Universidade lança mapa interativo sobre
os casos do coronavírus no mundo (Imagem: Fidel Forato/ Canaltech)
Coronavírus em tempo
real: mapa interativo mostra regiões mais afetadas do globo
Desde o começo de 2020, não há assunto mais comentando que o
novo coronavírus, conhecido como SARS-CoV-2. Descoberto na China no final de
dezembro, o vírus é responsável por milhares de internações e óbitos. A doença
COVID-19 chegou a pelo menos 114 países — inclusive, ao Brasil —, é
oficialmente uma pandemia, como anunciou a Organização Mundial da Saúde (OMS).
"Nas
últimas duas semanas, o número de casos da COVID-19 fora da China aumentou 13
vezes e o número de países afetados triplicou", afirmou o diretor-geral da
OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, a respeito da mudança de classificação. Isso
acontece porque muitos países são afetados ao mesmo tempo por essa enfermidade.
Para
organizar todos os dados e fontes sobre o tema, pesquisadores da Johns Hopkins
University construíram e atualizam regularmente um painel online que rastreia a
disseminação mundial do surto de coronavírus, conhecido como SARS-CoV-2.
Entenda o mapa do coronavírus
Segundo
Lauren Gardner, professora de engenharia civil e co-diretora da CSSE, na Johns
Hopkins, "criamos esse painel porque achamos importante que o público
entenda a situação do surto à medida que ela se desenvolve com fontes de dados
transparentes".
"Para a comunidade de pesquisa, esses dados se tornarão
mais valiosos à medida que continuarmos a coletá-los ao longo do tempo",
completa uma das responsáveis pelo projeto. Por isso mesmo, o site exibe
estatísticas sobre mortes e casos confirmados de coronavírus em um mapa
mundial. Nele também é possível que os visitantes baixem os dados
gratuitamente.
Para Gardner, disponibilizar os dados para download é
"crítico" para os pesquisadores. Por enquanto, a plataforma ainda não
prevê para onde o vírus, provavelmente, se espalhará. Essa função que depende
de estáticas e algoritmos mais calibrados.
No ano
passado, Gardner e uma equipe de pesquisadores identificaram 25 regiões dos EUA
com maior probabilidade de sofrer com os surtos de sarampo. Essa análise
preditiva foi publicada na revista The Lancet Infectious Diseases e estava baseada
no volume de viagens aéreas internacionais, isenções não médicas de vacinas
infantis, dados populacionais e informações relatadas sobre surtos de sarampo.
Como funciona?
As
estatísticas que permitem a visualização de dados são coletadas de diferentes
fontes, como a Organização Mundial da Saúde (OMS), dos Centros de Controle e
Prevenção de Doenças, da Comissão Nacional de Saúde da República Popular da
China e do Dingxiangyuan — uma espécie de rede social chinesa para
profissionais de saúde que fornece, em tempo real, informações sobre novos
casos.
Gardner explica que esses levantamentos, provenientes de
diferentes fontes, "podem fornecer avaliações mais oportunas do surto, em
comparação com as organizações de relatórios ao nível nacional, que levam mais
tempo para filtrar." Inclusive, alguns veículos de imprensa como Newsweek,
PBS News Hour e ABC News já citaram o novo painel em seus relatórios sobre o
surto.
Atualmente,
o site registra mais de 410 mil casos da COVID-19 e 18 mil óbitos em
decorrência da infecção no mundo todo. De acordo com o que pode ser visto, a
maioria dos casos registrados ainda é na China (são mais de 81 mil), mas em
segundo lugar está a Itália (mais de 69 mil). Além disso, o Brasil já registra
mais de dois mil casos na plataforma. Confira o mapa aqui.
Mais opções mundiais

Plataforma da OMS detalha casos do novo coronavírus no mundo
todo (Imagem: Fidel Forato/ Canaltech)
Mapa da Organização Mundial da Saúde (OMS): a plataforma mais
oficial da pandemia permite acompanhar os últimos casos da COVID-19 no mundo.
Com dados alimentados pelas próprias organizações da saúde de cada nação, o
mapa identifica, com marcação alaranjada, os países que possuem casos
confirmados e, quanto maior a circunferência, maior é o número de infecções
daquele país. Clicando em um dos países, como a Espanha, o mapa entrega, de
forma mais detalhada, o número do total de casos, além de um gráfico que demonstra
como o vírus está se comportando.

Buscador da Microsoft, o Bing atualiza o número de casos da
COVID-19 no mundo (Imagem: Fidel Forato/ Canaltech)
Mapa do Bing: na plataforma
projetada pelo buscador da Microsoft, o usuário consegue monitorar tanto a
progressão dos casos da COVID-19 no Brasil quanto no mundo. Com uma pegada
semelhante ao da OMS, a maior diferença está nas informações mostradas quando
se clica em uma localidade específica, já que aparecem o número total de casos
ativos, recuperados e fatais. Isso sem falar que divide os países por estados e
também destaca algumas notícias e vídeos relacionados ao avanço da pandemia
globalmente.

Mapa The Base Lab destaca regiões com maior volume de casos
do novo coronavírus (Imagem: Fidel Forato/ Canaltech)
Mapa The Base Lab: na plataforma, as regiões
(marcadas com vermelho-escuro) têm os maiores números de casos, enquanto os
países com tons mais claros são os menos afetados pelo novo coronavírus, além
de detalhar casos e óbitos. No canto inferior direito, a ferramenta traz recurso
para distinguir os continentes e há possibilidade de conferir a curva de
crescimento do vírus nas regiões escolhidas.
COVID-19 no Brasil
Para
entender a complexidade do novo coronavírus no Brasil, que já atinge todos os
estados do território, a startup paranaense SIGA Geomarketing, fundada em 2018,
desenvolveu um mapa interativo e online, que detalha os casos confirmados da
doença tanto na esfera nacional quanto regional, além do número de óbitos.
Sem anúncios e de consulta gratuita, esse rastreador de casos da
COVID-19 foi construído, com bibliotecas de mapa com código aberto e amplia, de
certa forma, o acesso à informação da população brasileira a respeito da
epidemia.

Startup paranaense cria mapa interativo com casos da
COVID-19 no Brasil, com dados do Ministério da Saúde (Imagem: Fidel Forato/
Canaltech)
O mapa interativo da startup é calibrado diariamente com os
dados oficiais divulgados pelo Ministério da Saúde, que são um levantamento de
casos enviados pelas secretarias da saúde estaduais. Vale notar que um dos
dados que contabilizavam no sistema era o de casos suspeito da COVID-19, mas
acontece que o órgão federal não divulga mais a informação.
Clicando aqui, o usuário tem acesso a uma página com fundo
preto, com zoom e um mapa interativo. Junto a essas informações, está um
gráfico, do lado direito, que explica a evolução de casos, de maneira
comparativa. Nessa tabela, é visivelmente expressivo que a maioria dos
diagnósticos da COVID-19 estão concentradas no estado de São Paulo e, em
segundo lugar, está o Rio de Janeiro.
Para entender sua legenda, em vermelho estão o número de casos
confirmados, em amarelo estão as suspeitas e em preto os óbitos. Também há, no
quadro, o número total correspondente a cada uma das situações, como os casos
positivos e os falecimentos, por exemplo.

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