MITOS: O MERCÚRIO PRESENTE NAS VACINAS CAUSA AUTISMO? MAIS DE 20 ESTUDOS COMPROVAM QUE NÃO HÁ RELAÇÃO ENTRE VACINAS E DESENVOLVIMENTO DE TEA

 


MITO. O mercúrio é um dos componentes do timerosal, o conservante mais utilizado em vacinas multidoses. Ele é empregado desde 1930 em concentrações muito baixas e os estudos mostram que não há risco para a saúde, pois é expelido rapidamente do organismo. De qualquer forma, o timerosal já não faz parte da formulação de nenhuma vacina em apresentação monodose, estando presente apenas em vacinas multidoses (mais de uma dose por frasco).

Em 1998, foi publicado um artigo em que o autor afirmava ter encontrado relação entre a vacina tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola) e o autismo. Mais tarde, descobriu-se que ele havia recebido pagamento de escritórios de advocacia envolvidos com processos de indenização contra indústrias farmacêuticas. O autor foi criminalmente responsabilizado, teve o registro médico cassado e o artigo foi retirado dos arquivos da revista Lancet, onde fora publicado.

Inúmeros estudos sérios têm sido conduzidos para verificar a relação entre a vacina e a doença e nenhum encontrou qualquer evidência. Um dos maiores foi divulgado em 2015 e avaliou 95.727 crianças nos Estados Unidos, entre 2001 e 2012. A análise dos dados mostrou que a vacinação com uma ou duas doses da tríplice viral não estava associada com um risco aumentado de Transtorno do Espectro Autista (TEA) em qualquer idade.

SAIBA MAIS:


Fonte:https://familia.sbim.org.br/duvidas/mitos/o-mercurio-presente-nas-vacinas-causa-autismo

. 2010 julho-setembro;15(3):173–181.


Mais de 20 estudos comprovaram que não há relação entre vacinas e desenvolvimento de TEA

Mesmo com o controle da pandemia de covid-19 graças ao surgimento das vacinas, há ainda quem duvide do poder da imunização e espalhe informações falsas nas redes sociais e aplicativos de mensagem. Por isso, é sempre importante reforçar: vacinas salvam vidas. Entre o final da década de 1990 e o início dos anos 2000, a comunidade autista já teve que enfrentar uma desgastante discussão para comprovar o óbvio: vacinas não são a causa do autismo. Estudos realizados até os dias de hoje endossam a premissa. 

Em março de 2019, por exemplo, a revista científica Annals of Internal Medicine publicou um estudo que comprova a ausência de vínculo entre a vacina tríplice (sarampo, caxumba e rubéola) e os distúrbios do TEA. Realizada na Dinamarca, a pesquisa acompanhou mais de 650 mil crianças nascidas entre 1999 e 2010, com entrevistas de avaliação até 2013.

A comparação entre o grupo que recebeu a vacina tríplice e o grupo não vacinado demonstrou que a vacina não aumenta o risco do desenvolvimento de distúrbios do espectro autista. Os participantes foram analisados em diversos critérios, desde as informações relacionadas à vacinação geral (tríplice e outras) e os diagnósticos confirmados de TEA até o histórico médico da criança, fatores ambientais de riscos associados ao autismo e a análise de casos de autismo na família.

Estudo que associou vacinas e autismo foi rejeitado por acusações de fraude

Este é o mais recente estudo a reafirmar que não existe relação entre vacinas e o aumento no número de diagnósticos de TEA. Desde o início do anos 2000, já são mais de 20 pesquisas realizadas ao redor do mundo com diferentes metodologias e grupos populacionais. No entanto, a comprovação científica segue sendo necessária para combater a onda de desinformação presente na sociedade, que propaga a interpretação falsa de que vacinar as crianças leva ao desenvolvimento de transtorno do espectro autista.

A confusão entre vacina e autismo começou em 1998 quando a revista científica Lancet publicou um artigo do pesquisador inglês Andrew Wakefield descrevendo o caso de 12 crianças que teriam desenvolvido autismo após receberem a vacina tríplice (MMR, em inglês). O estudo serviu de base para o discurso anti-vacinação e foi espalhado pelo mundo todo.

Logo após a publicação, as taxas de vacinação na Europa e Estados Unidos passaram a registrar quedas anuais e surtos de sarampo (uma doença que estava sob controle até o início da década de 1990) voltaram a tornar-se comuns, como a epidemia na Europa em 2017. O Brasil perdeu o status de país livre de sarampo, após não conseguir controlar o surto da doença na região Norte. Além disso, em 2017 a cobertura vacinal no país atingiu o menor índice em 16 anos.

Vacinas salvam de 2 a 3 milhões de vidas por ano no mundo todo

Em 2010, o Conselho Médico Geral britânico cassou a licença médica de Wakefield com base em acusações de fraude em evidências na sua pesquisa. A revista Lancet também se retratou, retirando o artigo do seu acervo. Além das dezenas de estudos desacreditando a relação entre vacinas e autismo, também pesou contra Wakefield a suspeita de que ele teria patenteado uma vacina contra sarampo para concorrer contra a tríplice viral, o que configuraria conflito de interesses.

A nuvem de suspeita provocada por esse caso repercute até hoje. No Brasil, é possível encontrar grupos de discussão de pais propagando a ideia de que vacinar não é necessário ou benéfico. É importante lembrar que as vacinas salvam de 2 a 3 milhões de vidas por ano no mundo (dados da Organização Mundial de Saúde e UNICEF) e que quaisquer possíveis efeitos adversos das vacinas não são maiores que os prejuízos provocados pelas doenças. O sarampo, por exemplo, é uma doença de elevada mortalidade com sequelas muito graves como cegueira e surdez. Uma pessoa contaminada pode infectar até outras dez. Se hoje, é incomum encontrar pessoas sofrendo com sarampo é justamente porque as vacinas protegeram a população dos efeitos nocivos desta doença. A prevenção é um esforço contínuo que deve ser renovado em cada nova geração.

Escrito por Clara Padrón, Barracuda Conteúdo

Fonte:https://autismoerealidade.org.br/2023/02/23/vale-sempre-lembrar-vacina-nao-causa-autismo/

Livro narra como a hipótese ganhou força e acabou desmentida após anos de pesquisa e investigação

A hipótese de que as vacinas causam autismo já era discutida de maneira informal por familiares de autistas quando um evento específico deu o impulso que faltava para que a falsa teoria ganhasse corpo.

Era 26 de fevereiro de 1998, quando, em uma entrevista coletiva no Hospital Royal Free, de Londres, o jovem gastroenterologista Andrew Wakefield anunciou a possibilidade da vacina tríplice causar autismo. O seu artigo foi publicado na prestigiada revista científica britânica Lancet, o que trouxe credibilidade ao trabalho de Wakefield.

O estudo analisou, ao longo de dois anos, 12 crianças com idade entre 3 e 10 anos. Em oito delas, os sinais do transtorno, segundo os pais, só apareceram após os pequenos terem recebido a dose da vacina.

A tríplice, também conhecida como MMR – ou SRC no Brasil – protege contra sarampo, rubéola e caxumba. A hipótese de Wakefield levava em conta que as crianças apresentavam comportamentos autistas acompanhados de infecção intestinal grave e que, no trato intestinal delas, havia vestígios de vírus do sarampo.

