ENTENDENDO O TANTRA



ENTENDENDO O TANTRA


Tantra é o nome de um vasto leque de ensinamentos práticos que têm como objetivo, dentro de espiritualidade hindu, de expandir a consciência e libertar a energia primal do ser humano, chamada kundalini. O princípio comum a todos os caminhos práticos de Tantra é que as experiências do mundo material podem usar-se como alavanca para conquistar a iluminação, já que este é a manifestação de uma outra realidade, sutil e superior, que está conectada com a nossa própria natureza.


Para atingir esses objetivos, esta escola sustenta que todos os meios ao alcance do ser humano são válidos para o crescimento interior, independentemente da situação em que cada um vive. Nesse sentido, dado que a Humanidade vive um período de crise de valores, violência e conflitos, chamado kali yuga, este ensinamento destina-se àqueles que buscam a iluminação, apesar de terem nascido na era atual, que não favorece a consecução desse objetivo.

Tantra é o nome de um movimento filosófico que compartilha suas principais premissas com a filosofia do Yoga, herança e patrimônio da cultura dos rios Indus e Sarasvati. O culto da Grande Mãe está presente na Índia desde o neolítico (8000 a.C.), mas os mesmos símbolos que o tantrismo utiliza hoje remontam ao paleolítico (20000 a.C.) e estiveram sempre presentes ao longo do continente eurasiano.



Tantra seria então uma filosofia comportamental de características matriarcais, sensoriais e desrepressoras. Essencialmente, a prática tem por objetivo o desenvolvimento integral do ser humano nos seus aspectos físico, mental e espiritual.

Tantra é um termo amplo, pelo qual antigos estudantes de espiritualidade na Índia designavam um tipo muito especial de ensinamentos e práticas que tiveram base em uma antiga sociedade. 

Com o passar do tempo, estes ensinamentos propagaram-se, misturando-se com diversas outras culturas e correntes filosóficas e religiosas como o Hinduísmo, o Vedanta, o Yoga, o Budismo, o Taoísmo, entre outras.

O Tantra hoje abrange uma variedade e uma diversidade muito ampla de crenças e práticas, quase sempre antagônicas entre si e cheias de contradição.





Tantra é um sistema de conceitualização do universo, um modo de explicar porque a existência existe e como ela funciona. Assim como os Vedas.

Segundo Herbert Von Güenter, estudioso do budismo, os tantras "contém uma visão muito íntegra e saudável da vida".

É importante ressaltar: o Tantra é a filosofia, o sistema, o ponto de vista. Os tantras são as escrituras onde está exposto esse ponto de vista.

Tantra significa literalmente tecido, urdidura; pode ser traduzido como ‘espargir o conhecimento’ ou ‘a maneira certa de se fazer qualquer coisa’, tratado, autoridade, estender, multiplicar, continuar. O Tantra procura responder a pergunta de como Um pode se tornar muitos, ou como a realidade definitiva, que é singular, pode dar origem aos incontáveis objetos que percebemos através dos nossos sentidos.



O Tantra assimilou e organizou os rituais da Magna Mater, transformando-os num método de emancipação que busca na psique humana a manifestação da própria força da Shakti. 

Esse movimento teve uma forte influência sobre a religião, a ética, a arte e a literatura indianas, havendo ressurgido com inusitada força entre 400 e 600 d.C., quando chegou a transformar-se numa moda que acabou por influenciar nos modos de pensar e agir da sociedade indiana medieval. Aqui ela se afirma, populariza e estende ainda mais, dando origem a um grande número de correntes e manifestações filosóficas, religiosas, mágicas e artísticas, algumas antagônicas.

O Tantra não pertence à tradição ortodoxa hindu, já que não existe um darshana com esse nome. Sua visão do mundo é herança e síntese da Índia aborígene e da Índia védica, muito mais antiga do que imaginaram os estudiosos ocidentais do século XIX. É uma forma de ver a vida e cada um de seus aspectos.


Tantra é uma filosofia hindu muito antiga cuja natureza comportamental mais lhe faz delinear, tendo por características: matriarcal, sensorial, naturalista e desrepressora, também é o Tantra um complexo sistema de descrição da realidade objetiva tornando-o assim uma ciência prática e aplicável, sendo a base do pensamento de um povo muito muito antigo que até hoje faz ecoar sua influência sobre a sociedade contemporânea.

