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Guerra entre
Irã, EUA e Israel já atinge 12 países no Oriente Médio; veja número de vítimas
Conflito iniciado com ofensiva contra
Teerã se espalha pela região, com mísseis, drones e operações militares
atingindo bases, cidades e infraestruturas estratégicas
Por O Globo com agências internacionais —
Teerã
02/03/2026 09h28 Atualizado há 4 dias
Explosões continuam sendo registradas pelo terceiro dia consecutivo no Irã, em Israel e em diferentes pontos do Oriente Médio. Um levantamento divulgado pela rede Al Jazeera indica que, até a manhã desta segunda-feira, ao menos 12 países já haviam sido atingidos direta ou indiretamente pela escalada militar desencadeada após os ataques iniciados por Estados Unidos e Israel contra o território iraniano no sábado.
A ofensiva levou Teerã a cumprir uma promessa reiterada nas últimas semanas: retaliar mirando instalações militares americanas e alvos ligados a Israel na região. Desde então, ondas de mísseis balísticos e drones foram lançadas contra Israel e em direção a bases onde há presença de tropas dos EUA, espalhadas por diferentes países do Oriente Médio.
Segundo a Al Jazeera, os confrontos e ataques já alcançaram Irã, Israel, Bahrein, Iraque, Jordânia, Kuwait, Omã, Catar, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Líbano e Chipre. Em muitos casos, os projéteis foram interceptados por sistemas de defesa aérea, mas ainda assim houve mortos, feridos e danos a infraestrutura civil e militar.
Ataques se espalham pela região
No Irã, alvo inicial da ofensiva conjunta de Washington e Tel Aviv, autoridades afirmam que centenas de pessoas ficaram feridas e ao menos 555 morreram, segundo o Crescente Vermelho. Um dos episódios mais letais ocorreu na cidade de Minab, no sudeste do país, onde um ataque atingiu uma escola primária feminina. De acordo com Hossein Kermanpour, do Ministério da Saúde iraniano, cerca de 180 crianças teriam morrido no local.
Em Israel, os bombardeios iranianos também deixaram vítimas. Um míssil balístico atingiu a cidade de Beit Shemesh, no centro do país, matando nove pessoas e ferindo dezenas. No sábado à noite, outra vítima morreu após ser atingida por estilhaços na região de Tel Aviv, onde ao menos 40 edifícios sofreram danos, segundo o jornal Haaretz.
Os ataques também atingiram diretamente forças americanas. De acordo com o Comando Central dos Estados Unidos, três soldados morreram e cinco ficaram gravemente feridos após um ataque iraniano contra posições militares no Kuwait.
Explosões, fumaça e destruição: as imagens do ataque de EUA e Israel ao Irã
No Bahrein, mísseis atingiram a área onde está o quartel-general da 5ª Frota da Marinha dos EUA, em Juffair. Um trabalhador asiático morreu depois que destroços de um míssil interceptado caíram sobre uma embarcação em manutenção. Já no Iraque, ataques envolvendo posições ligadas a milícias apoiadas por Teerã deixaram dois combatentes mortos e cinco feridos, segundo autoridades locais e fontes do grupo Kataib Hezbollah.
Outros países registraram interceptações e danos pontuais. A Jordânia afirmou ter derrubado dezenas de drones e mísseis que cruzaram seu espaço aéreo. Em Omã, ataques com drones e um incidente envolvendo um petroleiro deixaram cinco pessoas feridas. No Catar, projéteis atingiram a base aérea de Al Udeid, que abriga forças americanas, e deixaram ao menos 16 feridos.
Na Arábia Saudita, ataques tiveram como alvo áreas próximas a instalações estratégicas, incluindo regiões com infraestrutura petrolífera, embora não haja registro de vítimas. Nos Emirados Árabes Unidos, ao menos três pessoas morreram e dezenas ficaram feridas após destroços de mísseis e drones caírem em áreas residenciais em Abu Dhabi e Dubai.
O Líbano também entrou na lista de países afetados após ataques aéreos israelenses que, segundo o Ministério da Saúde local, mataram ao menos 31 pessoas e feriram quase 150. Em paralelo, o Hezbollah afirmou ter lançado foguetes e drones contra uma base militar perto de Haifa, no norte de Israel.
Além disso, um drone iraniano atingiu uma pista de pouso em uma base militar britânica no Chipre, ampliando ainda mais o alcance geográfico do conflito.
Presença militar dos EUA amplia risco de escalada
O alcance regional dos ataques está diretamente ligado à presença militar americana no Oriente Médio. De acordo com dados citados pela Al Jazeera e pelo Conselho de Relações Exteriores, os Estados Unidos mantêm uma rede de instalações militares em pelo menos 19 locais da região.