Texto do artigo reconhecia que associação entre vacina e autismo não estava comprovada, era só uma hipótese

No próprio artigo, o médico registrou que a associação não estava comprovada e era apenas uma hipótese. Inclusive porque a associação direta entre receber a vacina e apresentar sinais de autismo se baseava nas lembranças dos pais das crianças, um indício incapaz de sustentar afirmações científicas.

A própria revista Lancet, na mesma edição, trazia um artigo que refutava a tese de Wakefield, apontando que a amostra do estudo não era representativa e que depender da memória dos pais para marcar o início da apresentação dos sintomas era questionável.

Vale contar que, já na entrevista coletiva de Wakefield, houve confusão. Um dos médicos que representava o hospital, se chocou a ponto de esmurrar a mesa após ouvir Wakefield alegar que preferia dividir a vacina em três injeções separadas e que não confiava nos testes de segurança a longo prazo. Arie Zukerman, que era o decano da faculdade de medicina, afirmou que centenas de milhões de doses da vacina haviam sido aplicadas e se mostraram seguras.

Frase “vacina causa autismo” não foi dita, mas foi assim que o público absorveu a mensagem

Após a coletiva, a imprensa passou a procurar Wakefield para entrevistas individuais. Ele defendia que eram necessários estudos complementares ao que havia publicado e que, enquanto isso, a vacina tríplice deveria ser evitada. A partir de então, anos de pesquisa se dedicaram a testar a hipótese – sem sucesso. Wakefield não chegou a declarar explicitamente que “vacina causa autismo”, mas foi assim que seu estudo reverberou e alçou o médico à fama mundial.

A história é narrada no livro Outra Sintonia – A História do Autismo, dos premiados jornalistas John Donvan e Caren Zucker, publicado no Brasil em 2017 pela Companhia das Letras. A narrativa, baseada em um extenso trabalho de pesquisa, traça um panorama de 80 anos da história do transtorno, que envolve discordâncias médicas, tratamentos controversos e a luta das famílias pelos direitos civis dos seus filhos, além das tensões em torno do movimento antivacina.

A obra aponta que profissionais da saúde pública responsáveis por programas de imunização consideram que há um risco mínimo tolerável e necessário para cada vacina, manifestado em casos raríssimos. No caso da vacina contra pólio, por exemplo, sabia-se de uma chance exígua de choque anafilático. O autismo, no entanto, jamais constou na lista de efeitos adversos. A ideia predominante no meio médico é que não tomar a vacina expõe uma pessoa ao risco de contrair a doença que se pretende eliminar. Também é levado em consideração que quanto maior o número de vacinados, maior a proteção de toda a população.

Em 2001, a taxa de vacinação não passou de 79% em Londres, quando deveria ser de, no mínimo, 95%

Quatro anos depois da tumultuada entrevista, Wakefield foi demitido, em novembro de 2001, do Hospital Royal Free, que era contrário à mensagem propagada por ele. Nesta época, o médico já havia divulgado cerca de outros doze estudos em publicações científicas relevantes, se defendido de críticas e mantido a recomendação de evitar a vacinação até que houvesse provas sobre sua segurança.

No entanto, o que especialistas alegavam é que não havia indício de falta de segurança. Apesar disso, a fala de Wakefield tinha impacto. A taxa de vacinação em Londres caiu a 79% naquele ano, enquanto o ideal era um mínimo de 95%.

Em 2000, Wakefield esteve em uma audiência no Congresso dos EUA sobre a segurança da vacina, e disse que havia encontrado novos casos que relacionavam crianças com autismo, problemas estomacais e vírus do sarampo. Porém, ao fim, declarou que isso não significava que a vacina fosse a causa do transtorno.

Outras dezenas de estudos refutaram a hipótese de Wakefiled ao longo dos anos. Um deles, com cerca de 500 crianças, envolveu um período de tempo que incluía o início da vacinação tríplice na Grã-Bretanha. Nenhuma relação entre autismo e vacina foi encontrada. Estudos de epidemiologistas dos EUA, Japão, Finlândia, Dinamarca, Canadá e outros países também rebateram a possibilidade de relação entre a tríplice e o autismo. Houve ainda pesquisas focadas na proliferação do vírus do sarampo em crianças com comportamento autista, e nenhuma confirmou os resultados de Wakefield.

Combate ao uso de mercúrio como conservante de vacinas entra em foco no início dos anos 2000

Em uma outra audiência realizada no Congresso dos EUA, uma mãe trazia um novo elemento para a discussão. Ela não lançava suspeitas sobre o vírus do sarampo ou a vacina tríplice. A alegação era que o responsável pela causa do autismo era o mercúrio presente no timerosal, usado como conservante nas vacinas e, consequentemente, a quantidade supostamente excessiva de mercúrio recebida pelas crianças nos primeiros meses de vida por conta da vacinação.

Um documento recomendou aos pediatras dos EUA que usassem vacinas sem timerosal e adiassem a dose de hepatite B e orientava fabricantes de vacina a retirar o composto das fórmulas. O mesmo documento, no entanto, registrava que não havia nenhum risco conhecido que justificasse as recomendações.

As chamadas “mães do mercúrio” se organizaram em instituições sem fins lucrativos e apoiaram estudos que pudessem endossar a hipótese. No entanto, ao movimento antivacina faltava apoio científico consistente que efetivamente comprovasse suas hipóteses. Os autores atribuem a força do movimento, apesar da falta de comprovação científica, ao medo que ele provoca. “Nunca uma campanha de sensibilização foi mais poderosa que o medo”, diz o livro.

Ainda assim, mães e pais de pessoas com autismo passaram a ganhar visibilidade na mídia e poder de pressão sobre órgãos do governo – depondo em comissões e participando de audiências. Essa força teve desdobramentos políticos. Em 2006, foi aprovada nos EUA, a Lei de Combate ao Autismo, em que um orçamento de US$1 bilhão foi liberado para ser gasto em cinco anos para suprir necessidades dos autistas.

Reportagens demonstraram que interesses financeiros de Wakefield determinaram o resultado de seu estudo

Ao mesmo tempo em que pesquisadores se empenhavam em estudar a hipótese de Wakefield, sem confirmá-la, trabalhos jornalísticos também se detiveram sobre o caso. Um deles foi crucial.

Wakefield contava que as famílias pesquisadas no controverso estudo o procuraram por iniciativa própria. No entanto, uma matéria do Sunday Times publicada em 2004, mostrou que todas as famílias chegaram a ele por meio de um advogado especializado em danos corporais, que estava preparando um processo contra os fabricantes da vacina tríplice. Wakefield e o advogado conversaram sobre a possibilidade de demonstrar um vínculo entre a vacina e o autismo que pudesse justificar o processo.

Graças ao advogado, Wakefield contou com US$ 80 mil para financiar o artigo publicado na Lancet. A matéria aponta ainda que o estudo foi enviado ao advogado antes mesmo de ser apresentado à revista científica. O médico negou as informações.

Além da ligação com o advogado, o mesmo repórter comprovou em um documentário que, antes de publicar o artigo, Wakefield havia depositado um pedido de patente de uma nova vacina contra o sarampo – uma alternativa a quem quisesse evitar a tríplice. Ou seja, havia interesse financeiro individual por trás do estímulo ao medo da vacina.

