Guerra, Petróleo e Narcóticos
Donald Trump está determinado a declarar guerra à Venezuela por supostamente apoiar o tráfico de drogas. Bobagem. A agenda militar não declarada é que a Venezuela é a maior economia de petróleo e gás do mundo. "E nós queremos o petróleo"...
Existe outra agenda militar não declarada dos EUA: a proteção do comércio ilegal de narcóticos, que movimenta bilhões de dólares.
Narcóticos: Dois Polos Geográficos Principais
Peru, Bolívia e Colômbia são os principais produtores mundiais de cocaína.
O Afeganistão é o maior produtor mundial de ópio: heroína ilegal, morfina e opioides de qualidade não farmacêutica.
Imediatamente após o 11 de setembro, os EUA e a OTAN lançaram uma invasão total do Afeganistão, que foi casualmente acusado pelo governo Bush de ter atacado os Estados Unidos em 11 de setembro de 2001.
No ano 2000, o governo talibã afegão, com o apoio das Nações Unidas, lançou uma iniciativa para proibir a produção de ópio, juntamente com um programa de substituição de culturas em favor dos grãos.
Um dos objetivos da guerra liderada pelos EUA e pela OTAN contra o Afeganistão era restaurar e proteger o comércio bilionário de ópio, que havia entrado em colapso (após a decisão do governo afegão) em mais de 90% em 2001? (veja o gráfico abaixo)
Original em inglês.
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Por que os navios dos EUA estão na Venezuela
Uma leitura atenta da nova Estratégia de Segurança Nacional de Washington mostra ênfase renovada no Hemisfério Ocidental. Mas a agressão contra a Venezuela não é uma guerra apenas contra a Venezuela. É uma guerra contra toda a América Latina
Publicado 12/12/2025 às 18:46

Por Vijay Prashad, na Revista Opera
Desde que Hugo Chávez assumiu o poder em 1998, os Estados Unidos têm tentado derrubar a Revolução Bolivariana. Eles tentaram de tudo, exceto uma invasão militar em grande escala: um golpe militar, a construção de um presidente substituto, o corte do acesso ao sistema financeiro global, a imposição de várias sanções, a sabotagem da rede elétrica, o envio de mercenários e a tentativa de assassinar seus líderes. Se você imaginar um método para derrubar um governo, é provável que os Estados Unidos já o tenham tentado contra a Venezuela.
No entanto, em 2025, a escalada tornou-se inquestionável. Os EUA enviaram seus navios de guerra para patrulhar a costa da Venezuela, começaram a afundar pequenas embarcações e a matar seus tripulantes ao deixarem o continente sul-americano e apreenderam um petroleiro com destino a Cuba. A quantidade de ataques à Venezuela aumentou, sugerindo que a qualidade das ameaças agora atingiu uma magnitude diferente. Parece que os Estados Unidos estão se preparando para uma invasão total do país.
Donald Trump assumiu o cargo dizendo que se opunha a intervenções militares que não promovessem os interesses dos EUA, e foi por isso que chamou a guerra ilegal dos EUA contra o Iraque de um desperdício de “sangue e tesouro”. Isso não significa que Trump seja contra o uso das Forças Armadas dos EUA — ele as enviou ao Afeganistão (lembremos da “Mãe de todas as Bombas”) e ao Iêmen, e apoiou totalmente o genocídio dos EUA/Israel contra os palestinos. Sua fórmula não é a favor ou contra a guerra categoricamente, mas sobre o que os EUA ganhariam com ela. No caso do Iraque, ele afirmou que o problema não era a guerra em si, mas o fracasso em se apoderar do petróleo iraquiano. Se os EUA tivessem tomado o petróleo do Iraque, Trump provavelmente estaria em Bagdá, pronto para construir — com o tesouro iraquiano — um hotel Trump em uma das antigas propriedades presidenciais.
