BRIGITTE BARDOT, ÍCONE DO CINEMA, MORRE AOS 91 ANOS: COM SENSUALIDADE E ESPÍRITO LIVRE, SE TORNOU MITO FEMININO E ETERNIZOU NO MAPA MUNDIAL, BÚZIUS CIDADE PRAIANA DO BRASIL
Ícone do cinema, Bardott também foi
sinônimo de beleza e libertação femininacrédito: Al Chabaka Magazine/Domínio público
Brigitte Bardot, ícone do cinema, morre aos 91 anos
Ícone do cinema
francês e da cultura pop, Brigitte Bardot morreu aos 91 anos e deixou um legado
marcado pelo estrelato, controvérsias e a defesa dos animais
Brigitte Bardot fez mais de 50
filmes e se consagrou como um dos maiores nomes do cinema, antes de se retirar
do estrelato, aos 38 anoscrédito: DERRICK CEYRAC / AFP
Brigitte
Bardot, atriz francesa ícone do cinema e da
cultura pop, morreu neste domingo (28/12), na França, aos 91 anos. A causa da
morte não foi divulgada até o momento.
A informação foi confirmada pela Fundação Brigitte
Bardot, organização criada e presidida pela artista. Em comunicado enviado à
imprensa, a organização lamentou a perda da fundadora, destacando que Bardot
“abandonou uma carreira artística prestigiada para dedicar sua vida e sua
energia à causa do bem-estar animal”.
Em
outubro deste ano, a atriz havia sido hospitalizada em Toulon, no Sul da
França, para passar por uma cirurgia considerada simples. Ela recebeu alta
ainda no mesmo mês e se recuperava em casa, em Saint-Tropez.
Símbolo
da liberdade feminina
Nascida
em 28 de setembro de 1934, em Paris, Brigitte Bardot estreou no cinema em 1956,
aos 22 anos, como protagonista do filme “E Deus criou a mulher”, dirigido por
seu então marido, Roger Vadim. O filme a consagrou como símbolo de sensualidade
e liberdade, ajudando a moldar a cultura pop das décadas de 1950 e 1960.
Apesar
de uma carreira relativamente curta — entre 1952 e 1972 —, Bardot atuou em
cerca de 50 filmes e deixou uma marca profunda na história do cinema. Nos anos
1960, consolidou seu prestígio artístico com dois clássicos: “A verdade”
(1960), de Henri-Georges Clouzot, e “O desprezo” (1963), de Jean-Luc Godard.
Também
esteve em produções como “Viva Maria!” (1965), de Louis Malle, ao lado de
Jeanne Moreau; “O repouso do guerreiro” (1964), com Vadim; e “As petroleiras”
(1971), em que contracenou com Claudia Cardinale.
Além
do cinema, Bardot teve atuação como cantora e modelo. Em 1967, iniciou uma
carreira paralela na música e, em parceria com Serge Gainsbourg, gravou canções
que se tornaram populares na França, como “Harley Davidson” e “Bonnie and
Clyde”.
A
persona pública de Brigitte Bardot extrapolou a arte. Desde cedo, ela chamou
atenção por desafiar normas sociais: apareceu de biquíni no Festival de Cannes
em 1953 e, anos depois, causou polêmica ao comparecer ao Palácio do Eliseu
usando calças, em um período em que mulheres eram esperadas em saias ou
vestidos em eventos oficiais.
A
vida pessoal foi intensamente acompanhada pela imprensa e se tornou parte
central de sua imagem pública. Além de Roger Vadim, Bardot se envolveu com
atores como Jean-Louis Trintignant, Jacques Charrier e Sami Frey; músicos como
Gilbert Bécaud, Serge Gainsbourg e Sacha Distel; e o fotógrafo Gunter Sachs.
Mais tarde, casou-se com o empresário Bernard d’Ormale.
Os
vários relacionamentos, vividos sem discrição, fizeram dela um símbolo de
autonomia feminina em plena revolução sexual. A escritora Simone de Beauvoir
resumiu o impacto que ela causava: “Ela faz o que lhe agrada, e é isso que
perturba”.
Em
1973, aos 38 anos, Brigitte Bardot decidiu encerrar definitivamente a carreira
artística, com o filme “Colinot Trousse-Chemise". Cansada da fama e da
perseguição dos paparazzi, retirou-se da vida pública e passou a viver de forma
reclusa em sua casa, La Madrague, em Saint-Tropez, na Riviera Francesa.
