O QUE É A PANCREATITE, QUE GEROU ALERTA SOBRE CANETAS EMAGRECEDORAS: TUDO SOBRE AS MORTES SUSPEITAS DA DOENÇA
O que é a pancreatite, que gerou alerta sobre
canetas emagrecedoras
Anvisa alerta contra uso indevido de Ozempic e
similares devido ao risco de pancreatite aguda.
Por Alexandre Schossler
11/02/2026 03h00 Atualizado há 3 dias
O que é a
pancreatite?
Pancreatite é uma doença caracterizada pela
inflamação do pâncreas. Ela pode ser fatal se não for logo diagnosticada e
tratada. Os sintomas incluem dor abdominal, febre, náusea e vômitos.
A doença ocorre quando as enzimas pancreáticas, que
são usadas na digestão dos alimentos, são liberadas no interior do pâncreas,
iniciando um processo de digestão do próprio órgão. A consequente lesão do
pâncreas faz com que essas enzimas saiam e entrem na corrente sanguínea ou na
cavidade abdominal, onde provocam irritação e inflamação do revestimento da
cavidade e de outros órgãos.
Se a pancreatite for diagnosticada precocemente, é
possível tratá-la e restaurar o equilíbrio do pâncreas.
As principais causas da pancreatite são o consumo
excessivo de álcool e a formação de cálculos biliares (conhecidos como pedras
na vesícula). Maus hábitos podem contribuir com a pancreatite, como tabagismo,
consumo excessivo de bebida alcoólica e alimentos gordurosos.
Aguda e crônica
Há duas variações da pancreatite: aguda e crônica.
Na pancreatite aguda, a doença aparece
repentinamente e dura alguns dias. A inflamação provoca o aumento do pâncreas
e, se não tratada corretamente, pode levar à morte.
Na pancreatite crônica, a inflamação persiste por
anos, e o paciente apresenta repetidas crises de pancreatite aguda. Nesse caso
o acompanhamento médico deve ser contínuo, pois há perda progressiva da função
do órgão, o que afeta todo o corpo.
As principais causas da pancreatite aguda são a
formação de cálculos na vesícula biliar, além da ingestão excessiva de álcool.
A principal causa da pancreatite crônica é o uso abusivo de álcool.
O que é o
pâncreas?
O pâncreas é um órgão pequeno que, num adulto, pesa
em torno de 100 gramas e possui cerca de 15 centímetros de comprimento. Ele
está localizado na parte superior do abdômen, abaixo do estômago.
O pâncreas é responsável pela produção de hormônios como insulina, glucagon e somatostatina, que são fundamentais para manter o nível ideal de glicose no sangue. Além disso, o pâncreas também produz as enzimas amilase, lipase e tripsina, que estão diretamente relacionadas à digestão dos alimentos.
O que fazer se
houver sintomas?
Uma dor abdominal intensa e persistente, que pode
se espalhar para as costas e vir acompanhada de náuseas e vômitos, é um sintoma
de pancreatite.
Uma pessoa com esse sintoma deve procurar
atendimento médico imediato. Se o diagnóstico de pancreatite for confirmado, o
uso da caneta emagrecedora deve ser interrompido.
O médico responsável pelo tratamento da pancreatite
é o gastroenterologista.
caneta emagrecedora — Foto: Freepik
O que são as
canetas emagrecedoras?
Caneta emagrecedora é o nome popular para uma
classe de medicamentos injetáveis que incluem a dulaglutida, a liraglutida, a
semaglutida e a tirzepatida.Entre os nomes comerciais mais conhecidos estão
Ozempic e Wegovy (semaglutida), Saxenda e Victoza (liraglutida) e Mounjaro
(tirzepatida).
Esses medicamentos imitam a ação do hormônio GLP-1
(sigla para "peptídeo-1 semelhante ao glucagon"), que é produzido
pelo intestino e atua no pâncreas. O GLP-1 aumenta a liberação de insulina
quando os níveis de açúcar no sangue estão altos e atua no cérebro para dar a
sensação de saciedade. Ele também retarda o esvaziamento do estômago.
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A Anvisa pediu que efeitos adversos do uso de
canetas emagrecedoras sejam registrados no VigiMed, o que contribui para o
monitoramento contínuo da segurança desses medicamentos, que estão há pouco
mais de cinco anos no mercado brasileiro.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) alertou nesta segunda-feira (09) para
os riscos criados pelo uso
indevido das chamadas canetas emagrecedoras, incluindo pancreatite aguda,
uma doença que pode levar à morte.