Naturalmente, o aumento do poderio militar dos EUA no Caribe tem a ver com o petróleo venezuelano — as maiores reservas conhecidas do mundo. A política apoiada pelos EUA, Maria Corina Machado — premiada com o Prêmio Nobel da Paz em 2025 após apoiar o genocídio israelense e pedir a invasão dos EUA em seu próprio país —, prometeu publicamente abrir os recursos de seu país ao capital estrangeiro. Ela acolheria a extração da riqueza da Venezuela em vez de permitir que sua riqueza social melhorasse a vida de seu próprio povo, como é o objetivo da Revolução Bolivariana iniciada por Hugo Chávez. Uma presidência de Machado renunciaria imediatamente a qualquer reivindicação sobre a região de Essequibo e concederia à ExxonMobil o comando total das reservas de petróleo da Venezuela. Este é certamente o prêmio.
Mas não é o estímulo imediato. Uma leitura atenta da Estratégia de Segurança Nacional dos Estados Unidos para 2025 mostra que há uma ênfase renovada no Hemisfério Ocidental. O Corolário Trump à Doutrina Monroe de 1823 é claro: o Hemisfério Ocidental deve estar sob o controle dos EUA, e os Estados Unidos farão o que for necessário para garantir que apenas políticos pró-EUA estejam no poder. Vale a pena ler esse trecho da Estratégia de Segurança Nacional:
“Após anos de negligência, os Estados Unidos reafirmarão e aplicarão a Doutrina Monroe para restaurar a preeminência americana no Hemisfério Ocidental e proteger nossa pátria e nosso acesso a regiões geográficas importantes em toda a região. Negaremos aos concorrentes não hemisféricos a capacidade de posicionar forças ou outros recursos ameaçadores, ou de possuir ou controlar ativos estrategicamente vitais em nosso hemisfério. Esse ‘Corolário Trump’ à Doutrina Monroe é uma restauração sensata e potente do poder e das prioridades americanas, consistente com os interesses de segurança dos Estados Unidos.”
Quando a Argentina teve eleições locais, Trump advertiu que os EUA cortariam o financiamento externo se os candidatos que se opunham ao presidente pró-EUA Javier Milei perdessem. Em Honduras, Trump interveio diretamente para se opor ao Partido Libre, chegando a oferecer a libertação de um traficante de drogas condenado (e ex-presidente). Os Estados Unidos estão agindo de forma agressiva porque avaliaram com precisão a fraqueza da Onda Rosa e a força de uma nova “Onda Raivosa” de extrema direita. O surgimento de governos de direita na América do Sul, América Central e Caribe encorajou os EUA a pressionar a Venezuela e, assim, enfraquecer Cuba — os dois principais polos da esquerda latino-americana. Derrubar esses processos revolucionários permitiria um domínio total da Doutrina Monroe sobre a América Latina e o Caribe.
Desde a década de 1990, os Estados Unidos começaram a falar da América Latina como um parceiro para a prosperidade compartilhada, enfatizando a globalização em vez do controle direto. Agora, a linguagem mudou. Como afirma o Corolário Trump: “Queremos um hemisfério que permaneça livre de incursões estrangeiras hostis ou propriedade de ativos essenciais e que apoie cadeias de abastecimento críticas… Queremos garantir nosso acesso contínuo a locais estratégicos essenciais”. A América Latina é vista como um campo de batalha para a competição geopolítica contra a China e uma fonte de ameaças como a imigração e o tráfico de drogas. O ataque à Venezuela e a Cuba não é apenas um ataque a esses dois países; é o início da intervenção direta dos EUA em nome da Maré Raivosa. Isso não proporcionará uma vida melhor para a população, mas maior riqueza para as corporações americanas e as oligarquias da América Latina.
Trump está pronto para reviver a crença de que qualquer problema pode ser resolvido pela força militar, mesmo quando existam outras ferramentas. O Corolário Trump promete usar seu “sistema militar superior a qualquer país do mundo” para roubar os recursos do hemisfério.
A agressão contra a Venezuela não é uma guerra apenas contra a Venezuela. É uma guerra contra toda a América Latina.
