quinta-feira, 10 de novembro de 2016

HIPÓCRATES DE CÓS, O PAI DA MEDICINA OCIDENTAL

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HIPÓCRATES, O PAI DA MEDICINA

Conhecido como o “Pai da Medicina Ocidental”, Hipócrates foi um ícone ateniense da rejeição a explicações supersticiosas e míticas para os problemas de saúde e como curar doenças. Enquanto muitos pensadores gregos concentravam seus esforços na natureza em geral ou na moral e política, Hipócrates concentraram-se em observar e compreender o funcionamento do organismo humano, na esperança de encontrar explicações racionais, e passíveis de controle e manipulação, para os males que atingem a saúde humana. Embora muito tenha se perdido ao longo dos séculos, alguns de seus escritos sobrevivem até os dias atuais, porém, como a maior parte de seu trabalho era iminentemente prática, temos ainda assim pouco acesso ao pensamento de Hipócrates.
Hipócrates não apenas foi bem sucedido em rejeitar a superstição, mas foi também capaz de desenvolver a medicina a ponto de separá-la da Teurgia, práticas religiosas ritualísticas com objetivo de conectar-se a divindade, no caso para recuperação da saúde. A partir de Hipócrates a medicina tornou-se uma disciplina independente, o que levou ao surgimento da profissão de médico.
Embora a medicina tenha se desenvolvido como uma disciplina independente, os discípulos de Pitágoras nos dão a saber que Hipócrates utilizou a filosofia como aliada da medicina, entendendo que a abordagem racional utilizada nesta disciplina seria o tipo de abordagem adequada para tratar os males da saúde, buscando na natureza as causas e a solução. Estabeleceu que, ao invés de uma punição dos deuses, as causas da maioria das doenças seriam fatores climáticos, alimentares e hábitos cotidianos.Conhecido como o “Pai da Medicina Ocidental”, Hipócrates foi um ícone ateniense da rejeição a explicações supersticiosas e míticas para os problemas de saúde e como curar doenças. Enquanto muitos pensadores gregos concentravam seus esforços na natureza em geral ou na moral e política, Hipócrates concentraram-se em observar e compreender o funcionamento do organismo humano, na esperança de encontrar explicações racionais, e passíveis de controle e manipulação, para os males que atingem a saúde humana. Embora muito tenha se perdido ao longo dos séculos, alguns de seus escritos sobrevivem até os dias atuais, porém, como a maior parte de seu trabalho era iminentemente prática, temos ainda assim pouco acesso ao pensamento de Hipócrates.
Hipócrates não apenas foi bem sucedido em rejeitar a superstição, mas foi também capaz de desenvolver a medicina a ponto de separá-la da Teurgia, práticas religiosas ritualísticas com objetivo de conectar-se a divindade, no caso para recuperação da saúde. A partir de Hipócrates a medicina tornou-se uma disciplina independente, o que levou ao surgimento da profissão de médico.
Embora a medicina tenha se desenvolvido como uma disciplina independente, os discípulos de Pitágoras nos dão a saber que Hipócrates utilizou a filosofia como aliada da medicina, entendendo que a abordagem racional utilizada nesta disciplina seria o tipo de abordagem adequada para tratar os males da saúde, buscando na natureza as causas e a solução. Estabeleceu que, ao invés de uma punição dos deuses, as causas da maioria das doenças seriam fatores climáticos, alimentares e hábitos cotidianos.
Os desenvolvimentos posteriores da medicina mostraram que Hipócrates estava correto, embora hoje se compreenda que ele trabalha com diversos elementos incorretos quanto a anatomia e fisiologia. Entre estes o Humorismo, a teoria de que o corpo possui quatro fluidos diferentes que quando desequilibrados levam a doenças.
Este tipo de erro devia-se especialmente ao fato de que na Grécia da época, a dissecação era um tabu, o que também dificultava o trabalho da escola de medicina da região de Cnido, baseada no diagnóstico. Tendo isto em mente, a escola Hipocrática de medicina, da região de Cós, focou seus trabalhos no prognóstico e cuidado com o paciente, atingindo assim maior eficácia em tratar as doenças, mesmo com uma visão incorreta de muitos aspectos do corpo humano e um diagnóstico generalista combinado a tratamentos passivos. Com a imaturidade da medicina da época, Hipócrates e seus sucessores acreditavam que o melhor que o terapeuta poderia fazer seria prever o desenvolvimento da doença, baseado em dados previamente coletados, e facilitar o processo de recuperação natural do corpo, pois acreditava-se que o corpo humana possuía a capacidade de reequilibrar os quatro fluidos por si mesmo, de modo que, na maioria dos casos, o papel do terapeuta seria manter o paciente o mais limpo e estéril possível, imobilizando conforme a necessidade e evitando o uso de drogas potentes, o que era reservado para casos críticos.
Especialmente devido aos tratamentos passivos, Hipócrates tem sido criticado nos últimos dois milênios, sendo que a medicina atual aproximasse muito mais da escola de Cnido do que da escola de Cós, visto que hoje possuímos o conhecimento fisiológico e anatômico que lhes faltava.
Um conceito importante para o método de Hipócrates era o de “crise”. Um ponto de progressão da doença ou da cura do paciente que determinava se ele se recuperaria ou morreria. Durante o processo de cura mais de uma crise era esperada, sempre sucedida por um período de recaída.
Hipócrates é também creditado como tendo criado o juramento de Hipócrates, utilizado hoje para a profissão de medicina, embora alguns autores afirmem que o juramento é posterior.

