Novo coronavírus:
tire suas dúvidas e descubra como se proteger
Por ser um novo vírus, é normal também que o tema desperte curiosidade e angústias entre o publico geral, inclusive por preveção. Afinal, como se proteger do coronavírus? Quais são os sintomas? Há formas de tratamento? Para quem pedir ajuda? São todas questões válidas, mesmo que especialistas, governos e até a Organização Mundial da Saúde (OMS) tenham emitido comunicados em que a COVID-19 é descrita como menos virulenta do que outras epidemias similares.

O que é o coronavírus?
Coronavírus não é o nome, mas sim uma família de vírus que causam infecções respiratórias. Segundo os relatos médicos, os primeiros coronavírus humanos foram isolados pela primeira vez no ano de 1937. Desde então, sabe-se que alguns coronavírus podem causar doenças graves com impacto importante em termos de saúde pública. São os casos da Síndrome Respiratória Aguda Grave (SARS), identificada em 2002, e da Síndrome Respiratória do Oriente Médio (MERS), identificada em 2012.
Sobre o novo coronavírus, conhecido por SARS-CoV-2 e que tem assutado em massa as pessoas, o agente só foi descoberto no último dia de 2019, após uma série de casos relatados na China. Até agora, as autoridades de saúde pública em todo o mundo ainda investigam sua ação e reações no corpo humano.
Casos no Brasil? E no mundo?
No dia 26 de fevereiro, o Ministério da Saúde confirmou o primeiro caso do novo coronavírus no Brasil e, por consequência, o primeiro da América Latina. Foi o Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo, que primeiro detectou a infecção em um homem de 61 anos, morador da cidade e de identidade não revelada, que esteve na Itália entre os dias 9 e 21 de fevereiro. Um segundo caso foi divulgado no último domingo (1), dessa vez atingindo um homem de 32 anos que passou pela Itália.
No mundo, de acordo com o mapa interativo da Universidade Johns Hopkins, são mais de 84 mil infecções do novo coronavírus espelhadas pelo globo. A atual lista de números de casos é liderada, respectivamente, pela China, Coreia do Sul, Itália e Irã. Seguidos dessas nações, há casos confirmados em mais de 50 países.
Por enquanto, o Brasil não registrou nenhum óbito em decorrência do novo coronavírus. Já no mundo, foram mais de 2.800 mortes. Também é contabilizado, pelos dados coletados mundialmente pela Johns Hopkins, que mais de 36.000 pacientes se recuperaram, após contraírem o vírus.
Quais são os sintomas da infecção?
Os principais sintomas de infecções pelos coronavírus, em geral, são respiratórios, semelhantes a de um resfriado comum. Além disso, podem causar infecção do trato respiratório inferior, como pneumonias. No entanto, essas informações não são 100% conclusivas sobre o novo vírus SARS-CoV-2. Isso porque as equipes médicas ainda precisam de mais estudos para que se caracterize melhor os sintomas de sua presença específica no corpo humano. Os principais sintomas já conhecidos são febre, tosse e dificuldade para respirar.
Quando é hora de procurar um médico?
Se o paciente viajou para a China nos últimos 14 dias e ficou doente, apresentando sinais de febre, tosse ou dificuldade de respirar, deve procurar atendimento médico e informar detalhadamente o histórico de viagem recente e seus sintomas. Para que se evite maiores infecções, a pessoa deve ligar primeiro para o centro de saúde explicando seu quadro e aguardar as orientações.
De acordo com os novos critérios para a definição de caso suspeito também enquadram pessoas que apresentarem sintoma gripal, como tosse ou falta de ar, e tiveram passagem pela Alemanha, Austrália, Emirados Árabes, Filipinas, França, Irã, Itália, Malásia, Japão, Singapura, Coreia do Sul, Coreia do Norte, Tailândia, Vietnã ou Camboja, além da já citada China, nos últimos 14 dias.
Como é transmitido o novo coronavírus?