Desde
então, dedicou-se integralmente à defesa dos animais, causa que dizia
acompanhar desde a infância. Criou a Fundação Brigitte Bardot, que se tornou
referência internacional na luta contra a crueldade e a exploração animal.
Atuou em campanhas contra a caça de focas no Canadá, as touradas na Espanha, o
consumo de carne de cavalo e o uso de animais em testes laboratoriais.
Em
livros e entrevistas, afirmava que a militância a havia “salvado” do desgaste
psicológico causado pela fama e que se sentia mais próxima dos animais do que
dos humanos.
Polêmicas
A
trajetória de Bardot também foi marcada por controvérsias. Ao longo da vida,
declarações sobre imigração, islamismo e homossexualidade resultaram em
diversas condenações judiciais por incitação ao ódio racial. Entre 1997 e 2008,
ela foi multada seis vezes pela Justiça francesa, especialmente por comentários
direcionados à comunidade muçulmana.
Em
um dos casos, um tribunal de Paris a condenou ao pagamento de 15 mil euros após
declarar que os muçulmanos eram “essa população que está nos destruindo,
destruindo o nosso país ao impor seus costumes”.
Casada
desde 1992 com Bernard d’Ormale, ex-conselheiro da legenda de extrema direita
Frente Nacional, Bardot passou a apoiar publicamente Jean-Marie Le Pen e, mais
tarde, Marine Le Pen, a quem chamou de “a Joana d’Arc do século 21”. Mesmo
questionada sobre seu papel na revolução sexual, ela rejeitava o rótulo. Em
entrevista à BFM TV, em maio de 2025, afirmou: “O feminismo não é a minha
praia; eu gosto de homens”.
Paixão pelo Brasil
Em
1964, Brigitte Bardot passou uma temporada no Brasil em busca de anonimato.
Após desembarcar no Rio de Janeiro e negociar alguns dias de tranquilidade com
a imprensa, seguiu para Armação dos Búzios, então um vilarejo de pescadores sem
infraestrutura.
Encantada
com o isolamento, permaneceu cerca de três meses no local e retornou ainda no
mesmo ano. A passagem da atriz teve impacto duradouro: Búzios ganhou projeção
internacional e se transformou em destino turístico. Em sua homenagem, a cidade
criou a Orla Bardot e instalou uma estátua da atriz, que se tornou ponto
turístico.
Apesar
do reconhecimento, Bardot lamentava as transformações do balneário ao longo dos
anos e dizia guardar na memória o período de vida simples longe dos holofotes.
Últimos anos
Nos
últimos anos, Bardot viveu de forma cada vez mais isolada. Alternava-se entre
sua casa em Saint-Tropez e uma propriedade no interior, onde abrigava animais.
Dizia não usar celular nem computador e fazia raras aparições públicas.
Em
2023, enfrentou episódios de dificuldade respiratória e recebeu atendimento
médico em casa. Em outubro de 2024, foi hospitalizada para uma cirurgia e
recebeu alta semanas depois.
Fonte: https://www.em.com.br/cultura/2025/12/7322217-brigitte-bardot-icone-do-cinema-morre-aos-91-anos.html
Com sensualidade e espírito livre, Brigitte Bardot
se tornou mito feminino
Atriz morreu aos 91
anos, neste domingo (28/12)
Com sua sensualidade e espírito
livre, a atriz francesa Brigitte
Bardot, que morreu aos 91 anos, foi um ícone feminino mundial,
antes de abandonar o cinema para dedicar sua vida à defesa dos animais.
Com fama em todo o planeta, a
atriz rodou quase 50 filmes, impôs um estilo de vestir simples e sensual e
ajudou a estabelecer a fama de Saint-Tropez, na França, e de Búzios, no Brasil.
"Tenho muito orgulho da primeira parte da minha vida, que foi
um sucesso e que agora me permite ter uma fama mundial, que me ajuda muito na
proteção dos animais", declarou a estrela à AFP em 2024.
Ao ser
questionada em outra ocasião sobre que atriz poderia interpretá-la em um filme,
foi direta: "Nenhuma. Não há uma capaz de fazê-lo". E acrescentou:
"O que falta? Minha personalidade".
A personalidade fora do comum lhe conferiu uma aura especial, observada amplamente em sua carreira cinematográfica.