A metodologia de Wakefield também foi posta em xeque. Um de seus colaboradores na pesquisa afirmou que, desde o começo, não havia evidências do que se pretendia confirmar.

Matéria sobre complô para encobrir os perigos do mercúrio foi desmentida por investigação

Outros golpes contra quem duvidava das vacinas ocorreram em 2004. Uma outra matéria, da Rolling Stone, apontou que o governo dos EUA atuava para encobrir os perigos do timerosal. Porém, logo após a publicação, uma série de correções teve de ser divulgada.

A reportagem gerou uma investigação no Senado norte-americano que durou 18 meses e vasculhou e-mails e transcrições de reuniões, e entrevistou funcionários de três órgãos do governo. As alegações não foram confirmadas. No mesmo ano, um relatório do Instituto de Medicina dos EUA declarou oficialmente que rejeitava a possibilidade de vacinas com timerosal causarem autismo.

Em março de 2004, mais uma derrota começava a se desenhar. Nos EUA, o Programa Nacional de Compensação de Dano Causado por Vacina, o chamado tribunal da vacina, deu início a um julgamento histórico. O programa decidiu que daria um mesmo veredito aos cerca de 5 mil casos de famílias que alegavam que vacinas haviam provocado autismo em suas crianças. A sentença saiu em 2009. A decisão considerou a hipótese “extremamente improvável”. Houve recursos, que foram negados.

Cancelamento do registro de Wakefield e retratação da Lancet fecharam um ciclo em torno da controvérsia

No intervalo entre o início do processo e a sentença, novas evidências contra a relação causal entre vacina e autismo apareceram. Uma delas era que, apesar da redução do uso de timerosal, o número de casos de autismo continuava crescendo.

Em 2010, o Conselho Geral de Medicina do Reino Unido, após três anos de investigação, classificou o comportamento de Andrew Wakefield como desonesto, irresponsável, antiético e enganoso. Considerado inapto para o exercício da profissão, teve seu registro médico cancelado. No mesmo ano, a Lancet se retratou de todo o artigo.

No livro, os autores defendem a ideia de que os anos de controvérsia deixaram como resultado o impulso de novas vozes com uma nova perspectiva a respeito do autismo. “Ofendidos pela premissa fundamental dos ativistas da vacina de que o autismo era uma espécie de doença e uma tragédia, eles viraram essa proposição de ponta-cabeça, comemorando ‘ser autista’ e declarando ‘cura’ um palavrão’”, diz o texto. A obra, considerada referência no tema, pode ser encontrada nas versões física e digital no site da editora.


Fonte:https://autismoerealidade.org.br/2021/01/15/a-historia-por-tras-do-mito-de-que-vacinas-causam-autismo/


Vacinas contendo timerosal e autismo: uma revisão de estudos epidemiológicos recentes.

PMCID: PMC3018252 PMID: 22477809

Fonte:https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC3018252/

Resumo

Embora as evidências epidemiológicas não tenham corroborado a hipótese de uma relação causal entre vacinas contendo timerosal e autismo, persistem as preocupações sobre a exposição pediátrica ao mercúrio por meio da administração de vacinas. Uma declaração emitida pela Academia Americana de Pediatria e pelo Serviço de Saúde Pública dos EUA em 1999 levou à remoção do timerosal de muitas vacinas. Em 2004, o Comitê de Revisão de Segurança da Imunização do Instituto de Medicina rejeitou a hipótese de uma relação causal entre vacinas contendo timerosal e autismo.

Em uma busca nas bases de dados MEDLINE e EMBASE, identificamos artigos que abordam a possível associação entre o timerosal e distúrbios do neurodesenvolvimento, especificamente o autismo. Neste artigo, revisamos estudos farmacocinéticos e epidemiológicos recentes, publicados entre 2003 e 2008, referentes à possível ligação entre o timerosal e o autismo.

Palavras-chave: autismo, mercúrio, pediatria, timerosal, vacinas

INTRODUÇÃO

A Administração de Alimentos e Medicamentos dos EUA (FDA) exige o uso de conservantes para prevenir a contaminação de cada frasco multidose (FMD) de vacinas inativadas.<sup> </sup> Os conservantes são utilizados em vacinas para prevenir o crescimento microbiano e a contaminação, que podem ocorrer devido à entrada repetida de um FMD no frasco. Os conservantes podem ser adicionados durante o processo de fabricação para prevenir o crescimento microbiano. No entanto, com o avanço da tecnologia de fabricação, a necessidade de adição de conservantes durante a fabricação diminuiu.<sup> </sup> Os conservantes presentes em certas vacinas licenciadas pela FDA dos EUA são os seguintes: timerosal, fenol, cloreto de benzethônio e 2-fenoxietanol.<sup> </sup> O timerosal, um composto mercurial bacteriostático e fungistático com aproximadamente 50% de mercúrio em peso, tem sido usado como conservante em vacinas desde a década de 1930.<sup> </sup> O timerosal é metabolizado em etilmercúrio e tiossalicilato. Existe um extenso histórico de uso seguro e eficaz do timerosal na prevenção da contaminação bacteriana e fúngica de vacinas, mas alguns sugerem que o aumento da exposição ao etilmercúrio devido ao maior número de imunizações recomendadas nos primeiros 3 anos de vida pode estar associado ao aumento da prevalência do autismo.

Peixes e a vacina contendo timerosal (TCV) são as principais fontes de exposição ao mercúrio para a população em geral.<sup> Certos peixes contêm metilmercúrio, e o etilmercúrio é um componente do timerosal usado em vacinas. <sup> Embora essas duas formas orgânicas de mercúrio sejam relacionadas, elas possuem diferenças distintas em suas propriedades farmacodinâmicas e farmacocinéticas. O aumento da lipofilicidade e a diminuição da solubilidade em água do metilmercúrio contribuem para sua meia-vida mais longa e perfil de toxicidade. O metilmercúrio é mais potente que o etilmercúrio: o limiar para efeitos neurológicos devido ao metilmercúrio é estimado em aproximadamente 200 mcg/L, enquanto a faixa de limiar para o etilmercúrio é de 1000 a 2000 mcg/L.<sup> </sup> O metilmercúrio também tem sido historicamente associado à neurotoxicidade. Embora doses tóxicas de metilmercúrio e etilmercúrio levem a efeitos semelhantes no sistema nervoso central, diferenças farmacocinéticas distinguem os efeitos finais no organismo. O etilmercúrio é metabolizado em mercúrio inorgânico mais rapidamente do que o metilmercúrio, e essa diferença no metabolismo pode explicar os danos renais que podem resultar de quantidades tóxicas. Além disso, enquanto o aumento do estresse oxidativo e a indução da apoptose observados in vitro com altas doses (ou seja, 405 μg/L a 101 mg/L) de timerosal podem explicar seus efeitos neurotóxicos, os efeitos de baixas doses de etilmercúrio não estão completamente definidos. Adicionalmente, sua meia-vida mais curta oferece pouca oportunidade para o acúmulo de etilmercúrio derivado do timerosal em vacinas.

