AS REENCARNAÇÕES DE EMMANUEL E CHICO XAVIER: A CAMINHO DA LUZ


As Encarnações de Emmanuel


1ª encarnação de Emmanuel conhecida na Terra data do século IX a.C. Seu nome era Simas, grão-sacerdote do templo de Amon-Rá na antiga cidade egípcia de Tebas. Foi reitor da escola de Tânis e pai da futura rainha Samura-Mat (Semíramis), do império da Assíria, da Babilônia, do Sumér e do Akad. A sua história se encontra no livro “Semíramis: a rainha da Assíria, da Babilônia e do Súmer”, por Camilo Rodrigues Chaves.
2ª encarnação se refere ao cônsul romano Publius Lentulus Cornelius Sura, contemporâneo de Júlio César bem como amigo de Sulla e Cícero condenado à morte no ano 63 a.C.
3ª se refere a Publius Lentulus Cornelius, um senador romano e bisneto do anterior Publius Lentulus Cornelius Sura. Viveu à época do Cristo, de acordo com declarações de Francisco Cândido Xavier. De 24 de outubro de 1938 a 9 de fevereiro de 1939, Emmanuel transmitiu ao médium as suas impressões, revelando-nos o orgulhoso patrício romano Públio Lentulus Cornelius no romance “Há dois mil anos”. Públio lutou pela sua Roma, não admitindo a corrupção e demonstrando integridade de caráter. Sofreu ao mesmo tempo durante anos a suspeita de ter sido traído pela esposa a quem tanto amava, Lívia. Teve a oportunidade de se encontrar pessoalmente com Jesus, mas entre a opção de ser servo de Jesus ou servo do mundo, optou pela última. Desencarnou na cidade de Pompeia no ano 79 da nossa era vitimado pelas cinzas do Vesúvio, cego e já voltado aos princípios de Jesus.
4ª se refere ao escravo Nestório. Na obra “Cinquenta Anos Depois”, o personagem renasce em Éfeso no ano 131 com o nome de Nestório. De origem judaica, é escravizado por romanos que o conduzem ao país de sua anterior existência. Nos seus 45 anos presumíveis, mostra em seu porte um orgulho silencioso e inconformado. Apartado do filho, que também fora escravizado, volta a encontrá-lo durante uma pregação nas catacumbas onde tinha a responsabilidade da palavra. Cristão desde a infância, é preso e, por manter-se fiel a Jesus, é condenado à morte. Com os demais, ante o martírio, canta, de olhos postos no Céu e, no mundo espiritual, é recebido pelo seu amor de outrora, Lívia.
5ª se refere a Basílio, romano filho de escravos gregos que nasceu em Chipre como liberto no ano 233. Casou-se com a escrava Júnia Glaura e teve uma filha, porém ambas morreram precocemente. Posteriormente, adotou para si uma criança abandonada numa cesta, que mais tarde recebeu o nome de Lívia, vivendo com ela até o fim de seus dias, onde fora torturado e morto. Mais detalhes são revelados no livro “Ave Cristo”, pela psicografia de Francisco Cândido Xavier.
6ª se refere a São Remígio, bispo de Remis. Nasceu no ano 439, em Lyon. De família nobre e religiosa, considerado o maior orador sacro do reino dos francos pela sua especialidade em retórica. Considerado também o apóstolo dos pagãos, nas Gálias, era conhecido pela sua pureza de espírito bem como pelo seu profundo amor a Deus e ao próximo. Desencarnou em janeiro de 535, aos 96 anos.
7ª se refere ao padre Manuel da Nóbrega. De acordo com Francisco Cândido Xavier, em participação no programa “Pinga Fogo” da extinta TV Tupi, em 1971, Emmanuel teria sido, nesta encarnação, o padre português Manuel da Nóbrega. O deputado Freitas Nobre teria declarado na noite de 27 de julho de 1971 em programa na mesma rede de televisão que, ao escrever um livro sobre o padre José de Anchieta, teve oportunidade de encontrar e fotografar uma assinatura de Manoel da Nóbrega, como “E. Manuel”. De acordo com o seu entendimento, o “E” inicial se deveria à abreviatura de “Ermano”, o que, ainda de acordo com o seu entendimento, autorizaria a que o nome fosse grafado Emanuel, um “M” apenas e pronunciado com acentuação oxítona.
8ª se refere ao Padre Damiano, nascido em 1613 na Espanha. Residiu em Ávila, Castela-a-Velha, onde oficiou na Igreja de São Vicente. Desencarnou em idade avançada no Presbitério de São Jaques do Passo Alto, no burgo de São Marcelo, em Paris. Alguns detalhes desta encarnação constam no livro “Renúncia”, pela psicografia de Francisco Cândido Xavier.
9ª se refere a Jean Jacques Turville, nascido no século XVIII na França. Foi educador da nobreza e prelado católico romano no período anterior à Revolução Francesa, vivendo no norte da França. Fugiu à ferocidade revolucionária indo para a Espanha, onde viveu até a morte.
10ª se refere ao Padre Amaro, um humilde sacerdote católico que viveu entre os séculos XIX e XX. Viveu no estado brasileiro do Pará. Posteriormente foi ao Rio de Janeiro, onde se dedicou à pregação do Evangelho de Jesus, tendo inclusive tido contato com Bezerra de Menezes. Há uma mensagem psicografada por Chico intitulada “Sacerdote católico que fui”, na qual Emmanuel descreve com detalhes o processo de sua desencarnação nesta existência.

Fonte:https://divulgandoadoutrinaespirita.wordpress.com/2015/04/04/as-encarnacoes-de-emmanuel/


Emmanuel é o nome dado pelo médium brasileiro Chico Xavier ao espírito a que atribui a autoria de boa parte de suas obras psicografadas. Esse espírito era apontado por Chico Xavier como seu orientador espiritual.
Há também um livro homônimo de Chico Xavier que leva a assinatura de Emmanuel, publicado em 1938.
A obra mediúnica atribuída a Emmanuel é composta por dezenas de livros, muitos deles traduzidos para diversos idiomas. São romances históricos, livros de aconselhamento espiritual, obras de exegese bíblica, etc, entre os quais A Caminho da LuzHá Dois Mil AnosCinquenta Anos DepoisPaulo e EstêvãoAve, Cristo!RenúnciaVida e Sexo e O Consolador[1].
No dia 10 de julho de 1927, na fazenda da senhora Carmem Pena Perácio (que orientou os primeiros contatos de Chico Xavier com o serviço mediúnico), enquanto rezavam, Carmem ouviu uma voz de um espírito que se identificou como "Emmanuel - amigo espiritual de Chico", onde logo após o viu como "um jovem imponente, com vestes sacerdotais e aura brilhante".[2]
No ano de 1931 ocorreu o primeiro contato de ambos, no momento em que Chico esteve à sombra de uma árvore, à beira de uma represa, enquanto orava. Nesta hora, viu uma cruz luminosa, percebendo a figura de um senhor que vestia uma túnica sacerdotal. Ocorreu então o famoso diálogo entre Chico e Emmanuel:[2]:
O seu nome popularizou-se no Brasil pela psicografia do médium espírita, que assim descreveu um dos primeiros contatos entre ambos, em 1931, enquanto psicografava Parnaso de Além-Túmulo, a sua primeira obra mediúnica: "Via-lhe os traços fisionômicos de homem idoso, sentindo minha alma envolvida na suavidade de sua presença, mas o que mais me impressionava era que a generosa entidade se fazia visível para mim, dentro de reflexos luminosos que tinham a forma de uma cruz."

