ARTEMIS II: CONFIRA PASSO A PASSO DA MISSÃO QUE VAI LEVAR ASTRONAUTAS DE VOLTA À LUA: LUA APARECE NO CAMPO DE VISÃO DE ASTRONAUTAS - POR QUE ARTEMIS II NÃO POUSARÁ NA LUA COMO NAS MISSÕES APOLLO
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Artemis II: confira o passo a passo da missão que
vai levar astronautas de volta à Lua
Novo voo do programa Artemis será o
primeiro a levar humanos para o satélite natural da Terra em mais de 50 anos;
lançamento prepara o terreno para pousos no futuro
Por
Felipe Medeiros*
01/04/2026 07h51 Atualizado há 4 dias
A NASA deve realizar o lançamento da missão Artemis II nesta quarta-feira (1/4) no Centro Espacial Kennedy, na Flórida. A contagem regressiva está programada para terminar às 19h24, no horário de Brasília. Esta será a primeira missão tripulada em direção à Lua desde o encerramento do programa Apollo, em 1972. Mas, por enquanto, os astronautas só vão percorrer a órbita do satélite em vez de pousar em sua superfície.
O evento será transmitido ao vivo pela plataforma de streaming NASA+ e pelo canal oficial da agência no YouTube .
Originalmente planejada para ocorrer entre o final de 2023 e o início de 2024, a decolagem da Artemis II foi adiada diversas vezes por razões de segurança. Os primeiros atrasos moveram o cronograma para setembro de 2025, após a NASA identificar um desgaste irregular no escudo térmico da cápsula Orion durante a missão não tripulada Artemis I.
Já no início deste ano, a realização de ajustes nos circuitos do sistema de suporte à vida e a descoberta de vazamentos de combustível no foguete SLS forçaram novas extensões de prazo até a atual janela de lançamento.
O plano de voo da missão Artemis II tem duração prevista de dez dias. Confira a seguir as principais etapas da missão, desde o lançamento até o retorno dos astronautas à Terra:
- Lançamento e inserção orbital (Dia 1): O foguete SLS deve decolar nesta quarta-feira (1/4), levando a nave Orion para fora da atmosfera terrestre e a inserindo em uma órbita elíptica inicial ao redor da Terra.
- Verificação de sistemas em órbita (Dias 1 e 2): Os astronautas Reid Wiseman, Victor Glover, Christina Koch e Jeremy Hansen vão permanecer nos arredores da Terra para testar os sistemas de suporte à vida e realizar manobras de proximidade com o estágio superior do foguete, validando o controle manual da cápsula.
- Injeção trans-lunar e cruzeiro até a Lua (Dias 2 a 5): Após a confirmação de que todos os sistemas operam dentro dos parâmetros esperados, o motor do estágio superior será acionado para direcionar a cápsula Orion em direção à Lua. Durante este trajeto de ida, além de correções de curso, a tripulação realizará testes de comunicação óptica a laser (O2O) em alta velocidade e coletará amostras de saliva para estudar o comportamento do sistema imunológico no espaço profundo.
- Trajetória de retorno livre (Dia 6): A Orion passará a aproximadamente 7.600 km além do lado oculto da Lua. A nave utilizará a gravidade do satélite para retornar em direção à Terra sem a necessidade de propulsão adicional. Nesse período, os astronautas vão realizar observações geológicas, fotografando formações na face oculta para ajudar a validar locais de pouso de missões futuras.
- Retorno à Terra (Dias 6 a 8): Durante o trajeto de volta, a tripulação continuará a monitorar os níveis de radiação e a estabilidade dos sistemas internos da cápsula.
- Aproximação final e preparação (Dia 9): A tripulação realiza ajustes finos na trajetória para garantir o ângulo exato de reentrada na atmosfera terrestre. Os astronautas também guardam as amostras coletadas e organizam a cabine para suportar as forças de desaceleração do dia seguinte.
- Reentrada e splashdown (Dia 10): A cápsula Orion se separará do módulo de serviço e entrará na atmosfera terrestre a uma velocidade aproximada de 40.000 km/h. O atrito reduzirá a velocidade do veículo até a abertura dos paraquedas, finalizando a missão com um pouso no Oceano Pacífico (splashdown), onde equipes de resgate aguardam a tripulação.
