O MENU DO BOM HUMOR: OS ALIMENTOS - E AS ESTRATÉGIAS PARA CONSUMÍ-LOS - QUE PODEM AJUDAR A MENTE A SE MANTER EQUILIBRADA

 

O menu do bom humor (Foto: Mar+Vin)

(Foto: Mar+Vin)

O menu do bom humor: os alimentos – e as estratégias para consumi-los – que podem ajudar a mente a se manter equilibrada

A pedido da Vogue, especialistas listam estratégias nutricionais que podem aliviar sintomas da ansiedade

  • LUANDA VIEIRA (@LUANDAVIEIRA)
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Estamos mais ansiosos do que nunca. A afirmação é da Organização Mundial de Saúde, que aponta que 1 a cada 13 pessoas tem sintomas de ansiedade no mundo. No Brasil, o quadro também é alarmante e piorou no último ano de pandemia: figuramos o primeiro lugar entre a população mais ansiosa e a com mais casos de depressão na América Latina. Parte das estatísticas sobre o Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG) em diagnóstico recente, pensei no quanto nos preocupamos em excluir imediatamente o café preto da rotina, mas não nos atentamos quão aliada a alimentação pode ser no tratamento da doença.

As estratégias nutricionais podem aliviar a ansiedade, mas os acompanhamentos psicológico e psiquiátrico são indispensáveis na jornada contra a doença, como explica Marcela Kotait, especialista em transtornos alimentares e obesidade e coordenadora voluntária do Ambulim (programa de transtornos alimentares do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP).

Chá de camomila não vai deixar ninguém menos ansioso, é um complemento. Hoje, conseguimos entender que existe uma tríade quando pensamos em ansiedade e depressão: a parte psíquica, a prática de atividade física e uma alimentação de qualidade, pensando na integralidade da comida. Ou seja, evitar os itens ultraprocessados é o primeiro passo”, diz Marcela, que é uma das colaboradoras do livro Nutrição em Psiquiatria (Manole, R$ 128), que acaba de ganhar uma reedição.

Algumas estratégias podem ajudar nesse sentido. A nutricionista e chef de cozinha no Instituto de Gastronomia de Ribeirão Preto Livia Pauliez ressalta a importância do consumo moderado de açúcar, um dos macronutrientes que mais impacta nas emoções. “Devemos evitar que o paciente tenha um pico de glicemia no sangue, pois, quando o nível de açúcar cai, pode gerar uma sensação de tristeza, cansaço e desânimo.”

“A ansiedade é o resultado de uma preocupação intensa e persistente, de medos e tensões, que pode se manifestar com um aumento da frequência cardíaca, a aceleração da respiração, tontura, sudorese, sensação de cansaço, problemas digestivos e aumento de apetite, e está totalmente relacionada com os neurotransmissores, que podem ser a causa ou a forma de controlar esse sintoma.

São eles: serotonina, dopamina e gaba. Por outro lado, existem alguns nutrientes que podem ser incluídos em forma de alimentos ou também suplementação individualizada feita por profissional para ajudar a combater a ansiedade, como ômega-3, triptofano (importante matéria-prima para a produção dos hormônios de bem-estar) e probióticos, por exemplo”, explica Patricia Davidson, nutricionista funcional.

Entre outros benefícios ligados ao funcionamento do nosso corpo, a alimentação age como um acelerador do bem-estar e da concentração. “Banana, abacate, melancia e mamão são ricos em triptofano, que ajuda a reduzir a ansiedade e a irritabilidade. A laranja e o limão são ótimas opções por também serem ricos em vitamina C”, diz Livia Pauliez. 

A nutricionista aponta outras opções importantes para o dia a dia. “Peixes, como o salmão e o atum; e oleaginosas, como nozes, castanha-de-caju e amêndoas, que são ricas em ômega-3 e gorduras saturadas e auxiliam no humor. Os ovos são ricos em vitaminas do complexo B, a tiamina e a niacina, ajudando na produção hormonal”, conta. Para completar o cardápio, ela ainda destaca a relevância dos vegetais verde-escuros, como espinafre, brócolis e couve, ricos em folato e em ácido fólico, além de grão-de-bico, lentilha e feijão.

VALE EVITAR
Assim como a cafeína, outros alimentos podem atrapalhar o quadro de um paciente com ansiedade ou depressão. “Excesso de açúcar e doces em geral, sucos industrializados e refrigerantes; farinha branca, presente em biscoitos, bolos, salgados e pães brancos; chá mate e bebidas estimulantes; óleos vegetais como os de soja, canola e milho; e bebidas alcoólicas”, finaliza Patricia Davidson.

Fonte:https://vogue.globo.com/Wellness/noticia/2021/09/o-menu-do-bom-humor-os-alimentos-e-estrategias-para-consumi-los-que-podem-ajudar-mente-se-manter-equilibrada.html


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