Local onde o médium Chico Xavier teve o seu primeiro contato com Emmanuel
Ao ser questionado sobre a sua identidade, o espírito teria respondido: "Descansa! Quando te sentires mais forte, pretendo colaborar igualmente na difusão da filosofia espírita. Tenho seguido sempre os teus passos e só hoje me vês, na tua existência de agora, mas os nossos espíritos se encontram unidos pelos laços mais santos da vida e o sentimento afetivo que me impele para o teu coração tem suas raízes na noite profunda dos séculos…"
Em entrevista, Chico Xavier disse certa vez: "Emmanuel tem sido para mim um verdadeiro pai na Vida Espiritual, pelo carinho com que me tolera as falhas e pela bondade com que repete as lições que devo aprender".[3]
No seu livro "De Amor e Sabedoria de Emmanuel", Clóvis Tavares assim definiu Emmanuel[4]:

O retrato de Emmanuel


Emmanuel (espírito), em pintura de Delpino Filho a pedido de Chico Xavier, década de 1940.
Foi feito um retrato do espírito Emmanuel pelo pintor mineiro Delpino Filho. Chico Xavier informou que o espírito não "posou" para o pintor. Na verdade, o artista foi auxiliado por um pintor desencarnado, que era amigo de Emmanuel. O médium afirmou que o retrato produzido é fiel ao benfeitor, quando na personalidade do senador romano Publius Lentulus Cornelius. O único detalhe que poderia ser corrigido no retrato se refere aos lábios, que são na realidade mais estreitos e masculinos. A pintura original se encontra na sede do Grupo Espírita Luiz Gonzaga, em Pedro Leopoldo, numa sala de preces, feita no quarto onde Chico nasceu, em 1910.[5]

Análise computacional

A obra atribuída a Emmanuel foi analisada por uma técnica de aprendizado de máquinas chamada Deep Learning. A mesma técnica já foi usada para recriar textos de Shakespeare. No caso de Chico Xavier, o estudo selecionou três dos principais autores atribuídos pelo médium: Emmanuel, André Luiz e Humberto de Campos, conseguindo discriminar esses autores com uma precisão considerável (erro de 5% para Emmanuel).[6]

Encarnações

Entre as supostas encarnações de Emmanuel conhecidas do público estão as seguintes, todas relacionadas na obra Deus conosco:
  • A 1ª encarnação de Emmanuel conhecida na Terra data do século IX a.C.. Seu nome era Simas, grão-sacerdote do templo de Amon-Rá na antiga cidade egípcia de Tebas. Foi reitor da escola de Tânis e pai da futura rainha Samura-Mat (Semíramis), do império da Assíria, da Babilônia, do Sumér e do Akad. A sua história se encontra no livro "Semíramis: a rainha da Assíria, da Babilônia e do Súmer", por Camilo Rodrigues Chaves.[7]
  • a 2ª encarnação se refere ao cônsul romano Publius Lentulus Cornelius Sura, contemporâneo de Júlio César, bem como amigo de Sulla e Cícero. Condenado à morte no ano 63 a.C.[7]
  • a 3ª se refere a Publius Lentulus Cornelius, um senador romano e bisneto do anterior Publius Lentulus Cornelius Sura. Viveu à época do Cristo, de acordo com declarações do médium mineiro. De 24 de outubro de 1938 a 9 de fevereiro de 1939, Emmanuel transmitiu ao médium as suas impressões, revelando-nos o orgulhoso patrício romano Públio Lentulus Cornelius no romance "Há dois mil anos". Públio lutou pela sua Roma, não admitindo a corrupção e demonstrando integridade de caráter. Sofreu ao mesmo tempo durante anos a suspeita de ter sido traído pela esposa a quem tanto amava, Lívia. Teve a oportunidade de se encontrar pessoalmente com Jesus, mas entre a opção de ser servo de Jesus ou servo do mundo, optou pela última. Desencarnou na cidade de Pompeia no ano 79 da nossa era vitimado pelas cinzas do Vesúvio, cego e já voltado aos princípios de Jesus.
  • a 4ª se refere ao escravo Nestório. Na obra "Cinquenta Anos Depois", o personagem renasce em Éfeso no ano 131 com o nome de Nestório. De origem judaica, é escravizado por romanos que o conduzem ao país de sua anterior existência. Nos seus 45 anos presumíveis, mostra em seu porte um orgulho silencioso e inconformado. Apartado do filho, que também fora escravizado, volta a encontrá-lo durante uma pregação nas catacumbas onde tinha a responsabilidade da palavra. Cristão desde a infância, é preso e, por manter-se fiel a Jesus, é condenado à morte. Com os demais, ante o martírio, canta, de olhos postos no Céu e, no mundo espiritual, é recebido pelo seu amor de outrora, Lívia.
  • a 5ª se refere a Basílio, romano filho de escravos gregos que nasceu em Chipre como liberto no ano 233. Casou-se com a escrava Júnia Glaura e teve uma filha, porém ambas morreram precocemente. Posteriormente, adotou para si uma criança abandonada numa cesta, que mais tarde recebeu o nome de Lívia (há uma hipótese de que esta teria sido uma das reencarnações de Xavier, de acordo com informações de Arnaldo Rocha, amigo de longa data de Chico, que afirma que o médium lhe deu esta informação[8]), vivendo com ela até o fim de seus dias, onde fora torturado e morto. Mais detalhes são revelados no livro "Ave Cristo", pela psicografia de Francisco Cândido Xavier.[7]
  • a 6ª se refere a São Remígio, bispo de Reims. Nasceu no ano 437, em Laon. De família nobre e religiosa, considerado o maior orador sacro do reino dos francos pela sua especialidade em retórica. Considerado também o apóstolo dos pagãos, nas Gálias, era conhecido pela sua pureza de espírito bem como pelo seu profundo amor a Deus e ao próximo. Desencarnou em janeiro de 533, aos 96 anos.[7]
  • a 7ª se refere ao padre Manuel da Nóbrega, de acordo com Chico Xavier, em participação no programa "Pinga-Fogo" da extinta TV Tupi, em 1971.[9] O deputado Freitas Nobre teria declarado na noite de 27 de julho de 1971 em programa na mesma rede de televisão que, ao escrever um livro sobre o padre José de Anchieta, teve oportunidade de encontrar e fotografar uma assinatura de Manoel da Nóbrega, como "E. Manuel". De acordo com o seu entendimento, o "E" inicial se deveria à abreviatura de "Ermano", o que, ainda de acordo com o seu entendimento, autorizaria a que o nome fosse grafado Emanuel, um "M" apenas e pronunciado com acentuação oxítona.[10]
  • a 8ª se refere ao Padre Damiano, nascido em 1613 na Espanha. Residiu em Ávila, Castela-a-Velha, onde oficiou na Igreja de São Vicente. Desencarnou em idade avançada no Presbitério de São Jaques do Passo Alto, no burgo de São Marcelo, em Paris. Alguns detalhes desta encarnação constam no livro Renúncia, pela psicografia de Francisco Cândido Xavier.
  • a 9ª se refere a Jean Jacques Turville, nascido no século XVIII na França. Foi educador da nobreza e prelado católico romano no período anterior à Revolução Francesa, vivendo no norte da França. Fugiu à ferocidade revolucionária indo para a Espanha, onde viveu até a morte.[7]
  • a 10ª se refere ao Padre Amaro, um humilde sacerdote católico que viveu entre os séculos XIX e XX. Viveu no estado brasileiro do Pará. Posteriormente foi ao Rio de Janeiro, onde se dedicou à pregação do Evangelho de Jesus, tendo inclusive tido contato com Bezerra de Menezes.[7] Há uma mensagem psicografada por Chico intitulada "Sacerdote católico que fui", na qual Emmanuel descreve com detalhes o processo de sua desencarnação nesta existência.[7]

