LIFTING, MINILIFTING E DEEP PLANE: TÉCNICAS FACIAIS CAEM NO GOSTO DOS JOVENS, SEGUNDO ESPECIALISTAS - CONHEÇA O LIFTING FACIAL ENDOSCÓPICO, EFICAZ NO REJUVENESCIMENTO SEM CICATRIZES
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Lifting,
Minilifting e Deep Plane: técnicas faciais caem no gosto dos jovens, segundo
especialistas
Com a evolução das técnicas nos últimos
anos e com resultados melhores e mais naturais, pacientes têm optado por fazer
um lifting facial mais jovens
Por O GLOBO — Rio de Janeiro
29/04/2025 04h02 Atualizado há 10
meses
A maior indicação para um procedimento estético, cirúrgico ou não, nunca é a idade, mas a necessidade. Isso ocorre porque o envelhecimento é individual e multifatorial, incluindo as bases genéticas. No entanto, é comum associar algumas faixas etárias a certos procedimentos estéticos, de forma que pessoas mais velhas geralmente buscam cirurgias plásticas, enquanto pacientes mais jovens tentam equilibrar os sinais do envelhecimento com procedimentos menos invasivos. Nos últimos anos, porém, uma mudança geral tem sido observada, e celebridades como Lindsay Lohan e Christina Aguilera abandonaram as tentativas de rejuvenescimento por meio de agulhas e apareceram na mídia com o rosto visivelmente renovado graças ao avanço técnico da cirurgia plástica.
– Com a evolução das técnicas e com resultados melhores e mais naturais, podemos afirmar que os pacientes têm optado por fazer um lifting facial mais jovens, principalmente quando já tentaram outros tipos de tratamento menos invasivos e não obtiveram o resultado desejado – explica o cirurgião plástico Paolo Rubez, membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica.
– Técnicas com resultados mais naturais e mais seguras permitiram que essa cirurgia fosse realizada em pacientes mais jovens. A harmonização facial para conter uma flacidez maior de pele se mostrou ineficaz, modificando muito a face dos pacientes. Para compensar uma flacidez, é preciso inflar com preenchedores. A cirurgia mantém as características pessoais de forma mais natural – acrescenta a cirurgiã plástica Beatriz Lassance, também membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica.
– A sucessão de intervenções, principalmente com preenchedores, acaba distorcendo os traços originais, criando um aspecto que muitos consideram pouco natural – pontua o cirurgião plástico Wellerson Mattioli, diretor da Clínica Moderna Sculpt e membro titular da SBCP.
Segundo Paolo Rubez, em geral, a indicação para lifting facial começa a partir dos 40 a 45 anos. – Isto varia para cada pessoa, e a indicação é baseada sobretudo na flacidez de pele e tecidos do rosto, perda dos contornos e da definição, e alterações de volume de certas áreas – detalha. Esse adiantamento, no entanto, traz benefícios:
– Pacientes mais jovens cicatrizam mais rapidamente e os liftings faciais duram, em média, de 10 a 15 anos – afirma Beatriz Lassance. – Há um aumento na procura da cirurgia plástica da face, já que a técnica atual traz resultados mais harmoniosos, realçando a beleza do paciente – completa Wellerson Mattioli.
Mas o que mudou nas técnicas para permitir essa transformação?
– No passado, o lifting facial era feito sobretudo com a tração na pele do rosto, retirando seu excesso. Isso provocava resultados artificiais, muito "esticados", e cicatrizes de qualidade ruim devido à alta tensão. Hoje, o lifting trata as estruturas mais profundas do rosto, como a musculatura, permitindo um rejuvenescimento mais completo. Além disso, a tensão não é exercida na pele, mas nas estruturas internas, o que resulta em cicatrizes melhores – explica Paolo.
– A estética facial atual é baseada em equilíbrio: volumes bem distribuídos, contornos suaves e movimentos naturais. Não buscamos mudar um rosto, mas restaurar sua vitalidade, respeitando a essência do paciente. A beleza está justamente na harmonia e na naturalidade – complementa Wellerson.
– Por mais incrível que pareça, o conhecimento da anatomia facial evoluiu muito. Hoje temos o conceito de camadas da face, com espaços que devem ser tratados de maneira individualizada na cirurgia. Ao reposicionar e tratar essas camadas, conseguimos resultados sem tracionar demais os tecidos, evitando o "repuxado" das técnicas antigas. Outro conceito novo é o de volumizar o que foi perdido, já que sabemos que compartimentos de gordura envelhecem e são absorvidos de forma independente. Conservação e reposição desses compartimentos são práticas mais atuais. Antes, a cirurgia consistia basicamente em retirar e esticar – explica Beatriz.
– Por causa desses resultados mais naturais, o conceito de facelift mudou bastante. Tenho pacientes jovens que fizeram cirurgia e não contam para ninguém, atribuindo o mérito a tratamentos cosméticos ou dermatológicos. Para mim, esse é o melhor elogio – complementa.
Nos pacientes mais jovens, a abordagem deve considerar procedimentos menos invasivos antes da cirurgia. – Hoje em dia é raro encontrar quem nunca tenha feito nenhum tipo de tratamento estético antes de buscar a cirurgia. Muitos começam com injetáveis e tecnologias antes dos 30 anos. Isso não impede um lifting facial no futuro – explica Paolo. Mas é necessário atenção.
