MÔNADA, ESPÍRITO, PERISPÍRITO, CORPO MENTAL E PERDA DA MEDIUNIDADE - JOSEPH GLEBER


MÔNADA, ESPÍRITO, PERISPÍRITO, CORPO MENTAL E PERDA DA MEDIUNIDADE - JOSEPH GLEBER


Corpo Mental

Divide-se em superior e inferior ou concreto e abstrato – Possui a capacidade de organizar todas as ações do espírito na forma de arquivos mentais. Registra estímulos de uma esfera sutil. Conserva o registro memorial das mais rudimentares experiências e lembranças do espírito imortal. Daí originam-se as faculdades mais complexas do espírito, desde o desenvolvimento do instinto até o atributo da razão.

Organiza uma espécie de “arquivo de imagens”, vinculado a um fator espaço-tempo diferente, em uma dimensão superior. Vibra na quarta dimensão, armazena e analisa todas as informações, lembranças e fatos e conserva a consciência da cronologia do espírito o longo de suas existências.

O corpo superior do espírito, conhecido como corpo mental é onde se manifesta a Centelha Divina, sede do pensamento e das intuições. Possui a capacidade de discernir, pensar, avaliar e raciocinar. Junto a tudo isso utiliza a vontade como à expressão máxima do espírito no campo da individuação.

É no corpo mental que se processa a associação dos diferentes eventos que fazem parte das experiências evolutivas, sociais, espirituais e pessoais do individuo.


Mônada

Resultante da união da mente com o intelecto, o átomo espiritual, protótipo da alma, embrião do ser, traz em sua constituição intima todas as capacidades embrionárias dos corpos superiores.


Espírito

Opinião de Joseph Gleber.
- “Para mim, como espírito ainda distante da vivencia da espiritualidade sublime e muito longe da sabedoria superior, o espírito em si, em sua essência mais profunda, consiste em elementos que denomino intelécton – isto é, puro intelecto – ou então, mentaltón, como alusão aos atributos de um corpo mental ainda adormecido, porém passível de ser liberado em seus conteúdos e potencialidades. 

Em seu âmago, possui imagens ou projeções divinas, como se fossem instruções, semelhantes àquelas que são impressas no DNA para posterior utilização na caminhada evolutiva e que delineiam o caminho a seguir. Tais imagens – isso é apenas opinião de um estudioso da vida espiritual – constituem projeções reais de caráter hiperfisico e hiperenergético, muito além da capacidade de compreensão de certos estudiosos da ciência terrena. Creio pessoalmente que esses elementos espirituais de natureza não física são a própria criação’                      


Perispírito x Corpo Mental

Perispírito – Apresenta-se longitudinalmente, conforme a aparência do corpo físico do qual é modelador e diretor. A sede principal do perispírito, quando encarnado é o encéfalo, de onde se irradia para as demais partes do corpo somático.
Corpo Mental – Não se subordina as leis da gravidade nem é influenciada pelo componente longilíneo dos corpos inferiores. Possui estrutura informe, aparentemente ovalada.

Perispírito – Quando encarnado, ao desprender-se temporariamente do físico, recebe deste as sensações que lhe são próprias, as quais repercutem sobre o psicossoma, sendo comuns formigamentos, excitações parafísicas, sensações de balanceamento, acompanhadas geralmente de certo torpor, que ocorre em várias partes do corpo.
 Corpo Mental – Ao ser externado em desdobramento, quando encarnado, somente é perceptível no âmbito dos limites da caixa craniana; sua expansão, entretanto é mais completa que a do perispírito, e pode alcançar uma percepção cósmica, mais ampla do que o veículo astral.

Perispírito – Transita e vibra nos planos extrafísicos próximos à crosta, o que lhe permite um trânsito mais direto no ambiente humano mais ou menos denso, perceptível pelo tato espiritual de extrema mobilidade.
Corpo Mental – Ao invés de transitar nesses ambientes ele os transcende. Embora a tudo compreenda numa visão mais dilatada, de natureza mental, ele o faz sem a aparente mobilidade do perispírito, pois atua em nível consciêncial, mais ligado a natureza íntima e ao sentido mais direto das coisas.