A Anvisa ressalvou que o risco já consta nas
bulas, mas, diante de um aumento mundial de casos de pancreatite em usuários de
canetas emagrecedoras, resolveu reforçar o alerta.
No Brasil, de 2020 até 7 de dezembro de 2025, foram
notificadas 145 suspeitas de eventos adversos pelo uso das canetas. As
autoridades ainda investigam se seis mortes estariam associadas às injeções.
A Anvisa destacou que o uso indiscriminado e
fora das indicações autorizadas, especialmente para emagrecimento sem
necessidade clínica, eleva significativamente os riscos à saúde.
Fonte: https://g1.globo.com/saude/noticia/2026/02/11/o-que-e-a-pancreatite-que-gerou-alerta-sobre-canetas-emagrecedoras.ghtml
Pancreatite:
tudo o que se sabe até agora sobre as mortes suspeitas da doença associada ao
uso de canetas emagrecedoras
Anvisa registrou 145 notificações do
quadro entre janeiro de 2020 e dezembro de 2025
Por
O
GLOBO
— Rio de Janeiro
09/02/2026 00h00 Atualizado há 4 dias
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) registrou 145 notificações suspeitas de pancreatite associados ao uso de canetas emagrecedoras no país de 2020 a 2025. Desses, de acordo com órgão, seis resultaram em mortes. O risco da doença está listado entre os efeitos adversos do medicamento e vem sendo monitorado também por autoridades de outros países.
Levantamento obtido pelo mostrou que as suspeitas de pancreatite associadas às canetas envolve o uso de princípios ativos como semaglutida, liraglutida, dulaglutida e tirzepatida. Considerando também dados de pesquisas clínicas, o total chega a 225 notificações no período.
Os registros fazem parte do sistema VigiMed, utilizado pela Anvisa para monitorar eventos adversos relacionados a medicamentos. Segundo a agência, seis dessas notificações indicam desfecho suspeito de óbito informado pelos próprios notificadores.
A série histórica revela crescimento contínuo dos casos nos últimos anos. Em 2020, foi registrada apenas uma notificação. O número subiu para 21 em 2021, 23 em 2022, 27 em 2023 e 28 em 2024. Já em 2025, houve um salto para 45 registros — alta de 60,7% em relação ao ano anterior.
Ao GLOBO, a Anvisa ressaltou que os dados se referem a notificações de suspeitas, e não a casos comprovados. “É importante destacar que os casos se referem à notificações de suspeitas relatadas para a Anvisa. Não podemos afirmar que se tratam de casos comprovados.”
Os medicamentos da classe utilizada no tratamento da obesidade e do diabetes já trazem em bula a possibilidade de ocorrência de pancreatite como efeito adverso. No Brasil, o risco consta nos documentos regulatórios aprovados pela Anvisa.
Nos últimos anos, o uso desses medicamentos se expandiu rapidamente no país, impulsionado também por prescrições fora da indicação original e pelo mercado ilegal. Para a agência, o cenário reforça a importância da prescrição responsável e do acompanhamento médico contínuo.
Reino Unido
A agência reguladora de saúde do Reino Unido emitiu um alerta na última semana sobre o risco de pancreatite aguda grave em usuários de medicamentos para obesidade e diabetes, como o Mounjaro, da Eli Lilly, e o Wegovy, da Novo Nordisk — as famosas canetas emagrecedoras.
Embora os casos mais graves de pancreatite sejam raros, a Agência Reguladora de Medicamentos e Produtos de Saúde do Reino Unido (MHRA, na sigla em inglês) afirmou na semana passada que médicos e pacientes devem estar cientes de que alguns episódios foram particularmente severos, ao reforçar seu alerta sobre o uso desses medicamentos.
O que é a pancreatite?
Pancreatite aguda é um processo inflamatório agudo decorrente da autodigestão do pâncreas causado pelas próprias enzimas pancreáticas, podendo ou não envolver subsequentemente outros tecidos regionais, órgãos ou tecidos a distância.
Ela pode ser classificada em dois tipos: leve ou grave.
Na forma leve as alterações clínicas sistêmicas e locais são mínimas. Entretanto, em sua forma grave, estão presentes os sinais de falência de órgãos como hipotensão arterial, insuficiência respiratória, insuficiência renal e sangramento do trato gastrointestinal.
As complicações locais como necrose, abscesso e pseudocisto pancreático estão presentes.
Sintomas
Segundo o site do Einstein Hospital Israelita, os sinais começam com uma dor abdominal difusa, localizada na parte superior do abdômen, irradiada para as costas, sendo fraca no início, evoluindo em questão de minutos ou horas para forte intensidade.