Nas sociedades primitivas não-guerreiras, na qual a cultura não era centrada na guerra, a mulher era fortemente exaltada e até mesmo endeusada, na medida em que dava vida a outros seres humanos.

Dai, a qualidade matriarcal. A partir dessa qualidade desdobra-se a qualidade sensorial ("a mãe dá à luz pelo seu ventre e alimenta o filho pelo seu seio") e a desrepressora, tendo que a mãe é sempre mais carinhosa e liberal que o pai, pelo facto de o filho ter nascido do seu corpo e a própria natureza, normalmente, ter o macho de mais agressivo [carece de fontes].

Baseado quase inteiramente no culto de Shiva e Shakti, o tantra visualiza o Brahman definitivo como Param Shiva, manifesto através da união de Shiva (a força ativa, masculina, de Shiva) e Shakti (a força passiva, feminina, de sua esposa, conhecida também como Kali, Durga, Parvati e outras).

Está centrado no desenvolvimento e despertar da kundalini, a "serpente" de energia ígnea, de natureza biológica e manifestação energética, situada na base da espinha que ascende através dos chakras até se atingir o samadhi. Uma dessas maneiras é obter a união entre Shiva e Shakti, também conhecida como Unyo Mystica.



No Tantra, ao contrário da maioria das filosofias espiritualistas, se vê o corpo não como um obstáculo mas como um meio para o conhecimento, para o Tantra, todo o complexo humano é vivo e possui consciência independente da consciência central e por isso mesmo é merecedor de atenção, respeito e reconhecimento, para tanto, usa mantras (vocalização de sons e ultra sons em sânscrito), yantras (figuras geométricas, desde simples a complexas, como mandalas, por exemplo, que representam as diversas formas de Shakti) e rituais que incluem formas de meditação.

Segundo alguns autores o tantra é composto por dois ramos denominados a "mão esquerda" e a "mão direita". Embora o objetivo geral dos dois seja o mesmo, os processos utilizados diferem. 

A "mão esquerda" está ligada muitas vezes à procura de poderes ocultos e à extroversão de energia psíquica sob forma de capacidades supra-normais. A "mão direita" está ligada à canalização de toda a energia para a elevação espiritual do ser humano. 




Este é também conhecido como Vidya Tantra ou tantra do conhecimento e a mão esquerda como Avidya Tantra. O tantra corretamente praticado acelera rapidamente o progresso espiritual do ser humano. Apesar disso o tantra é muitas vezes encarado com desconfiança devido a certos aspectos do avidya tantra. É bem conhecido o fato de que o Budismo Tântrico sempre enfatiza a necessidade de supervisão por um orientador de confiança.





Há diferentes linhas do tantrismo: 
o Dakshinachara, linha da ‘mão direita’, ou de tantrismo branco, se justapõe, através dos “rituais de compensação”, ao Vámachara, corrente da ‘mão esquerda’, do tantrismo negro, corrente na qual se destaca a escola Kaula, fundada por Matsyedranatha por volta de 900 d.C. 

O tantrismo negro se caracteriza pelos rituais de transgressão, como o pañchamakara (os cinco m), no qual o praticante utiliza a ingestão de bebidas embriagantes, carnes e o coito ritual como meios de chegar à sacralidade. Podemos identificar alguns desses rasgos no Rig Veda, nas libações cerimoniais do soma e nos rituais sexuais. No ritual de compensação do Dakshinachara, o vinho é substituído por água, a carne por coco seco, o coito pelo culto da Shakti, etc.

O Yogini Tantra (V:14) diz:
"Madya, o vinho, é o conhecimento intoxicante do Parabrahman adquirido através do Yoga, que isola o praticante do mundo exterior. Mamsa não é a carne, mas o gesto em que o sadhaka consagra todos seus atos à Shaktí. Matsya, o peixe, é o conhecimento sáttvico pelo qual o adorador sente compaixão pelo prazer e a dor de todos os seres. Mudra, o cereal tostado, simboliza a renúncia a todas as formas do mal, que conduzem a novos condicionamentos. Maithuna é a união da kundalini shakti com Shiva no corpo do adorador."

