OS CAVALEIROS DA TÁVOLA REDONDA



Os Cavaleiros da Távola Redonda, segundo a lenda, foram os homens premiados com a mais alta ordem da Cavalaria, na corte do Rei Artur, no Ciclo Arturiano. A Távola Redonda, ao redor da qual eles se reuniam, foi criada com este formato para que não tivesse cabeceira, representando a igualdade de todos os seus membros. Em diferentes histórias, varia o número de cavaleiros, indo de 12 a 150 ou mais. A Winchester Round Table, que data de 1270, menciona uma lista com 25 nomes de cavaleiros.


Cerco de Galahad.

Código de Cavalaria
Sir Thomas Malory descreve o Código dos Cavaleiros como:
  • 1 - Buscar a perfeição humana
  • 2 - Retidão nas ações
  • 3 - Respeito aos semelhantes
  • 4 - Amor pelos familiares
  • 5 - Piedade com os enfermos
  • 6 - Doçura com as crianças e mulheres
  • 7 - Ser justo e valente na guerra e leal na paz

Origens da Távola Redonda

O primeiro escritor a descrever a Távola Redonda foi o poeta do século XII, Wace, cujo Roman de Brut tomou como base a Historia Regum Britanniae de Geoffrey de Monmouth. Este recurso foi utilizado por muitos autores subseqüentes. Todavia, mesmo os primeiros autores atribuem a Arthur um séquito de guerreiros extraordinários.
Em Geoffrey, a corte de Arthur atrai os maiores heróis de toda a Europa. No material arturiano galês, muito do qual está incluído no Mabinogion, são atribuídas habilidades sobre-humanas aos homens de Artur. Alguns dos personagens do material galês aparecem mesmo sob nomes alterados como Cavaleiros da Távola Redonda nos romances continentais, os mais notáveis dos quais são Cai (Sir Kay), Bedwyr (Sir Bedivere), Gwalchmai (Sir Gawain) e Galahad aquele que conseguiu achar a Santo Graal. Correto