Os dados obtidos durante os 10 dias de voo servirão de base para o planejamento das missões Artemis III e Artemis IV, que têm como objetivo o pouso de astronautas no Polo Sul lunar.
Após o resgate da tripulação e a recuperação da cápsula, as equipes técnicas da NASA também conduzirão análises específicas sobre o desempenho do escudo térmico, do sistema de suporte de vida e dos níveis de radiação absorvidos pela nave e a tripulação durante a missão.
Fonte:https://epocanegocios.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2026/04/artemis-ii-confira-o-passo-a-passo-da-missao-que-vai-levar-astronautas-de-volta-a-lua.ghtml
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Lua aparece no campo de visão de astronautas da
missão Artemis II; expectativa é de chegada na segunda (6)
Conforme a programação, a cápsula
Orion com os três americanos e um canadense deixou a órbita da Terra 25 horas
depois da decolagem. Eles estão a caminho da Lua desde então.
Por
Redação
03/04/2026 08h31 Atualizado há 6 dias
Nas imagens da transmissão da NASA da missão Artemis II já é possível observar, em alguns instantes a Lua. Nessa quinta-feira (2), a tripulação da Orion alterou a rota e agora está em direção ao astro e se encontra praticamente na metade do trajeto.
A transmissão ao vivo da NASA será exibida durante toda a missão Artemis II, mas o sinal costuma ser perdido em alguns momentos.
Conforme a programação, a cápsula Orion com os três americanos e um canadense deixou a órbita da Terra 25 horas depois da decolagem.
Esta é a primeira vez que seres humanos deixam a órbita da Terra desde a missão Apollo 17, em 1972.
A expectativa é que a missão chegue no entorno da Lua na segunda-feira, dia 6. Não há um horário aproximado, por enquanto.
A jornada deve durar dez dias e é considerada um teste importante para os planos da Nasa de pousar na Lua ainda nesta década e estabelecer uma ocupação permanente no satélite natural.
Apesar disso, os astronautas não irão pousar ou andar em solo lunar.
Segundo o especialista em astronáutica Pedro Pallotta, a Artemis II é um passo estratégico para os planos de longo prazo da NASA.
“A NASA está retomando essas missões lunares com o objetivo de ficar dessa vez, criar uma base permanente ao longo dos próximos anos e também testar os sistemas e a tripulação necessários para isso”, afirmou em entrevista ao Jornal da CBN.
A Artemis II é considerada histórica não apenas pelo retorno à órbita lunar, mas também pela diversidade da tripulação e pelos testes que serão realizados ao longo do voo.
A missão servirá como base para futuras operações no satélite natural da Terra e integra o plano mais amplo da NASA de utilizar a Lua como ponto de apoio para missões tripuladas a Marte.
O comandante da missão Artemis II é Reid Wiseman, piloto da Marinha e que já tem missões na Estação Espacial Internacional. O canadense Jeremy Hansen atuará para a coleta de dados em campo.
Já o piloto Victor Glover e a especialista na parte elétrica Christina Koch serão históricos, por serem, justamente, o primeiro homem negro e a primeira mulher a chegarem próximos da Lua.
Chefe da NASA afirma que EUA estão em uma 'segunda corrida espacial'
Lançamento da Artemis II — Foto: Divulgação/Nasa
O chefe da NASA, Jared Isaacman, afirmou nesta sexta-feira (3) que a agência está competindo para retornar à Lua o mais rápido possível. Segundo ele, em publicação nas redes sociais, os Estados Unidos estão em uma 'segunda corrida espacial', sem especificar quem seriam os rivais.
'Voltamos ao negócio de enviar astronautas à Lua. Já vencemos, mas estamos fazendo tudo o que podemos para vencer novamente. Os Estados Unidos jamais abrirão mão da Lua novamente', declarou.
Em resposta a uma pergunta feita na quarta-feira (1) na rede social X, a conta oficial da NASA afirmou que a missão Artemis III — um pouso tripulado na Lua — está 'prevista para ser lançada em meados de 2027'.
O período é diferente do noticiado anteriormente, em que se esperava um pouso apenas para 2028.
Do outro lado, o único país que afirmou recentemente a expectativa de ir até a Lua foi a China. O país declarou que pretende pousar os astronautas até 2030.
As afirmações acontecem em meio a missão Artemis II, que agora foi direcionada, nessa quinta-feira (2), com rota em direção à Lua. Houve confirmação da mudança do eixo, além do conserto do banheiro construído.
