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De veneno de chumbo a monocelha: as tendências de
beleza mais insólitas (e perigosas) da História
Onde a linha entre a estética e o
perigo deixou de existir para mulheres e homens do passado
Por
Malu Felix
24/01/2026 13h00 Atualizado há 7
horas
A busca pela aparência perfeita é um dilema milenar, mas houve épocas em que o preço da beleza era pago com sangue, metais tóxicos e até partes de corpos alheios. Se hoje reclamamos dos padrões atuais, a História mostra que nossos antepassados foram muito mais longe e de forma bem mais insólita.
1. Maquiagem de Ostentação: sobrancelhas índigo
Na China das dinastias Tang e Sui, a riqueza era exibida no rosto. As mulheres da corte raspavam as sobrancelhas para redesenhá-las com tons de azul-esverdeado. O pigmento vinha do índigo persa, um item de luxo importado tão caro que apenas a altíssima nobreza podia ostentar o visual "colorido".
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2. "Pescoço de Cisne" e as testas raspadas
Durante o Renascimento, o rosto ideal era uma tela em branco. Para alcançar o que chamavam de "pescoço de cisne", as mulheres da aristocracia raspavam a linha do cabelo para deixar a testa altíssima. As sobrancelhas também eram frequentemente removidas para dar um ar de pureza e distanciar visualmente a nobreza das classes trabalhadoras.
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3. Monocelha: O auge do charme na Grécia Antiga
Diferente dos dias atuais, em que as pinças são aliadas, as mulheres na Grécia Antiga viam a monocelha como um sinal de inteligência e pureza. Ter os pelos unidos sobre o nariz era o padrão de ouro da época. Quem não tinha os pelos naturalmente densos buscava formas de escurecer a região para simular o visual, que era considerado o ápice da feminilidade e do status intelectual.
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4. Dentes de cadáveres (os 'Dentes de Waterloo')
Antes da odontologia moderna, as próteses eram feitas de materiais orgânicos. No período georgiano (1714–1837, uma era da História britânica marcada pelos reinados de George I, II, III e IV e Guilherme IV, consolidando a Grã-Bretanha como potência mundial), dentes eram extraídos de cadáveres ou comprados de pessoas extremamente pobres para serem implantados em membros da elite. Muitos desses dentes vinham de soldados mortos em batalhas históricas, como a de Waterloo, e eram comercializados para preencher os sorrisos da aristocracia. Pela importância histórica, Waterloo virou sinônimo do procedimento.
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5. Maquiagem de chumbo: A face mortal da realeza
A busca pela pele extremamente pálida levou ao uso do Venetian Ceruse, uma mistura de chumbo branco e vinagre. O cosmético era altamente tóxico e causava corrosão na pele, perda de cabelo e, em casos graves, envenenamento total. A rainha Elizabeth I é um dos nomes mais icônicos associados a essa prática perigosa.
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6. Unhas de 20cm na China Imperial
Na Dinastia Qing, unhas longas eram o maior símbolo de status. A Imperatriz Cixi, por exemplo, exibia unhas que chegavam a 20 centímetros. Para protegê-las, utilizavam-se suportes de ouro cravejados de pedras preciosas. A mensagem era clara: a pessoa possuía tantos recursos que não precisava usar as mãos para nenhum tipo de trabalho manual.
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7. O 'sangue azul' pintado no peito
No século XVII, a moda exigia decotes profundos e peles tão finas que seriam quase transparentes. Para simular essa característica da "nobreza pura", as mulheres usavam lápis e tintas azuis para desenhar veias falsas no colo e pescoço, reforçando a ideia de que seu sangue era literalmente azul e sua pele, intocada pelo sol.
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