As investigações sobre as formas de transmissão do coronavírus também estão em andamento, mas a disseminação de pessoa para pessoa já foi confirmada. Isso significa que qualquer indivíduo, que tenha contato próximo — de cerca de um metro — com alguém com sintomas respiratórios pode estar exposta à infecção. Nesses casos, a transmissão costuma ocorrer pelo ar ou por contato com secreções contaminadas, como gotículas de saliva, espirro, tosse e catarro.
Vale lembrar que alguns vírus são altamente contagiosos, como sarampo, enquanto outros são menos. Ainda não está claro com que facilidade o novo coronavírus se espalha de pessoa para pessoa, mas médicos acreditam que seu nível de contágio seja menor que o do sarampo, por exemplo.
O período médio de incubação por coronavírus é de aproximados cinco dias, com intervalos que chegam a 12 dias, tempo em que os primeiros sintomas levam para aparecer desde a infecção. E, de acordo com os dados preliminares do SARS-CoV-2, a transmissão pode ocorrer mesmo sem o aparecimento de sinais e sintomas, mas ainda não há informações suficientes de quantos dias anteriores ao início dos sinais uma pessoa infectada pode transmitir o vírus.
Como se prevenir do novo coronavírus?
Segundo o Ministério da Saúde, cuidados básicos de higiene são orientados para evitar infecções e a transmitição de doenças respiratórias agudas, como o novo coronavírus. São medidas altamente indicadas:
- Lavar as mãos frequentemente com água e sabonete por pelo menos 20 segundos, respeitando os 5 momentos de higienização. Se não houver água e sabonete, usar um desinfetante para as mãos à base de álcool;
- Evitar tocar nos olhos, nariz e boca com as mãos não lavadas;
- Evitar contato próximo com pessoas doentes;
- Ficar em casa quando estiver doente;
- Cobrir boca e nariz ao tossir ou espirrar com um lenço de papel e jogar no lixo;
- Limpar e desinfetar objetos e superfícies tocados com frequência.
As máscaras são aliadas?
Podem ser, mas com cautela. Isso porque quando o indivíduo inspira, a máscara filtra o ar e as partículas, que acima de um determinado tamanho não conseguem passar pela barreira física do tecido. Essa é a principal ideia por trás de se usar uma máscara, inclusive do modelo mais usado por médicos e profissionais da saúde, a N95. Inclusive, as próprias autoridades de saúde chinesas recomendam o uso delas para a equipe do hospital, responsável por tratar pacientes.
No entanto, essas máscaras (independentes do modelo) só podem fornecer uma proteção adicional para o usuário contra as maiores gotículas de fluidos corporais, como as partículas que saem de um espirro ou tosse, mas não filtram totalmente o ar. Isso porque as máscaras não foram desenvolvidas para que o indivíduo se proteja de outras pessoas, mas para proteger outras pessoas de seus próprios germes. Dessa maneira, as máscaras são indicadas, principalmente, para pacientes infectados ou sob suspeita e, não como método de prevenção.
Qual o tratamento para a infecção?
Como regra, não existe tratamento específico para infecções causadas por nenhum coronavírus humano. Nesses casos, é somente indicado repouso e consumo de bastante água, além de medidas para alívio de alguns sintomas, como o uso de medicamento para dor e febre (antitérmicos e analgésicos). Também é recomendada a adoção de umidificadores ou banhos quente para o auxílio do bom funcionamento do sistema respiratório.
Grávidas apresentam mais riscos?
Conforme indicado pelo Ministério da Saúde não há orientações específicas para gestantes. Segundo o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), nos Estados Unidos, por enquanto, os médicos não têm informação suficientes sobre o tema. É consenso que grávidas apresentam mudanças no sistema imunológico, durante a gestação, que as tornam mais suscetíveis a infecções respiratórias virais de forma geral. Assim, a recomendação é ter as mesmas precauções que a população.
Epidemia é diferente de pandemia?
Nos últimos dias tem se falado mutio sobre a possibilidade da epidemia do novo coronavírus se tornar uma pandemia, mas afinal quais são as diferenças entre os dois termos? A definição de epidemia é a propagação pontual de um vírus, onde os casos aumentam até chegarem ao limite e depois diminuem gradualmente. Já uma pandemia é a propagação, em escala mundial, de uma nova doença, como pontua a OMS.