A Agência de Proteção Ambiental (EPA), a FDA, a Agência para Substâncias Tóxicas e Registro de Doenças (ATSDR) e a Organização Mundial da Saúde (OMS) estabeleceram diretrizes para exposições diárias máximas permitidas ao mercúrio ( Tabela 1 ). Em 1997, a EPA reduziu a quantidade máxima permitida sugerida de exposição ao metilmercúrio de 0,5 para 0,1 mcg de mercúrio por quilograma por dia. </sup> Em 2001, mais de 20 vacinas licenciadas nos Estados Unidos continham timerosal em concentrações de 0,003% a 0,01%.<sup> Uma vacina contendo 0,01% de timerosal contém aproximadamente 25 mcg de mercúrio por dose.<sup> Com base nas formulações de vacinas infantis disponíveis na época, Ball et al. Calculou-se a quantidade máxima potencial de timerosal que as crianças poderiam ter recebido durante os primeiros 6 meses de vida, considerando também a vacina contra a gripe que poderia ter sido administrada aos 6 meses de idade.<sup> </sup> Calculou-se que uma criança potencialmente recebia aproximadamente 200 mcg de etilmercúrio das vacinas na época, um valor que excedia a quantidade máxima permitida pela EPA de metilmercúrio ingerido por via oral. <sup> </sup> No entanto, esse cálculo não foi comparado com um padrão reconhecido para as quantidades máximas permitidas de etilmercúrio administrado por via parenteral; na avaliação de risco, a toxicidade do metilmercúrio foi extrapolada para a do etilmercúrio no timerosal.<sup> </sup> Além disso, esse valor permaneceu dentro da faixa permitida de mercúrio estabelecida nas diretrizes da ATSDR, FDA e OMS. Deve-se notar que 0,1 mcg de mercúrio corresponde ao consumo semanal de uma lata de atum de 198 g (7 oz) por um adulto.<sup>

Tabela 1.

Exposições diárias máximas permitidas ao mercúrio

arquivo gráfico com o nome i1551-6776-15-3-173-t01.jpg

Alguns estavam preocupados com o potencial de exposição cumulativa ao etilmercúrio durante os primeiros 6 meses de vida, que excederia a diretriz da EPA para o metilmercúrio, embora o risco de efeitos no neurodesenvolvimento devido ao timerosal fosse considerado pequeno ou inexistente. Em resposta a essa preocupação, como medida de precaução, a Academia Americana de Pediatria e o Serviço de Saúde Pública dos EUA emitiram uma declaração conjunta em 1999 recomendando a remoção do timerosal das vacinas.<sup> Antes dessa recomendação, mais de 30 vacinas licenciadas nos EUA continham timerosal como conservante. Em resposta, os fabricantes trabalharam com a FDA para produzir formulações de vacinas infantis sem timerosal ou formulações contendo apenas traços de timerosal, e quaisquer lotes restantes de vacinas contendo timerosal como conservante tiveram sua validade expirada em 2002. Consequentemente, as vacinas recomendadas no calendário de vacinação dos EUA para crianças menores de 6 anos não contêm mais timerosal como conservante ou contêm, no máximo, traços de timerosal; as exceções são certas vacinas inativadas contra influenza ( Tabela 2 ). Posteriormente, a quantidade máxima de mercúrio em vacinas à qual um bebê pode ser exposto tem sido inferior a 3 mcg por vacina desde a data de expiração da TCV em 2002, com exceção de certas vacinas contra influenza MDV, que são predominantemente as formulações para adultos. Um traço de timerosal (contido em certas seringas pré-cheias [PFSs] de formulações de vacinas) é menor ou igual a 1 mcg de mercúrio por dose.

Tabela 2.

Vacinas contendo timerosal atualmente disponíveis nos Estados Unidos

arquivo gráfico com o nome i1551-6776-15-3-173-t02.jpg

O aumento do reconhecimento e do diagnóstico do autismo nos últimos anos pode, por si só, ser um fator que contribui para o aparente aumento de sua prevalência.<sup> </sup> O autismo é classificado como um transtorno global do desenvolvimento (TGD) caracterizado por graves comprometimentos na interação social e na comunicação. Embora a causa do autismo seja desconhecida, teoriza-se que fatores genéticos e ambientais possam desempenhar um papel em seu desenvolvimento. Como um possível fator ambiental, o conservante vacinal timerosal foi sugerido como uma fonte de toxicidade por mercúrio, levando subsequentemente ao desenvolvimento de transtornos do neurodesenvolvimento na primeira infância. A relação temporal entre a administração de vacinas na infância e o início do autismo alimentou uma controvérsia contínua sobre a possível associação entre autismo e vacinas conjugadas contra tétano e coqueluche (TCVs), embora múltiplos estudos epidemiológicos não tenham conseguido demonstrar uma relação de causa e efeito.

Em 2004, o Comitê de Revisão de Segurança da Imunização do Instituto de Medicina (IOM) avaliou as evidências referentes à hipotética associação causal entre as vacinas tricíclicas contra o autismo (TCVs) e o autismo. O comitê concluiu que as evidências favoreciam a rejeição dessa hipótese.<sup> Apesar dos resultados das pesquisas, diversos grupos continuam a se opor à vacinação com TCVs. Esta revisão concentra-se em estudos epidemiológicos publicados entre 2003 e 2008, nos quais pesquisadores avaliaram a associação entre o timerosal e o autismo. Além disso, são revisadas pesquisas recentes sobre a farmacocinética do etilmercúrio derivado do timerosal.

MÉTODOS

Para identificar publicações de pesquisa originais recentes nas quais pesquisadores avaliaram vacinas conjugadas contra o autismo e encontrar artigos publicados sobre a farmacocinética humana do etilmercúrio derivado do timerosal, realizamos buscas no MEDLINE e no EMBASE utilizando os seguintes termos: autismo , etilmercúrio , imunização , transtorno do neurodesenvolvimento , timerosal e vacinação . Em seguida, identificamos artigos a partir das listas de referências dos artigos obtidos na busca inicial da literatura. A presente revisão não inclui estudos avaliados no relatório de 2004 do Comitê de Revisão de Segurança da Imunização do IOM sobre vacinas e autismo.