Fonte:https://cbn.globo.com/ciencia/noticia/2026/04/03/lua-aparece-no-campo-de-visao-de-astronautas-da-missao-artemis-ii-expectativa-e-de-chegada-na-segunda-6.ghtml
Por que os astronautas da Artemis 2 não pousarão na
Lua como nas missões Apollo
Dizem que um celular “tem mais
potência computacional do que toda a Nasa em 1969”. Então, por que nenhum dos
astronautas da Artemis II descerá à Lua como naquela época, apesar dos avanços
tecnológicos?
Por Ana Pais - BBC News Mundo
03/04/2026 11h27 Atualizado há 4 dias
A frase do famoso físico e divulgador científico Michio Kaku pode ser relativizada e até refutada, dependendo de como medimos essa "potência computacional".
O que é inegável é que a tecnologia evoluiu de forma exponencial desde que Neil Armstrong deu seu "pequeno passo para um homem" durante a missão Apollo 11, em 1969.
De fato, um total de 24 astronautas da Nasa viajaram à Lua nas missões Apollo. No entanto, desde 1972 ninguém pisa em nosso satélite natural.
E, por enquanto, ninguém voltará a fazê-lo.
Embora se fale do quão histórica é a missão Artemis II, que decolou na quarta-feira (1/4) da Flórida rumo à Lua, nenhum dos quatro astronautas a bordo descerá em sua superfície.
Para isso, será necessário esperar pelo menos até a Artemis IV, planejada para 2028.
Digo "pelo menos" porque a Artemis II estava prevista para novembro de 2024, mas sofreu vários atrasos devido a diversos problemas técnicos.
Em seus 10 dias de viagem a bordo da nave espacial Orion, os astronautas Reid Wiseman, Christina Koch, Victor J. Glover e Jeremy Hansen darão uma volta ao redor da Lua e realizarão diversas manobras de preparação para esse futuro pouso lunar.
Para isso também servirá a missão Artemis III, cujo lançamento está previsto para o ano que vem.
Então, por que tantos testes para algo que os próprios Estados Unidos conseguiram fazer há 50 anos?
Aquela enorme façanha
É difícil explicar a enorme façanha que foi a chegada do ser humano à Lua.
Até mesmo as palavras "enorme" e "façanha" ficam aquém.
Talvez a melhor forma de dimensioná-la seja a frase que afirma que Neil Armstrong é uma das poucas pessoas do século XX que ainda será lembrada no século XXX.
Mas, ainda assim, isso minimizaria o trabalho e o intelecto de milhares de pessoas que tornaram possível que Armstrong e Edwin "Buzz" Aldrin pisassem na Lua em 20 de julho de 1969 — uma data marcada na memória de todos que viviam naquela época.
A chamada "conquista" da Lua ocorreu nada menos que no contexto da Guerra Fria e deu aos Estados Unidos a primeira (e maior) vitória na corrida espacial, que até então estava sendo vencida pela União Soviética.
E, embora a chegada à Lua tenha sido um marco científico e tecnológico, por trás de seu custoso financiamento havia motivos políticos e propagandísticos.
"Na prática, é muito difícil convencer o Congresso a aprovar um orçamento tão elevado quando, do ponto de vista científico, não havia razões suficientes para retornar à Lua", explicou à BBC Mundo Michael Rich, professor de Astronomia da Universidade da Califórnia em Los Angeles, em 2017.
Para se ter uma referência, durante os anos do programa, o governo dos Estados Unidos destinava à Nasa quase 5% do orçamento federal. Em 2026, esse número é de 0,35%.
Em 1972, quando o programa foi cancelado, "os custos haviam disparado e as prioridades tinham mudado", explicou Rebecca Morelle, editora de ciência da BBC.
Então, acrescentou, "a atenção se voltou para um destino mais econômico: a órbita terrestre baixa". Talvez o exemplo mais famoso desse novo objetivo seja a Estação Espacial Internacional.
"A exploração sustentável (tanto no espaço quanto na Terra) exige um compromisso político estável, financiamento previsível e um propósito claro de longo prazo", escreveu nesta semana o físico Domenico Vicinanza no portal científico The Conversation.
"Após o programa Apollo, os Estados Unidos tiveram dificuldades para manter esses três elementos simultaneamente", acrescentou.