Lista de Cavaleiros da Távola Redonda

Teoricamente, a Távola Redonda teria apenas 12 ou 24 cavaleiros, conforme as versões. No entanto, nas várias histórias e versões das lendas, aparecem referidos como cavaleiros mais de uma centena de nomes, dos quais os mais famosos vão a seguir referidos.
Nota: Nas versões medievais portuguesas das histórias da Távola Redonda, os nomes dos cavaleiros eram muitas vezes precedidos do título de nobreza "Dom". Modernamente, por influência anglo-saxônica, mesmo na Língua Portuguesa passou a ser comum proceder os nomes pelo título britânico correspondente ("Sir")
NomeVariantes do NomeAlcunhaDescriçãoObras Literárias
AccolonAcolonAccolon de GáliaAmante de Morgana e inimigo de Artur
AglovaleFilho do Rei Pellinore de Listinoise
AgravainAgraveineFilho do Rei Lot de Orkney
Bedivere |/\, BedwyrCondestável e um dos principais conselheiros de Artur
BoorsBors, Bohort, BohorBoors, o ExiladoRei de Gaunes (Gália), irmão de Leonel, primo de Lancelot e de Heitor. Um dos que chegaram ao fim da demanda do Graal
BreunorLa Cote Male Taile
Cador
Calogrenant
CaradocKaradocCaradoc Vreichvras (Caradoc Braço-Forte)
Colgrevance
ConstantinoConstantineFilho de Cador e que se tornou Rei após a morte de Artur
CordoO Bobo da Corte
Daniel
DinadanIrmão de Daniel e Brunor
GaherisGuerrehetFilho de Lot e de Morgause
GalahadGalaazGalahad, Le Preux (Galahad, o Valente Cavaleiro)Filho de Lancelote
GalehautSenhor das ilhas longínquas
GarethGaherietGareth, o FrancoFilho de Lot e de Morgause
GauvainGalvão (versão portuguesa medieval), Gawain, Gauvaine, Gawaine, Balbhaidh, GwalchmaiO FalcãoFilho de Lot e de Morgause e sobrinho de ArturSir Gawain e o Cavaleiro Verde
GeraintÉrecÉrec e Énide
GingalainO Belo DesconhecidoFilho de Gauvain
GirfletJauffré
Heitor das LagoasHector, EctorHeitor das LagoasFilho do Rei Ban de Benoic e da Rainha Helena, padrasto de Artur e pai de Kay
Hoel
Hunbaut
IvainIvaine, Ywain, Owain, OwainsO Cavaleiro do LeãoFilho de Uriens e de Morgana. Um dos melhores cavaleiros, banido por Artur, mas a ele fiel e às demandas. Acompanhado de um leão.
Ivain, o BastardoTambém filho de Uriens
KayCai, Kai, Keu, Caius, CaioSenescal, frequentemente associado com Bedivere, um dos primeiros personagens a figurar na coroação de Artur
Lamorak
LancelotLançarote, Lancelote, LauncelotLancelot do Lago, O Cavaleiro da Carroagem, O Cavaleiro BrancoFilho do Rei Ban, meio-irmão de Heitor e Pai de Galahad. Criado por Viviane num lago. Salvador e amante de Guinevere.
LeodegranceLeodegrans, LéodaganPai de Guinevere e Guardião da Távola Redonda
LeonelLionelFilho do Rei Bohort
Lucan
MeleagantSe dizia filho bastardo de Leodegrance e sequestrou Guinevere
MordredMortretJovem Deus CornudoFilho ilegítimo de Artur e Morgana e destruidor do seu reino
Morholt
PalamedesO SarracenoO Cavaleiro da Besta Ladradora.
Pelleas
PellinorePai de Elaine, que com a ajuda de Morgana se casou com Lancelote e foi mãe de Galahad
PercevalPeredur, Percival, Persifal, Parsifal, Parcival, ParzifalPerceval o GaulêsFilho de Pellinore e, em algumas versões, vencedor da demanda do GraalGraal A neve e o sangue.
SafirIrmão de Palamedes
SagramorSagremorSagramor, le DesréeNeto do Imperador Adriano de Constantinopla
Tor
TristãoTristan, TristamTristão de LyonesseTristão e Isolda
UriensRei de Gore, foi casado com Morgana, irmã de Artur
ArturCoroado Rei da Bretania após retirar a espada da pedra (Excalibur) e jurar fidelidade a Avalon.Rei Artur

Segundo as várias versões da história os vencedores da demanda do Graal foram Galahad, Perceval e Borrs.