Perispírito – A forma humanóide é apreciável por qualquer espírito dotado de capacidades parapsíquicas.
Corpo Mental – Manifesta-se numa dimensão superior, sem aparências correspondentes ao corpo. Percepções como emotividade, sensações de fome, dor, peso, leveza e outras, não participam daquelas encontradas no corpo mental.

Perispírito – Em processos obsessivos – tanto a encarnados quanto desencarnados – os atacantes contam com a extrema sensibilidade do corpo espiritual das vítimas, que estão na mesma dimensão dos algozes.
Corpo Mental – As investidas que visam atingir este corpo, só podem ser realizadas por seres altamente capacitados e experientes. Mesmo assim, talvez não consigam seu intento, pois para atingi-lo é necessário conhecimento mais profundo das leis da psique e do mentalismo, bem como os demais detalhes que envolvem tais operações, que se realizam na fronteira da quarta dimensão com outras superiores.

Perispírito – Comunica-ser com facilidade no mesmo nível dos encarnados e desencarnados de vida superior.
Corpo Mental – Somente dispõe do recurso da telepatia para comunicar-se.

Perispírito – Nos planos mais sombrios – terra-a-terra – fica sujeito as diversas formas de energia densa e às tempestades magnéticas, próprias do plano astral, onde se locomove e vibra.
 Corpo Mental – Se manifesta num ambiente totalmente diverso e não está sujeito a fenômenos astrais.

Perispírito – Quando o ser se caracteriza pelo padrão emocional, necessita de mais elementos psicológicos ou “muletas” que intermedeiem sua relação com a vida. Em geral, manifesta uma tendência mais religiosa, depende de imagens e simbolismos nem sempre materiais, mas recorrentes em suas relações diárias. Ao conduzir-se desse modo coloca-se sob a ação modeladora do corpo psicossomático ou perispírito, que sobrepuja a influência do mental em sua vida e seu psiquismo. Com uma visão mais limitada, particular, poderá se sujeitar a estados deficientes de manifestação das questões íntimas, tais como neuroses e psicoses. Além disso, a avaliação de certas questões do cotidiano, bem como daquelas de ordem transcendente, pode ser prejudicada pelo emocionalismo, a falta de bom senso e de maturidade para uma visão mais ampla e abrangente de diversas situações, especialmente aquelas que têm a ver com a vida espiritual.

Corpo Mental – De maneira oposta, quem se manifesta em seu cotidiano com características menos emotivas, dispensando sistemas simbólicos e libertando-se dos atavismos religiosos ancestrais, mostra-se mais seguro, tanto em seus posicionamentos, quanto na visão a respeito de situações e sobre si mesmo.
O espírito que assim se comporta, dispensa o emocionalismo e age de com maior racionalidade, o que produz uma vida mental mais intensa e uma visão mais abrangente do mundo e das questões transitórias ou transcendentais com as quais convive e das quais é chamado a participar.
Quando o ser humano toma posse definitiva dos atributos do corpo mental, desenvolve uma consciência cósmica e sentimentos elevados, que o distingue da maioria das pessoas. São atributos do corpo mental os sentimentos de bondade, fraternidade, sensibilidade, pacificação, além de outros que proporcionam ao espírito uma vivência mais universalista e a aceitação da verdade num âmbito maior, em comparação com quem traz as restrições marcadas pelo emocionalismo. Posturas como partidarismo religioso e político, arrogância, pretensões descabidas, moralismo em confronto com ética, egoísmo, dependências emocionais, necessidade de ídolos e fantasias, símbolos mentais ou materiais, muletas psíquicas, enfim, são ocasionados pela predominância do corpo emocional sobre o mental.