Um dos artigos de fé do povo védico era, portanto, que a união sexual conduzia à bem-aventurança do além e devia cumprir-se com verdadeiro espírito religioso para assegurar o bem-estar espiritual, censurando-se severamente a lascívia.

A visão cosmogônica do Tantra, com suas perguntas essenciais, evidencia uma atitude especulativa sobre a antropogênese que a vincula ao Samkhya. A cosmogonia se caracteriza pela união dos opostos: isto é, se trata de uma "coincidentia oppositorum", conjunção dos opostos que se complementam. 

Essa ideia não é original do Tantra: existiu em outras cosmovisões ao longo da história da Humanidade; mas o tantrismo recupera para si esse princípio, muito mais antigo que ele próprio.

Esses dois princípios em "coincidentia oppositorum" são Shiva e Shakti. Os rishis, sábios ascetas do alvorecer do pensamento hindu, chamaram Brahman ou Shiva o princípio primordial. Tudo existe em função dele, tudo é reflexo e evidência da sua realidade. Não há noção de criação do mundo nem há Deus: no plano macrocósmico, Shiva é, parafraseando Aristóteles, o motor imóvel do mundo. 

É o Princípio Imutável e Eterno, nem ativo nem criador. Ele não faz nada: apenas é. Sua manifestação é Shakti, palavra que significa energia e, por extensão, esposa. Shakti é a Prakriti, a Natureza do Samkhya, a energia criadora que provoca a manifestação do Universo.


Shiva é inabalável: a ele pertencem o Ser e a Consciência; à Shakti correspondem o movimento, a mutabilidade e a geração. Esses dois princípios se representam na iconografia do tantrismo unidos no viparíta maithuna: Shiva aparece deitado ou sentado, imóvel, enquanto Shakti está sempre sobre ele, ativa no ato da manifestação.

Esse modo de pensamento não é religioso, dogmático ou doutrinário, mas estritamente especulativo. Dessa maneira, o Tantra, assim como o Samkhya, se aparta de outras visões que incluem os conceitos de criação, divindade, origem do mundo, etc.

Contudo, o Tantra possui uma certa semelhança com algumas formas de panteísmo: O que está aqui, está em toda parte; o que não está aqui, não está em parte alguma. Daí provém o culto à Natureza e à feminilidade. Para o Tantra, o mundo tangível é bem real: ilusório é pensar que o Ser (Shiva) intervenha ativamente no Universo manifestado.

A incompreensão do Tantra e o simbolismo que o transmite colaborou para que algumas pessoas (sem conhecimento profundo) o considerassem repulsivo, ou mesmo vergonhoso. Alguns Iogues acreditam que a preocupação daquele que condena o Tantra é fruto da sua própria obsessão com a questão sexual, que o leva a querer coartar a liberdade dos demais. Nesse sentido, o tantrismo é totalmente natural, e a sua abordagem do sexo não é patológica, mas absolutamente sadia, de uma espontaneidade difícil de ser aceita pelos padrões da ‘decência’ cristã.


Maithuna, o ritual sexual, não tem nada a ver com pornografia ou licenciosidade, muito pelo contrário, é um instrumento que revela a dimensão divinal da natureza humana. Entretanto, nos últimos tempos, têm surgido mestres inescrupulosos que vendem sexo como se fosse superconsciência, o que acaba por divulgar e tornar conhecidas no Ocidente unicamente as formas mais vulgares e degradadas do Tantra

"O maithuna é a técnica tântrica que mais fascina os ocidentais, que com demasiada freqüência confundem-na com uma indulgência para com os apetites sexuais, em vez de vê-la como meio para dominá-los." Daniel Goleman


Enquanto alguns buscam a elevação através da repressão ou da eliminação do desejo sexual e suas raízes (samskaras), para o tantrismo a sua utilização é condição básica. O homem deve evoluir executando as mesmas ações que causam a sua perdição. Assim, afirma o Kularnava Tantra:

 "Quando caímos no chão, é com o auxílio do chão que nos levantamos."

"Pelo próprio fato de não se tratar de um ato profano, mas de um rito, no qual os participantes não são mais seres humanos senão que estão ‘desprendidos’, como deuses, a união sexual não participa mais do nível kármico."