ESTUDOS

Estudos farmacocinéticos

Em estudos farmacocinéticos, pesquisadores demonstraram que o etilmercúrio tem uma meia-vida significativamente menor do que o metilmercúrio. Em um estudo piloto de farmacocinética, pesquisadores examinaram as concentrações de mercúrio total em amostras de sangue, urina e fezes de bebês de 3 a 28 dias após a vacinação com vacinas conjugadas contra triglicerídeos (TCVs).<sup> Quarenta bebês nascidos a termo, metade com 2 meses de idade e a outra metade com 6 meses de idade, receberam TCVs; 21 bebês receberam vacinas sem timerosal e serviram como grupo controle. Mercúrio foi detectado em 12 das 17 amostras testadas de bebês de 2 meses e em 9 das 16 amostras testadas de bebês de 6 meses no grupo de estudo. A concentração média de mercúrio no sangue dos indivíduos de 2 meses de idade expostos ao timerosal foi de 8,20 ± 4,85 nmol/L, e a dos indivíduos de 6 meses de idade foi de 5,15 ± 1,20 nmol/L. Nos exames de urina, 1 de 12 amostras dos indivíduos de 2 meses de idade do grupo exposto ao timerosal apresentou mercúrio detectável em 3,8 nmol/L, e 3 de 15 amostras dos indivíduos de 6 meses de idade apresentaram mercúrio detectável em 5,75 ± 1,05 nmol/L. Concentrações substancialmente mais elevadas de mercúrio foram encontradas em todas as 12 amostras de fezes (81,8 ± 40,3 nmol/L) de bebês de 2 meses expostos ao timerosal e em todas as 10 amostras de fezes (58,3 ± 21,2 nmol/L) de bebês de 6 meses expostos ao timerosal. A concentração de mercúrio não foi medida nas amostras de fezes dos indivíduos do grupo controle em nenhuma das faixas etárias. As altas concentrações de mercúrio identificadas nas amostras de fezes sugerem que o etilmercúrio pode ser eliminado pelo trato gastrointestinal. Os autores não mediram uma concentração sanguínea de mercúrio superior a 29 nmol/L, concentração considerada segura no sangue do cordão umbilical. Portanto, os autores concluíram que os fármacos tricíclicos não parecem elevar as concentrações sanguíneas de mercúrio acima dos níveis seguros em bebês. A partir dos dados do estudo, os autores estimaram que a meia-vida do etilmercúrio no sangue é de 7 dias (intervalo de confiança [IC] de 95%, 4–10 dias). Essa descoberta contrasta com a meia-vida do metilmercúrio relatada anteriormente, que varia de 20 a 70 dias no sangue; o método de metabolização do etilmercúrio em bebês era desconhecido antes deste estudo.

Pichichero et al. deram seguimento ao estudo piloto para avaliar os níveis totais de mercúrio e a farmacocinética com base em um modelo de um compartimento após a administração de uma vacina conjugada contra tétano e coqueluche (TCV). Eles estudaram 216 pacientes: 72 recém-nascidos, 72 lactentes de 2 meses e 72 lactentes de 6 meses. A meia-vida do etilmercúrio derivado do timerosal em vacinas injetadas intramuscularmente em lactentes foi muito menor do que a do metilmercúrio em adultos. A meia-vida do etilmercúrio no sangue foi estimada em 3,7 dias e não variou significativamente entre as faixas etárias. Os níveis de mercúrio no sangue antes da vacinação foram semelhantes em lactentes de 2 e 6 meses; essa semelhança sugere que o etilmercúrio não se acumula no sangue. Os níveis de mercúrio encontrados nas fezes sugerem que o sistema gastrointestinal está envolvido na eliminação do etilmercúrio. Como a farmacocinética do metilmercúrio em adultos e do etilmercúrio em bebês difere, as diretrizes para a exposição máxima permitida ao mercúrio, tanto para o etilmercúrio quanto para o metilmercúrio, provavelmente não são comparáveis.

Estudos epidemiológicos

Estudos de coorte

Para investigar a possível associação entre fármacos contendo mercúrio (TCVs) e distúrbios do neurodesenvolvimento, um estudo de coorte prospectivo¹⁷ conduzido utilizando dados populacionais do Estudo Longitudinal de Pais e Filhos de Avon. Dados de questionários foram coletados de mulheres residentes em Avon, no sudoeste da Inglaterra, que tiveram um parto único e cujo filho sobreviveu além dos 12 meses de idade. A coorte consistiu em 12.956 crianças nascidas em 1991 ou 1992. Os participantes do estudo foram pareados com seus históricos de imunização registrados no Banco de Dados de Vigilância da Saúde Infantil do Reino Unido. Questionários foram aplicados aos pais dos participantes do estudo em 7 momentos ao longo de um período de 91 meses para avaliar comportamento, desenvolvimento motor fino, fala, tiques e necessidades especiais. A exposição ao mercúrio foi avaliada utilizando o número de doses de difteria-tétano-coqueluche (DTP) ou difteria-tétano (DT) administradas aos 3 e 4 meses de idade. A documentação comprovando o recebimento das 3 doses da série estava disponível para 12.810 participantes, enquanto 146 participantes do estudo receberam menos de 3 doses. Nenhuma das crianças recebeu vacinas contra influenza ou hepatite B contendo timerosal. Embora não tenham sido coletadas informações sobre o diagnóstico específico de transtornos do espectro autista (TEA), presume-se que essas informações sejam reveladas pelas categorias avaliadas. Análises não ajustadas e análises multivariadas que controlaram fatores de confusão revelaram associações negativas entre a exposição ao timerosal e o comportamento, o desenvolvimento da motricidade fina e os tiques. O comportamento pró-social inadequado aos 47 meses de idade apresentou associação significativa com a exposição ao timerosal aos 3 meses de idade (razão de chances ajustada [RC], 1,12; IC 95%, 1,01–1,23; p=0,031). Os autores concluíram que esse resultado positivo pode ser devido ao acaso, visto que 69 testes estatísticos foram realizados neste estudo. Este estudo foi limitado pela natureza subjetiva dos dados coletados, que não foram verificados com base em diagnósticos médicos e dependeram de relatos dos pais.

Um estudo de coorte retrospectivo¹⁸ o Banco de Dados de Pesquisa de Clínicas Gerais do Reino Unido foi conduzido para investigar a possível associação entre fármacos tricíclicos (TCVs) e distúrbios do neurodesenvolvimento. A coorte consistiu em 103.043 indivíduos nascidos entre 1988 e 1997. Desses indivíduos, 100.572 eram bebês a termo e 2.471 eram bebês prematuros. Os dados dos bebês prematuros foram analisados ​​separadamente devido à probabilidade de maior suscetibilidade aos efeitos propostos do timerosal. Os pesquisadores avaliaram a administração de doses de datilpirina (DTP) ou diclofenaco (DT) aos 3 e 4 meses de idade e a exposição cumulativa à DTP ou DT aos 6 meses. A exposição cumulativa estimada ao timerosal, com base na administração da série de 3 doses, foi de 150 mcg de timerosal (75 mcg de etilmercúrio). O tempo médio de acompanhamento foi de 4,7 anos (variação de 2 a 11 anos). Dos bebês a termo avaliados, 96% receberam as 3 doses de DTP ou DT. No grupo de bebês a termo, foram feitos 5.831 diagnósticos de transtornos do neurodesenvolvimento (2,2%). Desses diagnósticos, 104 (0,1%) foram de autismo, enquanto 70 (0,07%) foram de tiques. Embora o risco de tiques tenha aumentado significativamente com o aumento da dose de timerosal (razão de risco [RR], 1,62; IC 95%, 1,05–2,50), os pesquisadores encontraram uma associação protetora entre a exposição ao timerosal e transtorno geral do desenvolvimento, atraso no desenvolvimento não especificado e transtorno de déficit de atenção. Não foi encontrada associação significativa entre a exposição ao timerosal e o autismo. A significância encontrada para tiques pode ter sido devido a um efeito aleatório ou a variáveis ​​de confusão.<sup> Este estudo foi limitado pela impossibilidade de ajustar para fatores de confusão que podem ter alterado os resultados.

Os resultados relatados em estudos de coorte recentes foram consistentes com os de estudos de coorte anteriores que não mostraram associação entre TCVs e autismo.