Segundo os especialistas, a dor não melhora nem com o uso de analgésicos e é frequentemente acompanhada por náuseas e vômitos.
Ainda podem ter sinais como: febre, desidratação, taquicardia, um incômodo leve ao apertar a barriga até uma dor forte e constante, como se algo no sistema realmente estivesse inflamado. Em alguns casos, surgem manchas roxas ao redor do umbigo ou nas laterais do abdômen, visíveis na pele.
Causas
Alguns medicamentos, como quimioterápicos, retrovirais, estão entre as causas da pancreatite. E agora, foi associado também as canetas emagrecedoras. Além deles, outras causas podem ser: pancreatite hereditária, hiperparatireodismo, hipercalcemia, anormalidades anatômica, infecções virais, doenças vasculares e até mesmo procedimentos cirúrgicos.
Tratamento
A principal forma de tratar o paciente é mantê-lo estável, com bastante hidratação, além de controlar a dor, enjoos e vômitos. Quando surgem complicações mais graves, como infecção, dificuldade para respirar, problemas nos rins ou queda da pressão, elas também precisam ser tratadas.
Especialistas afirmam que cirurgias são realizadas em situações específicas de maiores complicações do órgão.
Fonte:https://oglobo.globo.com/saude/noticia/2026/02/09/pancreatite-tudo-o-que-se-sabe-ate-agora-sobre-as-mortes-suspeitas-da-doenca-associada-ao-uso-de-canetas-emagrecedoras.ghtml
Pancreatite:
Anvisa registra 6 mortes suspeitas da doença associada ao uso de canetas
emagrecedoras
Entre janeiro de 2020 e dezembro de
2025, foram registradas 145 notificações de suspeitas
Por
— Brasília
07/02/2026 15h23 Atualizado há 4 dias
A Agência Nacional de
Vigilância Sanitária (Anvisa) registrou um aumento no número de notificações de
casos suspeitos de pancreatite associados ao uso de canetas emagrecedoras no
país desde 2020. Desses, de acordo com órgão, seis resultaram em morte.
Levantamento obtido
junto à agência aponta que, entre janeiro de 2020 e dezembro de 2025, foram
registradas 145 notificações de suspeitas de pancreatite associadas ao uso de
princípios ativos como semaglutida, liraglutida, dulaglutida e tirzepatida.
Considerando também dados de pesquisas clínicas, o total chega a 225
notificações no período.
Os registros fazem parte do sistema VigiMed, utilizado pela Anvisa para
monitorar eventos adversos relacionados a medicamentos. Segundo a agência, seis
dessas notificações indicam desfecho suspeito de óbito informado pelos próprios
notificadores.
A série histórica revela crescimento contínuo dos casos nos últimos
anos. Em 2020, foi registrada apenas uma notificação. O número subiu para 21 em
2021, 23 em 2022, 27 em 2023 e 28 em 2024. Já em 2025, houve um salto para 45
registros — alta de 60,7% em relação ao ano anterior.
Anvisa ressaltou que os dados se referem a notificações de suspeitas, e
não a casos comprovados. “É importante destacar que os casos se referem à
notificações de suspeitas relatadas para a Anvisa. Não podemos afirmar que se
tratam de casos comprovados.”
Os medicamentos da classe utilizada no tratamento da obesidade e do
diabetes já trazem em bula a possibilidade de ocorrência de pancreatite como
efeito adverso. No Brasil, o risco consta nos documentos regulatórios aprovados
pela Anvisa.
Nos últimos anos, o uso desses medicamentos se expandiu rapidamente no
país, impulsionado também por prescrições fora da indicação original e pelo
mercado ilegal. Para a agência, o cenário reforça a importância da prescrição
responsável e do acompanhamento médico contínuo.
A agência reguladora de saúde do Reino Unido emitiu um alerta nesta
semana sobre o risco de pancreatite aguda grave em usuários de medicamentos
para obesidade e diabetes, como o Mounjaro, da Eli Lilly, e o Wegovy, da Novo
Nordisk — as famosas canetas emagrecedoras.
Embora os casos mais graves de pancreatite sejam raros, a Agência
Reguladora de Medicamentos e Produtos de Saúde do Reino Unido (MHRA, na sigla
em inglês) afirmou na semana passada que médicos e pacientes devem estar
cientes de que alguns episódios foram particularmente severos, ao reforçar seu
alerta sobre o uso desses medicamentos.
Fonte:https://oglobo.globo.com/saude/noticia/2026/02/07/pancreatite-anvisa-registra-seis-mortes-suspeitas-da-doenca-associada-ao-uso-de-canetas-emagrecedoras.ghtml
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