'SUPER EL NINO' PODE SER O MAIS INTENSO DA HISTÓRIA E INDICA 2027 COMO O ANO MAIS QUENTE JÁ REGISTRADO
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‘Super El Niño’ pode ser o mais intenso da história
e indica 2027 como o ano mais quente já registrado
Serviço meteorológico britânico alerta que o El Niño em formação no
Pacífico tem proporções inéditas, ameaçando causar extremos climáticos e
recordes de calor
Por
Redação
do Um Só Planeta
21/08/2026 10h29 Atualizado há uma
semana
O fenômeno climático El Niño que está se desenvolvendo no Oceano Pacífico tem potencial para ser o mais intenso já documentado na história recente, segundo um alerta emitido pelo Met Office, o serviço meteorológico nacional do Reino Unido.
O aquecimento anômalo das águas superficiais, que atualmente já supera os 2ºC acima da média histórica, pode ultrapassar a assustadora marca dos 3ºC até o final deste ano. Especialistas britânicos e norte-americanos classificam a situação como "sem precedentes", alertando que a imensa quantidade de calor transferida do oceano para a atmosfera, somada ao contínuo avanço das mudanças climáticas causadas pela ação humana, torna "muito provável" que 2027 desbanque 2024 e se consagre como o ano mais quente já registrado no planeta.
Atualmente, os cientistas identificaram uma reserva de calor gigantesca nas profundezas oceânicas, com bolsões chegando a 8ºC acima do normal a 100 metros de profundidade, o que serve como um forte combustível para intensificar o evento. Os impactos dessa alteração na circulação global dos ventos já começaram a ser sentidos: as monções na Ásia estão severamente enfraquecidas e a atividade de furacões no Atlântico caiu drasticamente. Em contrapartida, há alertas iminentes para secas severas na Austrália, inundações catastróficas em países como Peru e Equador, e um risco crescente de insegurança alimentar em regiões vulneráveis, conforme alertado pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO).
No Brasil, o pico do fenômeno está previsto para os meses de outubro e novembro. Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) e o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), o El Niño tem impulsionado um calor atípico em quase todo o país. Essa dinâmica agrava severamente a seca e potencializa o risco de grandes queimadas nas regiões Norte e Nordeste. Em contraste, a Região Sul lida com precipitações contínuas e volumosas, cenário de caos que recentemente foi agravado pela passagem de um ciclone-bomba, cujos ventos ultrapassaram os 120 km/h, deixando um rastro de destruição pelo Sul e Sudeste.
Diante da magnitude sem precedentes dos dados coletados, a comunidade científica trabalha com cenários alarmantes. Enquanto as projeções oficiais do Met Office indicam um aquecimento oceânico de até 3ºC, outras equipes independentes de pesquisa climática não descartam que a anomalia atinja picos de 4ºC acima da média.
Pesquisadores de instituições como o Berkeley Earth, nos Estados Unidos, observam que as características energéticas deste evento o colocam como um potencial recordista absoluto. Embora seja impossível aferir com precisão instrumental as temperaturas de séculos distantes, os climatologistas advertem que a Terra pode estar na rota do El Niño mais destrutivo dos últimos 500 ou até mil anos, arrastando o clima global para um território totalmente desconhecido.
Fonte:https://umsoplaneta.globo.com/clima/noticia/2026/08/21/super-el-nino-pode-ser-o-mais-intenso-da-historia-e-indica-2027-como-o-ano-mais-quente-ja-registrado.ghtml
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