DOCUMENTÁRIO NA ÍNTEGRA SOBRE A INTRUDUÇÃO DA MEDITAÇÃO VIPASSANA,NUM PRESÍDIO DA ÍNDIA,LEGENDADO EM PORTUGUÊS
Que motivações e atitudes nocivas resistem a um olhar franco,
completo e aberto de um ser sobre si mesmo? E quais se proliferam ou se repetem
depois disso?
O objetivo da introdução da Meditação
Vipassana na Prisão de Tihar, em Nova Delhi (Índia), em 1994,
documentada no filme “Doing Time Doing Vipassana”
(1998), que segue na íntegra abaixo (52min) legendado em
português, foi de dar instrumentos para as pessoas encarceradas lá –
cerca de 10.000 na época – lidarem com os problemas
que as levaram pra lá; e de dar o presídio, por sua vez, uma nova alternativa de
lidar com a alta reincidência dessas pessoas no crime. O filme de Eilona Ariel e Ayelet Menahemi, que foi citado aqui
no post que trouxe a palestra do TEDxJaffa – “Observando as sensações do corpo com a meditação
Vipassana, na palestra de Eilona Ariel no TEDxJaffa” (09/04/2014)
- acompanha a montagem e realização do “retiro” andando de perto com a Inspetora
Geral daquela instituição, Kiran Bedi, nessa bem-sucedida experiência Vipassana
no Tihar.
Significando literalmente “ver claramente”
ou “ver profundamente“, às vezes traduzido
também como “ver a realidade das coisas” ou “ver as coisas como realmente são“, Vipassana é uma meditação conhecidamente budista (algumas
fontes dizem ser uma meditação mais antiga que Buda, e que Buda teria
redescoberto) e sua forma mais tradicional de aprendizado e prática é um retiro
de 10 dias (que foi o que aconteceu no experimento do filme). O ensino como foi
realizado no documentário é do mestre indo-burmês Satya Narayan Goenka,
ou S.N. Goenka (1924-2013), mas outros mestres também
ensinaram Vipassana, como o tailandês Ajahn Chah
(1918-1992) e americanos como Jack Kornfield, Sharon Zalsberg
e Joseph Goldstein.
Embora a introdução da meditação na prisão possa parecer algo
aparentemente “longe” de nós, é um evento que fala
muito diretamente a quem não está encarcerado ou cumprindo alguma pena. Por um
lado, quebra o mito que alguém com um tipo de comportamento em tese tão
inconsciente quanto um que cometa um crime pode não aprender nem ser beneficiado
pela meditação. O real divisor de águas pode ser, na verdade, o interesse. E
ainda que possamos nos separar dos presidiários pela classificação do crime, a
meditação Vipassana não é dirigida a um tipo de
prisão (externa) nem a um tipo de inconsciência, e neste campo todos podemos nos beneficiar de
um olhar profundo e claro. E como os encarcerados em Tihar, também sofremos de
reincidência.
Traduzido como “Tempo de Espera, Tempo de
Vipassana” (Doing Time Doing Vipassana), o filme
segue abaixo com legendas em português embutidas:
Fonte:http://dharmalog.com/2014/04/11/doing-time-doing-vipassana-documentario-meditacao-presidio-india/
Comentários
Postar um comentário