Estudos ecológicos

Young et al. conduziram uma avaliação ecológica retrospectiva de distúrbios do neurodesenvolvimento e dos potenciais efeitos neurotóxicos do timerosal em certas vacinas. A população de estudo em risco consistiu em 278.624 crianças inscritas no projeto Vaccine Safety Datalink, que incorporou dados dos bancos de dados de diversas organizações de manutenção da saúde nos Estados Unidos; além disso, as crianças nasceram antes de 1997 e tinham registro de terem recebido a vacina oral contra a poliomielite nos primeiros 3 meses de vida (em algum momento entre 1990 e 1996). Os desfechos foram definidos como o número de cada diagnóstico de neurodesenvolvimento de interesse (ou seja, autismo, TEA, transtorno de déficit de atenção/transtorno de déficit de atenção e hiperatividade, transtorno do desenvolvimento/transtorno de aprendizagem, transtorno emocional, tiques) por coorte de nascimento. A prevalência de cada transtorno do neurodesenvolvimento foi calculada dividindo-se o total de diagnósticos por ano de nascimento pelo número total de crianças incluídas na população do estudo na mesma coorte de ano de nascimento. Diagnósticos de distúrbios de controle (ou seja, pneumonia, anomalias congênitas, falha no crescimento) sem uma ligação biologicamente plausível com a exposição ao mercúrio também foram identificados antes do início do estudo. A exposição ao etilmercúrio proveniente de vacinas foi calculada para indivíduos entre o nascimento e os 7 meses de idade e para aqueles entre o nascimento e os 13 meses de idade.

Observou-se um risco significativamente aumentado de vários distúrbios do neurodesenvolvimento, incluindo autismo e TEA, após a exposição ao etilmercúrio. Em contrapartida, os autores não relataram aumento significativo no risco dos distúrbios de controle incluídos. Os autores concluíram que os resultados mostraram associações significativas entre as vacinas contra triclosan (TCVs) e os distúrbios do neurodesenvolvimento incluídos na análise. No entanto, devido ao seu delineamento observacional, este estudo está sujeito a diversos vieses, incluindo a impossibilidade de vincular pacientes específicos aos registros de vacinação, o método de estimativa populacional para mensurar a exposição ao etilmercúrio e a impossibilidade de avaliar a evasão vacinal. Além disso, diversos outros estudos desses autores — nos quais alegam uma associação entre timerosal e autismo — foram rejeitados com base em falhas de delineamento.<sup>

Em um estudo ecológico conduzido no Canadá, pesquisadores examinaram as tendências na prevalência de Transtorno do Espectro Autista (TEA) em relação à redução da exposição cumulativa ao etilmercúrio derivado do timerosal.<sup> Em 1992, a exposição cumulativa potencial ao etilmercúrio aos 2 anos de idade atingiu 200 mcg, e uma pequena proporção da população apresentou exposições cumulativas de 225 mcg, principalmente porque a coorte participou de uma campanha de vacinação em massa contra meningococo no início de 1993, direcionada a crianças de 6 meses a 20 anos de idade. Devido a mudanças subsequentes no calendário de vacinação infantil recomendado, as vacinas no Canadá são isentas de timerosal desde 1996. Os membros da coorte nasceram em algum momento entre 1987 e 1998 em Montreal; a coorte era composta por 27.749 crianças.<sup> Um total de 180 crianças com diagnóstico de TEA foram identificadas; 60 dessas crianças receberam diagnóstico de transtorno do espectro autista. A prevalência estimada de transtorno do espectro autista foi de 21,6 por 10.000 crianças (IC 95%, 16,5–27,8 por 10.000). A mudança na prevalência de transtornos do espectro autista ao longo do tempo reflete um efeito estatisticamente significativo entre diferentes faixas etárias (p<0,001). Um efeito estatisticamente significativo na prevalência de autismo foi encontrado para a coorte de nascimento (OR, 1,10; IC 95%, 1,05–1,15); esse achado sugere um aumento de 10% ao ano na taxa de prevalência durante o período do estudo. As taxas de transtornos do espectro autista aumentaram independentemente da mudança no teor de timerosal nas vacinas; a maior taxa de prevalência de transtornos do espectro autista foi identificada na coorte de nascimento de 1998. Os indivíduos dessa coorte receberam vacinas sem timerosal. A prevalência de PDD foi significativamente maior em coortes de indivíduos que receberam vacinas sem timerosal (82,7 por 10.000; IC 95%, 62,2–108,0 por 10.000) do que em coortes de indivíduos expostos ao timerosal (59,5 por 10.000; IC 95%, 49,6–70,8 por 10.000; OR, 1,39; IC 95%, 1,01–1,92; p < 0,05). Não foi identificado nenhum efeito da exposição ao timerosal sobre a tendência crescente na prevalência de PDD.

Devido ao seu desenho observacional, este estudo canadense está sujeito a diversas limitações. Em primeiro lugar, a falta de dados sobre a exposição individual ao timerosal reduziu a qualidade e a precisão dos dados. As datas de nascimento dos participantes em cada coorte foram estimadas com base no ano escolar do indivíduo, e essa estimativa pode ter comprometido a qualidade dos dados. Além disso, existe a possibilidade de erro diagnóstico no diagnóstico de Transtorno do Espectro Autista (TEA), o que pode levar a uma superestimação da sua prevalência. Os dados não permitem afirmar com certeza se houve um aumento real na incidência de TEA ou se os resultados são atribuíveis à ampliação dos critérios diagnósticos e a outros fatores relacionados.

Schechter e Grether²³ um estudo ecológico semelhante para analisar as tendências temporais na prevalência do autismo em relação à idade e à coorte de nascimento. O objetivo era avaliar se a redução da exposição ao timerosal está associada a uma diminuição na prevalência do autismo. Os participantes do estudo eram clientes do Departamento de Serviços de Desenvolvimento da Califórnia (DDS). Devido à falta de dados de exposição para indivíduos ou para a população, os resultados do estudo foram baseados em estimativas das quantidades máximas de exposição ao timerosal em bebês e crianças pequenas. Para crianças de 3 anos de idade, a prevalência estimada de autismo aumentou de 0,3 para crianças nascidas em 1993 para 1,3 para crianças nascidas em 2003 (p < 0,001); a prevalência foi calculada como o número de crianças relatadas ao DDS por ano de nascimento dividido pelo número de nascidos vivos registrados na Califórnia naquele ano. A prevalência de autismo também aumentou entre crianças de 4 a 12 anos de idade nos anos de 1993 a 2003 (p < 0,001 para cada idade). Embora o nível de timerosal em quase todas as vacinas infantis recomendadas tenha sido restringido a quantidades mínimas antes da coleta inicial de dados, a incidência de autismo nessa população não diminuiu. Na verdade, a incidência de autismo aumentou durante o período do estudo.

Os resultados de pesquisadores em estudos ecológicos recentes são consistentes com os de estudos ecológicos anteriores que não mostraram associação entre TCVs e autismo. Dos estudos que identificamos, o único estudo ecológico que alega uma associação tem um desenho questionável e não deve servir de base para decisões clínicas sobre uma possível associação entre timerosal e autismo.