"E Deus criou a mulher"
Bardot iniciou a carreira em 1956, aos 22 anos, em um filme criado especialmente para ela por seu marido, o cineasta Roger Vadim: "E Deus criou a mulher". No longa-metragem, a atriz, descalça e com o cabelo solto, dança um mambo apaixonado sobre uma mesa, com a saia aberta até a cintura.
A cena provocou escândalo. A França a recebeu inicialmente de maneira fria; nos Estados Unidos, ela encanta o público. A atriz, que as jovens da época tentavam imitar, contribuiu para a liberação sexual de uma sociedade ainda muito rígida.
Até Simone de Beauvoir foi conquistada. "Anda descalça, ignora deliberadamente as roupas sofisticadas, as joias, os perfumes, a maquiagem, todos os artifícios (...) Faz o que lhe dá vontade e é isso que perturba", escreveu a intelectual e principal referência do feminismo.
"Foi ídolo de toda uma geração de mulheres, uma referência importante", resumiu a jornalista Marie-Dominique Lelièvre, autora de uma biografia sobre a atriz.
A marchinha de carnaval 'Brigitte Bardot', cantada por Jorge Veiga em 1961, comprovou o sucesso da francesa e ganhou diversas versões.
"Trauma"
Na vida real, Bardot demonstra a mesma liberdade de sua personagem. "Uma garota de sua época, livre de qualquer sentimento de culpa, de qualquer tabu imposto pela sociedade", afirmou Vadim.
Perseguida por centenas de fotógrafos, Bardot perdeu qualquer sinal de privacidade, inclusive durante o parto de seu filho, em 1960. "A histeria que me cercava era uma loucura. A sala de parto instalada na minha casa, os fotógrafos atrás das janelas, os que se disfarçavam de médicos", contou anos depois.
"Associei o nascimento do meu filho a esse trauma", confessou, ao falar sobre a relação com seu único filho, Nicolas, criado pelo pai, o ator Jacques Charrier.
A atriz teve quatro maridos: Roger Vadim, Jacques Charrier, o milionário Gunter Sachs e o industrial Bernard d’Ormale, seu companheiro até os últimos dias.
Saint Tropez, o pacato vilarejo de pescadores no sul da França pelo qual se apaixonou, virou destino obrigatório do 'jet-set'. Sua casa, "La Madrague", que conservou por toda a vida, foi visitada por Bob Dylan ainda adolescente, que lhe dedicou sua primeira canção, e por John Lennon, que tomou LSD para acalmar os nervos antes do encontro.
Em um livro publicado recentemente, no entanto, Bardot lamentou que a pequena localidade tenha se transformado em "uma cidade de milionários onde já não se reconhece nada de seu encanto".
Uma segunda e polêmica vida
Em 1973, cansada do desgaste da fama e da perseguição dos paparazzi, decide encerrar a carreira cinematográfica de maneira abrupta, com apenas 38 anos. A partir de então, começa uma segunda vida: a defesa dos animais, uma causa que parecia excêntrica na época, mas que ela ajudaria a popularizar. Foi uma ativista ferrenha contra as touradas.
Em 1986, ela criou sua própria fundação com esse objetivo. Com o passar das décadas, a simpatia popular se transformou em desconcerto, diante dos comentários cada vez mais polêmicos da atriz.
Próxima dos 80 anos, ela declarou simpatia pela líder da extrema direita francesa Marine Le Pen, que chamou de "Joana d’Arc do século XXI" nas eleições presidenciais de 2012.
E, durante anos, fez comentários controversos sobre os homossexuais, a migração ou os muçulmanos, o que resultou em várias condenações por incitação ao ódio.
Fonte:https://www.em.com.br/cultura/2025/12/7322228-com-sensualidade-e-espirito-livre-brigitte-bardot-se-tornou-mito-feminino.html
Morre Brigitte Bardot: a lenda que eternizou Búzios
no mapa mundial
Musa dos anos 1960,
morreu neste domingo, aos 91 anos. A atriz transformou a pacata vila de
pescadores na Região dos Lagos em um destino internacional
Uma estátua de Brigitte Bardot
fica na Orla Bardot, que também tem esse nome em homenagem à francesacrédito:
flickr/Cesar Cardoso
A
icônica atriz francesa Brigitte
Bardot, símbolo de beleza e rebeldia dos anos 1960, morreu neste domingo, aos
91 anos. Conhecida por suas atuações em
filmes como “E Deus Criou a Mulher” e por sua defesa incansável dos direitos
dos animais, Bardot deixa um legado que transcende as telas de cinema. Entre
suas contribuições mais inesperadas está a transformação de uma pequena vila de
pescadores no Brasil em um destino turístico internacional: Armação
dos Búzios, na Região dos Lagos, no
estado do Rio de Janeiro. Sua visita em 1964 não apenas marcou sua vida
pessoal, mas projetou Búzios para o mundo, atraindo celebridades e turistas de
todos os cantos.
