ESPECIALISTA DIZ QUE KIM JONG-UN PRECISA DE FORÇA DE DISSUASÃO PARA EVITAR QUEDA

O líder norte-coreano Kim Jong-Un, em Pyongyang, no dia 3 de janeiro de 2016

O líder norte-coreano Kim Jong-Un, em Pyongyang, no dia 3 de janeiro de 2016

Especialista diz que Kim Jong-Un precisa de força de dissuasão para evitar queda

15 de janeiro de 2016

O líder norte-coreano Kim Jong-Un não quer acabar como os ditadores Saddam Hussein ou Muammar Khaddafi, e é por isso que ele pretende se armar de uma força de dissuasão nuclear, afirmou nesta sexta-feira um ex-ministro da Defesa japonês, uma semana após o quarto teste nuclear de Pyongyang.
"Kim está com muito medo de ser morto como (o iraquiano) Saddam Hussein, (o líbio) Muammar Khaddafi ou até mesmo Osama bin Laden", declarou o especialista em segurança nacional Satoshi Morimoto em uma coletiva de imprensa em Atenas.
"Enquanto mantiver uma capacidade nuclear, acredita que poderá sobreviver", disse Morimoto, ministro da Defesa durante alguns meses em 2012 e atualmente professor na Universidade Takushoku, em Tóquio.
Pyongyang anunciou ter testado em 6 de janeiro uma bomba de hidrogênio, muito mais poderosa do que uma bomba atômica comum, mas muitos especialistas consideram muito baixa a energia liberada pela explosão.
A Coreia do Norte "está atualmente tentando desenvolver uma bomba de hidrogênio, mas ainda não conseguiu atingir esse objetivo", garantiu Morimoto.
O ex-ministro afirmou que a arma testada continha provavelmente "uma pequena bomba com um míssil de lançamento" e comparou a situação atual com a de 1953, quando a União Soviética assegurou ter testado uma bomba de hidrogênio, o que foi questionado pelos Estados Unidos.
O primeiro verdadeiro teste soviético de uma bomba de hidrogênio ocorreu dois anos mais tarde.
O teste de 6 de janeiro é mais um passo no programa atômico do regime mais fechado do mundo, e uma violação das resoluções da ONU que proíbem Pyongyang de manter qualquer programa de mísseis balísticos ou nucleares.
A Coreia do Norte testou três vezes a bomba atômica em 2006, 2009 e 2013. Estes testes resultaram em uma série de sanções internacionais.

Fonte:https://br.noticias.yahoo.com/

O líder norte-coreano Kim Jong-Un, em Pyongyang, no dia 3 de janeiro de 2016