A carta de Publius Lentulus Cornelius

Foi encontrada uma carta do senador Publius Lentulus Cornelius nos arquivos do Duque de Cesadini na cidade de Roma, enviada pelo senador em Jerusalém na época de Jesus, que havia sido endereçada ao imperador romano Tibério.
Nela, há uma descrição física e moral de Jesus feita pelo senador. A carta é a seguinte[11]

Nova encarnação de Emmanuel no século XX

De acordo com informações do próprio Chico, ao fim do século XX Emmanuel reencarnou em uma cidade do interior de São Paulo, de acordo com informações da Sr.ª Suzana Maia Mousinho, amiga do médium desde 1957, na qual este a teria confidenciado tal fato.[7]
A informação do reencarne de Emmanuel também já foi informada em diversas outras ocasiões. No livro Entrevistas [12], no ano de 1971, Chico afirmou que "Ele (Emmanuelafirma que, indiscutivelmente, voltará à reencarnação, mas não diz exatamente o momento preciso em que isto se verificará. Entretanto, pelas palavras dele, admitimos que ele estará regressando ao nosso meio de espíritos encarnados no fim do presente século (XX), provavelmente na última década".
Na pergunta de número 33 do livro A Terra e o Semeador [13], o médium disse: "Isso tem sido objeto de conversações entre ele (Emmanuele nós. Ele costuma dizer que nos espera no Além, para, em seguida, retornar à vida física".
Outra informação, que consta no livro Lições de Sabedoria[14], foi obtida através da pergunta de Gugu Liberato: "É verdade que o espírito Emmanuel, que lhe ditou a base do Espiritismo prático no Brasil, se prepara para reencarnar?". Chico então respondeu: "Ele virá novamente, dentre pouco tempo, para trabalhar como professor".
D. Suzana Maia Mousinho e sua nora, D. Maria Idê Cassaño, afirmaram que em outubro de 1996, Chico havia revelado a ambas que Emmanuel começou a se preparar para o seu reencarne naquele mesmo ano. Posteriormente, Sônia Barsante, frequentadora do Grupo Espírita da Prece, afirmou que em um certo dia do ano 2000, Chico entrou em transe mediúnico, e ao regressar afirmou que havia ido em desdobramento até uma cidade do estado de São Paulo na qual pôde presenciar o nascimento de um bebê, Emmanuel reencarnado, e ainda afirmou que "todos iríamos reconhecê-lo".[7]

Referências

  1. Ir para cima «Folha Online - Cotidiano - Confira as principais obras psicografadas de Chico Xavier - 30/06/2002»www1.folha.uol.com.br. Consultado em 21 de fevereiro de 2018
  2. ↑ Ir para:a b Souto Maior, Marcel. As Vidas de Chico Xavier. [S.l.]: Leya Brasil
  3. Ir para cima Centro Espírita Seara dos Pobres. «Emmanuel». Searadospobres.com.br. Consultado em 13 de março de 2008
  4. Ir para cima Clóvis Tavares, De Amor e Sabedoria de Emmanuel. São Paulo: Editora IDE, 1996.
  5. Ir para cima Clóvis Tavares. Trinta anos com Chico Xavier. São Paulo: Editora IDE, 2001.
  6. Ir para cima «Inteligência artificial pôs à prova psicografia de Chico Xavier»Superinteressante
  7. ↑ Ir para:a b c d e f g h i Joviano, Wanda. Deus Conosco. [S.l.]: Vinha de Luz
  8. Ir para cima COSTA, Carlos Alberto Braga. Chico, Diálogos e Recordações… UEM: Belo Horizonte, 2006. pp. 319.
  9. Ir para cima Jaci Régis. «Chico Xavier - Mudou a visão do Espiritismo». Espiritnet.com.br. Consultado em 12 de março de 2008
  10. Ir para cima Expoentes da Codificação Espírita. Curitiba: Federação Espírita do Paraná, 2002. p. 41 ISBN 85-86255-11-4
  11. Ir para cima «Carta do senador Públio Lentulus ao imperador Tibério, descrevendo as características físicas e morais de Jesus»(PDF). Radioriodejaneiro.am.br. 2 de abril de 2010
  12. Ir para cima Entrevistas, editora IDE, 1971
  13. Ir para cima A Terra e o Semeador, editora IDE, 1975
  14. Ir para cima Lições de Sabedoria, organizado pela Dra. Marlene Nobre, editado em 1997 pela Folha Espírita, 2ª ed, p. 171

Bibliografia

  • Marcel Souto Maior (2003). As Vidas de Chico Xavier 2ª ed. São Paulo: Planeta. 270 páginas
  • Francisco Cândido Xavier (ditado pelo espírito Emmanuel). Wanda Amorim Joviano e Geraldo Lemos (organizadores) (2008). Deus Conosco 2ª ed. Belo Horizonte: Vinha de Luz. 624 páginas
  • Francisco Cândido Xavier (ditado pelo espírito Emmanuel). (1939). Há 2000 anos… 1ª ed. Rio de Janeiro: FEB
  • Francisco Cândido Xavier (ditado pelo espírito Emmanuel). (1940). 50 anos depois… 1ª ed. Rio de Janeiro: FEB
  • Francisco Cândido Xavier (ditado pelo espírito Emmanuel). (1944). Renúncia 1ª ed. Rio de Janeiro: FEB

