
Como é:
 usam-se faixas de tecido presas no teto para realizar as posturas. Algumas ficam mais fáceis, mas outras, simples de realizar no solo, tornam-se mais desafiadoras.
Atrativo: o tom lúdico e a possibilidade de realizar posturas de cabeça para baixo sem comprimir pescoço e coluna.
Desafio: vencer o medo de ficar de cabeça para baixo, usar a força dos braços para sustentar o corpo e, principalmente, respirar enquanto realiza os movimentos.
Ashtanga Vinyasa
Como é:
 desenvolvido por Sri K. Pattabhi Jois, tem quatro séries de posturas. Repete-se a mesma sequência até a evolução para a série seguinte. As aulas começam com surya namaskar (saudação ao sol).
Atrativo: interessa a pessoas dinâmicas que gostam de atividade vigorosa, enquanto o controle respiratório provoca grande aquietamento mental.
Desafio: o controle da respiração, que guia o movimento.
Ashtanga Power
Como é:
 deriva do ashtanga vinyasa porque preserva a sintonia da respiração com o movimento de modo encadeado, mas não se compromete com uma sequência fixa de posturas. Similar a esse estilo é o vinyasa flow (cujo encadeamento lembra uma dança).
Atrativo: a intensidade melhora a forma física, removendo gorduras em excesso e combatendo a flacidez.
Desafio: conservar a atenção plena - aliás, desafio em qualquer estilo.
Bikram
Como é:
 difundido por Bikram Choudhury, é provavelmente o estilo mais recente ao chegar ao Brasil. São 26 posturas praticadas numa sequência definida, em sala aquecida entre 37°C e 43°C. É controverso, professores de linhas tradicionais o consideram um modismo.
Atrativo: o ambiente aquecido promove maior flexibilidade muscular. A promessa de perda de calorias aumenta o interesse.
Desafio: exige dos praticantes vigor, preparo físico e tolerância ao calor.
Satyananda
Como é:
 início com mantras seguidos de posturas e técnicas respiratórias, relaxamento e meditação.
Atrativo: especialmente pela prática de relaxamento profundo, o Yoga Nidra, que libera tensões mentais e emocionais.
Desafio: manter a regularidade da prática para desenvolver e ampliar seus benefícios.
Iyengar
Como é:
 estilo baseado nos ensinamentos de B. K. S. Iyengar. Usa acessórios como blocos, cintos, cobertores, almofadas, cadeiras e a própria parede. Leva em conta a técnica, o sequenciamento das posturas e o tempo de permanência.
Atrativo: experienciar o alinhamento mais correto do corpo, não importando o nível ou a condição do praticante. O estilo também tem cunho terapêutico. O uso dos acessórios possibilita que a intensidade das posturas seja gradual.
Desafio: manter juntas todas as ações de alinhamento, a fim de experimentar a postura correta, limpa.
Kundalini
Como é:
 o foco não é a realização de posturas, embora faça parte. Possui técnicas específicas de respiração (pranayamas), contrações corporais (bhandas), sequência de exercícios (kryias), posturas (ásanas), posição das mãos, braços e dedos (mudras), entoação de sons (mantras) e meditação. Trabalha com os chakras, os centros energéticos do corpo.
Atrativo: aumento da vitalidade e da criatividade, e diminuição da ansiedade e do estresse.
Desafio: a parte meditativa. Embora algumas propostas de meditação sejam bem ativas, é o maior desafio para os ocidentais.
Yoga restaurativo
Como é:
 elaborado por Judith Lasater, utiliza posturas de yoga ajustadas com acessórios (mantas, cobertores, almofadas, cintas) para dar sustentação ao corpo. A técnica promete o mínimo de esforço e o máximo de conforto.
Atrativo: proposta de aconchego, de carinho, de bem-estar.
Desafio: realmente desligar-se e permitir o mergulho interior.
E tem yoga sem posturas físicas?
Sim. E talvez as práticas de Bhakti Yoga sejam as mais presentes no imaginário dos leigos. Os outros três caminhos são Karma Yoga (caminho da ação desinteressada), Jnana Yoga (caminho do conhecimento) e Raja Yoga (caminho do controle da mente, ao qual se associa o Hatha Yoga e, aí sim, toda a prática física que se descreveu nessa reportagem).
- Bhakti é o yoga da devoção, com cantos ou mantras (os chamados kirtans) e rituais (os pujas, por exemplo).
- Em geral, o foco de devoção são as deidades da mitologia Hindu, como Shiva, Krishna, Saraswati, Durga, Rama, mas também pode ser feito com as religiões ocidentais, utilizando Jesus. Os participantes oferecem flores e banhos à deidade.
- Quando feitos com instrumentos indianos e reunindo várias pessoas, os kirtans geram uma energia muito poderosa, levando à transcendência da mente.

Fonte:https://gauchazh.clicrbs.com.br/saude/vida/noticia/2014/05/Conheca-os-diversos-tipos-de-yoga-e-veja-o-que-mais-combina-com-voce-4508347.html

Quantos tipos de Yoga existem?