Fonte:https://outraspalavras.net/geopoliticaeguerra/por-que-os-navios-dos-eua-estao-na-venezuela/
Navios com 11 milhões de barris de petróleo
'empacam' na Venezuela após apreensão dos EUA, segundo agência
Levantamento da Reuters mostra hesitação de
exportadores em navegar com produto em águas internacionais, indicando temor de
que militares americanos apreendam a carga.
Por Redação
g1
13/12/2025 06h00 Atualizado há um dia
As
exportações de petróleo da Venezuela caíram drasticamente desde que os Estados
Unidos apreenderam um petroleiro, na última quarta-feira (10), segundo um
levantamento da agência de notícias Reuters.
A ação dos militares americanos impuseram novas
sanções a empresas de navegação e embarcações que fazem negócios com o produtor
de petróleo latino-americano, de acordo com dados de navegação, documentos e
fontes marítimas.
Apenas petroleiros fretados pela gigante
petrolífera americana Chevron navegaram em águas internacionais transportando
petróleo bruto venezuelano desde a apreensão da quarta, segundo os dados
coletados.
A Chevron possui autorização do governo americano
para operar por meio de joint ventures no país e exportar seu petróleo para os
Estados Unidos.
Momento
em que militares dos EUA abordam navio petroleiro da Venezuela, em 10 de
dezembro de 2025. — Foto: Procuradoria-geral dos EUA via AP
Embarcações que transportam, somadas, cerca de 11
milhões de barris de petróleo e combustível estão retidas em águas
venezuelanas, de acordo com as fontes e os dados.
Parte da carga está a bordo de petroleiros
sancionados por Washington sob medidas contra o Irã ou a Rússia, países que os
EUA monitoram como possíveis alvos de novas ações punitivas, segundo as fontes.
Apreensão de
navio
Em um episódio inédito nas operações militares que
o governo de Donald Trump faz perto da costa da Venezuela, as Forças Armadas
dos EUA interceptaram na quarta-feira (10) um navio petroleiro venezuelano no
mar do Caribe. Imagens mostram soldados americanos entrando e apreendendo a
embarcação.
Foi a primeira vez que o governo Trump fez o uso da
força para assumir um navio petroleiro venezuelano — até agora, as investidas
da campanha militar dos EUA no Caribe haviam se limitado a ataques a pequenos
barcos que Washington alega serem de traficantes de drogas a caminho do
território norte-americano.
Desta vez, a apreensão, incomum para as ações de
Trump, mirou o principal ativo da economia venezuelana — o petróleo — e, por
isso, levantou questionamentos se o episódio pode ser considerado um ato de
guerra. A Casa Branca disse que pretende levar o navio para os EUA e apreender
o petróleo.
O governo de Nicolas Maduro afirmou que
"defenderá sua soberania, seus recursos naturais e sua dignidade nacional
com absoluta determinação" e que denunciará a apreensão do petroleiro
perante os organismos internacionais.
O episódio ocorre em meio a um enorme reforço
militar dos EUA na região do Caribe, incluindo um porta-aviões, caças e dezenas
de milhares de soldados. Washington afirma que a manobra faz parte de um
combate ao tráfico de drogas, mas o governo da Venezuela afirma que o objetivo
final seria a derrubada de Maduro e do regime chavista.
Fonte: https://g1.globo.com/mundo/noticia/2025/12/13/navios-com-11-milhoes-de-barris-de-petroleo-empacam-na-venezuela-apos-apreensao-dos-eua-segundo-agencia.ghtml
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Venezuela: a fabricação de
uma mentira
Por Ted Snider, no Responsible Statecraft | Tradução: Rôney Rodrigues
Segundo relatos, Donald Trump manteve uma conversa telefônica surpresa com o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, na semana passada. Dias depois, o Departamento de Estado dos EUA designou formalmente o Cartel de los Soles da Venezuela como uma organização terrorista estrangeira e, além disso, declarou que Maduro é o líder dessa organização terrorista estrangeira.
