Quando os Anjos Choram - A Terra e Seus Algozes
Mabel Dias e Hélio Couto, revelam-nos que 140 milhões de mulheres no mundo são vítimas dessa hedionda tortura e mutilação e 2 a 3 milhões de novos casos por ano. 6 mil por dia, quatro por minuto. Normalmente essas meninas são entregues a casamentos de conveniência, muito cedo, a homens com idades bem superiores à delas. A cada 3 segundos acontece no mundo, um casamento com meninas abaixo dos 18 anos. Esses arranjos são comerciais, normalmente. As meninas são dadas como troca ou pagamento de dívidas. Existe a prática do casamento infantil.
É caso para dizer: Eles odeiam as mulheres.
Como perguntou Mabel, depois de ter falado da zoofilia; onde está o ser humano?
Hélio afirma que tudo começou com os Sumérios.
Quem tiver coragem, ouça o vídeo. Entenda o tamanho da aberração e do sofrimento causado.
Os países onde se faz esse tipo de tortura, que não lembraria nem ao próprio Diabo se este existisse, segundo um relatório oficial da OMS, Organização Mundial de Saúde, ao minuto 1.03.20 no vídeo:
28 países da África e Médio Oriente, a Ásia, Europa, Austrália, América do Norte, já têm casos desse tipo. Sendo que a Austrália até já propõe a sua legalização.
Djibouti, 90% a 98% das mulheres. - Eritreia, 95% - Etiópia, 73% a 90% - Gana, 60% a 90%, - Serra Leoa, 80% a 90% - Somália 99% - Sudão 90%
Egito, Índia, Indonésia, Sri Lanka, Malásia, Omã, Yemen, Emirados Árabes.
Seria de admirar que sejam estes países o foco das guerras?
Fora das regiões tradicionais:
Austrália, Canadá, Dinamarca, França, Itália, Holanda, Portugal, Suécia, Reino Unido e EUA.
Emigram, não é? eles emigram e executam o procedimento nesses países, ou às vezes mandam as meninas para o local de origem, para umas férias e voltam assim.
Leia a notícia abaixo e verá que para evitar a Lei de proibição na Guiné-Bissau, eles já fazem o MGF quando as meninas são ainda bebés. Saiba o que pensa o dirigente de uma mesquita.
A Notícia:
Movimento quer que Mutilação Genital Feminina volte a ser permitida na Guiné-Bissau
Luís Fonseca, da agência Lusa
Bissau, 30 ago (Lusa) - Um álbum de fotografias está em cima da mesa e não se deve abrir. "Essas imagens impressionam e já puseram muitas 'fanatecas' a chorar", conta Fatumata Baldé.
As "fanatecas" são as mulheres que fazem a excisão a outras mulheres. O álbum mostra os ferimentos e malformações que surgem mais tarde às que foram sujeitas à Mutilação Genital Feminina (MGF) e aos seus filhos.
Quando ainda alguém tem dúvidas sobre os males provocados pela MGF, "logo desaparecem ao ver estas fotografias", descreve.
Fatumata lidera o Comité Nacional para o Abandono das Práticas Nefastas na Guiné-Bissau que tem levado "fanatecas" de todo o país a abandonar a atividade.
A Assembleia Nacional Popular (ANP) guineense aprovou em 2011 uma lei que proíbe a excisão, mas agora há um movimento liderado por um punhado de homens que quer abolir essa legislação.
Para o efeito, este grupo já entregou um abaixo-assinado no Parlamento, em que dizem reunir 12 mil subscritores que querem que a MGF volte a ser uma prática livre.
Porquê? Laia Rachido, 64 anos, acredita que a excisão "não faz mal a ninguém". E se lhe pedissem para cortar nele próprio? Diz que "não", que não deixava. "Mas nas mulheres também não se corta tudo: cortam um pouco, como o profeta ensinou".
Para este homem, que dirige uma mesquita em Bissau e é filho de um "sábio" muçulmano, a mutilação é um corte com medida divina -- e quando confrontado com ferimentos, casos de morte provocada pela excisão ou com a interpretação do Corão (livro sagrado muçulmano) livre do corte, diz que tudo isso "não corresponde à realidade".
Desvaloriza também as cartas e convenções internacionais (das Nações Unidas e suas agências, como a Organização Mundial de Saúde, entre outras entidades) que condenam a prática.
"Quando há americanos ou europeus que fazem uma regra, toda a gente vai atrás da regra", queixa-se, considerando, por isso, que essas convenções não deviam ser consideradas universais.
Para ele, não deve ser assim e chega a dar um exemplo que contraria a carta dos Direitos Humanos. "Fala do direito da criança em escolher a religião, mas nós, muçulmanos, não nos importamos com isso".
Mesmo que se diga que a lei é para toda a gente, "eles sabem quem é que pratica isto", refere Iaia Rachido, apontando o dedo ao poder político.
Por outro lado, "na Guiné-Bissau há crimes de droga, de sangue e corrupção. Até à data ninguém foi julgado, mas há duas senhoras que estão a cumprir pena por praticarem a excisão".
"Deviam prender primeiro aqueles que cometeram crimes mais graves", acrescenta.
Não há argumentos que demovam Iaia Rachido. A conclusão é sempre esta: "no nosso entender [a MGF] é obrigatória", de acordo com os preceitos religiosos e com a tradição em que se incluem mães, irmãs e até as cinco filhas de Iaia.
Mas "pode haver quem entenda que é facultativo".
"Quem quiser faz, quem não quiser, não faz" e o movimento até aceita isso, mas o objetivo é acabar com a proibição: "vamos continuar pela via legal, longe da violência, para conseguir a abolição desta lei".
Apesar de desvalorizar a importância dos intervenientes, Fatumata Baldé considera gravíssima a posição assumida pelo grupo e pede a intervenção do Procurador-Geral da República (PGR) da Guiné-Bissau.
"O PGR devia chamar esse senhor para lhe perguntar o que se está a passar", porque está a instigar a população "contra uma lei adotada por um Estado. Ele merece ser chamado ao Ministério Público". "Estamos num país democrático em que cada um pode expressar-se livremente, mas sem contrariar as leis", sublinha.
Fatumata Baldé acredita que a oposição à excisão na Guiné-Bissau e a caminhada com vista à sua erradicação já chegou a um ponto sem retorno: a lei passou no parlamento quase por unanimidade e a os principais líderes islâmicos rejeitam que a religião obrigue à MGF.
Os mais recentes indicadores revelam uma diminuição da prática, apesar de continuar a ser expressiva.
Segundo o Inquérito aos Indicadores Múltiplos (MICS) de 2010, promovido pelo Governo e Nações Unidas, a excisão afetava metade (50%) das mulheres da Guiné-Bissau com idades entre os 15 e os 49 anos, valor que desceu para 45% no MICS 2014.
Há um senão: com medo da lei, há cada vez mais pais a sujeitar as filhas à MGF quando ainda são bebés, para haver menos possibilidades de denúncia.
E aos recém-nascidos nada resta senão depender dos adultos, num país onde ainda se defende a mutilação.
Fonte:http://marecinza.blogspot.com.br/2015/09/quando-os-anjos-choram-terra-e-seus.html



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