Em outras plavras, em uma pandemia muitos países são afetados ao mesmo tempo por uma mesma enfermidade. Pandemia é usada, por exemplo, para definir o HIV, pois sua presença é global, mesmo que em uma pequena procentagem. Até sexta-feira (28), a OMS ainda não havia declarado o novo coronavírus como uma pandemia.
Fake news sobre o novo coronavírus
Com o assunto tão novo e pesquisas ainda em andamento, inúmeras correntes espelhadas por WhatsApp e redes sociais trazem desinformação e fake news sobre o novo coronavírus. Entre as notícias falsas, está que a China cancelou todos os embarques de produtos por navio até março, devido ao risco de disseminação do vírus em encomendas. Há mensagens que dizem também que plástico bolha, vinda da China, pode disseminar o vírus.

Para ambos os casos, o Ministério da Saúde afirma que "não há nenhuma evidência que produtos enviados da China para o Brasil tragam o novo coronavírus." O órgão ainda explica que vírus geralmente não sobrevivem muito tempo fora de um hospedeiro vivo, enqunato que o tempo de envio destes produtos costuma ser de meses.
Além dessas estórias, há inúmeros vídeos e textos com medicamentos, simpatias e poções aparentemente milagrosas para o tratamento das infecções. Inclusive, há charlatões que recomendam banhos imersivos em viangre ou drinks de uísque com mel, muito usado na Inglaterra. Novamente, não há nenhum medicamento, substância, vitamina, alimento específico ou vacina que possa prevenir a infecção pelo novo coronavírus.
Onde obter informações seguras?
O mais importante de tudo, antes de compartilhar ou acreditar em uma informação sem fontes confiáveis, é entender a responsabilidade que você, como usuário das redes sociais, tem sobre o conteúdo e sua capacidade de influenciar pessoas do seu círculo virtual. No caso de dúvidas, sobre a veracidade ou não de uma informação, busque sempre checar o assunto em sites especializados.
Para isso, vale acompanhar perfis oficiais de instituições de saúde nas redes sociais, como a do Ministério da Saúde, inclusuive o órgão tem uma página dedicada ao esclareciemnto de boatos virtuais. Boas fontes também são os materiais divulgados por institutos, considerados como referências no controle e acompanhamento do novo vírus no país, como a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), o Instituto Adolfo Lutz e o Instituto Evandro Chagas (IEC).
COVID-2019
| Tudo o que você precisa saber sobre a epidemia do coronavírus
A COVID-2019, doença causada pelo vírus SARS-CoV-2 (mais popularmente conhecido como Coronavírus), tem se espalhado rapidamente ao redor do mundo, já sendo encontrada em cerca de 40 países do globo — incluindo o Brasil, que na madrugada da última terça-feira (25) confirmou o primeiro caso da doença por aqui.
Enquanto a doença se espalha, o medo também se alastra pela população, já que a forma como as pessoas (principalmente aquelas que não são da área da saúde) falam sobre a doença faz parecer que se trata do vírus do apocalipse., que irá assolar a humanidade e cuja infecção é uma sentença de morte — e nada está mais longe da verdade.
De acordo com o Dr. Jon Dongyan, um especialista em vírus da Universidade de Hong Kong, as pessoas estão exagerando os riscos da doença, criando um estado de pânico que também deve ser combatido pelos governos e profissionais de saúde pública, pois esse pânico generalizado acaba atrapalhando os esforços de combate à doença. Claro, uma parte desse pânico provém do fato de este ser um vírus que, até pouco tempo, era completamente desconhecido e que ainda não possui uma vacina para combatê-lo, mas já temos informações suficientes para cravar que não se trata de uma doença tão grave quanto o que está sendo ventilado por aí.