O programa Artemis conseguiu fazer com que esses fatores voltassem a se alinhar.
Recomeçar
Vários projetos espaciais foram cancelados antes que a Nasa finalmente colocasse em prática o programa Artemis.
Criado em 2017, ele já envolveu milhares de pessoas e teve um custo estimado de US$ 93 bilhões até hoje.
No caso do Apollo, escreveu Vicinanza, o "modelo de exploração não foi projetado para perdurar e claramente não era sustentável".
Incontáveis aspectos melhoraram desde aquelas missões, desde a alimentação dos astronautas e o sistema de gestão de resíduos até, como era de se esperar, a potência computacional — seja qual for a forma de medi-la.
No entanto, Artemis pôde incorporar tecnologia desenvolvida para outro programa de voos espaciais tripulados, o Constellation, que deveria levar humanos à Lua em 2020, mas foi cancelado em 2010.
"No âmbito do programa Artemis, a Nasa enviará astronautas a missões cada vez mais difíceis para explorar uma maior parte da Lua, com fins de descoberta científica, benefícios econômicos e para preparar as bases das primeiras missões tripuladas a Marte", explica sua página na web.
Para isso, planejam primeiro construir uma estação espacial lunar que orbitirá ao redor da Lua, assim como uma base sobre a própria superfície do satélite.
Muito antes disso, eles ainda precisam voltar a pisar na Lua.
Segundo Morelle, o prazo de 2028 é "ambicioso": "É necessário selecionar, construir e testar um módulo de pouso, e há atrasos nos trajes espaciais que os futuros astronautas usarão ao caminhar sobre a Lua".
Ao contrário do programa Apollo, no qual a Nasa projetou e construiu a nave espacial em sua totalidade, o Artemis opera sob uma parceria público-privada.
Por enquanto, a agência americana selecionou duas empresas rivais para o módulo de pouso que levará os astronautas à superfície lunar: a Starship da SpaceX, empresa de Elon Musk, e uma nave projetada pela Blue Origin, de Jeff Bezos.
Independentemente de qual empresa os transporte, os astronautas chegarão ao polo sul da Lua.
A Nasa busca assim se antecipar à missão tripulada que a China planeja para a mesma região em 2030. É daí que surge parte do renovado interesse político no espaço.
Na Lua há recursos como terras raras, metais e água, e tanto os Estados Unidos quanto a China querem acessar as áreas de maior abundância.
O Tratado sobre o Espaço Ultraterrestre das Nações Unidas, de 1967, estabelece que nenhum país pode ser proprietário da Lua.
"Não se pode possuir, mas se pode usar", disse Helen Sharman, a primeira astronauta britânica, à BBC nesta semana. "E uma vez que você está lá, você a tem todo o tempo que quiser."
O lado escuro
Que Artemis II não terá uma caminhada lunar não significa que a missão seja igual a qualquer outra.
Para começar, de fato, nenhuma missão tripulada viaja ao satélite desde 1972.
Mas, além disso, se tudo ocorrer nos horários previstos, o momento mais emocionante da viagem acontecerá nesta segunda-feira, quando Wiseman, Koch, Glover e Hansen se tornarão os primeiros humanos em mais de 50 anos a ver pessoalmente o lado oculto da Lua.
Sondas espaciais da China e da Índia já exploraram esse misterioso "lado escuro", mas agora os astronautas poderão observá-lo diretamente e registrá-lo em imagens para análises futuras.
Um dos pontos de interesse são as formações geológicas, como crateras e antigos fluxos de lava, que poderão ajudar futuras missões a explorar a região.
E é que esse hemisfério, que nunca conseguimos ver da Terra, tem uma aparência bem diferente daquele que enxergamos.
Artemis II vai sobrevoar a região a uma distância máxima de 10.000 quilômetros durante três horas, e a Nasa informou que perderá conexão com a nave durante parte do percurso.
"Embora seja difícil de acreditar, os olhos humanos são um dos melhores instrumentos científicos que temos", disse Koch antes da decolagem.
Em alguns dias, através deles, viveremos esse novo (pequeno) salto para a humanidade.
Fonte:https://epocanegocios.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2026/04/cdatapor-que-os-astronautas-da-artemis-2-nao-pousarao-na-lua-como-nas-missoes-apolo.ghtml
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