Os textos tântricos repetem com freqüência o adágio: ‘pelos mesmos atos que fazem com que muitos homens se queimem no inferno durante milhões de anos, o yogin obtém a salvação eterna’. (...) O jogo erótico se realiza num plano transfisiológico, porque nunca tem fim. Durante o maithuna, o yogin e sua náyiká incorporam uma ‘condição divina’, no sentido de que não somente experimentam a beatitude, senão que podem contemplar diretamente a realidade última." 


“Quando existe apenas prazer mundano, não há libertação. E quando existe apenas libertação não há prazer mundano. Porém tanto o prazer mundano como a libertação estão ao alcance daqueles devotados ao Ser Superior”.(Kaularahasya)


No Ocidente, por volta dos anos 60, surgiu um movimento que continua atual, denominado Neotantra, ligado à Nova Era e tido como uma popularização dos ensinamentos tântricos, adaptados a novos movimentos terapêuticos de vanguarda como a Bioenergética, a Primal, a Pulsation, o Rebirthing, e as meditações do mestre indiano Osho, especialmente elaboradas para o modo de vida ocidental.

Essa visão moderna e atualizada, propagada através da argumentação clara e objetiva de Osho, é a que mais se aproxima da metodologia aplicada nas meditações tântricas do Tantra Original, apesar de ser a mais perseguida pelo contexto de liberdade sexual que apresenta.

Mas o movimento Neotantra também fugiu do contato com o sistema existencialista proposto pelo Tantra, que é um caminho de acesso ao potencial energético criativo e libertador existente na raça humana, ainda em estado germinativo, mas prestes a desabrochar, desde que encontre as condições propícias.


A forma com que Osho apresentou o Tantra permite infinitas interpretações e cada um, segundo a sua compreensão, a retransmite como lhe convém. Muitos vem utilizando a energia sexual de forma indulgente e irresponsável, sendo que seu próprio Mestre os orientou sobre o mal uso de suas energias e sobre as conseqüências geradas. Há muita gente séria, mas a associação que o Ocidental faz do Tantra como sinônimo de Sexo, se deve principalmente às pessoas que leram meia dúzia de seus livros e à eruditos que vêem seus ensinamentos de forma filosófica, mas que raramente se entregaram às possíveis transformações das meditações ativas.

Mas é compreensível tanta confusão em torno do Tantra e do Sexo. Muitas culturas e tradições abominam o contato físico e sexual, enquanto que o Tantra (e suas ramificações) é a única que aceita o corpo e sua sexualidade. E mais, utiliza-o como alavanca para a conexão com a Consciência Cósmica.


O Tantra é ciência disfarçada de arte, que aponta para o reconhecimento de quem somos; da nossa essência e que nos dá métodos reais para reconhecermos isso.


Muitos trabalhos com o Tantra não trazem uma compreensão clara da extraordinária herança daquilo que pretendem representar e incorrem na perigosa distorção, vulgarização e banalização do sexo e no incentivo e valorização do jogo da sedução nos relacionamentos, como se o Tantra tivesse esse objetivo.


Mesmo em seu país natal, os ensinamentos tântricos caíram em descrédito, precisamente por causa do uso indiscriminado de muitos de seus fundamentos atrelados ao sexo livre e superficial.  No Tantra Original, o objetivo das práticas  é conduzir o praticante àquilo que se pode chamar de "Experiência Oceânica".

O Tantra Original proporciona a "Visão Sistêmica", que oferece aos praticantes um modelo que permite a interação com outros organismos biológicos e outros sistemas de vida multidimensionais e pluridimensionais. 

A chave para penetrar na relação com outras formas de vida, biológicas ou não, resume-se a uma descarga neuro-muscular, liberadora de grandes proporções de energia, com a consequente distensão da mente, permitindo a sua expansão. Essa mesma experiência é proporcionada pelo orgasmo convencional, em menores proporções.


As práticas tântricas permitem ampliar a capacidade de liberação e de expansão da energia, agregando, com a experiência, um novo estado de percepção e consciência.



O resultado pode ser comprovado na vida cotidiana, onde a pessoa passa a experimentar um fluxo brincalhão, relaxado e solto, mutuamente alimentador, que tem base no êxtase, no prazer e na alegria, oferecendo um intercâmbio de energias que lembra danças e jogos (Leela, em sânscrito).