DISCUSSÃO

Atualmente, as únicas vacinas que contêm timerosal como conservante e são recomendadas para crianças nos Estados Unidos são certas vacinas inativadas contra a gripe. O Comitê Consultivo sobre Práticas de Imunização (ACIP), um comitê dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), agora recomenda que todas as crianças e adolescentes de 6 meses a 18 anos recebam a vacina anual contra a gripe.<sup> Crianças de 6 meses a 4 anos continuam sendo o foco dos esforços de vacinação, devido ao maior risco de complicações da gripe nesse grupo.<sup> </sup> A vacina contra a gripe com vírus vivo atenuado (LAIV) foi recentemente aprovada para pessoas saudáveis ​​de 2 a 49 anos; a LAIV não contém timerosal. Para crianças de 6 meses a 2 anos de idade e para pessoas de 2 a 49 anos de idade com contraindicações à LAIV, a vacina trivalente inativada contra a gripe (TIV) é a alternativa atualmente disponível. As formulações de vacinas contra a gripe disponíveis e o conteúdo correspondente de timerosal estão listados na Tabela 2 . Formulações pré-carregadas da vacina contra a gripe (TIV) consideradas isentas de timerosal estão disponíveis, embora algumas ainda contenham traços da substância ( Tabela 2 ). No entanto, apenas uma dessas TIVs é indicada para pessoas com 6 meses de idade ou mais. Uma vacina contra a gripe verdadeiramente isenta de timerosal, formulada em frascos pré-carregados, é produzida para uso em bebês e crianças.² certas formulações da vacina contra a gripe sejam a única fonte remanescente de timerosal em quantidades superiores a traços, a exposição de crianças ao timerosal em vacinas foi amplamente eliminada. Além disso, como não foi estabelecida uma associação entre timerosal e autismo, essa teoria não deve mais ser uma preocupação.

Infelizmente, as precauções tomadas pela AAP e pelo CDC, que preconizavam a remoção do timerosal das vacinas, parecem ter levado a riscos não intencionais. Em particular, recomendações inadequadas de grupos de defesa do autismo sobre o tratamento do autismo (por exemplo, o uso de quelação) e a evitação de vacinas (por exemplo, a vacina contra a gripe) podem induzir os pais a expor seus filhos a riscos desnecessários. O tratamento do autismo com terapia de quelação, que não foi comprovada como eficaz ou segura, apresenta riscos desnecessários para crianças com autismo. Além disso, a evitação da vacinação leva a um aumento desnecessário do risco de infecções, hospitalização e morte. A reformulação das MDVs para PFSs é uma solução potencial para atenuar as preocupações com a toxicidade do mercúrio. No entanto, as possíveis desvantagens da reformulação das MDVs para PFSs sem timerosal incluem o aumento dos custos associados à produção da vacina, o aumento dos custos de transporte e o aumento da necessidade de armazenamento. Com base no relatório do IOM<sup> , concluímos que atualmente não há evidências que justifiquem tais alterações na formulação da vacina para esse fim.

Embora a imunização proporcione benefícios importantes para a saúde pública, os riscos associados são inevitáveis. No entanto, estudos têm consistentemente falhado em identificar uma relação de causa e efeito entre o timerosal e o autismo. Além disso, a prevalência do autismo aumentou apesar da diminuição do teor de timerosal nas vacinas; essa descoberta sugere ainda que não há associação entre o timerosal e o autismo, mas que o aumento da prevalência do autismo pode ser atribuído a critérios diagnósticos aprimorados e maior conscientização sobre o autismo.<sup> Apesar da falha em demonstrar uma associação, certos estados continuam a exigir que as vacinas administradas a crianças contenham no máximo traços de timerosal.<sup>

Estudos epidemiológicos continuam a fornecer evidências de que não há associação entre a exposição ao timerosal e o autismo. Enquanto um bebê com menos de 6 meses de idade em 1999 poderia ter sido exposto a aproximadamente 200 mcg de mercúrio proveniente de vacinas, a quantidade atual é inferior a 3 mcg, se certas vacinas contra a gripe não forem incluídas.<sup> </sup> As crianças devem receber as imunizações recomendadas para prevenir doenças graves.<sup> Os riscos conhecidos de complicações graves decorrentes de infecções evitáveis ​​— por exemplo, gripe — superam os riscos de consequências adversas das vacinas, incluindo as vacinas conjugadas contra a gripe (TCVs).<sup>

ABREVIATURAS

ACIP

Comitê Consultivo sobre Práticas de Imunização

TEA

transtornos do espectro autista

ATSDR

Agência para Substâncias Tóxicas e Registro de Doenças

CDC

Centros de Controle de Doenças

CI

intervalo de confiança

DDS

Departamento de Serviços de Desenvolvimento

DT

difteria-tétano

DTP

difteria-tétano-coqueluche

EPA

Agência de Proteção Ambiental

FDA

Administração de Alimentos e Medicamentos

RH

razão de risco

OIM

Instituto de Medicina

LAIV

vacina viva atenuada contra a gripe

MDV

frasco multidose

OU

razão de chances

PDD

transtorno invasivo do desenvolvimento

PFSs

seringas pré-cheias

TCV

vacina contendo timerosal

TIV

vacina trivalente inativada contra a gripe

QUEM

Organização Mundial de Saúde

Notas de rodapé

Declaração de conflito de interesses: Todos os autores são funcionários da MED Communications, Inc., que fornece serviços de informação médica e sobre medicamentos para diversas empresas farmacêuticas, incluindo vários fabricantes de diferentes vacinas.

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Os artigos do Journal of Pediatric Pharmacology and Therapeutics (JPPT) são disponibilizados aqui por cortesia do Pediatric Pharmacology Advocacy Group.

Timerosal e vacinas — um conto de advertência

Autor : Paul A. Offit , MD Informações e afiliações do autor
Publicado em 27 de setembro de 2007
N Engl J Med 2007 ; 357 : 1278 - 1279
DOI: 10.1056/NEJMp078187