Portanto, como o Cartel de los Soles é “responsável pela violência terrorista em todo nosso hemisfério, bem como pelo tráfico de drogas para os Estados Unidos”, a primeira alegação coloca a guerra com a Venezuela na agenda, e a segunda coloca um golpe contra Maduro na mesma pauta.
Há apenas um problema: o governo Trump está tendo dificuldade em convencer suas próprias agências e parceiros internacionais mais próximos de qualquer uma dessas alegações. A administração também não os convenceu de que a Venezuela é um estado “narcoterrorista”, ou de que a solução de Trump para o problema — bombardear pequenas embarcações que supostamente transportariam fentanil e outras drogas para os Estados Unidos — é legal.
O problema em designar o Cartel de los Soles como uma organização terrorista é que não existe um “Cartel de los Soles” da forma como o governo Trump alega. Conforme relata o The New York Times, “Cartel de los Soles não é uma organização literal”, mas “uma figura de linguagem”. É uma referência jocosa, de três décadas, à insígnia de sol que os generais venezuelanos usam e aos oficiais militares corrompidos pelo dinheiro das drogas.
“Não existe algo como uma reunião de diretoria do ‘Cartel de los Soles’. Não existe esse bicho. A organização não existe como tal”, disse Phil Gunson, analista sênior do International Crisis Group, ao Times.
Além disso, disse Jeremy McDermott, cofundador do InSight Crime, um centro de estudos focado em crime e segurança na América Latina: “O Cartel dos Soles tornou-se uma expressão genérica para o tráfico de drogas infiltrado no Estado, mas estes não são integrados — a mão esquerda não sabe o que a mão direita está fazendo. Absolutamente não é uma organização, per se“, afirmou, acrescentando: “Se você vai para a guerra, a terminologia importa.”
Além disso, analistas de inteligência não concordam que Maduro seja o “chefe” de qualquer cartel, muito menos de um que não existe.
Um memorando de “consenso da comunidade” de 26 de fevereiro sobre outro designado terrorista por Trump, a organização criminosa Tren de Aragua (TDA), que reuniu as conclusões das 18 agências da comunidade de inteligência dos EUA subordinadas ao Gabinete do Diretor de Inteligência Nacional, concluiu que a TDA “não agia sob a direção do governo Maduro e que as duas partes são, na verdade, hostis uma à outra”.
Aparentemente, de acordo com o Times, o Gabinete do Diretor de Inteligência Nacional ordenou a um analista de inteligência sênior que “repensasse” a análise de fevereiro e apresentasse uma nova avaliação. O novo memorando, datado de 7 de abril, “confirmou a avaliação original da comunidade de inteligência” e continuou a contradizer a alegação do governo sobre Maduro, concluindo que “o regime Maduro provavelmente não tem uma política de cooperação com a TDA e não está direcionando o movimento e as operações da TDA para os Estados Unidos”.
A comunidade de inteligência manteve naquele memorando que “não observou o regime direcionando a TDA”. Em vez disso, o memorando constata que “os serviços de inteligência, militares e policiais venezuelanos veem a TDA como uma ameaça à segurança e atuam contra ela de maneiras que tornam altamente improvável que as duas partes cooperem de forma estratégica ou consistente”.
O novo memorando, no entanto, acrescentou uma visão mais matizada da posição do FBI, que concordou com a avaliação, mas discordou ao afirmar que alguns elementos do governo venezuelano ajudam a facilitar a migração de membros da gangue TDA para os EUA e os usam como proxies para avançar os objetivos do regime.
Semanas após o segundo relatório, Michael Collins, presidente interino do Conselho Nacional de Inteligência, e Maria Langan-Riekhof, sua vice, foram demitidos. O Gabinete do Diretor de Inteligência Nacional negou que tivesse qualquer relação com os memorandos e limitou-se a dizer que “a Diretora (Tulsi Gabbard) está trabalhando junto ao presidente Trump para acabar com a instrumentalização e politização da Comunidade de Inteligência”. No entanto, uma pessoa familiarizada com a situação disse à Reuters que “está claro que Collins foi demitido apenas por fazer seu trabalho”.