Preponderância dos corpos


O ser, encarnado ou não, pode se expressar de acordo com os atributos de um ou outro corpo, conforme o meio, as necessidades e o temperamento do eu superior ou espírito imortal.
Numa mesma existência ou no invisível, o espírito poderá alternar entre essas diversas manifestações ou exprimir-se direta e permanentemente numa delas como característica transitória ou não de sua personalidade.


Corpo Mental – Encarnado x Desencarnado


Encarnado - Quanto maior a adaptação do espírito ao contexto físico, mais o corpo mental se encontra limitado e restrito em suas manifestações divinas.

Tanto a expansão de sua força mental, quanto sua própria consciência cósmica, se acham delimitados pelo psicossoma, que por sua vez está inserido ao contexto reencarnatório – sob o império da matéria física portanto. Sendo assim, o corpo mental de seres reencarnados está duplamente constrangido. Primeiramente encontra-se adequado e submetido aos limites do psicossoma e, em segundo lugar, sujeito aos efeitos da encarnação, num corpo que exige atenção e cuidados constantes para que cumpra a função para a qual está programado.

O que dificulta simultaneamente a adaptação a dimensão mental e a utilização plena de seus atributos.

Desencarnado – O corpo mental do ser na erraticidade não sofre as mesmas limitações daquele que está encarnado, sofre apenas por sua falta de desenvolvimento nos casos em que isso se verifica, causando uma espécie de preguiça mental. Como característica principal, mostra-se sua estreita ligação com a forma perispiritual da existência estrafisica.

Como o ser no mundo invisível está livre das amarras do corpo físico, seu corpo mental poderá decolar do perispírito, projetando-se em dimensões superiores, com maior facilidade da que está ao alcance do encarnado.

Enfermidades do Corpo Mental


Encarnados

O corpo mental, conectado com os chacras superiores, provoca ao enfermar distúrbios bem perceptíveis;

a) Necessidade exagerada de se expressar e falar sobre si mesmo.

b) Dificuldade de auto-expressão, de expressar e assumir os sentimentos, pensamentos e necessidades.

c) Incapacidade momentânea para esternar opiniões, idéias, preocupações e emoções. Os bloqueios emocionais intensos e sentimentos reprimidos habitualmente denotam sério comprometimento do corpo mental, cujo funcionamento irregular passa a congestionar as energias na região do chacra laríngeo.

d) A raiva que provoca tristeza e as lágrimas não expressas também estão relacionadas ao adoecimento do campo mental.

e) Problemas de comunicação, com dificuldade de pronunciar corretamente as palavras, articulando-as de modo claro e inteligível, poderão estar associadas a enfermidade localizada no corpo mental, que passa a exteriorizar as irregularidades no corpo físico, tanto quanto no perispiritual.

 f) Quando o período de adoecimento do corpo mental é mais duradouro e intenso, nota-se o rebaixamento de sua vibração, atingindo assim, no corpo físico, os seguintes órgãos; Garganta, glândulas tireóide e paratireóide, boca, gengivas, articulação temporomandibular, cordas vocais, traquéia, faringe, pescoço e vértebras cervicais.

g) Em casos desse porte, mesmo submetendo-se a tratamento através de sério acompanhamento psíquico, magnético e fluidoterápico, é necessário o acompanhamento médico para erradicar do campo físico os resquícios da enfermidade mental, que na maioria das vezes, está subordinada a alguns dos fatores a seguir;

g.1) Egoísmo, dificuldade de dar amor, de sentir-se ligado, nutrido e nutrir com amor universal, humanitário ou de nutrir-se afetivamente e doar-se as pessoas.

g.2) Falta de amor e compaixão tanto pelo mundo, quanto pelas pessoas, sem se deixar ou permitir sensibilizar-se com a natureza do mundo onde vive, ao privar-se de experimentar os sentimentos de fraternidade e conserva-se fechado para o envolvimento com o próximo, compartilhando e participando da vida e das dificuldades alheias.

 g.3) Apego excessivo, dependência emocional, auto-piedade, amor possessivo, e ciúme obsessivo, são algumas das características das disfunções do corpo mental, cuja psicopatologia pode ser projetada através do ser no corpo físico.

g.4) Ressentimentos, mágoas profundas, dificuldade de perdoar, raiva, ódio e inveja são outros tantos fatores enfermiços arquivados na intimidade do corpo mental.