Oito delas são bases permanentes localizadas no Bahrein, Egito, Iraque, Jordânia, Kuwait, Catar, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos. Em meados de 2025, havia entre 40 mil e 50 mil militares americanos estacionados nesses países, em estruturas usadas para operações aéreas, navais, logística e inteligência.
Com bases espalhadas por diferentes territórios, esses locais passaram a ser considerados por Teerã como alvos potenciais após o início da ofensiva contra o Irã. O resultado é um conflito que, em apenas três dias, já ultrapassou fronteiras e se espalhou por grande parte do Oriente Médio.
Fonte:https://oglobo.globo.com/mundo/noticia/2026/03/02/guerra-entre-ira-eua-e-israel-ja-atinge-12-paises-no-oriente-medio-veja-numero-de-vitimas.ghtml
Ataques dos EUA
e Israel já deixam ao menos 555 mortos no Irã, anuncia entidade humanitária
Crescente Vermelho afirma que 131
cidades foram atingidas desde o início dos ataques no sábado
Por O Globo e AFP —
Teerã
02/03/2026 05h43 Atualizado há 4 dias
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Mortes e estragos
Um dia depois de EUA e Israel lançarem uma ofensiva de grande porte contra o Irã para eliminar a cúpula do governo e tentar forçar uma mudança de regime no país, a retaliação da República Islâmica causou mortes e estragos no Oriente Médio.
As monarquias do Golfo Pérsico, que tentaram se esquivar do conflito, viram mísseis atingirem aeroportos, hotéis e bases usadas pelos EUA. O sistema de defesa aérea israelense foi testado à exaustão, e demonstrou não ser infalível. E as primeiras mortes de militares americanos mostraram aos Estados Unidos os impactos da guerra de escolha de Donald Trump e Benjamin Netanyahu.
Ao longo do domingo, os mísseis e bombas atingiram dezenas de cidades, desde o norte, perto da fronteira com Armênia e Turquia, na costa do Golfo Pérsico e na área de divisa com o Paquistão, no leste. De acordo com o Comando Central dos EUA (Centcom), um dos alvos foi o quartel-general da Guarda Revolucionária.
“Os Estados Unidos têm as Forças Armadas mais poderosas do planeta, e a Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC) não tem mais um quartel-general”, afirmou o comando em suas redes sociais. “A Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC) matou mais de 1.000 americanos nos últimos 47 anos. Ontem (sábado), um ataque em larga escala dos EUA cortou a cabeça da serpente.”
O Centcom destacou que mais de mil alvos foram destruídos, como centros de controle e comando, bases da Guarda Revolucionária e embarcações de guerra, e revelou parte do arsenal usado no Oriente Médio: caças, aeronaves de reconhecimento, drones de ataque, sistemas de defesa contra mísseis, bombardeiros e aviões de suporte.
Um bombardeio israelense destruiu uma base em Teerã que sediava unidades responsáveis pela repressão a protestos, já atacada durante o breve conflito de junho do ano passado. Segundo a Força Aérea, suas aeronaves circulavam “livremente” pelos céus da capital iraniana.
Na guerra de 12 dias de 2025, a resposta iraniana à ofensiva israelense se concentrou em responder com mísseis e drones lançados contra Israel. Depois do ataque americano, que causou estragos em instalações nucleares, a retaliação veio contra uma base usada pelos EUA no Catar.
Modo de sobrevivência
Agora, o regime entrou em modo de sobrevivência, e disposto a levar toda a região consigo na guerra iniciada por Washington na madrugada de sábado.
Houve novos ataques contra posições nos Emirados Árabes Unidos, Catar, Bahrein e Omã, país que atuava como mediador nas negociações entre EUA e Irã. Com o fechamento dos espaços aéreos em boa parte do Golfo Pérsico, três dos mais movimentados aeroportos do planeta, Dubai, Abu Dhabi e Doha, cancelaram todos os voos até segunda ordem, com impactos em dezenas de países.
Dezenas de petroleiros e navios de transporte de cargas estão ancorados nos arredores do Estreito de Ormuz, por onde passam cerca de 20% dos envios mundiais de petróleo e gás. Oficialmente, o Irã não fechou a passagem, mas operadores relatam transmissões atribuídas à Guarda Revolucionária alertando que ninguém poderia trafegar ali. Ao menos quatro embarcações foram atingidas.
Empresas do setor, como a MSC e a Maersk, anunciaram a suspensão das operações na área, e representantes da Organização dos Países Exportadores de Petróleo e associados (Opep+) confirmaram um aumento na produção a partir de abril, de forma a enfrentar uma possível alta no preço do barril.