Fonte:http://pt.wikipedia.org/wiki/

DESCRIÇAO EM DETALHES

A Mesa Redonda e o Reinado em Camelot

Arthur fixou residência em Camelot e ali esperou Guinevere, que veio acompanhada por 100 Cavaleiros da Irmandade da qual trouxeram consigo a Mesa Redonda.
O rei casou-se com Guinevere, e ela também recebeu o juramento dos Cavaleiros. Enquanto Merlin narrava a história de cada um, nos respaldes das cadeiras apareciam os nomes correspondentes em letras de ouro. Mas as cadeiras situadas à direita e à esquerda do rei ficaram vazias. Merlin informou que a cadeira da esquerda seria preenchida em breve, enquanto a da direita, não seria ocupada por anos.
Em Camelot, os 250 integrantes da Irmandade ficaram reduzidos a 100. Este número significa o quadrado da medida sagrada terrestre e é o que corresponde a uma Cavalaria terrenal, que abarca toda a Terra, conceito que faz de Arthur o rei do Mundo. Esse critério confirma as cifras do número 100 (1 + 0 + 0 = 1), e a couraça dourada do rei, que o identificava com a Luz e com a suprema iluminação.
Outras versões dizem que o número de Cavaleiros era 25 ou 13, dentre os quais estaria o próprio Arthur. O antecedente que se conhece é uma Mesa circular de carvalho, de 19 pés (5,8 metros) de diâmetro por 60 pés (18,3 metros) de circunferência, que se encontra no Grande Salão de Manchester, cidade ao Sul de Gales, próxima à Camelot.
No centro, existe uma rosa branca de cinco pétalas, rodeada de outra rosa similar de cor vermelha, e na volta existe uma inscrição em letra gótica, que diz: "Esta é a Mesa Redonda do rei Arthur e de seus XXIV valentes Cavaleiros". Da parte superior da rosa, levanta-se um trono baixo, em cujo dossel está sentado um rei que segura em suas mãos os símbolos de seu poder: uma Espada na direita e um globo do Mundo coroado por uma Cruz de Malta na esquerda. Nos lados existe uma inscrição: "Rei Arthur". Ao redor do trono, partindo do centro, têm 24 divisões, 24 setores, cada um dos quais leva o nome de um Cavaleiro.
Távola Redonda
A Mesa - ou a Távola - existia em 1522, quando por ordem do rei Henrique VIII suas divisões foram pintadas com as cores da Casa Real Tudor: branco e celeste. Se temos em conta o espaço ocupado pelo trono, a Távola fica dividida em 26 partes, número cabalístico que corresponde ao nome de Deus: "IHVH". Corresponde também ao arcanjo do "Prodígio", que pode representar a ação do tempo como justiça e poder de manifestação. Indicaria, assim, um Reinado de Justiça conforme a ordem universal, cujo rei, Arthur, seria assistido por 24 Cavaleiros.
Mas como a seqüência das cores brancas e celestes significam aspectos ativos e passivos que se alternam, ficam definidas perfeitamente as 12 características universais do homem zodiacal e o perfeito equilíbrio cósmico representado pelas horas do dia e da noite, transformando os 24 Cavaleiros nas 12 características do homem zodiacal ou homem universal.
O número 12 no Tarô corresponde ao apostolado que implica abnegação, sacrifício, altruísmo, desejo de servir, devoção. Geometricamente, corresponde ao polígono que se identificava com a circunferência, representativa do Todo e da Eternidade. Se considerarmos ainda que 12 multiplicado por 5, número que representa o homem perfeito, dá 60, que é a longitude da circunferência da Távola, e que este número representa a Evolução, "como o despertar sucessivo da consciência", e que 190, o número que indica o diâmetro da Távola, é o que corresponde ao Sol, podemos assim concluir que a Távola Redonda do Castelo de Winchester estabelece perfeitamente as características do reinado de Arthur, concordando com as tradições celtas e cristãs.
Távola Redonda do Castelo de Winchester
O reino terrenal de Arthur e seus Cavaleiros da Mesa Redonda, inspirado no reino celestial da harmonia cósmica, seria o modelo oferecido aos homens para que, inspirados nele, acedessem ao caminho de sua própria perfeição.
A Távola Redonda - A Imagem do Mundo