Nos casos citados acima o corpo físico se ressente imediatamente, devido à intensidade das energias adensadas na intimidade do campo mental.

Daí resultam sérios prejuízos para a organização perispiritual, que recebe o impacto direto dos arquivos superiores e atua como intermediário para o descenso vibratório de tais energias malsãs, que se materializam na estrutura física. O adoecimento do corpo mental produz no perispírito, um intenso magnetismo e uma fuligem que contamina intensamente as linhas de força e os chacras, pelos quais fluem as energias oriundas do corpo mental superior.

Desencarnados

a)    Distúrbios que acometem os recém desencarnados incapacitados para a vivencia post mortem. Em geral vêem-se prisioneiros de antigas concepções, crenças e ilusões que as fazem pensar e acreditar que ainda estão ligadas a seus corpos físicos.
b)    Monodeismos constituídos, vividos e mantidos por uma educação rígida, errônea ou equivocada a respeito da vida nos planos extrafisicos.
c)     Deficiências de desenvolvimento mental que se manifestam nos corpos físico e perispiritual, adquiridas ou congênitas.
d)    Incapacidade de concentração mental ou de envolvimento com o meio, tendo como conseqüência uma espécie de afastamento e reclusão que afeta profundamente o comportamento do ser. Via de regra, o conflito se transfere para a etapa reencarnatória.
e)    Estados de euforia ou de esquizofrenia extrafisica, quadros tão presentes em espíritos que se encontram e tratamento nas câmaras de retificação do plano astral.
f)      Alteração da lucidez extrafisica, com comprometimento da ética, da moral e da percepção do sentido universal da evolução. Ocasiona no individuo um estranhamento diante do projeto divino de ascese espiritual de todos os seres, e ele passa a enquadrar-se como inimigo de todo projeto evolutivo e existencial.

Mediunidade   

Estágios evolutivos

O aperfeiçoamento da vida humana e o engrandecimento do ser na busca pela ascese espiritual consistem na elaboração de recursos mentais e na formação de uma vida mental mais ativa, de qualidade superior.
Esse estado mental superior, produzirá a desintegração das crenças e dos juízos retrógrados e cristalizados, que cederão lugar a estágios mentais mais arrojados e adiantados.


Vidência

 Visão astral ou Paravisão

É de natureza para normal, e pode ser exercitada no corpo físico ou fora dele.

a)    Vidência instável – A mais comum, por ser  fugas, em flashes e escorregadia;

b)    Vidência cromática – Registra apenas cores, tanto do mundo físico quanto do astral;

c)     Visão panorâmica – A pessoa percebe algo mais do panorama existencial extrafísico;

d)    Visão a distância – Tanto pode ser de lugares, situações ou pessoas do plano físico quanto do extrafísico;

e)    Visão endoscópica ou microscópica – Na qual se percebe profundidade, seres, objetos e energias que vibram em existência diminuta;

Existem ainda outras formas de manifestações da visão espiritual.

Locais proibidos

Existem locais que a organização mediúnica não está preparada para enfrentar, por sabedoria dos mentores, lhe são vedadas as possibilidades de percepção.

Tanto locais de grande evolução quanto zonas purgatórias de extrema densidade e involução.

Visão do perispírito x visão do corpo mental

Perispírito ou Psicossoma – Formas, seres e objetos, em geral, semelhantes àqueles encontrados no ambiente terrestre.

Corpo mental – Mais abrangente, global, penetra no âmago das coisas, por ocorrer num continun dimensional superior.

Capta mais conceitos e formas superiores a estes aliados do que a aparência material, externa das coisas.