Ver também

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Wikiquote
Wikiquote possui citações de ou sobre: Emmanuel (Chico Xavier)
Fonte: Wikipédia
Por volta de 79 a.C. viveu Públio Lentulus Sura, um cônsul, um homem de muito poder e impiedoso. Sura foi contemporâneo de Caio Júlio César, Marco Túlio Cícero, além de aliado político do temível Sérgio Lúcius Catilina. A personalidade do cônsul aparece claramente como a de um homem que se acreditava destinado a governar Roma e que o teria feito se tivesse sido vitorioso na famosa rebelião que participou como figura exponencial.
Enganado por uma profecia sobre três Cornelius governando Roma, imaginou-se como sucessor de seus parentes distantes. Um pouco mais tarde, Tertuliano o condenou a morte, estrangulado, em 5 de dezembro do ano de 63 a.C.
Depois de se passarem aproximadamente 94 anos reencarna como senador do Império Romano, agora como Públio Lentulus Cornelius, bisneto de Públio Lentulus Sura, sua reencarnação anterior. Públio Lentulus era um homem orgulhoso, mas nobre. Casou-se com uma excepcional mulher, Lívia, que ele tanto amou, mas que também, trouxe-lhe grande revolta e sofrimento por haver abraçado o Cristianismo. Tinham dois filhos, Flávia Lentúlia e Marcus. Sua filha fora atacada pelo mal da lepra, Hoje conhecido como hanseníase. Como Flávia estava muito doente, Públio Lentulus recebeu do Imperador Tibério a designação para alto cargo público na Palestina, onde havia um clima muito mais ameno para que a menina pudesse de alguma forma se restabelecer.
Foi desta forma que ele teve a grande oportunidade de encontrar Jesus. Sua esposa Lívia, que já houvera ouvido falar do Nazareno, implorou-lhe que pudesse procurar o profeta na esperança de uma cura definitiva para a pequenina, visto o grande número de comentários do povo naquela época sobre as curas operadas por Jesus. O senador aquiesceu ao pedido da esposa amada, dizendo-lhe, porém, que iria à procura do Messias, mas que não chegaria ao cúmulo de abordá-lo pessoalmente.
Na cidade de Cafarnaum, na Galiléia,quando as horas mais movimentadas do dia se escoram e o crepúsculo começou a se fazer visível,o senador então se colocou a caminho indo em direção a um lago da cidade. Depois de mais de uma hora de expectativa, deu-se então o encontro de Públio Lentulus com Jesus. Diante de seus olhos ansiosos, estava uma personalidade inconfundível e única.
Lágrimas ardentes rolaram-lhe dos olhos, que raras vezes haviam chorado, e força misteriosa e invencível fê-lo ajoelhar-se na relva lavada em luar. Desejou falar, mas tinha o peito sufocado e opresso. Foi quando, então, num gesto doce e de soberana bondade, o meigo Nazareno caminhou para ele, era como se aquela visão fosse a visão concretizada de um dos deuses de suas antigas crenças, e, pousando carinhosamente a destra em sua fronte, exclamou em linguagem encantadora, que Públio entendeu perfeitamente, dando-lhe inesquecível impressão de que a palavra era de espírito para espírito, de coração para coração. O senador quis falar, mas a voz estava embargada pela emoção e por profundos sentimentos. Desejou retirar-se, porém, nesse momento, notou que o Profeta de Nazaré se transfigurava de olhos fixos no céu.. Aquele lago, o Lago de Genesaré, deveria ser um santuário de Suas meditações e de Suas preces, no coração perfumado da natureza. Lágrimas copiosas Lhe lavaram o rosto, banhado, então por uma claridade branda, evidenciando a Sua beleza serena e indefinível melancolia…
Quais conseqüências desse encontro com o Divino Mestre? A cura de sua filha, Flávia. Lívia, esposa do senador, que era uma dama patrícia, torna-se cristã. E ele, que fora convidado pelo mestre a segui-lo, entre as opções que lhe foram apresentadas, de servir Deus ou a Mamon, escolheu servir a Mamon, ao mundo. Retornou às lides políticas e recusou-se a admitir ser Jesus o autor do restabelecimento da menina. No dia em que Jesus foi julgado e condenado à morte o patrício romano esteve ao lado de Pôncio Pilatos, mas nada disse ou fez em benefício do nazareno. Somente mais tarde, Públio Lentulus viera a compreender e aceitar o Evangelho de Jesus nos derradeiros tempos de sua romagem terrestre, quando regressou de Jerusalém para sua residência em Pompéia. Após anos de cegueira, ele desencarnou na polvorosa erupção do Vesúvio, em agosto do ano 79 da nossa era, entre chuvas de cinza e pedra, explosões ensurdecedoras, relâmpagos, ondas de lama, num espetáculo de horror..
No prefácio do livro “Há dois mil anos” ele escreve: ”Para mim essas recordações têm sido muito suaves, mas também muito amargas. Suaves pela rememoração das lembranças amigas, mas profundamente dolorosas, considerando meu coração empedernido, que não soube aproveitar o minuto radioso que soara no relógio da minha vida de Espírito, há dois mil anos”. Em 20 de dezembro de 1971, no canal 4, da extinta TV Tupi, no programa Pinga Fogo, Francisco Cândido Xavier confirmou que Emmanuel fora o Padre Manoel da Nóbrega, o admirável padre que antes de reencarnar, visitou em espírito o Brasil recém descoberto; contemplou as florestas, apiedou-se dos indígenas e amou a Terra de Santa Cruz. Prepara-se para a grande missão que Deus lhe reservara. Emmanuel, este é o nome de uma das mais luminosas entidades espirituais a figurais nos arraiais espiritistas. Quando citamos o nome do Mentor, nos lembramos sempre do espírito humilde, generoso, de personalidade, cujas características demonstram uma evolução intelecto-moral equilibrada. Todavia, a participação do nobre espírito junto ao Espiritismo antecede o transplante do Consolador para as plagas brasileiras, pois existe uma página de sua autoria espiritual em “o Evangelho segundo o Espiritismo”, no capítulo XI, ”Amar o próximo como a si mesmo”, no item 11, intitulada “O egoísmo”. Ele escreveu essa mensagem em Paris, em 1861.
Dentre as várias obras que Emmanuel psicografou por Chico, seria impossível deixar de citar os cinco romances produzidos nas décadas de 40 e 50: “Há dois mil anos, Cinqüenta anos depois, Ave, Cristo!,Paulo e Estevão e Renúncia,relatando alguns deles,algumas de suas experiências reencarnatórias. É considerado no meio espírita como quinto evangelista pela superior interpretação do pensamento de Jesus,analisando os sublimes textos do Evangelho nos seus livros,principalmente em:Caminho,Verdade e Vida; Pão Nosso;Vinha de Luz;Fonte Viva e Palavras de vida Eterna. Durante toda a elaboração da extensa obra mediúnica de Chico Xavier,Emmanuel deu incontestáveis e intermináveis atendimentos;nas memoráveis reuniões psicográficas de consolo,atendendo a familiares deste e do outro mundo;durante os trabalhos assistenciais de todos os matizes;nas sessões de desobsessão e assistência aos espíritos sofredores;nas apresentações públicas do médium e,sobretudo,nos episódios em que foram desferidos os mais sarcásticos ataques ao tutelado e à causa espírita. Jamais o amoroso Mentor de Chico deixou de representar a presença marcante da proteção e da Assistência Divina,atestando sua obra imbatível que frutifica e ainda muito frutificará,pois tem por alicerce a mensagem rediviva do próprio Cristo de Deus
Texto do livro
Emmanuel Responde
Psicografia de Chico Xavier e Wagner Gomes da Paixão
Ed.União Espírita Mineira