A  palavra Yoga vem do sânscrito, da raíz verbal “yuj”, que tem o sentido de “união” e apesar de ser utilizada coloquialmente para se referir a práticas de posturas e exercícios físicos, na sua origem, pouco tem a ver com isso. E sem entender um pouco sobre o seu significado original podemos nos perder sem saber na realidade quantos tipos de yoga existem…
Atualmente existe um conceito amplo em torno da palavra “yoga”. Ela pode se referir a prática de posturas, exercícios físicos e meditações das mais diversas. Existe também um senso comum que o “yoga” tem como resultado saúde, bem-estar, redução de stress e autoconhecimento, mesmo que esse, seja confundido com algum tipo de processo terapêutico. Além do termo yoga ser vago, encontramos ainda diversos “tipos” de yoga, que na verdade, se referem a diferentes atividades para o corpo e a mente, como:
  • Hatha Yoga – Associado a prática de posturas e exercícios de respiração.
  • Raja Yoga – Relacionado a meditação e práticas de controle mental.
  • Bhakti Yoga – Associado a devoção, aos rituais, ao canto e a oração.
  • Karma Yoga – Associado a atitude na ação e aos valores humanos.
  • Dhyana Yoga – Relacionado a meditação, visualizações e contemplação.
  • Jnana Yoga – Associado ao estudo das escrituras.
  • Kriya Yoga – Associado ao equilíbrio energético através da prática de mantras em meditação.
  • Kundalini Yoga – Associado a desobstrução do fluxo energético no corpo.
  • Etc etc etc…
Cada termo por sua vez pode se desdobrar em mais um conjunto de classificações. O próprio haṭha yoga que se refere genericamente a prática de posturas, se apresenta dividida em vários ramos, cada um associado a um estilo de prática ou uma linhagem de professores como: haṭha clássico, aṣṭanga, vinyāsa, iyengar etc…
Essas classificações surgiram como uma maneira de apresentar um estilo de vida para as pessoas interessadas no autoconhecimento, contudo se a utilização da palavra Yoga já é vaga, os “tipos” de Yoga amplificam a confusão e dão impressão de que temos um “cardápio”de atividades para escolher. São tantos nomes e tantos termos que para quem está de fora fica difícil entender o que realmente é o Yoga.
Se analisarmos as opções apresentadas, retirando os nomes para ser mais objetivo, podemos resumir esse monte de categorias em 5 grupos de atividades: 1 práticas de posturas, 2 práticas devocionais, 3 exercícios de meditação, 4 atitude na ação e 5 estudo das escrituras. As práticas energéticas são apenas combinações específicas de posturas e exercícios de meditação, portanto não se faz necessária a separação das mesmas enquanto atividades.
Agora a questão é: será que realmente faz sentido ter que escolher entre essas 5 opções? Faz sentido dizer que quem é mais emotivo escolhe “o caminho da devoção”, quem é mais racional “o caminho das escrituras”, quem é mais ativo “o caminho da ação”, quem é mais contemplativo “o caminho da meditação”? E quem escolhe a prática de posturas é mais o que? Existe alguma pessoa saudável que não seja emocional, intelectual, contemplativa e ativa? E no final das contas, não faria mais sentido dizer que uma pessoa menos emotiva deveria procurar algo que a ajudasse a se abrir emocionalmente e não o oposto? Dizer que existem 5 opções para o desenvolvimento psicofísico de uma pessoa é ilógico, pois, todos os 5 aspectos estão presentes no indivíduo.
Segundo a tradição védica, esses grupos de atividades fazem parte do estilo de vida da pessoa que busca o autoconhecimento, e são totalmente interdependentes, pois, não é possível conceber nenhuma dessas atividades realmente separadas uma das outras.
A devoção, assim como qualquer outra emoção é dependente do conhecimento. Para amar alguém de verdade é preciso conhecê-lo e podemos dizer até que o amor é apreciação que nasce do conhecimento do outro. Se a escritura é o meio de conhecimento do Criador, como pode a prática devocional ser separada do estudo das escrituras? Sem a luz dos Vedas práticas devocionais por mais sinceras que  sejam, serão apenas cantos, sem um significado real.
Já o estudo dos Vedas não é possível sem uma mente preparada pela meditação. A mente superficial e desfocada do dia a dia não tem a profundidade necessária para apreciar os significado dos Vedas e muito menos a capacidade de lidar com as emoções necessárias nessa busca.
As emoções por sua vez são trabalhadas com a atitude na ação, nenhuma meditação pode substituir a capacidade do mundo de trazer a tona os nossos traumas do passado ou o amor, que sentimos por exemplo por um filho.
E por fim, para viver bem e saudável e para ser capaz de meditar, as posturas são fundamentais, não importa realmente o nome do Yoga que a pessoa faça. Essencialmente todo Yoga é o mesmo, tem paschimottanāsana para o sofrimento de todos e shavāsana para alegria de todos. Deve dar saúde, a capacidade de sentar corretamente sem perturbações e de trazer a mente a um estado contemplativo.
Quantos tipos de yoga existemAssim, não podemos separar as atividades associadas a busca pelo autoconhecimento e muito menos existem “tipos de yoga” para serem escolhidos. A palavra Yoga é utilizada em sua origem para se referir ao preparo necessário para o estudo das escrituras e conseqüentemente ao autoconhecimento. Nos vedas ela aparece, em geral, classificando a palavra “mente”, fazendo o contraponto entre a mente dispersa, desconectada emocionalmente ou sem controle, com a mente focada, integrada, e objetiva. Daí surge a palavra “yoga”, como o conjunto de atividades que dão essa integração à mente e a palavra “yogi” como aquele que desejando o autoconhecimento adota o estilo de vida das escrituras composto dessas práticas – o yoga.
As atividades desse estilo de vida são como as “patas” de um mesmo cavalo, todas tem que estar funcionando em harmonia para que o yogi possa ter uma mente preparada e realizar sua  jornada espiritual.
Fonte:https://www.vedantaonline.org/quantos-tipos-de-yoga-existem/