A primeira vez em que se reuniu a Irmandade da Távola Redonda foi no dia do matrimônio de Arthur e Guinevere, e assim começou o maior ideal da cavalaria.
As lendas contam que numa primavera, enquanto todos estavam sentados, entrou um cervo branco perseguido por um cachorro branco e, junto, cinqüenta casais de cachorros de caça negros. Enquanto corriam em torno da mesa, o cachorro branco mordeu o cervo, que, dando um salto, derrubou um Cavaleiro que estava sentado a seu lado. Esse homem pegou o cachorro e saiu correndo, e nesse instante entrou uma dama cavalgando pela sala, e exigiu que o trouxessem de volta, pois aquele cachorro era de sua propriedade. Antes que alguém pudesse responder, um Cavaleiro com suas armas entrou a cavalo e expulsou a dama.
Esses acontecimentos foram presenciados com um misto de prazer e medo. Mas Merlin, nesse momento, aproximou-se e declarou que a Irmandade "não podia abandonar com tanta rapidez suas aventuras". Desse modo, Arthur enviou seus dois novos Cavaleiros, Sir Gauvaim e Sir Thor, na perseguição do cervo branco e do cachorro, respectivamente, e Sir Pellinore em perseguição da dama que havia sido raptada. Esse incidente provocou várias aventuras que foram narradas sempre de maneira similar, ou seja, com a entrada de um Cavaleiro ou de uma dama na corte, solicitando auxílio ou algum favor do rei Arthur e da Irmandade.
Eles não podiam negar, desde que a petição fosse justa. Mas a partir desse episódio a Irmandade da Távola Redonda pronunciou um juramento: "Nunca cometer ultraje ou assassinato; fugir sempre das traições; não ser de forma alguma cruel, mas conceder clemência àquele que a solicite; estar sempre ao lado do seu rei Arthur; auxiliar sempre as damas e senhoras. Que nenhum homem inicie uma batalha por motivos injustos ou por bens terrenos".
Todos os Cavaleiros da Távola Redonda prestaram esse juramento, e a cada ano era renovado na festividade de Pentecostes ou a Festa da Colheita.
As regras, apesar de serem simples, dependiam dos ideais da cavalaria que muitas vezes acreditava não ser necessário colocá-los em palavras. Nem todos os Cavaleiros cumpriram essas exigências impostas por seu rei, mas sempre souberam manter a honra à Távola Redonda e à sua existência.
Rei Arthur e os Cavaleiros na Távola Redonda
O rei Arthur criou um costume de que seus Cavaleiros sempre contassem alguma aventura no início de algum banquete, e dessa forma, criou-se uma pauta de comportamento. Todos os Cavaleiros "andantes" marchavam em busca de aventuras. A maior parte das aventuras da Irmandade ocorreu nas densas florestas.
Os bosques simbolizavam um mundo não civilizado, mas também representavam um estado mental, um lugar que se procuraria alcançar. Os bosques também faziam parte do "Outro Mundo", uma vasta extensão inexplorada situada nas fronteiras entre o mundo da Terra Média e os domínios do País das Fadas. Eram lugares impregnados de encantamentos e somente àqueles que fossem resolutos era permitido encontrar aquilo que se haviam dispostos a buscar. De suas profundezas surgiam fadas encantadoras que seduziam os Cavaleiros errantes, mesclando, dessa forma, a linhagem do "Outro Mundo" com a da Irmandade. Nem todas essas mulheres encontradas nos bosques eram gentis de aparência e de palavra.
Ragnall, um dos muitos arquétipos da Deusa da Terra, que lhe outorga a soberania, tomou a forma de uma dama de aparência monstruosa, que com suas artimanhas conseguiu que o próprio rei Arthur prometesse lhe dar Sir Gauwain como marido. Posteriormente, ela recobrou sua verdadeira beleza graças ao amor e à compreensão de Gauwain.
Todas essas aventuras eram relatadas ao rei Arthur por sua Ordem da Cavalaria, mas a Távola Redonda representava muito mais que um lugar de reunião para a Irmandade.
Segundo algumas lendas, nos reinos celestiais se reunia um conselho de poderosos seres encarregados da execução dos desígnios divinos para a Criação. Dessa forma, Merlin construiu um templo circular sobre a Távola da Terra, criando uma relação entre os domínios estelares, a monarquia terrenal de Arthur, a qualidade sagrada da Terra com as mensagens e Mistérios do Graal e a Irmandade da Távola Redonda, que estava destinada a ir em busca do vaso sagrado.
Fonte bibliográfica:
Avalon e o Graal e outros Mistérios Arturianos
Helena Gerenstadt
Mário Ceallaghan Anderyatt

Fonte:http://www.templodeavalon.com/

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