Emmanuel,  inesquecível guia e apóstolo mediúnico, é autor de mais de uma centena de livros psicografados por Chico Xavier.
Embora Chico tenha se iniciado no Espiritismo aos 17 anos, em 7 de maio de 1927, só a partir de 1931 Emmanuel passou a guiar as suas mãos, “um viajante muito educado procurando domar um animal freado e irrequieto, afim de realizar uma longa excursão”, segundo palavras do próprio Chico Xavier.
A seguir, publicamos alguns pensamentos de Emmanuel registrados em suas edificantes e abençoadas obras.
“A cólera não resolve os problemas evolutivos e nada mais significa que um traço de recordação dos primórdios da vida humana em suas expressões mais grosseiras”.
Do livro O Consolador.
“É imprescindível vigiar a boca, porque o verbo cria, insinua, inclina, modifica, renova ou destrói, por dilatação viva de nossa personalidade”.
Do livro Vinha de Luz
“A queixa é um vício imperceptível que distrai pessoas bem-intencionadas da execução do dever justo”.
Do livro Vinha de Luz
“Quem se preocupa em transpor diversas portas, em movimento simultâneo, acaba sem atravessar porta alguma”.
Do livro Pão Nosso
” A inatividade costuma induzir-nos a falsas apreciações dos desígnios de Deus, a impaciências, a desesperações e rebeldias”.
Do livro Renúncia
” Toda modificação para melhor reclama luta, tanto quanto qualquer ascensão exige esforço “.
Do livro Vinha de Luz
” Cada homem é uma casa espiritual que deve estar, por deliberação e esforço do morador, em contínua modificação para melhor “
Do livro Vinha de Luz
” Só uma lei existe e sobreviverá aos escombros da inquietação do homem — a lei do amor, instituída por meu Pai, desde o princípio da Criação … “
Do livro Há 2000 anos
“As portas do Céu permanecem abertas. Nunca foram cerradas. Todavia, para que o homem se eleve até lá, precisa de asas de amor e sabedoria.”
Do livro Pão Nosso
“O Determinismo do amor e do bem é a lei de todo o Universo e a alma humana emerge de todas as catástrofes em busca de uma vida melhor.”
Do livro A Caminho da Luz
 Devagar, mas sempre.”
Do livro Fonte Viva
“Toda crise é fonte sublime de espírito renovador para os que sabem ter esperança.”
Do livro Vinha de Luz
” O dinheiro é sempre bom quando com ele podemos adquirir a simpatia ou a misericórdia dos homens”.
Do livro Paulo e Estevão
“Saber não é tudo.  É necessário fazer. E para bem fazer, homem algum dispensará a calma e a serenidade, imprescindíveis ao êxito, nem desdenhará a cooperação, que é a companheira dileta do amor”.
Do livro Vinha de Luz
“Nosso corpo espiritual, em qualquer parte, refletirá a luz ou a treva, o céu ou o inferno que trazemos em nós mesmos”.
Do livro Roteiro
“O pão do corpo é uma esmola pela qual sempre receberá a justa recompensa, mas o sorriso amigo, é uma bênção para a eternidade”.
Do livro Pão Nosso
“Não creias em salvadores que não demonstrem ações que confirmem a salvação de si mesmos”.
Do livro Caminho, Verdade e Vida