Em janeiro de 1964, no auge de sua fama, Brigitte Bardot, então com 29 anos, decidiu escapar do assédio constante dos paparazzi em Paris e no Rio de Janeiro. Acompanhada de seu namorado brasileiro, o fotógrafo Bob Zagury, ela buscou refúgio em Búzios, uma modesta vila de pescadores com praias desertas e sem infraestrutura turística significativa na época. O que começou como uma viagem discreta para relaxar à beira-mar acabou se tornando um marco histórico para a região.
Naquele período, Búzios era pouco mais que um aglomerado de casas coloniais e barcos de pesca coloridos, habitado por cerca de 300 famílias que viviam da pesca e da agricultura. Sem eletricidade em muitas áreas e acessível apenas por estradas de terra ou barco, o local oferecia o isolamento perfeito para a estrela. Bardot e Zagury ficaram hospedados em uma simples casa de pescadores, desfrutando de dias tranquilos na Praia da Armação e em outras enseadas virgens.
A visita durou cerca de três meses, durante os quais Bardot se integrou à comunidade local. Ela passeava pelas ruas de paralelepípedos, experimentava a culinária fresca de frutos do mar e até participava de festas improvisadas com os pescadores. Essa exposição midiática catapultou Búzios para o cenário global, impulsionando o turismo e o desenvolvimento econômico da Região dos Lagos. Hoje, a península conta com mais de 20 praias, hotéis de luxo, restaurantes sofisticados e uma vibrante vida noturna, tudo graças ao "efeito Bardot".
Curiosidade
inusitada: a caçada dos paparazzi e o plano de fuga
te Bardot visitou Búzios em 1964 e projetou a vila de pescadores para o mundo
Uma das curiosidades mais fascinantes da passagem de Bardot por Búzios envolve a persistência dos paparazzi. Inicialmente, o casal tentou se esconder no Rio, mas os fotógrafos os seguiram implacavelmente. Para despistá-los, Zagury e Bardot bolaram um plano astuto: espalharam rumores de que estavam indo para o sul do Brasil, enquanto na verdade rumavam para o norte, em direção a Búzios. Mesmo assim, alguns repórteres descobriram o refúgio e acamparam na vila, forçando o casal a se mudar para uma casa mais isolada na Praia dos Ossos. Essa "caçada" não só gerou manchetes internacionais, mas também imortalizou Bardot como a musa que "criou" Búzios.
Uma das curiosidades mais fascinantes da passagem de Bardot por Búzios envolve a persistência dos paparazzi. Inicialmente, o casal tentou se esconder no Rio, mas os fotógrafos os seguiram implacavelmente. Para despistá-los, Zagury e Bardot bolaram um plano astuto: espalharam rumores de que estavam indo para o sul do Brasil, enquanto na verdade rumavam para o norte, em direção a Búzios. Mesmo assim, alguns repórteres descobriram o refúgio e acamparam na vila, forçando o casal a se mudar para uma casa mais isolada na Praia dos Ossos. Essa "caçada" não só gerou manchetes internacionais, mas também imortalizou Bardot como a musa que "criou" Búzios.
Em homenagem à atriz, a cidade ergueu uma estátua de bronze dela sentada à beira-mar na Orla Bardot, um calçadão à beira da Praia da Armação que leva seu nome. A escultura, inaugurada em 1999, atrai milhares de turistas anualmente, que posam para fotos ao lado da "eterna BB". Bardot, que se aposentou do cinema em 1973 para se dedicar ao ativismo animal, visitou Búzios apenas mais uma vez, em 1965, mas seu impacto perdura.
Legado eterno na Região dos Lagos
Com a morte de Brigitte Bardot, o mundo perde uma figura polêmica e carismática, mas Búzios ganha mais um capítulo em sua história de glamour. A Região dos Lagos, com suas lagoas cristalinas e praias como Geribá e João Fernandes, continua a ser um dos destinos mais procurados do Brasil, graças à visão de uma atriz que viu beleza onde outros viam apenas simplicidade. Bardot não só projetou Búzios para o mundo, mas inspirou gerações a valorizar a natureza e a liberdade – valores que ecoam nas areias dessa joia brasileira.