Toda essa experiência permite que a pessoa vivencie a expansão dos próprios limites, a dissolução dos condicionamentos negativos, castradores e repressores, para se perceber em um sentimento de fusão com o todo, em um estado de felicidade.

As pessoas que alcançam essa forma de sexualidade experimentam a ausência de ruído biológico dentro de um complexo sistema espiritual, espontâneo e natural. Sob este aspecto, alguns componentes são fundamentais para alcançar a compreensão do significado original e verdadeiro do Tantra, sem os quais, seu sistema existencial e sua correlação com o Sagrado fica incompleta.

O Tantra Original não está contido em livros ou textos, como constantemente é propagado entre os adeptos do Yoga ou do Budismo. Sua origem é a própria fonte geradora da vida. É necessário alcançá-la de forma vivencial, através das meditações e dinâmicas propostas nos trabalhos em grupo ou individuais.

Trata-se de uma conexão transcendente com a fonte da vida e o viver, que estão acessíveis e disponíveis a qualquer ser humano, pois não há privilégios. Não são necessárias práticas austeras ou isolamentos. Pelo contrário, o trabalho com o Tantra é social, não há nenhuma necessidade de rituais ou paramentos litúrgicos.

O Tantra é simples e exige apenas simplicidade por parte de quem o pratica. O sistema existencialista humanista presente no Tantra necessita de confiança, entrega, relaxamento profundo, amor e compaixão para que o estado de percepção e consciência ampliada conduza à experiência de supraconsciência.



O Tantra oferece ao indivíduo a chave que pode abrir a sua consciência, independentemente de sua cultura ou religião.

A essência dos ensinamentos tântricos está contida na nossa natureza mais íntima, nosso estado primordial e iluminado, que é a nossa potencialidade inerente. Esses ensinamentos estão livres do karma, porém são oprimidos pelos condicionamentos sociais, pelas crenças, pelo medo, pela desconexão com a Fonte Interior. 

Nosso estado primordial não é algo que tenha que ser construído ou conquistado, mas algo existente desde o princípio, e goza da mesma sabedoria e inteligência que modela o universo e permeia a natureza.

O ser humano perdeu o contato com essa sabedoria natural no esforço cotidiano de sobreviver. O Tantra possui os dispositivos para a reconexão com essa fonte original, de onde emana a vida e as tramas do desenvolvimento das espécies.


LIVRO: INTRODUÇÃO AO TANTRA - A TRANSFORMAÇÃO DO DESEJO


O material que constitui este livro é uma introdução ao Tantra budista, através dos ensinamentos apresentados pelo falecido monge tibetano Thubten Yeshe, entre 1978 e 1983. A ideia de escrever este livro surgiu em 1981, quando Lama Yeshe disse que achava necessária uma obra que apresentasse o Budismo Tântrico ao Ocidente de maneira não técnica e de fácil compreensão. Embora o Tantra seja considerado pelas diversas tradições tântricas como o mais profundo e avançado de todos os ensinamentos budistas, ele considerava sua mensagem central simples e clara, e muito relevante para a vida do século XX. 

Em "Introdução ao Tantra", o leitor descobrirá que a prática do Tantra visa aproveitar os recursos interiores ocultos no ser humano, usando-os da melhor forma possível, e oferece a melhor oportunidade de superarmos essas pressões, transformando nossas vidas na totalidade significativa e integrada que todos nós desejamos.


Talvez seu ensinamento mais profundo seja apenas este: que cada um de nós possui, em seu âmago, não só a resposta para nossos próprios problemas, como também o potencial para viver nossas vidas em um nível muito mais elevado do que julgamos possível atualmente. As palavras de Lama Yeshe aqui registradas são um maravilhoso legado para o presente e para o futuro.






Abaixo, alguns vídeos onde Swami Mahalayananda aprofunda os aspectos essenciais do Tantra, apresenta correlações entre o ensinamento tântrico e a ciência moderna, e finalmente revela-nos o propósito base deste sistema ancestral de conhecimento.

Swami Mahalayananda é fundador da   Natha - Escola Espiritual de Yoga e Tantra, em Portugal.







Vídeo: O que é o Tantra? 




Vídeo: O Propósito do Tantra



Fonte:http://www.yoga.pro.br/artigos/36/3048/tantra-sexo