Tributo e Honra

“A quem tributo,tributo… a quem honra,honra” Paulo.
(Romanos, 13:7)
Carlos Alberto Braga Costa
Neste 2010 de tantas festividades, como as do aniversário de 50 anos de Brasília, e do Centenário de Chico Xavier, humildemente desejamos prestar um preito de carinho e gratidão ao inesquecível Apóstolo do Brasil, o Padre Manoel da Nóbrega, ao ensejo dos 440 anos de sua desencarnação.
Manoel da Nóbrega foi sem dúvida um grande evangelista do Brasil e merece tributo e honra. O Homem de Deus, na definição do historiador Serafim Leite,Manoel da Nóbregafoi uma das mais importantes encarnações do venerando Emmanuel, guia espiritual de Francisco Cândido Xavier.
Esta revelação sobre Manoel da Nóbrega, regada de humildade, fê-la o próprio Emmanuel em mensagem recebida por Chico Xavier em 12 de janeiro de 1949. O inesquecível Clóvis Tavares divulga-a no belo livro Amor e sabedoria de Emmanuel ¹, escrito com o objetivo de mostrar aos estudiosos da Doutrina Espírita o árduo e transcendente caminho de auto-iluminação percorrido por esse valoroso Espírito. Vejamo-la:
“O trabalho de cristianização do Brasil, irradiando sob novos aspectos, não é novidade para nós.
“Eu havia abandonado o corpo físico em dolorosos compromissos, no século VX, na Península, onde nos devotávamos ao “crê ou morre”, quando compreendi a grandeza do País que nos acolhe agora. Tinha meu espírito entediado de mandar e querer sem o Cristo. As experiências do dinheiro e da autoridade me haviam deixado a alma em profunda exaustão. Quinze séculos haviam decorrido sem que eu pudesse imolar-me por amor do Cordeiro Divino, como o fizera, um dia, em Roma, a companheira do coração ².
“Vi a floresta a perder-se de vista e patrimônio extenso entregue ao desperdício, exigindo o retorno à humanidade civilizada e, entendendo, as dificuldades do silvícola relegado à própria sorte, nos azares e aventuras da terra dadivosa que parecia sem fim, aceitei a sotaina, de novo e por Padre Nóbrega conheci, de perto, as angústias dos simples e as aflições dos degredados. Intentava o sacrifício pessoal para esquecer o fastígio mundano e o desencanto de mim mesmo, todavia, quis o Senhor que, desde então, o serviço americano e, muito particularmente, o serviço ao Brasil não me saísse do coração.
“A tarefa evangelizadora continua. A permuta de nomes não importa.”
Como se infere da leitura, Emmanuel, após encarnação como clérigo, em que se envolvera com a Inquisição, é levado a contemplar a “floresta a perder-se de vista” e sentir  “as dificuldades do silvícola” do nosso imenso Brasil,para aceitar novo mergulho na carne,quando receberia o nome de Manoel da Nóbrega.
Naquele período do Brasil – colônia, já com a sotaina de jesuíta,enfrentou todas as dificuldades para auxiliar na implantação do Evangelho no coração dos homens que por ali viviam,legando grande folha de serviço ao movimento de colonização das terras de Santa Cruz.
Nascido em Entre- Douro-e- Minho, Portugal, a 18 de outubro de 1517, aos tempos de Rei Dom Manuel, o venturoso, Manoel da Nóbrega estudou nas Universidades de Salamanca e Coimbra, bacharelando-se em direito canônico e filosofia na de Coimbra em 1541, sendo ordenado pela Companhia de Jesus em 1544.
Cinco anos depois recebeu o mandato que veio marcar sua trajetória espiritual. Após exaustivo preparo nas escolas lusitanas, recebeu de Dom João III a responsabilidade de seguir Tomé de Souza na direção do Novo Mundo.
Trazendo estes importantes vultos da história brasileira, as naus portuguesas atracaram no Brasil em março de 1549, para que eles, em missão administrativa, política e religiosa participassem, como marco inicial, da fundação de Salvador, na Bahia.
Considerado por Simão de Vasconcelos ³, o Primeiro Apóstolo do Brasil, o padre Manoel da Nóbrega lutou sem reservas na conversão do gentio e na pacificação dos colonizadores. O seu amor e abnegação na causa do Evangelho repercutiram uma autoridade singular, não só nas Terras de Santa Cruz, como também em países portenhos, tendo suas virtudes singrado os mares bravios na direção do velho mundo europeu.
“Bom jurista, administrador de energia e clarividência, e homem de Deus”4 Manoel da Nóbrega tornou-se conselheiro de Mem de Sá na luta contra os franceses, estimulou a conquista do interior do país, transpondo a Serra do mar, adquiriu respeito pelas constantes viagens pela costa brasileira, de São Vicente a Pernambuco. Ao lado de Estácio de Sá, participou da fundação da cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro, onde veio a desencarnar no dia 18 de outubro de 1570, quando completava exatos 53 anos de idade.
Vale recordar a importante presença de Paulo de Tarso na caminhada de Manoel da Nóbrega, auxiliando-o na árdua tarefa de vencer as inibições físicas, como a doença nos pulmões, a dificuldade em discursar, por ser gago, e a força mediúnica necessária para o desiderato de formar corações e mentes voltadas para o bem.
Como afirmara o Espírito Emmanuel para alguns amigos, em reunião particular na cidade de Pedro Leopoldo, o apóstolo Paulo houvera-se comprometido, no Mundo Espiritual, a auxiliar as grandes inteligências afastadas do Cristo. Por esta razão o Convertido de damasco assumiu o compromisso de acompanhar a colonização do Brasil, inspirando o padre Manoel da Nóbrega a fundar a maior cidade da América do Sul, dando a ela, como sinal de reconhecimento e devoção, o nome de São Paulo, o Amigo da Gentilidade.
A influência espiritual de Paulo de tarso sobre Manoel da Nóbrega é ressaltada por Chico Xavier no discurso que reproduzimos parcialmente, pronunciado na solenidade em que recebeu o título de cidadão paulistano no Ginásio Municipal do Pacaembu, São Paulo, em 30 de agosto de 1972.
(…) “Queridos amigos de São Paulo, de início, desejo fixar a minha imensa gratidão pelo acolhimento da augusta Câmara Municipal de São Paulo à nossa presença humilde, a generosidade da comunidade paulistana, comparecendo a esta solenidade e a saudação imerecida por mim (…)
“Ao ensejo, rogo-vos permissão para reportar-nos, ainda que superficialmente, aos seus fundamentos místicos: conta-se que ao celebrar a primeira missa, na manhã de 29 de agosto de 1553, no alto do Ianambussu do Sul, hoje o Pátio do Colégio, nesta Capital, o eminente padre Dr. Manoel da Nóbrega, fundador de São Paulo, considerada, hoje, a cidade mais importante do hemisfério sul do Planeta, foi visitado pelo apóstolo São Paulo que lhe apareceu nimbado de intensa luz; redivivo, o amigo da gentilidade apontou-lhe as campinas circunjacentes e lhe pediu que fundasse no planalto piratiningano uma cidade em nome de Nosso Senhor Jesus Cristo, que estabelecesse sobre as quatro colunas básicas do Cristianismo: amor, fé, trabalho e instrução. Desde esse dia, entre Tamanduateí e o Anhangabaú, Padre Nóbrega dá-se pressa na fundação do real Colégio de Piratininga, distribui cargos e responsabilidades, entregando, ao inesquecível e nobre José de Anchieta, o magistério no setor das humanidades.
“Nóbrega, impressionado,pensa e pensa,recorda o encontro de Nosso Senhor Jesus Cristo com o mesmo apóstolo São Paulo, às portas de Damasco, e delibera inaugurar as obras do Real Colégio de Piratininga na data da conversão do apóstolo, 25 de janeiro, o que sucede a 25 de janeiro de 1554, com o estabelecimento definitivo da grande instituição.
“Lembrando, ainda, a revelação de que fora objeto, entrega o ofício da missa ao reverendo padre Manoel de Paiva; solicita de Anchieta fosse ele o acólito na grande solenidade e ele mesmo ora e espera visões novas, buscando ganhar forças para trabalhar incessantemente na grande fundação”.
Dentre as realizações do Benfeitor do Brasil, nos áureos tempos da colonização brasileira, lembramos as cartas informativas sobre o Brasil escritas na Bahia em 1549, e o Diálogo sobre a Conversão do Gentio, de 1554, o primeiro livro escrito no Brasil, consoante afirma Antonio Soares Amora em sua História da Literatura Brasileira. Obras como o Caso de Consciência sobre a Liberdade dos Índios, de 1567,Informação da Terra do Brasil de 1549, Informação das coisas da Terra eNecessidade que há para Bem Proceder Nela, de 1558, e o Tratado Contra a Antropofagia, de 1559, retratam um pouco da vida deste grande homem.
Apoiados em informações recolhidas pelo nosso querido Arnaldo Rocha junto ao médium Chico Xavier, o Benfeitor se apresentou para Chico em 1931, como nome Emmanuel por um motivo muito justo: agradecer aos Benfeitores Espirituais pela belíssima oportunidade de trabalhar no Brasil e pelo Brasil, no século XVI, retornando no século XX para iniciar novo empreendimento com Jesus, através do Espiritismo Evangélico.
Interessante notar que, nas assinaturas, em lugar de padre Manoel, aparece a assinatura Ermano, abreviada, como se vê na assinatura “E. Manoel”.
Manoel da Nóbrega preferia a designação de ermano, como escreve o biógrafo José de Anchieta, pois os índios tinham imensa dificuldade de pronunciar o vocábulo padre, e o foco da atenção do evangelista eram estes novos “gentios”, os indígenas. No caso ,a palavra irmão aproximava-o não só pela designação,mas acima de tudo pelo coração.
Maestria e nobreza no ensino e difusão da mensagem do Consolador Prometido por Jesus, eis o Espiritismo na sua feição evangélica, a caracterizar o retorno do venerando Manoel da Nóbrega, agora na figura de Emmanuel.
1-Clóvis Tavares, Amor e Sabedoria de Emmanuel. Edit.IDE. 7ª edição 1987
2-Referência a Lívia, esposa do senador Públio Lentulus. Em Há Dois Mil Anos. FEB
3-Crônicas da Companhia de Jesus, IV, págs. 137,138.
4-Serafim Leite, S.I, “Histórias da Companhia de Jesus no Brasil. Instituto Nacional do Livro, Rio, vol.IX, pag.3.