Fatores que influenciam no afastamento das atividades mediúnicas

Limitações internas (do médium)

a)    Ausência de percepções mediúnicas devido a questões de saúde física;

b)    Incompatibilidade do médium, dificuldade pessoal com o grupo mediúnico;

c)     Alienação social do médium, que poderá produzir um recesso ou a diminuição acentuada de suas percepções;

d)    Acidentes físicos;

e)    Uso de medicamentos que dificultem o exercício mediúnico interferindo na química cerebral, por exemplo;

f)      Indisciplina do médium em relação ao trabalho mediúnico, causando a suspensão por parte dos benfeitores;

g)    Mau uso das faculdades mediúnicas, sob o ponto de vista de ética cósmica e evangélica;

h)    Conduta moral dissociada dos objetivos nobres da mediunidade, podendo acarretar interrupção por parte dos benfeitores;

i)       Adoecimento psíquico movido pela cristalização do pensamento, neurose do espírito, psicose e outros problemas do corpo mental;

j)       Rejeição pessoal, ainda que em nível inconsciente, por medo de assumir compromissos mais intensos com o trabalho mediúnico;

k)     Consumo de drogas e alimentos tóxicos, que dificultam o uso das faculdades de maneira sadia;

l)       Hábitos arraigados incompatíveis com o trabalho mediúnico.


Fatores de natureza externa

a)    Incompatibilidade de vibrações entre o ambiente e o psiquismo do médium;

b)  Presença de pessoa ou pessoas esterilizantes, cujo teor energético anula ou dificulta o transe mediúnico, causando colapso das faculdades do médium;

c)     Intervenção dos benfeitores, devido a causas desconhecidas pelo médium, mas sempre atendendo a um projeto traçado no mais além;

d)    Influência obsessiva simples ou complexa, que incompatibiliza o médium com o exercício constante e qualitativo das qualidades mediúnicas;

e)    Intervenção  ou influência familiar, bem como de amigos e inimigos que provocam a interrupção da tarefa mas não da faculdade em si;

f)      Trabalho profissional;

g)    Doença na família;

h)    Priorização do ócio improdutivo, da preguiça e de outros fatores, que se confundem entre internos e externo, mas que, mesmo assim, influenciam na interrupção ou no uso intermitente das faculdades, criando sérios desajustes no psiquismo do médium.


Animismo

Podemos dizer que o animismo se constitui num conjunto de fenômenos psíquicos ou de natureza física, intracorpóreos ou extracorpóreos, que são produzidos pelo paranormal, sem ação do plano espiritual. Em decorrência de seu próprio psiquismo, o animista é o agente e, ao mesmo tempo, a gênese da fenomenologia produzida por seu intermédio.

Os fenômenos anímicos foram classificados por Alexander Nicolayevich Aksokov, em grupos bem distintos. 

De um lado, os fenômenos que abordam a telepatia e a transmissão de pensamentos e idéias à distância, caracterizados como de natureza psíquica ou menta;

De outro lado, aqueles que envolvem o deslocamento de objetos à distância, de efeitos mais físicos, denominados tele cinéticos.

Além desses, o eminente cientista catalogou a rica fenomenologia dos efeitos telefânicos – de aparições a distancia – e os tele plásticos, como a formação de corpos materializados.

Sem que entremos no mérito de tal classificação, podemos com absoluta certeza generalizar que o fenômeno mediúnico é necessariamente de natureza anímica – por depender de certa forma em alguma medida do concurso do médium -,assim como também é de natureza espírítica ou mediúnica – por haver a participação do chamado fator teta, ou de entidades extracorpóreas. Isto é: todo fenômeno é, na verdade médioanímico.


Concepções filosóficas e religiosas

Na maioria das vazes, a formação e a cultura religiosa influem muito na interpretação dos fatos percebidos pelo médium ou animista.