A Arábia Saudita, também atingida por mísseis iranianos, convocou o embaixador iraniano no reino para condenar os ataques, rejeitar qualquer tipo de violação de soberania dos Estados e para alertar sobre os impactos das retaliações à segurança regional. O governo saudita afirmou que tomará todas as medidas necessárias para defender sua segurança e proteger seu território.
Em conversa com Trump por telefone, o príncipe herdeiro, Mohammad bin Salman, condenou o lançamento dos mísseis contra seu país e recebeu do americano o apoio para realizar medidas que considere adequadas. De acordo com o jornal Washington Post, Bin Salman ligou várias vezes para o líder americano nas últimas semanas defendendo uma ação militar contra o Irã, apesar de, em público, pedir que a diplomacia prevalecesse e afirmar que seu território não seria usado em um ataque.
O governo dos Emirados Árabes Unidos, onde três pessoas morreram, fechou sua embaixada em Teerã e convocou o embaixador.
"Esses ataques hostis contra locais civis, incluindo áreas residenciais, aeroportos, portos e instalações de serviços, colocaram em risco civis inocentes em uma escalada grave e irresponsável e constituem uma violação flagrante da soberania nacional, bem como uma clara violação do direito internacional e da Carta das Nações Unidas", afirmou o Ministério das Relações Exteriores emiradense.
Em Israel, o domingo foi marcado por numerosos e mortais ataques. Em Beit Shmesh, na região central do país, nove pessoas morreram quando um míssil atingiu um abrigo em uma sinagoga. Mais de setenta pessoas ficaram feridas. As bombas também caíram em Tel Aviv, maior cidade israelense, e em Jerusalém, deixando seis feridos. A fronteira com o Líbano está em alerta máximo para o risco de ações do Hezbollah, aliado do Irã no Eixo da Resistência, e todos os pontos de entrada para a Faixa de Gaza foram fechados. O aeroporto Ben Gurion, principal do país, cancelou todos os voos até sexta-feira, e o avião usado pelo primeiro-ministro foi levado a Berlim por precaução.
Netanyahu afirmou, em pronunciamento, que o foco da campanha era “atacar o coração de Teerã”, e que a guerra deve se intensificar nos próximos dias. O governo também anunciou a convocação de 100 mil reservistas, que se juntarão aos 50 mil já em ação desde o início da guerra na Faixa de Gaza. Os reforços serão destacados para Gaza, Cisjordânia e para as fronteiras com Síria e Líbano.
— Estamos envolvidos em uma campanha na qual as Forças de Defesa de Israel (IDF) estão mobilizando toda a sua força como nunca antes, para garantir nossa existência e nosso futuro — declarou o premier.
Fonte:https://oglobo.globo.com/mundo/noticia/2026/03/02/ataques-dos-eua-e-israel-ja-deixaram-ao-menos-555-mortos-no-ira-anuncia-entidade-humanitaria.ghtml
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Onde o Irã já
atacou? Saiba os locais no Oriente Médio atingidos na retaliação iraniana; nove
morrem em Israel
Confira infográfico dos bombardeios com
mísseis e drones que atingiram países do Golfo, bases militares e cidades
israelenses entre sábado e domingo
Por O Globo com agências internacionais —
Teerã
01/03/2026 09h07 Atualizado há 4 dias
Os ataques retaliatórios do Irã contra Israel, bases militares dos Estados Unidos e países do Golfo já atingiram ao menos 16 locais no Oriente Médio entre sábado e domingo. No centro de Israel, nove pessoas morreram após um míssil iraniano atingir diretamente um prédio residencial, segundo os serviços de emergência israelenses. Mais de 120 pessoas ficaram feridas, e 11 seguem desaparecidas.
No Irã, mais de 201 pessoas morreram no total e 747 ficaram feridos desde o início da ofensiva americana e israelense, de acordo com o Crescente Vermelho Iraniano. Três militares americanos também morreram, e outros cinco ficaram gravemente feridos, durante as retaliações iranianas no Kwait, um dos países da região que abrigam bases americanas.
Autoridades iranianas reagiram com tom de desafio. A televisão estatal leu uma declaração do Conselho Supremo de Segurança Nacional afirmando que o “martírio” de Khamenei desencadeará uma revolta contra os inimigos do país. A Guarda Revolucionária declarou que a morte do líder reforçará a determinação do Irã e prometeu punir Estados Unidos e Israel.
O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, disse que retaliar é um “direito legítimo” do país. Já o chefe de segurança Ali Larijani afirmou que novos ataques estão sendo preparados. Em Washington, o presidente Donald Trump advertiu o Irã a não ampliar a ofensiva e afirmou que, caso isso ocorra, os Estados Unidos responderão com uma força “nunca vista”.
Onde o Irã atacou
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