Fonte:https://www.em.com.br/turismo/2025/12/7322214-morre-brigitte-bardot-a-lenda-que-eternizou-buzios-no-mapa-mundial.html
Brigitte Bardot foi revelada ao mundo em 'E Deus Criou a Mulher';
relembre papéis mais marcantes
A atriz morreu
aos 91 anos e encerrou a carreira no cinema aos 43 anos e deixou cerca de 40
filmes gravados
Por Redação gshow — Rio de Janeiro
28/12/2025 08h22 Atualizado há 9
horas
Notícia triste para o mundo do cinema. Morreu neste
domingo (28) a atriz Brigitte Bardot, aos 91 anos. A causa da morte ainda não
foi identificada. Um dos grandes nomes do cinema, símbolo sexual e ativista, a
atriz francesa ficou conhecida no mundo por suas obras que marcaram gerações.
Brigitte Bardot — Foto:
Getty Images
O seu primeiro grande papel nas telonas, que a
revelou para o mundo, foi em "E Deus Criou a Mulher". No romance
ítalo-francês, de 1956, com quem ela dividiu as cenas com Curds Jurgens e
Jean-Louis Trintignant, a atriz foi lançada ao mundo como sexy symbol.
Brigitte
Bardot no filme E Deus Criou a Mulher — Foto: Reprodução IMDB
Para época, o filme foi muito falado por ser à
frente tempo, logo se tornou a sensação na Europa e nos Estados Unidos. No
longa, a cena de Bardot dançando descalça em cima da mesa é considerada uma das
mais sexys da história do cinema até hoje.
Uma moda que passou a pegar após a exibição das
cenas de Brigitte Bardot em "E Deus Criou a Mulher" foi o biquíni,
pouco usado pelas mulheres na época, que davam preferência ao maiô.
Brigitte
Bardot no filme E Deus Criou a Mulher — Foto: Reprodução IMDB
Depois de despontar no cinema com "E Deus
Criou a Mulher", a atriz francesa não parou mais. E colecionou sucessos e
premiações. De novo em parceria com o diretor Roger Vadim, em "Ao Cair da
Noite", de 1958, a atriz continua a investir na linha sensual de "E
Deus Criou a Mulher", explorando a sua beleza e sensualidade.
Brigitte
Bardot na sacada do Copacabana Palace — Foto: Reprodução/Instagram
Mais
sucessos
Brigittet
Bardot no filme O Repouso do Guerreiro — Foto: Reprodução do IMDB
Depois veio o sucesso em "O Repouso do
Guerreiro" quando a jovem Geneniève Le Theil vivida por Bardot, salva
Reanud Sarti (Robert Hossein) , depressivo e que tenta se suicidar. Ele se
mostra um sociopata e começa a persegui-la. Em seguida, outro sucesso: "O
Desprezo", de 1963, que faz uma crítica ao modo de operação hollywoodiano
do cinema na época.
Brigitte
Bardot no filme O Desprezo — Foto: Reprodução IMDB
Vale destacar o filme "A Verdade", de
1960. Na trama ela vive Dominique Marceau, uma jovem julgada pelo assassinato
de Gilbert Tellier (Sami Frey). Os advogados disputam para explicar porque a
linda e instável menina matou o talentoso recém-formado do conservatório, o seu
jovem amante.
Brigitte
Bardot no filme A Verdade — Foto: Reprodução IMDB
Com a vida em alta no cinema, Bardot foi convidada,
em 1964, para estrelar ao lado de Jeanne Moreau o longa "Viva
Maria!", um faroeste gravado no México. A atriz recebeu uma indicação ao
BAFTA de Melhor Atriz estrangeira pelo trabalho no longa.
Ainda na década de 1960, a atriz continuou ativa e
rodando filmes com estrelas do cinema como "Histórias
Extraordinárias" ao lado de Alain Delon; e "Shalako", com Sean
Connery, e largou a carreira em 1974, quando completou 40 anos.
Brigitte
Bardot: franja e corte que inspira famosas do mundo inteiro até hoje — Foto:
Getty Images
Morre Brigitte Bardot, lenda do cinema francês e ícone de beleza
mundial, aos 91 anos
Atriz também se
tornou símbolo da liberdade feminina e ativista em defesa dos animais
Por Redação gshow — Rio de Janeiro
28/12/2025 08h15 Atualizado há 8
horas
A atriz e ativista francesa Brigitte Bardot morreu
neste domingo, dia 28, aos 91 anos. A
informação foi divulgada pela fundação que leva seu nome em comunicado enviado
à Agência Reuters. A causa da morte ainda não foi divulgada.
