Diabetes é uma doença silenciosa. Por isso a importância de manter os exames em dia — Foto: Freepik
'Dia Mundial
de Combate ao Diabetes' chama atenção para conscientização e prevenção da
doença
Secretaria de Estado de Saúde Pública
(Sespa) do Pará traz informações sobre atendimento e cuidados com o diabetes.
Por g1 Pará —
Belém
14/11/2023 06h00 Atualizado há 15
horas
Nesta terça-feira (14) é comemorado o Dia Mundial de Combate ao
Diabetes. A data reforça a necessidade de conscientização e prevenção da
doença. Nos primeiros nove meses do ano, mais de 4 mil paraenses precisaram ser
hospitalizadas por conta do diabetes.
Segundo a Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa), o tratamento
está disponível gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e a população
pode procurar as Unidades Básicas de Saúde (UBS) para obter mais informações.
O atendimento oferece informações para aquisição, dispensação e
distribuição de medicamentos gratuitos, de forma regular e sistemática, a todos
os pacientes cadastrados. Para ter acesso é preciso que o paciente passe por
consulta com o clínico geral na UBS.
Por se tratar de uma doença progressiva, se não for tratada
adequadamente, o diabetes pode provocar doenças cardiovasculares, insuficiência
renal, perda de visão e até amputação de membros.
Panorama
Pelos dados até agosto do Sistema de Informação em Saúde para Atenção
Básica (Sisab), do Ministério da Saúde, 445.436 pessoas estão cadastradas como
diabéticas
No Pará 4.852 pessoas – 2.484 homens e 2.368 mulheres - foram
hospitalizadas em decorrência de diabetes, entre janeiro e setembro de 2023.
Os números correspondem a uma redução de 6,5% em comparação às
internações no mesmo período de 2022, segundo dados do Sistema de Informações
Hospitalares do SUS.
Nestes dois anos, as faixas etárias mais recorrentes na internação
foram: 60 a 69 anos; 50 a 59 anos e 70 a 79 anos. Todas as faixas etárias são
atingidas, especialmente mulheres entre 55 e 59 anos, e homens entre 60 e 64
anos.
O Diabetes é apontado ainda como a segunda comorbidade mais recorrente
entre as pessoas que testaram positivo para Covid-19 no Pará, correspondendo a
2,11% do total de casos confirmados – só perdendo para cardiopatas, com 2,73% -
segundo dados atualizados até 9 de novembro deste ano.
Fatores de risco
A equipe da Coordenação de Doenças Crônicas Não Transmissíveis (CDCNT)
da Sespa orienta e capacita os profissionais das Unidades Básicas de Saúde
sobre o fluxo de atendimento a pacientes diabéticos.
“São atividades que alertam para a gravidade da doença associada a
outros fatores de risco, como hipertensão, inatividade física, alimentação
inadequada, obesidade e tabagismo, que geram impactos econômicos e sociais”,
explicou Sílvia Corrêa, titular do CDCNT.
Segundo a coordenadora, as ações também incentivam a adoção de uma
alimentação saudável e balanceada, e a prática de atividades físicas.
Sílvia Corrêa diz que o fluxo de atendimento para o paciente diabético
começa nas Unidades de Saúde com as equipes de Atenção Primária, onde são
oferecidas, gratuitamente, ações de prevenção, detecção, controle e tratamento
medicamentoso, inclusive com insulina.
Se o paciente apresentar intercorrências nessa fase do tratamento, e
dependendo do diagnóstico, pode ser referenciado para unidades de média e alta
complexidade, que mantêm atendimento de referência em Endocrinologia.
Fonte:https://g1.globo.com/pa/para/noticia/2023/11/14/dia-mundial-de-combate-ao-diabetes-chama-atencao-para-conscientizacao-e-prevencao-da-doenca.ghtml?
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2022/B/L/GWB6B2TDux8mbuJc31IQ/foto-02-diabetes.jpg)
Comentários
Postar um comentário