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Hipócrates

Médico grego

Biografia de Hipócrates

Hipócrates (460 a.C.-377 a.C.) foi um médico grego. Foi considerado o pai da Medicina, o mais célebre médico da Antiguidade e o iniciador da observação clínica.
Hipócrates (460 a.C.-377 a.C.) nasceu na Ilha de Cós, na costa da Ásia Menor. Era filho de Heráclides e Fenareta, descendentes de Asclépio, deus grego da medicina, por parte de pai, e de Hércules por parte de mãe. Dizia-se que foi membro de uma sociedade secreta denominada Asclepíades, dos filhos de Asclépio, que reunia os sábios e estudiosos.
Alguns afirmam que Hipócrates jamais existiu, mas Platão diz que Hipócrates viajou muito ensinando medicina nos lugares por onde passava. A escola de Hipócrates, na ilha de Cós, sucedeu provavelmente à estabelecida no século VI a.C. pelo matemático grego Tales. A escola ensinava além dos princípios da Medicina, as relações pessoais adequadas entre médico e paciente.
Antes de Hipócrates o exercício da Medicina estava nas mãos dos sacerdotes de Esculápio, o deus grego e romano da cura. Via-se a doença como o resultado da zanga dos deuses com os homens. Os doentes iam ao templo do Esculápio em busca da assistência dos sacerdotes. Hipócrates negava os poderes curativos dos deuses.
Os ensinamentos de Hipócrates, pormenorizados em seus setenta tratados médicos, foram redescobertos na Idade Média. Para ele o estudo da Anatomia era o mais importante aspecto do estudo médico. Procurava explicação das doenças no mundo que os cercava e não nos caprichos dos deuses. Ensinava que o médico deve observar cuidadosamente o paciente e registrar os sintomas da doença. Desse modo organizou uma norma que mostrava como o paciente poderia ser curado.
Hipócrates estabeleceu processos para observar o doente, dando atenção ao aspecto dos olhos e da pele, à temperatura do corpo, ao apetite e à eliminação dos resíduos. Insistia na tomada de notas diárias e mantinha um mapa médico sobre o progresso do doente. Observou os efeitos do clima e as mudanças de estação nas diversas doenças, como por exemplo, a maior frequência de resfriados no inverno.
Hipócrates considera que as doenças resultam do desequilíbrio entre o que denominou “Doutrina dos quatro humores”: o “sangue”, a “fleuma” (estado de espírito), a bílis (amarela) e a atrabile (bílis negra). Para ele, todo corpo traz em si os elementos para a sua recuperação. Mas o conhecimento do corpo só é possível a partir do conhecimento do homem como um todo.
São atribuídos a Hipócrates os seguintes escritos: “Tratado Sobre o Mal Sagrado”, “Dos Ares, Águas e Lugares”, “Do Prognóstico”, “Epidemias”, “A Medicina Antiga”, “Aforismos”, “Da Cirurgia”, “Das Fraturas”, “Das Articulações”, “Das Úlceras” e o “Juramento”.
É de fundamental importância a sua ética resumida no célebre “Juramento de Hipócrates: “Prometo que, ao exercer a arte de curar, mostrar-me-ei sempre fiel aos preceitos da honestidade, da caridade e da Ciência. Penetrando no interior dos lares, meus olhos serão cegos, minha língua calará os segredos que me forem revelados, o que terei como preceito de honra. Nunca me servirei de minha profissão para corromper os costumes ou favorecer o crime. Se eu cumprir este juramento com fidelidade, goze para sempre a minha vida e a minha arte de boa reputação entre os homens, se o infringir ou dele me afastar, suceda-me o contrário”. Essas ideias acham-se contidas no juramento prestado, até hoje, pelos formandos de Medicina.
A data de sua morte de Hipócrates é incerta, alguns biógrafos acreditam que foi em 377 a.C. Foi sepultado em Larissa, na Tessália, Grécia. Seu túmulo foi venerado pelos povos durante muitos séculos.