Os EUA não tiveram mais sucesso em convencer seus parceiros de que a Venezuela é sequer uma fonte significativa de fentanil ou outras drogas que entram nos Estados Unidos.
Autoridades atuais e anteriores dos EUA afirmam que a maioria das embarcações atingidas pelos militares americanos estava na passagem entre a Venezuela e Trinidad e Tobago — uma passagem não utilizada para transportar fentanil nem outras drogas para os Estados Unidos. A maconha domina, com 80% das drogas que fluem por essa passagem, e a maior parte do restante é cocaína. E essas drogas não se destinam aos EUA, mas à África Ocidental e à Europa.
De acordo com a Administração de Combate às Drogas dos EUA (DEA), 90% da cocaína que transita para os EUA entra pelo México, não pela Venezuela. E a Venezuela não é uma fonte de fentanil. O Relatório Mundial sobre Drogas 2025 do UNODC avalia que a Venezuela “consolidou seu status como um território livre do cultivo de folhas de coca, cannabis e cultivos similares” e que “apenas 5% das drogas colombianas transitam pela Venezuela”.
Até o momento, houve pelo menos 20 ataques a embarcações supostamente transportando drogas, e 80 pessoas foram mortas sem serem acusadas ou julgadas. Existem sérias preocupações internas quanto à legalidade desses ataques. Hegseth está em apuros esta semana devido a questões sobre se ele ordenou ou não um segundo ataque letal a uma embarcação, matando sobreviventes.
Em 16 de outubro, o almirante Alvin Holsey, chefe do Comando Sul dos EUA, que supervisiona todas as operações na América Central e do Sul, anunciou que estava deixando o cargo em meio a relatos de “verdadeiras tensões políticas em relação à Venezuela” entre o almirante e o secretário de Defesa, Pete Hegseth. Autoridades atuais e anteriores dos EUA afirmam que Holsey “tinha levantado preocupações sobre a missão e os ataques às supostas embarcações de drogas”.
O Washington Post relata que o governo Trump “repetidamente ignorou ou contornou advogados do governo que questionavam se a política provocativa era legal”. Assim como os oficiais militares e de inteligência, muitos advogados e funcionários preocupados “deixaram o governo ou foram realocados ou removidos”.
Muitos dos principais aliados dos Estados Unidos também não estão convencidos. O Reino Unido parou de compartilhar inteligência com os EUA sobre embarcações suspeitas de tráfico de drogas na costa da Venezuela porque acredita que os ataques “violam o direito internacional”. O Reino Unido é um dos aliados mais próximos e um dos parceiros de compartilhamento de inteligência mais importantes dos EUA. Eles têm muitos ativos de inteligência baseados no Caribe.
E o Reino Unido não é o único aliado próximo a agir com base em sua preocupação. O Canadá, que tradicionalmente ajudou os EUA a interceptar traficantes de drogas no Caribe, também notificou os EUA de que não quer que sua inteligência seja usada para ajudar a direcionar embarcações para ataques letais. O Canadá afirma que seu compartilhamento de inteligência na região é “separado e distinto” desses ataques e que o país “não tem envolvimento” nos ataques dos EUA a embarcações venezuelanas.
Jean-Noël Barrot, ministro das Relações Exteriores da França, também afirmou que a França está preocupada porque os ataques “violam o direito internacional”. E autoridades holandesas já haviam restringido o compartilhamento de inteligência com os EUA devido a preocupações de que a “politização da inteligência” pudesse ser usada em “violações de direitos humanos”.
A Colômbia também parou de compartilhar inteligência com os EUA “porque estaríamos colaborando com um crime contra a humanidade”.
Se você não consegue convencer outras nações — e seu próprio povo — de seu direito de usar a força militar, talvez esteja errado em usá-la. Parece que Trump tem uma tarefa muito maior de convencimento a fazer.
Fonte:https://outraspalavras.net/geopoliticaeguerra/venezuela-a-fabricacao-de-uma-mentira/
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