Gravidade da doença

Atualmente, os cientistas dividem os casos de infecção pelo vírus em três tipos diferentes: os de infecção leve (casos em que os pacientes não desenvolvem pneumonia), infecção severa (pacientes apresentam dificuldades para respirar, baixa saturação de oxigênio no sangue e outros problemas respiratórios graves) e infecção crítica (pacientes não conseguem respirar e apresentam uma falha generalizada no funcionamento dos órgãos). Destes três, cerca de 81% dos casos de pessoas infectadas pelo coronavírus são do tipo leve, com cerca de 14% sendo do tipo severo e apenas 5% do tipo crítico.
É importante fazer esta distinção porque, de acordo com os médicos que estão na linha de frente do combate ao vírus na China, as mortes relacionadas à doença são exclusivas dos pacientes que desenvolvem infecções severas e críticas. Já entre os pacientes com infecção leve (a enorme maioria dos infectados) a doença não causa grandes transtornos, e os sintomas são iguais aos de uma gripe comum (tosse, coriza, febre, sensação de cansaço e uma leve dor no corpo).
É possível, ainda, que o número de infectados com a doença seja até maior do que os existentes nos relatórios, já que muitas pessoas nem vão aos hospitais fazer os testes para confirmar a infecção pelo SARS-CoV-2, por acreditarem que o que pegaram foi apenas uma gripe comum.
Mortalidade

De acordo com os dados da OMS divulgados no relatório de 26 de fevereiro, a atual taxa de mortalidade da doença gira em torno de 3,4% (em escala mundial) e 2,3% quando consideramos apenas a China.
Mesmo assim, esses números estão inflados por algumas situações fora do padrão. Por exemplo, dentro da China, a média está sendo elevada por uma maior taxa de mortalidade na província de Hubei (onde fica a cidade de Wuhan, local em que a doença surgiu), onde 2,9% dos pacientes infectados terminaram em óbito, enquanto no restante do país a taxa de mortalidade beira 0,4%. O mesmo ocorre ao considerarmos os territórios fora da China, onde o Irã (país em que a doença matou 15% dos infectados) eleva a média mundial de mortalidade, que cairia mais que a metade se os casos da região fossem desconsiderados.
Comparando com outras doenças, a COVID-2019 é bem mais perigoso que a gripe comum (que tem uma taxa de mortalidade de 0,1%), mas não tão mortal quanto a SARS (doença que também surgiu na China no começo do século, mas que conseguiu ser contida antes de se tornar uma pandemia), que matou 9,6% dos infectados, e bem menos mortal do que a dengue, que mata entre 10% e 30% dos pacientes infectados (a diferença nas porcentagens se dá com base na procura ou não de auxílio médico quando apareceram os primeiros sintomas da doença).
Mas por que então toda a preocupação?

Boa parte da preocupação, principalmente entre os profissionais de saúde, não é por conta da mortalidade da doença, mas sim pela velocidade com a qual ela se espalha e pelo fato de ser um tipo de vírus até então desconhecido pela medicina, o que obriga os médicos e pesquisadores a tentar desenvolver uma vacina para prevenção, ao mesmo tempo que tentam conter uma pandemia, tornando ambas as tarefas muito mais difíceis.
A COVID-2019 não apenas possui os mesmos sintomas de uma gripe comum, mas também é transmissível da mesma forma. Assim, tudo o que uma pessoa precisa fazer para ser infectada pelo vírus é entrar em contato com a saliva de alguém infectado — seja por contato direto e voluntário (como um beijo), direto e involuntário (como ser atingido por gotículas de saliva de alguém infectado durante um acesso de tosse) ou mesmo indireto (como, por exemplo, tocar em um dinheiro que foi infectado e, antes de ter a oportunidade de lavar a mão, coçar um olho, por exemplo).
Agora, o que faz com que a doença se espalhe em uma velocidade alarmante é justamente o fato de ser um vírus totalmente novo: desde que mamamos o colostro, quando bebês, nosso corpo já possui anticorpos que estão acostumados com o vírus da gripe, e conseguem identificá-lo e combatê-lo antes que eles possam fazer mal para nosso corpo. É por isso que normalmente só ficamos gripados quando a imunidade do nosso corpo cai (como, por exemplo, por causa de estresse ou por uma mudança significativa e repentina na temperatura), mesmo que estejamos praticamente o tempo todo em possível contato com o vírus da gripe.