O espírito que se comunica geralmente escolhe seu aspecto visual, suas vestimentas, sua aparência e seus instrumentos de trabalho; no entanto, quando se torna perceptível aos médiuns, estes distorcem as percepções originais, ainda que inconscientemente. Essa interpretação se dá de acordo com a concepção previamente registrada na memória do médium, em decorrência da cristalização ou da ortodoxia a que sua mente se vê entregue.

Na verdade, esses detalhes são completamente inexpressivos e não figuram como interferências relevantes – desde que a tarefa ocorra.


Limites da mediunidade

A mediunidade poderá favorecer o ser humano na obtenção de informações acerca do universo invisível, entretanto, somente como espírito o homem terá pleno acesso à realidade do mundo astral – embora isso não ocorra por completo no pequeno intervalo de duas encarnações, mas ao longo de vários períodos na erraticidade, em um tempo bastante dilatado.


Mentores

Partindo do princípio de que quanto mais evoluído um espírito, mais difícil se torna o contato com os planos mais materiais da vida, podemos considerar que os supostos e idolatrados mentores de meus irmãos são apenas seres humanos comuns, dotados de uma visão mais dilatada da realidade espiritual. Em geral não possuem títulos de sabedoria nem de santificação espiritual, são seres comuns, embora respeitáveis, possuem inúmeras limitações que os humanos estão longe de compreender, devido ao arcabouço milenar das concepções religiosas arquivadas na memória espiritual.

São entidades respeitáveis e não santinhos espirituais, que não erram nem tem limitações. Todos os espíritos que ainda se encontram em sintonia com o ambiente vibratório do planeta Terra aqui permanecem não somente por serem elevados ou por terem adquirido uma visão dilatada da realidade espiritual, mas, principalmente, porque precisam estar aqui, em decorrência de seu passado comprometido com o grupo de pessoas que pretende dirigir.
                                                                      

Mediunidade x Animismo

Embora o chamado animista ou paranormal, com relativa freqüência, obtém os fenômenos através de suas próprias capacidades psíquicas, sem interferência de entidades extrafísicas, é comum observar que muitos trabalham em sintonia com essas mesmas entidades – ou vice-versa.

De outro lado, médiuns que obtém os fenômenos pelo concurso de um ou mais espíritos costumam, ao longo do tempo, desenvolver uma faculdade própria, com recursos próprios, devido à convivência entre as duas dimensões da vida. Deste modo, a distinção didática entre os dois se confunde e os papéis desempenhados se alternam.

Médium – Tem em geral atuação passiva, já que depende quase que inteiramente do espírito comunicante para a condução dos trabalhos.

Animista ou Paranormal – Vê-se forçado a assumir um tipo de comportamento pro ativo, já que, ao menos em tese, conta com energias oriundas de si mesmo.

Médium – Exerce papel de ponte, intermediário, e é considerado instrumento de trabalho na mão dos benfeitores espirituais.

Animista – Não se vê envolvido com a tarefa de intermediar outras inteligências, podendo em muitos casos, ir e vir entre as dimensões, transmitindo ele próprio as informações.

Médium -  Mesmo na hipótese de estar desdobrado, o médium não pode se manifestar num paranormal, porque assim o paranormal deixaria de sê-lo transformando-se em médium.

Animista – O paranormal ou animista, quando desligado do veiculo físico, pode se utilizar das faculdades do médium e dar comunicação através dele, mesmo sem estar desencarnado.

Médium – O médium ainda encarnado, quando em comunicação, não pode desempenhar o papel de dirigente, devido a seu estado vibracional e a sua própria atitude passiva e reativa.

Animista – Uma vez desdobrado, em que pese a visão mais ou menos dilatada da realidade, pode desempenhar tarefas semelhantes às do orientador espiritual, pois que goza de uma liberdade provisória, fora do corpo físico. Pode fazê-lo segundo suas percepções ou, então, sendo porta-voz das instruções.

Fonte: CONSCIÊNCIA, pelo espírito JOSEPH GLEBER
Médium: Robson Pinheiro