Brigitte
Bardot — Foto: Reuters
Atriz, modelo, cantora, ativista, Brigitte Bardot é uma das grandes musas do cinema francês. Além da sua beleza, destaque também para a ousadia, o que a tornou símbolo da liberdade feminina, além de grande ativista em defesa dos animais.
Brigitte Bardot e Jean-Louis Trintignant em
'E Deus Criou a Mulher ' — Foto: IMDb
Em "E Deus Criou a Mulher", filme de1956 dirigido pelo seu então marido, Roger Vadim, Bardot se tornou mundialmente famosa. Quando foi exibido, o longa causou escândalo e foi censurado em diversos países. Como Juliette, uma órfã de 18 anos com desejos sexuais à flor da pele, a atriz ganhou grande destaque e se tornou ícone da sensualidade e liberdade feminina.
Ousadia também foi a marca da sua vida pessoal.
Além de Roger Vadim, Bardot teve outros relacionamentos famosos, que
despertaram a curiosidade do público e da imprensa: os atores Warren Beatty,
Jean-Louis Trintignant e Sami Frey, o músico Serge Gainsbourg, o escritor
americano John Gilmore são alguns. Ela foi casada quatros vezes: com Vadim; com
o ator Jacques Charrier, pai de seu único filho; com multimilionário alemão
Gunter Sachs ; e com o político Bernard d’Ormale.
Enquanto esteve com Gainsbourg, Brigitte se
experimentou na música, gravando sucessos como "La Madrague".
"Harley Davidson" e "Comic Strip".
Bardot se afastou dos cinemas aos 39 anos para
dedicar sua vida à causa animal. Fundou a Fundação Brigitte Bardot, e passou a
ser referência na luta contra a crueldade e exploração de animais. Foram mais
de 40 filmes e sucessos como "A Verdade" (1960), de Henri-Georges
Clouzot, e "O Desprezo" (1963), de Jean-Luc Godard.
Em
1973, Brigitte Bardot protagonizou juntamente com Jane Birkin uma cena de amor
lésbico no filme “Don Juan” — Foto: imdb/divulgação
Coincidência, foi em um dia 28 que Brigitte
Anne-Marie Bardot nasceu, no mês de setembro de 1934, em Paris. Sua juventude
foi marcada por uma educação muito rigorosa. Ainda pequena começou a fazer
aulas de balé e se formou no Conservatório Nacional de Música e Dança.
Aos 15 anos começou a fazer trabalhos de moda. Foi
em uma capa de revista que chamou a atenção de Roger Vadim, com quem se casou
em 1952. Neste ano também fez seu primeiro trabalho no cinema, com o diretor
Jean Boyer, no filme "Le Trou Normand", aos 17 anos. Em 1956, da
noite para o dia virou fenômeno com "E Deus Criou a Mulher".
Bardot causava histeria na imprensa internacional e
era uma das poucas atrizes não americanas de sua época que recebiam grande
atenção da mídia dos Estados Unidos, onde surgiu o termo "Bardot
mania" para descrever a adoração e o frenesi que sua imagem causavam.
Brigitte
Bardot — Foto: ROMANIA BARDOT/File Photo/Reuters
Ela nunca escondeu que a maternidade não estava
entre seus desejos. Teve um filho, Nicolas-Jacques Charrier, nascido em 1960 e
fruto de seu casamento com Jacques Charrier. Após a separação, mãe e filho
mantiveram uma relação distante. Atualmente Nicolas mora na Noruega. Em sua
autobiografia, Bardot contou que a pressão familiar forçou que ela se casasse
com Jacques após o descobrimento da gravidez.
Brigitte
Bardot em Búzios, no Rio de Janeiro — Foto: Reprodução/Instagram/Prefeitura de
Búzios
A atriz esteve em Búzios duas
vezes no ano de 1964, sendo a primeira delas em janeiro, quando
permaneceu por quatro meses hospedada em Manguinhos, com o então namorado Bob
Zagury. Depois, voltou em dezembro. Ela é homenageada com uma estátua na cidade
e colocou destino fluminense na rota do turismo mundial ainda na década de
1960.
Fonte: https://gshow.globo.com/cultura-pop/famosos/noticia/morre-a-atriz-francesa-brigitte-bardot.ghtml
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