Fonte:https://www.nejm.org/doi/full/10.1056/NEJMp078187

Em 1997, Frank Pallone, um congressista americano de Nova Jersey, anexou uma emenda simples, de 133 palavras, a um projeto de lei de reautorização da Food and Drug Administration (FDA). Essa emenda concedia à FDA dois anos para “compilar uma lista de medicamentos e alimentos que contêm compostos de mercúrio introduzidos intencionalmente e [para] fornecer uma análise quantitativa e qualitativa dos compostos de mercúrio na lista” O projeto de lei — a Lei de Modernização da FDA de 1997 — foi sancionado em 21 de novembro de 1997. Nem a imprensa nem o público deram atenção.
Dezoito meses depois, em maio de 1999, a FDA constatou que, aos 6 meses de idade, os bebês podiam receber até 75 μg de mercúrio provenientes de três doses da vacina contra difteria, tétano e coqueluche, 75 μg de três doses da vacina contra Haemophilus influenzae tipo b e 37,5 μg de três doses da vacina contra hepatite B — um total de 187,5 μg de mercúrio. O uso de mercúrio em vacinas não era novidade; o timerosal, um conservante contendo etilmercúrio, era usado para prevenir a contaminação bacteriana desde a década de 1930.
Para determinar se a quantidade de mercúrio nas vacinas era segura, cientistas da FDA examinaram as diretrizes de segurança de três fontes: a própria agência, a Agência de Proteção Ambiental (EPA) e a Agência para Substâncias Tóxicas e Registro de Doenças (ATSDR). Eles encontraram diretrizes de segurança para o metilmercúrio (mercúrio ambiental), mas não para o etilmercúrio (timerosal). Embora essas duas moléculas difiram por apenas um átomo de carbono, a diferença não é trivial. O etilmercúrio é excretado do corpo muito mais rapidamente do que o metilmercúrio e, portanto, tem muito menos probabilidade de se acumular. Por esse motivo, as diretrizes de segurança estabelecidas para o metilmercúrio provavelmente não seriam preditivas da segurança do etilmercúrio.
Em meados de junho de 1999, cientistas da FDA realizaram uma reunião para discutir suas descobertas. Estavam presentes representantes dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) e da Academia Americana de Pediatria (AAP) — as organizações que são as principais responsáveis ​​por fazer recomendações de vacinação para crianças nos EUA. Vários participantes saíram da reunião preocupados com a possibilidade de bebês estarem recebendo muito mercúrio por meio das vacinas. Embora estivessem em grande parte tranquilizados por estudos com crianças que ingeriram grandes quantidades de mercúrio provenientes de peixes em sua dieta, ² eles não encontraram um único estudo que comparasse os resultados neurológicos em crianças que receberam vacinas contendo timerosal com os de crianças que não as receberam.
Em 9 de julho de 1999, após muita discussão, o CDC e a AAP decidiram exercer o princípio da precaução. Eles pediram às empresas farmacêuticas que removessem o timerosal das vacinas o mais rápido possível; enquanto isso, pediram aos médicos que adiassem a dose da vacina contra hepatite B ao nascimento em crianças que não apresentavam risco de contrair a doença. Um comunicado à imprensa divulgado pela AAP revelou a ambivalência entre seus membros: “Os pais não devem se preocupar com a segurança das vacinas”, dizia o texto. “Os níveis atuais de timerosal não prejudicam as crianças, mas a redução desses níveis tornará as vacinas seguras ainda mais seguras. Embora nossas estratégias atuais de imunização sejam seguras, temos a oportunidade de aumentar a margem de segurança.” Os críticos questionaram como a remoção de algo que não havia sido considerado inseguro poderia tornar as vacinas mais seguras. Mas muitos pais, assustados com a mudança repentina na política, concluíram que o timerosal estava sendo alvo por ser prejudicial — e sua confiança na infraestrutura de vacinação foi abalada. Os médicos também ficaram confusos com a recomendação.
Em 2004, dois estudos realizados no Reino Unido examinaram se o timerosal em vacinas causava problemas neurodesenvolvimentais ou psicológicos ; nenhum deles encontrou evidências de que a exposição precoce ao timerosal fosse prejudicial. O estudo de Thompson e colaboradores nesta edição do periódico (páginas 1281–1292), o terceiro e mais abrangente até o momento, também não encontrou evidências de problemas neurológicos em crianças expostas a vacinas ou imunoglobulinas contendo mercúrio.
Embora o princípio da precaução pressuponha que não há mal nenhum em ser cauteloso, o alarme causado pela remoção do timerosal das vacinas foi bastante prejudicial. Por exemplo, após o anúncio feito pelo CDC e pela AAP em julho de 1999, cerca de 10% dos hospitais suspenderam o uso da vacina contra hepatite B em todos os recém-nascidos, independentemente do seu nível de risco. Uma criança de três meses, filha de uma mãe de Michigan infectada com o vírus da hepatite B, morreu devido a uma infecção fulminante.
Então, a partir de 2000, pais fundaram diversos grupos de defesa baseados na crença de que o timerosal havia causado o autismo de seus filhos. A noção de que o timerosal causa autismo deu origem a uma indústria caseira de charlatães que oferecem falsas esperanças, em parte na forma de agentes quelantes de mercúrio. Em agosto de 2005, um menino autista de 5 anos, morador de um subúrbio de Pittsburgh, morreu de arritmia causada pela injeção do agente quelante EDTA. Embora a noção de que o timerosal causa autismo já tenha sido refutada por diversos estudos epidemiológicos excelentes, cerca de 10.000 crianças autistas nos Estados Unidos recebem agentes quelantes de mercúrio todos os anos. Além disso, essa noção desviou a atenção e os recursos dos esforços para determinar a verdadeira causa ou causas do transtorno.
Entretanto, algumas formulações da vacina contra a gripe ainda contêm timerosal, e toda a atenção negativa da mídia fez com que muitos pais relutassem em vacinar seus filhos. O vírus da gripe causa centenas de milhares de hospitalizações e cerca de 100 mortes de crianças todos os anos. Ao optarem por não vacinar seus filhos, esses pais elevaram um risco teórico (e agora refutado) acima do risco real de hospitalização ou morte por gripe.
A campanha contra o timerosal também causou danos legais, políticos e sociais. Pais de 4.800 crianças autistas levaram o caso ao Programa Federal de Compensação por Lesões Causadas por Vacinas, criado em 1988 para proteger os fabricantes de vacinas de processos frívolos. Se esses pedidos forem negados, é possível que o litígio se estenda aos tribunais cíveis, onde as decisões serão tomadas por júris, e não por juízes nomeados pelo governo federal. Os jurados nem sempre são os melhores árbitros da verdade científica, e as indenizações podem ser altíssimas.
Os políticos têm usado a questão do timerosal para obter ganhos políticos. Em 26 de agosto de 2004, Arnold Schwarzenegger, governador da Califórnia, proibiu as vacinas contra a gripe que continham timerosal em seu estado; outros seguiram seu exemplo pouco depois.
Apesar de vários anos de estudos tranquilizadores, a controvérsia em torno do timerosal continua carregada de emoção. Médicos, cientistas, consultores de políticas governamentais e defensores dos direitos da criança que declararam publicamente que as vacinas não causam problemas neurológicos ou autismo têm sido assediados, ameaçados e difamados, recebendo mensagens de ódio e, ocasionalmente, ameaças de morte. Em resposta aos protestos planejados em suas instalações, o CDC reforçou recentemente a segurança e instruiu seus funcionários sobre como reagir em caso de ataques físicos.
Nos próximos anos, o timerosal provavelmente será removido das vacinas contra a gripe e os processos judiciais provavelmente se acalmarão. Mas a controvérsia do timerosal deve servir como um alerta sobre como não comunicar riscos teóricos ao público; caso contrário, a lição inerente aos danos colaterais causados ​​por sua remoção precipitada permanecerá sem aprendizado.

Notas

O Dr. Offit declara fazer parte do conselho consultivo científico da Merck e ser o coinventor da vacina RotaTeq, uma vacina recombinante entre rotavírus bovino e humano, da qual detém uma patente.

Referências

1.
21 USC 397 Seção 413, 1997.
2.
Stratton K, Gable A, McCormick MC, eds. Revisão de segurança da imunização: vacinas contendo timerosal e distúrbios do neurodesenvolvimento. Washington, DC: National Academy Press, 2001.
3.
Timerosal em vacinas: uma declaração conjunta da Academia Americana de Pediatria e do Serviço de Saúde Pública. MMWR Morb Mortal Wkly Rep 1999;48:563-565
4.
Parker, SK, Schwartz, B, Todd, J, Pickering, LK. Vacinas contendo timerosal e transtorno do espectro autista: uma revisão crítica de dados originais publicados. Pediatrics 2004;114:793-804[Erratum, Pediatrics 2005;115:200.]

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