A medicina na Grécia Antiga

A medicina na Grécia Antiga


A medicina na Grécia Antiga teve como expoente Hipócrates de Cós, considerado o “pai” desse tipo de saber e o principal teórico da diferença entre o normal e o patológico.

Em todas as civilizações e culturas, o saber médico desenvolveu-se de alguma forma, logicamente relacionada com as peculiaridades de cada uma dessas civilizações. Dessa forma, a medicina oriental, sobretudo a chinesa, possuía (e ainda possui) procedimentos que levavam em conta a harmonia de todo o corpo (ou organismo) humano, isto é, correspondências entre partes de um membro (como pé) e um órgão, em especial, por exemplo, o fígado. Na Antiguidade Ocidental, sobretudo no mundo helênico, isto é, grego, a medicina também nasceu levando em consideração esse tipo de harmonia, porém com algumas diferenças que estão expressas nos tratados médicos de homens como Hipócrates e Galeno.
Hipócrates de Cós desenvolveu, entre os séculos IV a.C. e V a.C., uma criteriosa análise das patologias que afetavam os seres humanos. O pensamento médico de Hipócrates foi considerado uma ruptura com o tipo de “pensamento mágico” sobre as doenças, muito presente em culturas primitivas que se valiam do xamanismo, por exemplo. Para Hipócrates, o corpo humano estava em conexão com a phisis, a natureza, e essa conexão, a priori, era harmoniosa. A doença tornava-se verificável quando essa harmonia alterava-se.
A atenção para sinais como febre, inchaços, amarelamento e demais traços que na moderna medicina são chamados de sintomas e a tentativa de relacionar tais sinais com possíveis distúrbios na harmonia do corpo foram uns dos principais avanços do pensamento de Hipócrates. Além disso, Hipócrates também avançou em direção à prescrição de cura e de prevenção de doenças por meio de propostas de dietas que advinham da observação de quais alimentos combinavam ou não com o tipo de humor do indivíduo.
Humor, na medicina grega (e esse legado estendeu-se até a Idade Média), era entendido como aquilo que definia a composição alquímica de uma pessoa, isto é, a relação entre sua alma e seu corpo, seu temperamento e as manifestações físicas corporais. Os quatro humores principais aos quais se enquadravam os organismos eram: o colérico, o melancólico, o sanguíneo e o fleumático.
Sendo assim, Hipócrates, seguido por outros, como Galeno, e por medievais, como Avicena e Pedro Hispano, construiu as bases para a medicina ocidental. A diferenciação entre o normal (o estado de harmonia) e o patológico (o estado de afetação do corpo – desarmonia) foi a principal contribuição da medicina antiga para a ciência médica moderna.
Fonte:http://mundoeducacao.bol.uol.com.br/historiageral/a-medicina-na-grecia-antiga.htm