Fonte:https://chico-xavier.com/palavras-de-emmanuel/


AS DIVERSAS REENCARNAÇÕES DE CHICO XAVIER


No livro “Chico, Diálogos e Recordações”, o autor Carlos Alberto Braga realiza um trabalho sério e dedicado por quatro anos com Arnaldo Rocha, que teve quase 50 anos de convivência com Chico Xavier. Arnaldo revelou uma série de reencarnações de si mesmo e de “Nossa Alma Querida”, como se refere a Chico.
Arnaldo Rocha foi o doutrinador de um grupo de desobsessão que Chico Xavier participava. O nome era “Grupo Coração Aberto”, onde muitas revelações sobre vidas passadas na história planetária foram reveladas.
O resultado do trabalho pode ser parcialmente visto nos livros “Instruções Psicofônicas” e “Vozes do Grande Além”. Dentre várias encarnações de Francisco Cândido Xavier, algumas já foram elucidadas:

Hatshepsut (Egito) (aproximadamente de 1490 AC a 1450 AC)

Era uma farani – feminino de faraó – que herdou o trono egípcio em função da morte do irmão. A regência dela foi muito importante para o Egito, já que suspendeu os processos bélicos e de expansão territorial. Trouxe ao povo um pensamento intrínseco e mais religioso. Viveu numa época em que surgiram as escritas nos papiros, o livro dos mortos. Hatshepsut foi muito respeitada e admirada pelo povo egípcio. Obesa e diabética, com câncer nos ossos, desencarnou em torno dos 40 anos, por causa de uma infecção generalizada. Hatshepsut foi a primeira faraó (mulher) da história. Governou o Egito sozinha por 22 anos, na época o Estado era um dos mais ricos.

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Chams (Egito) (por volta de 800 AC)

Rainha do Egito durante o império babilônico de Cemirames. Vários amigos de Chico Xavier também estavam encarnados na época, como Camilo Chaves, o próprio Arnaldo Rocha e Emmanuel, que era sacerdote e professor de Chams.

Sacerdotisa (Delphos-Grécia)(cerca de 600 AC)

Não se tem registros de qual o nome Chico Xavier recebeu nesta encarnação. Ela se tornou sacerdotisa por causa do tio (Emmanuel reencarnado), que a encaminhou para a sacerdotisação.

Lucina (Roma-Itália)(aproximadamente 60 AC)

Lucina era casada com o general romano chamado Tito Livonio (Arnaldo Rocha reencarnado), nos tempos da revolução de Catilina. Nesta jornada, Lucina teve como pai Publius Cornelius Lentulus Sura, senador romano, avô de Publius Cornelius Lentulus (Emmanuel).

Flavia Cornélia (Roma-Itália) (de 26 DC a 79 DC)

Nesta encarnação, Chico Xavier era filha do senador romano Publius Cornelius Lentulus (Emmanuel). Arnaldo Rocha confidenciou que quando Chico se lembrava da reencarnação de Flavia sentia muitas dores, porque ela teve hanseníase. Também se percebia um forte odor que se exalava.

Lívia (Ciprus, Massilia, Lugdunm e Neapolis) (de 233 DC a 256 DC)

Foi abandonada numa estrada e achada por um escravo, que trabalhava como afinador de instrumento, e tinha o nome de Basílio (Emmanuel reencarnado). Ele a adota e coloca o nome de Lívia – ler Ave Cristo. Nesta ocasião, Arnaldo Rocha era Taciano, um homem casado que tinha uma filha chamada Blandina (Meimei reencarnada).
Certa vez, os três se encontraram e Taciano chegou a propor uma relação conjugal com Lívia, que era casada com Marcelo Volusian.
Quando a proposta foi feita, Lívia alertou que todos tinham um compromisso assumido, tanto Taciano com sua esposa, quanto ela com o seu marido.
Na oportunidade, Lívia disse: “Além de tudo, nós temos que dar exemplo a essa criança. Imagina ela ter uma referência de pais que abandonam esses compromissos.
Confiemos na providência divina porque nos encontraremos em Blandina num futuro distante”, numa clara alusão ao primeiro encontro entre Arnaldo Rocha e Chico Xavier, na Rua Santos Dumont, em Belo Horizonte, em 1946, quando o médium revelou as mensagens de Meimei do Plano Espiritual.

Clara (França) (por volta de 1150 DC)

Chico Xavier, quando esteve na França, foi nas ruínas dos Cátaros e se lembrou quando, em nome da 1ª Cruzada, toda uma cidade foi às chamas. Essa lembrança foi dolorosa para Chico. No século seguinte, a 2ª Cruzada foi coordenada por Godofredo de Buillon (Rômulo Joviano encarnado – patrão de Chico Xavier na Fazenda Modelo em Pedro Leopoldo), que tinha um irmão chamado Luis de Buillon (Arnaldo Rocha reencarnado), casado com Cecile (Meimei ou Blandina reencarnada). Godofredo e Luis tinham mais um irmão, com o nome de Carlos, casado com Clara (Chico Xavier, reencarnado).
Meimei, no livro “Meimei Vida e Mensagem”, de Wallace Leal Rodrigues, descreve todos esses nomes, sem falar das reencarnações, e se refere a Chico como quem tem o afeto das mães, numa clara citação das várias encarnações femininas que teve o médium: “… Meu afeto ao Carlos, Dorothy, Lucilla, Cleone e a todos os que se encontram mencionados em nossa história, sem me esquecer do Chico, a quem peço continue velando por nós com o afeto das mães, cuja ternura é o orvalho bendito, alertando-nos para viver, lutar e redimir” (mensagem psicofônica de Meimei pelo médium Chico Xavier, em 13 de agosto de 1950).