O mesmo não ocorre com o SARS-CoV-2: por ser um vírus totalmente novo, nossos anticorpos não estão preparados para identificá-lo rapidamente, e por isso, qualquer pessoa que entra em contato com ele acaba desenvolvendo a doença. Assim, a melhor forma de prevenção para a COVID-2019 é a mesma proteção antigripe: evitar lugares fechados e aglomerações de pessoas, e lavar as mãos sempre que possível com água e sabão (ou passar álcool gel) para reduzir a quantidade de bactérias e de possíveis vírus que possam estar “escondidos” por ali. Também é importante manter sempre uma alimentação balanceada, pois isto irá garantir que seus anticorpos estejam prontos para combater a doença caso a contraia, e diminuirá as chances de ela evoluir para os níveis severo e crítico.
Além disso, se você está pensando em viajar, o Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos sugere que, enquanto a epidemia não for contida, evite visitar China, Coreia do Sul, Japão, Itália e Irã, pois são os países com o maior número de casos confirmados e onde há a maior chance de se contrair a doença.
O que o futuro nos reserva

Enquanto laboratórios correm contra o tempo para tentar desenvolver uma vacina contra a COVID-2019 e finalmente conseguir apaziguar os ânimos do público, o fato da doença se parecer tanto com uma gripe (principalmente nos casos que são classificados como leves) é talvez o que mais tem atrapalhado os esforços de contenção, pois muita gente acaba não procurando assistência médica ou evitando contato com outras pessoas por achar que está apenas resfriado, e contaminando um número maior de pessoas no processo.
De anticorpos a economia
Assim, um vírus que é de baixa preocupação no quesito individual acaba se tornando uma ameaça no sentido global, pois, por se tratar de uma doença para a qual ninguém ainda possui anticorpos, ela pode causar graves problemas nos sistemas de saúde e econômicos globais, com cada vez mais pessoas procurando por hospitais e cada vez menos pessoas trabalhando nas fábricas e efetuando compras nas lojas.
Por conta disso, acredita-se que os países que mais sofrerão com a doença serão os considerados de “terceiro mundo”, pois normalmente eles não possuem um sistema público de saúde robusto o suficiente para cuidar de uma epidemia como esta (como podemos ver no Irã, que possui atualmente a maior taxa de mortalidade para a doença no mundo).
Incrivelmente, neste ponto o Brasil parece estar bem preparado, pois o fato de termos hospitais que podem prover gratuitamente remédios antigripais para toda a população será de grande ajuda para impedir a doença de atingir uma grande taxa de mortalidade por aqui. Isto porque a necessidade de internação por conta da doença se resume aos cerca de 5% de casos críticos, e em todos os outros os hospitais são usados mais como “quarentena” para evitar que a doença se espalhe, mas não há a necessidade de internação para recuperação.
Outra coisa é que, mais cedo ou mais tarde, a epidemia deve diminuir: isto porque qualquer pessoa que contraiu o vírus (mesmo que tenha desenvolvido apenas a versão mais leve da doença) já se torna imune a ele, não mais sendo infectada mesmo que entre em contato direto com o SARS-CoV-2 (a menos que ele sofra uma mutação; mas não vamos pensar nisso agora). É por isso que o governo chinês tem pedido a todos os pacientes que se recuperaram da doença a doar sangue, pois os anticorpos presentes no sangue dessas pessoas podem teoricamente ser transferidos para outras, e ajudar na recuperação daqueles que estão em estado mais grave.
Assim, os especialistas acreditam que há apenas duas possibilidades para a COVID-2019: ou a doença se tornará cada vez menos transmissível com o passar dos meses, até finalmente “morrer” (como aconteceu com a SARS), ou então se tornará uma doença sazonal como a gripe comum, estabelecendo-se como uma ameaça constante ao corpo humano, mas perdendo uma boa parte de sua periculosidade com o passar do tempo.
Fonte: The New York Times

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