– O bioestímulo de colágeno, por exemplo, pode dificultar a cirurgia. Ele provoca uma inflamação controlada para produção de colágeno, mas isso também pode gerar fibrose e dificultar a dissecção dos tecidos, além de aumentar o risco de sangramento. O ideal é aguardar ao menos seis meses entre a aplicação e a cirurgia – recomenda Beatriz.
Uma tecnologia que auxilia nesse processo é o ultrassom dermatológico, que faz um mapeamento das substâncias injetadas no rosto. – O ultrassom ganhou um papel importante para identificar os produtos usados no rosto, especialmente quando o paciente não sabe exatamente o que foi aplicado e onde – comenta Paolo.
Por fim, os especialistas ressaltam que o lifting facial não é uma solução única para todos os sinais de envelhecimento. Alterações como papada, pálpebras caídas e bolsas sob os olhos requerem abordagens específicas que podem ser associadas à cirurgia.
– Hoje existe, por exemplo, o Deep Neck Lift, que trata o volume da papada com apenas uma pequena incisão sob o queixo, desde que o paciente não tenha muito excesso de pele. Já as bolsas sob os olhos são corrigidas com a blefaroplastia, cirurgia plástica das pálpebras, frequentemente associada ao lifting para melhores resultados – explica Paolo.
Apesar de duradouro, o lifting facial não é eterno. – Os retoques dependem da necessidade. Quando houver indicação, a cirurgia pode ser refeita, sempre com bom senso – afirma Beatriz.
– A cirurgia plástica é, antes de tudo, uma arte — e como toda arte, deve ser feita com sensibilidade, técnica e responsabilidade – finaliza Wellerson.
Fonte:https://oglobo.globo.com/ela/noticia/2025/04/29/minilifting-lifting-e-deep-plane-conheca-as-mudancas-nas-cirurgias-faciais-que-estao-conquistando-os-jovens-segundo-especialista.ghtml
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Lifting facial
endoscópico: técnica oferece resultados eficazes de rejuvenescimento sem
cicatrizes
Dr. Laertes Thomaz Jr. explica o
procedimento que usa pequenas incisões no couro cabeludo para reposicionar
bochechas caídas e sobrancelhas. A vantagem? Recuperação muito mais rápida
Por O Globo — Rio de Janeiro
22/10/2024 19h01 Atualizado há um ano
O Brasil ocupa, atualmente, o segundo lugar no ranking internacional de países que mais realizam cirurgias plásticas no mundo, segundo a Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética. Boa parte desses procedimentos são realizados na face, incluindo o lifting facial.
Mesmo quem deseja se livrar dos efeitos do tempo e reposicionar os músculos da face precisa lidar com alguns contratempos, como as cicatrizes derivadas do lifting tradicional – algo que não acontece com o lifting facial endoscópico, técnica mais refinada que gera apenas duas cicatrizes no couro cabeludo.
"Nem todos os pacientes necessitam de um lifting tradicional clássico, com cicatrizes contornando as orelhas. Dependendo do caso, o lifting facial endoscópico é bem indicado e não deixa cicatriz visível", explica Dr. Laertes Thomaz Júnior, cirurgião plástico especializado em lifting facial, ao GLOBO.
O que é lifting facial endoscópico
O lifting facial endoscópico é uma abordagem que posiciona as duas cicatrizes dentro do couro cabeludo e é realizado com o auxílio de aparelhos de videocirurgia. Com a técnica, é possível amenizar as imperfeições causadas pelo processo do envelhecimento, eliminando rugas e garantindo um aspecto mais saudável e jovial ao rosto do paciente.
Utilizando o endoscópio, o cirurgião consegue visualizar, em detalhes, os nervos e músculos das regiões a serem tratadas. Indicado para tratar o terço superior (testa e sobrancelhas) e médio do rosto (bochechas e bigode chinês), ele traz resultados mais naturais e confortáveis ao paciente.
"Com o lifting facial endoscópico, conseguimos elevar tanto a sobrancelha quanto as maçãs do rosto de maneira definitiva", destaca Dr. Laertes, membro do Conselho Brasileiro e Americano de Cirurgia Plástica.
Como é a recuperação
Segundo o especialista, pacientes mais jovens e que não precisam de procedimentos mais radicais são os ideais para esse tipo de cirurgia, que pode ser feita tanto com anestesia local e sedação quanto com anestesia geral.
"Em relação ao lifting facial tradicional, o lifting endoscópico tem uma recuperação bem mais tranquila, uma vez que não há preocupação com cicatrizes. O tempo de recuperação é de aproximadamente dez dias, com resultado em quatro meses", afirma.
Recomendações
Como a técnica de lifting facial endoscópico ainda é pouco utilizada no Brasil, há poucos profissionais credenciados a executar o procedimento, que ainda é levemente mais barato na comparação com o lifting facial tradicional.
"Minha recomendação para ter ótimos resultados é buscar sempre um profissional membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica e, principalmente, com experiência nessa abordagem endoscópica, que é uma técnica mais aprimorada de lifting facial", diz Dr. Laertes.
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