Hipócrates (em grego antigoἹπποκράτηςtransl. Ippokráti̱s; * 460 a.C. em Cós; † 370 a.C. em Tessália) é considerado por muitos uma das figuras mais importantes da história da Medicina, frequentemente considerado "pai da medicina", apesar de ter desenvolvido tal ciência muito depois de Imhotep, do Egito antigo. É referido como uma das grandes figuras entre SócratesAristóteles durante o florescimento intelectual ateniense . Hipócrates era um asclepíade, isto é, membro de uma família que durante várias gerações praticara os cuidados em saúde.
Nascido numa ilha grega, os dados sobre sua vida são incertos ou pouco confiáveis. Parece certo, contudo, que viajou pela Grécia e que esteve no Oriente Próximo.
Nas obras hipocráticas há uma série de descrições clínicas pelas quais se pode diagnosticar doenças como a maláriapapeirapneumonia [carece de fontes] e tuberculose.[1] Para o estudioso grego, muitas epidemiasrelacionavam-se com fatores climáticos, raciais, dietéticos e do meio onde as pessoas viviam. Muitos de seus comentários nos Aforismos são ainda hoje válidos. Seus escritos sobre anatomia contêm descrições claras tanto sobre instrumentos de dissecação quanto sobre procedimentos práticos.
Foi o líder incontestável da chamada "Escola de Cós". O que resta das suas obras testemunha a rejeição da superstição e das práticas mágicas da "saúde" primitiva, direcionando os conhecimentos em saúde no caminho científico.
Hipócrates fundamentou a sua prática (e a sua forma de compreender o organismo humano, incluindo a personalidade) na teoria dos quatro humores corporais (sanguefleugma ou pituíta, bílis amarela e bílis negra) que, consoante às quantidades relativas presentes no corpo, levariam a estados de equilíbrio (eucrasia) ou de doença e dor (discrasia). Esta teoria influenciou, por exemplo, Galeno, que desenvolveu a teoria dos humores e que dominou o conhecimento até o século XVIII. Sua ética resume-se no famoso Juramento de Hipócrates. Porém, certos autores afirmam que o juramento teria sido elaborado numa época bastante posterior.

Obras

O conjunto das obras atribuídas a Hipócrates constitui o Corpus hippocraticum (em português, Coleção Hipocrática). Setenta escritos são reconhecidos como constituintes do corpus, entre os quais os seguintes são considerados os mais importantes:
  • Aforismos
  • Da Medicina Antiga
  • Da Doença Sagrada
  • Epidemias
  • Da Cirurgia
  • Das Fraturas
  • Das Articulações
  • Dos Instrumentos de Redução
  • Dos Ferimentos na Cabeça
  • Prognósticos
  • Dos Ares, Águas e Lugares
  • Do Regime nas Doenças Agudas
  • Das Úlceras
  • Das Fístulas
  • Das Hemorróidas
  • Juramento
  • Lei

Juramento de Hipócrates

Referências

  1. ↑ Ir para:a b c William OsterThe Principles and Practice of Medicine: Designed for the Use of Practitioners and Students of Medicine (1928?), Chapter IVTuberculosis, p.306 [google books]

Ligações externas

Wikisource
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