Lucrezja di Colonna (Itália) (Século XIII)

Nesta encarnação, Chico Xavier nasceu na família de Colonna, assim como Arnaldo Rocha, que era Pepino de Colonna, e Clóvis Tavares, na época Pierino de Colonna. Os três viveram na época de Francisco de Assis e tiveram contatos, encarnados, com este espírito iluminado.

Joanne D’Arencourt (Arras-França) (Século XVIII)

Joanne D’Arencourt fugiu da perseguição durante a Revolução Francesa sob a proteção de Camile Desmoulins (Luciano dos Anjos, reencarnado). Veio desencarnar tuberculosa em Barcelona em 1789.

Joana de Castela (Espanha) (1479 a 1556)

Joana de Castela era filha de reis católicos – Fernando de Aragão (Rômulo Joviano, encarnado) e Isabel de Castela. Casou-se com Felipe El Hermoso, neto de Maximiliano I, da Áustria, da família dos Habsburgos. O casamento foi político, mas apressado pelo grande amor que existia. Desde criança, Joana via espíritos e, por viver numa sociedade católica, era considerada como louca. Com a desencarnação dos pais de Joana, o marido Felipe e, o pai dele, Felipe I (Arnaldo Rocha reencarnado) disputavam o trono.
Para evitar que Joana de Castela assumisse, acusaram ela de louca, porque via e falava com os espíritos. Depois que Felipe desencarnou, Joana foi enclausurada por 45 anos em Tordesilhas, na Espanha. A dor era muito grande, mas o que a consolava era o contato com os espíritos. A clausura tem muita relação com a vida de Chico Xavier. Foi uma espécie
de preparação para o que viria. Chico sempre foi muito popular, mas fazia questão de sair do foco para que a Doutrina Espírita fosse ressaltada.

Ruth Céline Japhet (Paris-França) Encarnação anterior à de Chico Xavier (1837/1885)

Sua infância lembra os infortúnios de Chico Xavier, tal a luta que empreendeu pela saúde combalida. Era médium desde pequena, mas só por volta dos 12 anos começou a distinguir a realidade entre este mundo e o espiritual. Na infância, confundia os dois. Acamada por mais de dois anos, foi um magnetizador chamado Ricard quem constatou que ela era médium (sonâmbula, na designação da época), colocando-a em transe pela primeira vez. Filha de judeu, Ruth Céline Japhet contribuiu com Allan Kardec para trabalhar na revisão de “O Livro dos Espíritos” e do “Evangelho Segundo o Espiritismo”, durante as reuniões nas casas dos Srs. Roustan e Japhet. Isso pode explicar por que Chico sabia, desde pequeno, todo o Evangelho. Em palestra proferida em Niterói no dia 23 de abril, o médium Geraldo Lemos Neto citou este fato: “Desde quando ele tinha cinco anos de idade, Chico guardava integralmente na memória as páginas de “O Evangelho Segundo o Espiritismo”. A história de Chico Xavier todos nós sabemos. Ele somente veio ter contato com a Doutrina Espírita aos 17 anos de idade”, finalizou.
Para contrariar o pressuposto de que Chico Xavier foi Allan Kardec, o próprio médium mineiro relatou a admiração pelo codificador em carta publicada no livro “Para Sempre Chico Xavier”, de Nena Galves: “Allan Kardec vive. Esta é uma afirmativa que eu quisera pronunciar com uma voz que no momento não tenho, mas com todo o meu coração repito: Deus engrandeça o nosso codificador, o codificador da nossa Doutrina. Que ele se sinta cada vez mais feliz em observar que as suas idéias e as suas lições permanecem acima do tempo, auxiliando-nos a viver. É o que eu pobremente posso dizer na saudação que Allan Kardec merece de todos nós.
Sei que cada um de nós, na intimidade doméstica, torná-lo á lembrado e cada vez mais honrado não só pelos espíritas do Brasil, mas de todo o mundo. Kardec vive”.
PUBLICADO NO JORNAL CORREIO ESPÍRITA EM JUNHO DE 2010
Via: Chicoxavier.com
https://osegredo.com.br/as-diversas-reencarnacoes-de-chico-xavier/
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REENCARNAÇÕES DE EMMANUEL E CHICO XAVIER

Missionários do Cristo em diversas missões conjuntas





Notas: As 2 colunas da esquerda são de Emmanuel e as 2 da direita de Chico Xavier
Na tabela está assinalada com a mesma cor quando os 2 espíritos se encontraram nessa encarnação ou quando um como desencarnado esta(va) em contato regular com o outro como encarnado.
a) Já ouvimos várias fontes falando da cidade onde estaria Emmanuel: Ribeirão Preto, Bauru, outras cidades do interior de São Paulo e em outros estados do Pais.
Seria muito bom que deixássemos o adolescente Emmanuel, com 15 anos, crescer e amadurecer em paz, discretamente e preparando-se para a sua missão.
b) Relato de Nena Galves sobre conversa de Chico Xavier com Jesus
No mínimo conheceram-se há 30 séculos (3000 mil anos).
Na Igreja Católica estiveram reunidos pelo menos do séc. V ao XVI
No espiritismo o seu compromisso é de 3 séculos: XIX, XX e XXI
Fontes: Vidas sucessivas de Emmanuel - "Deus conosco" - Vinha De Luz Editora
Pesquisas sobre Vidas de Allan Kardec/Chico Xavier:
Manifestação de Santo Agostinho na FEB em 1919 confirma reencarnação de Allan Kardec no século XX no Brasil
A Volta de Allan Kardec - tese de Weimar Muniz de Oliveira https://ceismaellv.files.wordpress.com/2011/03/a_volta_de_alan_cardec.pdf
Vivências de um espírito médium do Cristo - 14 reencarnações de Chico Xavier e revelação da próxima
Platão, João Evangelista, Francisco de Assis, Allan Kardec e Chico Xavier - cinco personalidades, o mesmo espírito apóstolo do Cristo
Allan Kardec é João Evangelista - Indícios consistentes na obra de Allan Kardec e Chico Xavier - conexões com personalidades de Platão, Francisco de Assis, João Huss e Francisco Cândido Xavier
Eurípedes Barsanulfo e Chico Xavier: Médiuns de Jesus
Reencarnando o Evangelho - da Palestina a Santa Cruz http://www.vinhadeluz.com.br/site/noticia.php?id=2131
Kardec é João Evangelista
Duas comunicações de Chico Xavier na mesma sessão http://www.vinhadeluz.com.br/site/noticia.php?id=2202
Analogias entre João Huss, Allan Kardec e Chico Xavier Comunicações na Revista Espírita de 1869
PS. Novas informações serão divulgadas oportunamente...
Fonte:https://www.facebook.com/notes/nuno-emanuel/
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